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Postada em 22-11-2009. Acessado 1750 vezes.
Título da Postagem:O esquecimento de crianças dentro de automóveis
Titular:Fabrizzio Bonela Dal Piero
Nome de usuário:Fabrizzio
Última alteração em 22-11-2009 @ 11:37 pm
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O esquecimento de crianças dentro de automóveis como sintoma de um fenômeno social patológico inerente a toda sociedade moderna.

Em saber que outra criança de apenas seis meses faleceu ao ser esquecida dentro de um automóvel por quase seis horas pela sua mãe no dia 18 de novembro de 2009 na Vila Prudente, zona leste de São Paulo, o Brasil se pergunta por que mais uma vez isto aconteceu, já que vem a memória de todos outros casos recentes.

Muitos se perguntam como pais e mães podem esquecer seus filhos dentro de um automóvel como se fossem uma bolsa ou qualquer outro objeto. Na verdade o caso de Vila Prudente não é o primeiro a acontecer. Muitos outros casos são relatados em todo o mundo e podem comprovar sinistramente que talvez possamos estar diante de um funesto fenômeno patológico que veio para ficar em nossa sociedade do século 21, ceifando vidas e destruindo famílias. Para se ter uma idéia no Japão é freqüente o "esquecimento" de crianças dentro dos carros quando os pais vão, por exemplo, ao supermercado. Muitos locais têm um aviso nos estacionamentos cm algo parecido com: "Proteja seu sono, você não esqueceu seu filho no interior do veículo?".

Este ano (2009), em março, um bebé de nove meses morreu após se deixando dentro de um automóvel pelo seu pai em Aveiro, Portugal. Já na Espanha, em julho de 2009 um menino de três anos morreu dentro de um carro, provavelmente vítima do calor, esquecido pela mãe. O caso aconteceu na localidade espanhola de Leioa.

Neste caso, de acordo com a mãe ela teria saído de casa com intenção de levar o filho para o jardim de infância, mas foi diretamente para o trabalho e esqueceu o filho. No Brasil, em de janeiro de 2008 um menino de dois anos e meio morreu após ficar preso dentro de um carro por cerca de duas horas, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo informações do Corpo de bombeiros, a criança foi esquecida pelo pai, que saiu para trabalhar, dentro de um veículo, durante duas horas. Ao lembrar-se do menino, o pai voltou ao local e ainda tentou salvar a criança, que já estava quase sem vida, levando-a para o Hospital Porto Alegre. A suspeita é de que ele tenha morrido por asfixia. Um caso semelhante aconteceu em 12 de abril de 2007, quando outro bebê de um ano e quatro meses, morreu depois de ser esquecido dentro do carro pelo pai, na garagem do edifício em que morava no bairro Macedo, em Guarulhos, na Grande São Paulo. No dia, o pai saiu para levar a esposa ao trabalho, com o filho no banco traseiro do veículo. Quando voltou para o prédio, estacionou o carro na garagem e subiu para o seu apartamento. Lá, ele teria passado mal e desmaiado, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. Retomou a consciência apenas por volta das 12 horas, quando ligou para a esposa, que perguntou se ele havia deixado o filho na casa de um parente. Só então o pai se lembrou do filho e seguiu até o carro, onde o encontrou desacordado. Com parada cardiorrespiratória, o bebê chegou a ser socorrido num hospital, mas morreu. Outro caso, acontecido em 2000, desta vez com uma menina de um ano e cinco meses que veio a falecer por asfixia ao ser deixada por seu pai, por quatro horas dentro do veículo da família em Franca. O relato diz que o pai deixou sua casa, na Vila Marta, às 13 horas, rumo à Receita Federal, onde ia trabalhar. Antes, deixaria a filha no berçário. Ao que tudo indica, esqueceu de deixar a filha e foi direto para o trabalho deixando seu carro no estacionamento. No final do expediente, ao deixar o prédio e chegar ao veículo, lembrou-se de sua filha, que já estava desmaiada. Outro caso ocorreu em 30 de outubro de 1997, em Ribeirão Preto quando uma criança de dez meses de idade morreu depois de ficar quase quatro horas trancada dentro de um carro estacionado ao sol. Muitos especialistas afirmam que a qualidade de vida atual que estamos sujeitos tem causas patológicas inegáveis em todas as camadas sociais e que estes episódios são sinais de que alguma coisa não vai bem com a nossa sociedade. Alguns profissionais como psicólogos, médicos e outros afirmam que “lapsos de atenção” podem ter grande responsabilidade diante destes acontecimentos, podendo explicar assim porque pais e mães esquecem seus filhos trancados dentro de automóveis. Outra teoria, particularmente defendida por mim, é que talvez possam estar ocorrendo um tipo de “pane neural”, que afeta diretamente nossos neurônios.

