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Postada em 05-16-2009. Acessado 1944 vezes.
Título da Postagem:Março de 1964, Graças a Deus!
Titular:GTMelo
Nome de usuário:GrupoGuararapes
Última alteração em 05-16-2009 @ 08:44 am
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Estamos Vivos! Grupo Guararapes!

Acacio Vaz de Lima Filho*

O GRUPO GUARARAPES BATE PALMAS AO ARTIGO DO DOUTOR ACÁCIO. O PONTO EM QUE ELE FRISA A TENTATIVA DA ESQUERDA DE SEPARAR, CRIAR UM FOSSO, SEPARANDO O BRASILEIRO EM DUAS CLASSES – MILITAR E CIVIL – o doutor Acácio se sublima.
Não há brasileiro civil, militar, branco, preto, amarelo, de olhos azuis etc HÁ, SIM, O BRASILEIRO QUE AMA O BRASIL.

DOCUMENTO 66 - 2009
  Escrevo aos 31 de Março de 1964. Há exatamente quarenta e cinco anos, o General Olympio Mourão Filho levantava a guarnição de Juiz de Fora, nas Minas Gerais, iniciando o movimento de tropas que culminou com a deposição de João Goulart, e com o início do ciclo dos Presidentes militares.
Começava a Revolução de Março de 1964. E muito tem que ser dito a respeito do assunto, em função da campanha sistemática de desinformação que, a propósito do Movimento de 64, tem sido feita. De plano rememoro que, como tenho dito, repetido e enfatizado, “a mentira é endêmica nas esquerdas”, que, com uma inacreditável desonestidade intelectual, própria da tática leninista, distorcem os períodos mais recentes da História do Brasil. Nesta ordem de idéias, o Movimento de Março de 64 tem sido apresentado como uma reles quartelada, um golpe de Estado feito por militares que almejavam o Poder. Esta é a primeira mentira deslavada. Precisam as gerações mais jovens saber que o Comunismo  internacional e ateu estava prestes (sem
trocadilho) a tomar o Poder no Brasil, sendo que  os civis saíram em massa às ruas, em protesto contra a bolchevização da Pátria. Foram as célebres “Marchas da Família, com Deus, pela Liberdade”, que mobilizaram entidades de classe, homens, mulheres e crianças, nos grandes centros e nas pequenas cidades do Interior. Os manifestantes se contavam aos milhares, o que demonstra que o Exército e as demais Forças Armadas atuaram em atendimento ao clamor dos civis.

  A segunda distorção, também ela típica da tática leninista, consiste em colocar em dois campos distintos, em Março de 1964 e no  “posterius” da Revolução, os “Civis” e os “Militares”, como se fossem dois compartimentos estanques e --- pior do que isto --- antagônicos. Esta postura, sobre distorcer a realidade, é uma grossa asneira. O militar um dia foi um civil, e um dia voltará à vida civil!... meu saudoso comandante na 4ª) Divisão de Cavalaria, o General Plínio Pitaluga --- um herói de guerra --- em discurso pronunciado perante a tropa do 17º) Regimento de Cavalaria, em Amambai, Mato Grosso, em 1972, deixou isto claro: --- “Senhores! Todos nós saímos da vida civil, e um dia voltaremos a ser civis!...” de resto, em meu modesto livro “O Poder Na Antigüidade”, demonstrei que tanto na “Democracia Ateniense” quanto no  sistema aristocrático-militar de Esparta, quanto na República Romana, não havia fronteiras entre o “civil” e o “militar”!...
ambos os campos se interpenetravam, e mais do que isto,  eles se interpenetram. Para concluir, o Movimento de Março de 1964 foi feito por patriotas brasileiros, civis e militares. Uma terceira distorção nega, ao Movimento de Março de 64, o qualificativo de “Revolução.” Há algum tempo manuseei uma abordagem do assunto feita por um pseudo-intelectual que, ao se referir aos acontecimentos, escreve a palavra Revolução entre aspas.
Como é evidente, trata-se de uma visão sectária e unilateral, segundo a qual as “revoluções” só podem ser feitas pelas esquerdas... esta atitude, além de mentirosa, denota uma sesquipedal ignorância em História e em Ciência Política. Todo movimento que implica em grandes transformações políticas e sociais, é uma revolução. Uma revolução foi a implantação do Principado em Roma por Augusto, como o demonstrei em meu livro “As Constituições Imperiais Como Fonte Do Direito Romano.” Foram  revoluções a tomada do Poder na Alemanha pelos Nacional-Socialistas, em 1933, a ascenção de Franco ao mando na Espanha, após a Guerra Civil, a tomada do Poder na Itália por Mussolini, o governo dos “Jovens Turcos” liderados por Mustafá Kemal Pachá na Turquia, o Estado Novo  do Professor Salazar em Portugal, e por aí afora. Até imperadores que estão no trono fazem revoluções. Quem duvidar, que pense na modernização da Rússia, levada a cabo por Pedro, O Grande, e nas transformações radicais impostas ao Japão, no século XIX, por Mitsuo – Hito (Era Meiji).

