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Postada em 23-06-2010. Acessado 2755 vezes.
Título da Postagem:PROJETO RADAM - DESPERTOU A AMBIÇÃO MUNDIAL PELA AMAZÔNIA?
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 24-06-2010 @ 03:20 pm
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PROJETO RADAM - DESPERTOU A AMBIÇÃO MUNDIAL PELA AMAZÔNIA?
 
E ELES "BISBILHOTARAM" O PROJETO RADAM ...
 
O PROJETO RADAM PLANEJADO NO INÍCIO DA DECÁDA DE 1960, FOI INTERPRETADO E IMPLEMENTADO PELO REGIME DEMOCRÁTICO MILITAR EM BUSCA DE CONSOLIDAR O PLENO CONHECIMENTO E DOMÍNIO PÁTRIO - O QUÊ É E O QUANTO É O BRASIL EM SUAS RIQUEZAS NATURAIS?

É ÓBVIO QUE NA ÉPOCA QUESTÕES LIGADAS À SEGURANÇA NACIONAL QUANTO AO USO E DIVULGAÇÃO DE SUAS INFORMAÇÕES, HOUVE UMA ESPÉCIE DE "TRATAMENTO SECRETO DOS DADOS E INFORMAÇÕES". MAS ISSO NÃO IMPEDIU O USO MERCANTIL E A EXPLORAÇÃO EXACERBADA DOS RECURSOS NATURAIS AMAZÔNICOS POR INSTITUIÇÕES E EMPRESAS ESTRANGEIRAS - MINÉRIOS, METAIS, ANIMAIS E PELES, FRUTAS, ERVAS, ÁGUA E ETC.

HOJE HABITAM NA REGIÃO EXPLORADORES DE TUDO QUE É ESPÉCIE MORAL, TAIS COMO: PADRES, PADRECOS, UNIVERSIDADES, FUNDAÇÕES, EMPRESAS E EXPLORADORES DEVASTADORES. MUITAS ONGS E SURPRESA DO PRESTÍGIO DOS ÍNDIOS DAQUELAS REGIÕES.

O PROJETO RADAM (POSTERIORMENTE PROJETO RADAMBRASIL) DESDE SEU INÍCIO, EM 1965, QUANDO REALIZARAM-SE OS PRIMEIROS CONTATOS ENTRE A NASA E A COMISSÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ESPACIAIS – CNAE QUE SE CONCRETIZARAM NUM PROGRAMA PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE PESQUISAS, NO CAMPO DE APLICAÇÃO DO SENSORIAMENTO REMOTO, FOI ALVO DE COBIÇA E ESPIONAGENS. HOJE NADA NO MUNDO, OU NO COSMOS PRÓXIMO À TERRA É SEGREDO PARA A NASA - FAZ MAPEAMENTO GLOBAL MINUTO A MINUTO!!

CRIADO EM 1970, ESSE PROJETO RADAM DA AMAZÔNIA TEVE COMO OBJETIVO REALIZAR O LEVANTAMENTO DOS RECURSOS DO SOLO E DO SUBSOLO DA AMAZÔNIA. COM O AUXÍLIO DE UM AVIÃO EQUIPADO COM RADAR E INSTRUMENTOS ESPECÍFICOS, OBTIVERAM-SE IMAGENS POR SENSORIAMENTO REMOTO - PROGRAMA DE SENSORIAMENTO REMOTO POR SATÉLITE E REALIZAR, COM BASE NAS IMAGENS ASSIM OBTIDAS, O LEVANTAMENTO INTEGRADO DOS RECURSOS NATURAIS EM UMA ÁREA DE RESTRITA A 1.500.000 KM² AO LONGO DA RODOVIA TRANSAMAZÔNICA, POSTERIORMENTE AMPLIADA ATÉ ABRANGER A TOTALIDADE DA AMAZÔNIA LEGAL.