Sabemos que todas as nossas sensações, sentimentos, pensamentos, respostas motoras e emocionais, a aprendizagem e a memória, a ação das drogas psico-ativas, as causas das doenças mentais e qualquer outra função ou disfunção do cérebro humano não poderiam ser compreendidas sem o conhecimento do fascinante processo de comunicação que ocorrem entre as células nervosas (neurônios). É sabido que os neurônios precisam continuamente coletar dados e informes para processar informações sobre o estado interno do organismo e de seu ambiente externo, avaliar essas informações e coordenar atividades apropriadas à situação e às necessidades atuais do corpo humano. Tudo isto ocorre essencialmente graças aos impulsos nervosos que são um tipo de transmissão de um sinal codificado de um estímulo dado ao longo da membrana do neurônio, a partir de seu ponto de aplicação. Os impulsos nervosos podem passar de uma célula a outra, criando assim uma cadeia de informação dentro de uma rede de neurônios.

No processamento dos impulsos nervosos dois tipos de fenômenos estão envolvidos: os elétricos e os químicos. Os eventos elétricos propagam o sinal dentro de um neurônio, e os eventos químicos transmitem o sinal de um neurônio a outro ou para uma célula muscular. Já o processo químico de interação entre os neurônios e entre os neurônios e células efetoras acontecem na terminação do neurônio, em uma estrutura chamada sinapse. Aproximando-se do dendrito de outra célula (mas sem continuidade material entre ambas as células), o axônio libera substâncias químicas chamadas neurotransmissores, que se ligam aos receptores químicos do neurônio seguinte e promove mudanças excitatórias ou inibitórias em sua membrana. Portanto, os neurotransmissores possibilitam que os impulsos nervosos de uma célula influenciem os impulsos nervosos de outro, permitindo assim que as células do cérebro "conversem entre si", por assim dizer. O corpo humano desenvolveu um grande número desses mensageiros químicos para facilitar a comunicação interna e a transmissão de sinais dentro do cérebro. Quando tudo funciona adequadamente, as comunicações internas acontecem sem que sequer tomemos consciência delas. Todavia, em nosso caso específico seja diante do lapso de atenção ou da pane neural uma compreensão da transmissão sináptica é a chave para a o entendimento das operações básicas do sistema nervoso em nível celular. O sistema nervoso controla e coordena as funções corporais e permite que o corpo responda, e aja sobre o meio ambiente. De acordo com a teoria da pane neural, o sistema nervoso que controla e coordena as funções corporais e permite que o corpo responda e aja sobre o meio ambiente, quando é bombardeado por um excesso de dados que chegam de maneira fragmentada, é obrigado a produzir uma grande quantidade de neurotransmissores que são necessários para atuar entre as células, forçando o cérebro a um nível de trabalho muito alto para conseguir juntar os dados e informes e transformá-los em uma informação capaz de fazer o corpo conduzir ações lógicas e corretas que vão integrar o nosso Conhecimento. A pane neural seria praticamente como uma sobrecarga no sistema central que ao tentar se restabelecer acaba desprezando sem mensurar a importância deste ou daquele conteúdo. Isto pode estar ocorrendo por fatores que atuam diariamente e constantemente em nossos sentidos obrigando ao nosso cérebro a trabalhar cada vez mais rápido, talvez acima do suportado pelas nossas células nervosas. É fato que estamos vivendo em um período de intensa produção de Conteúdo e Informação que se altera diariamente e nos obriga a acompanhar um ritmo de evolução nunca presenciado anteriormente nas sociedades. Diante dessas alterações nosso cérebro busca mecanismos para acompanhar o