  A quarta distorção consiste em apresentar como campeões da Democracia e da “luta contra a Ditadura” uns poucos terroristas e assaltantes de bancos que empunharam armas contra o Governo Militar, em especial, na década de setenta do século passado. Esta mentira insulta a inteligência do homem mediano. Aqueles terroristas jamais foram “democratas”; eram comunistas estalinistas que desejavam implantar no Brasil, não um sistema democrático, porém, a mais arbitrária e sanguinária das ditaduras, a ditadura comunista, idêntica à que, até hoje, infelicita o povo de Cuba. O pior é que os remanescentes de tais terroristas (Dilma Roussef, José Dirceu e outros) ora recebem gordas “indenizações” e “pensões” do “Estado Burguês” que intentavam destruir!... isto ultrapassa a desonestidade intelectual, para configurar uma canalhice. Vou dar uma idéia para as esquerdas. Existiu outrora o Comunismo da “linha russa”, como também o da “linha chinesa.”
Pois bem, por que não criam os beneficiários das “indenizações” e “pensões”
o Comunismo da “linha Transilvânia”? Afinal, como vampiros, eles sugam --- na forma de “indenizações” e “pensões”, o suor e o sangue dos brasileiros que trabalham...

  Bem considerados os fatos, bem examinada a verdade histórica, todo brasileiro patriota e honesto tem que dizer, alto e bom som: --- “MARÇO DE 1964, GRAÇAS A DEUS.” Sim, graças a Deus. Os governos militares colocaram um fim na baderna comunizante que então reinava no Brasil, deram início a um processo de desenvolvimento econômico e social pujante, implantaram políticas agrícolas e sociais (O Estatuto da Terra é obra do Marechal Castello Branco), e revolucionaram as comunicações. Ampliaram o mar territorial, possibilitando a exploração do petróleo da plataforma continental,  cuidaram de uma correta política energética, com a construção de hidroelétricas e  implantaram o programa nuclear brasileiro. O cidadão comum tinha segurança em sua casa e nas ruas. O fazendeiro e o sitiante não viam as suas terras invadidas e os seus tratores incendiados por desordeiros profissionais auto-intitulados “trabalhadores rurais sem terra”, e havia uma eficaz repressão ao narcotráfico e à difusão da pornografia. Em suma, a Revolução de Março de 1964 foi altamente benéfica para o Brasil, sob todos os aspectos. O seu único erro foi conceder uma anistia que, na prática, equivaleu à entrega do Poder aos seus inimigos.
Isto possibilitou, entre outros absurdos, a odiosa política de retaliação contra os militares, ora em curso. Ou seja, houve a antítese (já que falo do Marxismo) de uma “anistia.”

  Em discurso proferido no  dia 11 de Março no Rio de Janeiro, na solenidade de transmissão do Comando do Leste, Sua Excelência o General de Exército Luiz Cesário da Silveira Filho, elogiou a Revolução de Março de 1964, da qual participou como cadete, em operações no Vale do Paraíba. E asseverou que o Exército Brasileiro, fiel às suas tradições, estará sempre pronto a defender a Nação, quer dos seus inimigos externos, quer dos internos. Todo bom brasileiro só pode desejar que assim seja!...

*Acacio Vaz de Lima Filho, advogado e professor universitário,  é Associado Efetivo do Instituto dos Advogados de São Paulo, Membro do Instituto Brasileiro de Filosofia, e Sócio Titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Como Tenente da Reserva do Exército Brasileiro, Arma de Cavalaria, participou outrora da repressão ao contrabando na Fronteira Paraguaia. Dedica este artigo às novas gerações de brasileiros. 
     




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