A PARTIR DE 1975, JÁ COM O NOME DE RADAM BRASIL, FOI AMPLIADO PARA COBRIR TODO O TERRITÓRIO BRASILEIRO, O QUE PERMITIU UM COMPLETO MAPEAMENTO CARTOGRÁFICO, GEOLÓGICO, GEOMORFOLÓGICO, PEDOLÓGICO (SOLO), DE VEGETAÇÃO E DO POTENCIAL DA TERRA. ESSE PROJETO PERMITIU UM MAIOR CONHECIMENTO DO TERRITÓRIO NACIONAL EM SUAS POTENCIALIDADES, OU SEJA, EM SUAS POSSIBILIDADES MINERAIS, TIPOS DE SOLO, RELEVO, ASSOCIAÇÕES VEGETAIS ETC.

SEU OBJETIVO PRIMORDIAL FOI O DE IDENTIFICAR E AVALIAR O PORTE DO PODER POLÍTICO BRASILEIRO DA ÉPOCA, AS RIQUEZAS NATURAIS DA AMAZÔNIA, ENTÃO DESCONHECIDAS, ATRAVÉS DO SEU MAPEAMENTO DESTINADO AO EXERCÍCIO DA SUA SOBERANIA SOBRE ELA, TAMBÉM. PARA TANTO, FOI FEITO O SEU IMAGEAMENTO POR RADAR, QUE SE CONSTITUÍA NUMA TECNOLOGIA DE ÚLTIMA GERAÇÃO, ADOTADA PELO BRASIL, EM ESCALA PLANETÁRIA. NO ENTANTO, PARA O GERENCIAMENTO INTERNO QUANTO AO CONTROLE E À MANUTENÇÃO DA BIODIVERSIDADE NATIVA, OS TRABALHOS ESTÃO SE LIMITANDO, APENAS, AO MONITORAMENTO, POR SATÉLITE, DOS DESMATAMENTOS, COM DADOS ESTATÍSTICOS. E ESSA AÇÃO INÓCUA E CONSUMIDORA DE RECURSOS, É DIVULGADA NA MÍDIA COMO SE FOSSE O MAIOR DOS INSTRUMENTOS DE PREVENÇÃO.

A VERDADE É QUE O GOVERNO BRASILEIRO É CAMPEÃO DE INCOMPETÊNCIA NESSE GERENCIAMENTO, DESDE JOSÉ SARNEY. É PRECISO REVOLUCIONAR, NESTE CASO. POIS É POSSÍVEL SE FAZER UM USO COMPATÍVEL COM A PRESERVAÇÃO, NO CONTEXTO DA SUSTENTABILIDADE, O QUE SERIA DESENVOLVIMENTO. E ASSIM, TALVEZ, PODER GARANTIR A SUA PROPRIEDADE E A NECESSÁRIA SOBERANIA SOBRE ELA. DO CONTRÁRIO, SEMPRE VÃO APARECER OUTROS CANDIDATOS A PROPRIETÁRIOS. É PRECISO SE FAZER DONO.

É CERTO QUE NA BIBLIOGRAFIA ESCOLAR AMERICANA SOBRE A GEOGRAFIA DA AMAZÔNIA, O SEU ESPAÇO NÃO É DELINEADO NOS SEUS MAPAS COMO PERTENCENDO AO BRASIL, MAS, À COMUNIDADE INTERNACIONAL. EM BENEFÍCIO, ALEGA-SE DA GRANDE CAUSA AMBIENTAL DO PLANETA. O MUNDO QUER SER DONO DA AMAZÔNIA.

DESSA FORMA PROJETOS DE LEIS ENTREGUISTAS, COMO O DA EXPLORAÇÃO SUSTENTADA DE FLORESTAS, DE INSPIRAÇÃO DO GOVERNO LULISTA-PETISTA, VISARÁ ATENDER OS ANSEIOS MUNDIAIS DE TOMAR CONTA DA AMAZÔNIA. MALGRADO A INÓCUA JUSTIÇA BRASILEIRA E A CONTUMAZ TRANSGRESSÃO DE LEIS COM IMPUNIDADE, VAMOS DE FATO AJUDAR ACABAR COM A RIQUEZA PÁTRIA.