ritmo das mudanças e se atualizar. “Talvez, fazer esquecer algo ou alguma coisa pode ser uma das formas que o cérebro achou para trabalhar neste cenário social e humano imposto a cada um de nós”. Nos treinamentos que realizo em todo o mundo sempre afirmo para os alunos que devemos organizar todo o nosso Conhecimento – que é tudo aquilo que sabemos e utilizamos para tomar nossas decisões e que posteriormente conduzem a realização de nossas ações, em duas estruturas concretas bem definidas e organizadas. A primeira estrutura se refere aos dados ou informes que são os retalhos que vão estruturar e dar forma as informações que irão ser utilizadas em algum momento e, a segunda estrutura se refere propriamente as próprias informações que compõem todo o nosso Conhecimento. A primeira estrutura, como já mencionado, bombardeia constantemente nosso cérebro de forma inimaginável. A segunda é o resultado da capacidade que o cérebro tem de organizar sistematicamente quais os tipos de dados e informes que vão ser colocados – em uma chamada “fila” organizada no qual passarão por uma rápida avaliação que vai dizer se podem ser útil ou não para formar novas informações necessárias para o nosso Conhecimento. Já as próprias informações são mantidas em “gavetas” que ficam ordenadas e identificadas prontas para serem utilizadas quando solicitadas pelo Conhecimento. Em um resumo mais prático seria algo como o que ocorre quando dirigimos. Somos perfeitamente capazes de controlar o nosso próprio automóvel com as mãos e os pés, ao mesmo tempo em que prestamos atenção no fluxo do tráfego - duas tarefas complexas e diferentes, mas realizadas sem grande dificuldade. Isto porque as informações estão sendo utilizadas de forma coerente pelo nosso Conhecimento e os novos dados e informes que chegam constantemente formam as novas informações que nos permitem executar as ações de acelerar ou frear por causa do tráfego adiante. Entretanto, se duas pessoas começarem a falar com uma terceira ao mesmo tempo em que se executa a ação de dirigir, começa a ocorrer certa confusão mental que prejudica a percepção tornando a tarefa de dirigir mais confusa. Isto ocorre porque o ser humano é muito bom em realizar tarefas múltiplas de percepção simultaneamente - exceto quando os estímulos simultâneos vêm de várias fontes de um mesmo tipo. Um estudo publicado na edição de outubro de Psychological Science e realizado pelos pesquisadores Morten Christiansen e Christopher Conway afirmam que as pessoas conseguem aprender estruturas complexas vindas de múltiplas fontes ao mesmo tempo, desde que as características sensoriais das fontes não se sobreponham.

Participantes do estudo tiveram pouca dificuldade em aprender estruturas complexas emitidas simultaneamente, como notas musicais e cores, ou mesmo notas musicais e fala, mas a performance caiu quando dois conjuntos de seqüências se dão da mesma classe de estímulo, como dois conjuntos de fala, diz Conway. Outro estudo conduzido por pesquisadores da Vanderbilt University afirmam ter descoberto porque as pessoas têm dificuldade de fazer duas coisas ao mesmo tempo. Indicam que um 'gargalo' ocorre no cérebro quando alguém tenta tarefas simultâneas - como dirigir e falar ao celular. A pesquisa diz que o cérebro fica lento quando tenta executar uma segunda tarefa em menos de 300 milisegundos depois da primeira. Quando as tarefas são apresentadas ao cérebro com pelo menos 1 segundo de diferença, não há lentidão. O estudo foi publicado na revista Neuron. Vale explicar neste momento que um milissegundo (ms) é uma unidade de medida de tempo que corresponde a 10-3 segundos, ou seja, um milésimo de segundo. O milissegundo está para um segundo como um segundo está para 16,67 minutos (ou seja, 16 minutos e 40 segundos).

