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Postada em 23-02-2010. Acessado 713 vezes.
Título da Postagem:Manifesto de Indignação ao Ignóbil Poder Público na Segurança Pública
Titular:Fabrizzio Bonela Dal Piero
Nome de usuário:Fabrizzio
Última alteração em 23-02-2010 @ 10:35 am
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A Segurança Pública no Brasil é algo assim “boreal” tido como saído do filme do Mágico de Oz de 1939 onde a garota Dorothy é capturada por um tornado no Kansas e levada a uma terra fantástica de bruxas, de leões covardes e de espantalhos falantes. No Brasil, às vezes a Segurança Pública também captura assim “ao vento” cidadãos que são obrigados a acreditar no impensado, ou melhor, a desacreditar em suas convicções de certo e errado assim como em parâmetros seguidos desde 1988 em nossa Carta Magma Brasileira. São levados a aceitar uma vida em uma tenebrosa terra cheia de abusos, injustiças, desrespeitos a todo e qualquer cidadão, aos símbolos nacionais enfim, a toda uma Nação, e ainda por tabela para ficar internacional à Declaração Universal dos Direitos Humanos. O roteiro acima é perfeito para um filme de Hollywood que merece ser estrelado por Brad Pitt, Angelina Jolie, Tom Cruise, Sandra Bulock, Leonardo Di Caprio assim como o foi o Mágico de Oz com Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr, Billie Burke e Margaret Hamilton. Tudo estaria perfeito se não fosse apenas um detalhe. Ao contrário da imaginária terra fantástica que a garota Dorothy é levada a conhecer, no Brasil a Segurança Pública carrega qualquer um para o pesadelo da vida real sem direito a ter Direitos onde verbalmente o entendível é apenas sim senhor e não senhor. Também por aqui não temos uma constelação de estrelas. Aqui quem faz o filme da vida real são as estrelas sem rosto e sem nome, que logo de “prima” aprenderam a ficar na incógnita para evitar retaliações do “Corporativismo Público”, um Departamento que fica não sei bem onde, mas que vire e mexe adora “batutar” na regência do Poder. Mesmo assim, os anônimos do Brasil sem ter direito a ter Direitos são conduzidos a participar de cenas tidas para lá de Tropa de Elite 2. Então, com tudo preparado, iniciando-se mais um dia na vida dos brasileiros, o diretor alerta e avisa: “atenção, preparar, gravando”. Pronto agora é só esperar a primeira cena. Esta pode ser no trânsito, em um supermercado ou mesmo em um Shopping Center, não importa o local, até mesmo dentro de nossas casas deve dar uma boa cena – se é que ainda não foi feita! Em nosso filme tupiniquim dois papéis merecem destaque. No primeiro, o cargo de delegado é interpretado por “Dieffenbachia sp.”, popularmente conhecido “comigo-ninguém-pode”. Já no segundo, com participação especial, temos o cidadão. A história se passa nos dias atuais e mostra o dia a dia na vida de “comigo-ninguém-pode” e do cidadão. Eles ainda não sabem, mas o destino irá cruzar seus caminhos afinal são 11.304 delegados em todo o Brasil (dados de 2008) contra 191.480.630 milhões de cidadãos (dados de 2009) e o Governo Federal, o patrocinador do filme, quer que o número suba para 15.475 delegados (dados também de 2008). Pois bem, o cidadão no seu dia a dia desenvolve suas normais atividades de trabalho, lazer e diversão ou simplesmente não faz nada mesmo - na maioria dos casos nada fez realmente. Já o “comigo-ninguém-pode” sofre de um grave problema que nasceu com ele e que ao longo de sua vida tenta viver com a esta grave doença. Diariamente em sua profissão sofre com problemas estruturais, formação deficiente e remuneração baixa. Só no Estado de São Paulo o sintoma da doença que acomete “comigo-ninguém-pode” já foi confirmado em 800 “pacientes” – todos delegados (dados de fevereiro de 2010). É um caso de saúde pública ou de segurança nacional? Sim senhor ou será não senhor! Esqueci que o cidadão no seu papel não pode expressar sua opinião. A cena do encontro do cidadão com o “comigo-ninguém-pode” é o clímax do filme e dá direito até a indicação para o Oscar que vai para: o cidadão. Pode parecer ficção, mas os filmes da vida real estão a acontecer diariamente em todo o Brasil e às vezes o roteiro não é agradável, sendo proibido para menores. Por isto, algo deve ser feito para alterar o quadro atual de absurdos que estamos vivenciando. Não é possível continuar a assistir cenas tristes onde profissionais que fazem parte de uma categoria profissional pública tão importante para a Segurança Pública Nacional assim como para cada cidadão brasileiro sejam todos rotulados e caracterizados pela ineficácia das ações de alguns poucos que doentes estão e precisam de tratamento imediato e que por causa disto não deveriam continuar a exercer suas atividades profissionais diante da sociedade brasileira. Atualmente, nas cenas dos filmes da vida real dos brasileiros vários estão sendo os episódios registrados em todo o país no qual há caracterização de delegados que abusam de sua função, esquecem de suas responsabilidades para com a sociedade e loucamente se intitula de “Dieffenbachia sp.”e assim escolhem afetar diretamente os Direitos dos cidadãos que nada devem a Justiça Brasileira e que não praticaram ilícito algum. É lamentável presenciar isto em uma profissão que carrega uma simbologia tão forte como é na profissão de delegado. É Dever do cidadão que sentir-se acuado, abusado e ameaçado procurar seus Direitos e tornar público o episódio para que o caso seja levado às autoridades responsáveis que vão providenciar as devidas punições as ações irregulares realizadas pelos profissionais da Segurança Pública que se intitulam “comigo-ninguém-pode”. As corregedorias têm papel fundamental para conduzir as investigações e apurar os fatos. Ao cidadão, infelizmente cabe apenas aguardar o processo e torcer para que outros casos não se repitam. A Segurança Pública Nacional exige a participação de todos. A ajuda deve ser mútua entre os Órgãos e Instituições Públicas responsáveis e a sociedade organizada. No meio está o cidadão de bem que precisa sentir Segurança nos referencias da própria Segurança Pública e nisto está inserido a imagem do delegado. Apesar de atitudes surreais conduzidas por alguns destes profissionais devemos saber que podemos contar sempre com a função que têm como missão sacerdotal servir à sociedade. Só vamos conseguir fazer frente ao avanço da criminalidade se mantivermos a união e expurgarmos qualquer dicotomia entre o Poder Público e a Sociedade. A relação entre polícias e sociedade deve ser feita na forma do respeito mútuo. A polícia se fazer respeitar pela suas ações corretas e ligeiras assim como na honorabilidade de seus membros e respeito aos direitos civis dos cidadãos. Sendo assim, termino e afirmo que com a convicção do serviço público inestimável que prestam, a maioria dos Delegados do Brasil granjeia o respeito e a admiração de todos os cidadãos brasileiros. Sem demagogia aos que, em sua minoria, prejudicam a imagem do todo cabe o peso da Lei. Era o que eu tinha a dizer diante dos últimos acontecimentos ocorridos em todo o Brasil.


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