Dito isto, os estudos acima são categóricos e confirmam que nosso cérebro tem sim um limite para processar tudo que chega até ele e, hoje em dia muitas coisas têm chegado aos nossos cérebros. A tecnologia e os avanços que presenciamos em todas as ciências humanas estão produzindo dados e informes incalculáveis e tudo vai chegando a nossos cérebros em uma quantidade maior e em velocidade superior a nossa capacidade de analisar, processar e, como dito anteriormente, manter na fila ou mandar direto para a gaveta. Apesar de todo esse processo ser executado em um curtíssimo tempo o cérebro não está conseguindo trabalhar na velocidade que vem sendo forçado. Vamos agora parar um pouco e pensar na imensa quantidade de coisas que todos nós deixamos de fazer por simples esquecimento todos os dias, seja um simples telefonema, um e-mail ou um recado que deixamos de passar ou ainda uma conta à pagar enfim seja o que for esquecemos! Passamos o dia realizando várias tarefas conduzindo diversas ações, decidindo e operando sob as mais diversas condições humanas, mas esquecemos algo ou alguma coisa. Aqui quero afirmar que a única diferença com o caso dos esquecimentos das crianças dentro dos automóveis é no grau e intensidade das conseqüências do próprio fato do esquecimento em si – é trágico e fatal. É fácil quando pensamos: quando eu se lembrar do aniversário dele, dou os parabéns; o telefonema ou e-mail que devia mandar quando lembrar eu faço; e aquela conta que devia pagar hoje, pago amanhã. Agora digam o que faz um pai ou uma mãe que perde seu filho por ter esquecido ele dentro de um veículo até a morte? Alguém tem alguma resposta?

Impossível imaginar alguma resposta diante de tamanha tragédia e dor.

O lapso de atenção ou a pane neural pode estar mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Em minha profissão também começo a identificar alguns casos que ocorrem por fatores até agora ainda não muito bem identificados. Venho presenciando constantemente diversas dúvidas em policias e militares sob a condução e execução de suas atividades profissionais diante de situações que muitas vezes, se não em sua maioria, não permitem dúvidas. Digam-me o que acontece quando um policial fica frente a frente com um criminoso armado e opta por usar a sua arma “taser” ao invés de sua arma de fogo?

A resposta surge das estatísticas reais dentro das polícias norte-americanas onde a decisão resultou em uma ação que não deveria ter sido executada, pois ao tentar controlar o criminoso com força não letal o policial foi alvejado por tiros e morto em ação por uma decisão equivocada que tomou. Vários são os casos relatados e identificados conforme dito acima nos EUA. No Brasil, problemas em portar duas armas de fogo diferentes já provocaram confusões e erros fatais. Vale esclarecer que em muitos casos após a difusão do conceito “menos letal” e da comercialização de acessórios e equipamentos não letais, ouve um aumento de possibilidades e formas para serem aplicadas na contenção de um criminoso, estando armado com arma de fogo ou não. Isto gerou a produção de novos conhecimentos que acabam por obrigar aos policiais a manter em suas gavetas informações atualizadas sobre este tipo de conteúdo sem esquecer de todo o conhecimento necessário para exercer a atividade policial disponibilizada em outras tantas informações, dados e informes que chegam ao cérebro a todo segundo. Isto mostra o quando é trabalhoso para o cérebro processar tudo isto e transformar tudo em ações e respostas conduzidas pelo corpo em movimentos e atitudes aplicáveis e decisivas diante da interação com o meio ambiente. De fato o que podemos identificar com o dito até agora, de forma global, é que o mundo está produzindo muita informação e em velocidades superiores ao que nos permita utilizá-las. Os casos das crianças esquecidas dentro dos automóveis assim como a morte do policial que não soube escolher o melhor equipamento para usar podem ser sintomas de um processo prejudicial que está interferindo diretamente em nossa saúde. O resultado: não estamos mais conseguindo executar as mais simples ações de uma forma com início, meio e fim.

É claro que a morte de crianças inocentes dentro de veículos trancados supera qualquer resultado horrível que seja ocasionado pelo “tal” lapso de atenção ou como costumo dizer “pane cerebral”, mas muitas outras situações estão ocorrendo e promovendo diversas situações de risco para as pessoas. Essas situações podem ir de panelas sob a boca de fogão ligada por horas sem ter ninguém por perto, máquinas elétricas dos mais variados modelos e tamanhos ligados sem necessidade, portões elétricos deixados abertos, automóveis ligados em garagens e muitas outras situações quase que impensáveis estão ocorrendo todos os dias em todas as nossas cidades brasileiras e pelo mundo afora também. É um fenômeno mundial e seus resultados são de altíssimos riscos quando não são fatais. O fenômeno das crianças esquecidas dentro dos automóveis vem se demonstrando tão factível que um estudo realizado pelo Departamento de Geociências da Universidade Estadual de San Francisco, nos Estados Unidos demonstrou que o calor em um carro parado aumenta 80% em meia hora. Isto demonstrou que as crianças que ficam dentro dos veículos já correm sérios riscos de saúde em apenas 30 minutos de confinamento.

A pesquisa concluiu ainda que um veículo em temperatura ambiente de 25°C, após uma hora tem sua temperatura interna aumentada para 47,8°C. Ainda de acordo com o estudo, o corpo de um bebê absorve mais calor em um dia quente e as crianças têm capacidade de respiração menor do que os adultos, conseqüentemente, têm menos condições de dissipar o calor do corpo pela transpiração. Se o corpo atingir a temperatura de 41,6°C a criança pode sofrer uma parada cardiorrespiratória. O estudo mostra ainda que um carro com o vidro traseiro semi-aberto também tem um aumento mais lento da temperatura interna, mas após 55 minutos alcança a mesma temperatura que teria se os vidros estivessem fechados. Em todo o EUA registraram-se 42 mortes de crianças esquecidas dentro de veículos em 2002. Levantamento feito pelo Departamento de Tráfego dos Estados Unidos (NHTSA) contatou que em 2008 42 crianças morreram vítimas de hipertermia após ficarem trancadas dentro de veículos.

Este ano (2009) já foram registrados 31 casos. A média nos últimos dez anos é de 29 mortes por ano, sendo que em 51% dos casos as crianças foram esquecidas involuntariamente pelos responsáveis, em 38% os pequenos entraram em um carro parado e não conseguiram sair, em 18% foram deixadas propositalmente pelos adultos, e em 1% não se chegou a uma conclusão. Diante de todo o exposto quero dar uma atenção especial a esta situação e sugerir algumas dicas que podem ser seguidas diariamente pelos responsáveis pelas crianças.

Para isto, desenvolvi algumas regras importantes que podem ajudar a aumentar a segurança familiar:

1. As crianças nunca devem ser deixadas sozinhas dentro ou em volta de um veículo, mesmo por um curto período de tempo.

2. Os pais e responsáveis devem educar os filhos a verem o carro como um local de perigo como fazem, por exemplo, com as piscinas, e que deve sempre evitar chegar perto de um veículo.

3. O motorista deve criar o hábito olhar dentro e fora do veículo sempre que sair do carro.

4. Se você está levando seu filho à creche ou escola, peça a seu conjugue que telefone para saber se tudo saiu como planejado.

5. Coloque um aviso, a bolsa com os objetos da criança, ou até mesmo um brinquedo no banco da frente para ajudar a lembrar que há um bebê no banco traseiro.

6. Mantenha o carro trancado e as chaves longe do alcance das crianças. Isso evita que a criança entre no carro sem ninguém perceber. Se der por falta da criança na casa, olhe em primeiro lugar dentro do carro.

7. Se você encontrar uma criança sozinha em um veículo quente, chame a polícia.

Se a criança apresentar sinais de desidratação, sem transpiração ou alteração na pulsação, retire-a o mais rápido possível de dentro do carro. Procure refrescar o corpo da criança e chame a polícia. Lembre-se, a vida é simples e o saber aproveitar ao máximo é desfrutar dos momentos mais simples. Faça valer a pena levar seu filho a creche ou escola e aproveite cada momento do seu dia de forma ordenada e consciente. Transforme suas obrigações diárias em missões únicas bem estabelecidas com objetivos claros e diretos e não permitam que ocorram falhas.

Se for preciso, escreva e conceda um grau de importância para cada missão. Só assim vamos conseguir realizar ações humanas mais conscientes e que façam valer à pena, seja as obrigações do trabalho ou o lazer e a diversão em família com menos risco para as nossas vidas.




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