O BRASIL ESTÁ TODO MAPEADO E PODE IDENTIFICAR, COM FACILIDADE, OS SEUS PROBLEMAS ECOLÓGICOS. ACOPLADO AOS SATÉLITES E AOS COMPUTADORES, SABEMOS, AGORA, O QUE ESTÁ ACONTECENDO EM TODO O PAÍS EM MATÉRIA DE DEVASTAÇÃO.

O GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ DEVENDO AO GRANDE PÚBLICO UMA OBRA RESUMIDA DO QUE O PROJETO RADAM FOI CAPAZ DE IDENTIFICAR NOS QUATORZE ANOS 14 ANOS DE ATIVIDADE ENTRE 1971 E 1985.

O BRASIL DISPÕE, AGORA, DE ALGUMAS REPARTIÇÕES PÚBLICAS, VINCULADAS A MINISTÉRIOS, COM A FUNÇÃO ESPECÍFICA DE ZELAR PELO SEU PATRIMÔNIO NATURAL, COMO O INCRA, O IBGE, A SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE, OS INSTITUTOS DE PESQUISAS, OS LABORATÓRIOS VOLTADOS À SAÚDE PÚBLICA, LAMENTAVELMENTE, TODAS AS AÇÕES CONTINUAM ESPARSAS E ISOLADAS.

COMO O BRASIL ENFRENTA ISSO?

1. NÃO DISPÕE DE UMA POLÍTICA DE DEFESA DA NATUREZA;
2. NÃO É CAPAZ DE IMPEDIR OS ABUSOS QUE OCORREM A CADA MOMENTO, A TODO INSTANTE;
3. PERMITE A DEVASTAÇÃO DAS MATAS E DA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS;
4. NÃO CONTROLA RIGOROSAMENTE O USO INSENSATO DOS AGROTÓXICOS;
5. É INEPTO NA REGULAÇÃO E NA LEGISLAÇÃO QUE DISCIPLINE O USO DOS AGROTÓXICOS, O QUE AINDA NÃO PASSOU DE UMA ESCALA EXTREMAMENTE TÍMIDA.

ALÉM DOS TÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO, CORREMOS O RISCO DE FICAR SEM ÁGUA DOCE. A DESERTIFICAÇÃO DA TERRA, PROGRESSIVAMENTE, PODE PRIVÁ-LA DA QUANTIDADE INDISPENSÁVEL DE ÁGUA DOCE.

POUCAS PESSOAS ESTÃO COMPLETAMENTE CONSCIENTES DE QUÃO VITAL SEJA A ÁGUA PARA A VIDA HUMANA: QUE SÃO NECESSÁRIOS 200 LITROS PARA PRODUZIR UMA ESPIGA DE MILHO, 150 LITROS PARA UMA FATIA DE PÃO, 5600 LITROS PARA UM PRATO DE BATATAS, 6400 LITROS PARA MEIO QUILO DE CARNE. PARA PRODUZIR UMA TONELADA DE TRIGO, O SOLO USA CERCA DE 176.000 LITROS DE ÁGUA. PARA PRODUZIR AÇO NO VALOR DE UM DÓLAR NECESSITA-SE DE 240 LITROS; PARA UM DÓLAR DE PAPEL, 1200 LITROS, E PARA PRODUZIR 4 LITROS DE COMBUSTÍVEL ORIGINÁRIO DE CARVÃO, PRECISA-SE DE 2400 LITROS.

POR ISSO, É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO QUE O HOMEM SE DÊ CONTA DE QUE SUA SOBREVIVÊNCIA VAI DEPENDER DE UMA VAZÃO DE ÁGUA CORRESPONDENTE ÀS SUAS NECESSIDADES E UMA REPOSIÇÃO DE ÁGUA CORRESPONDENTE AO NECESSÁRIO À SUA SOBREVIVÊNCIA.

O BRASIL, HOJE, DISPÕE DE TODOS OS DADOS CIENTÍFICOS PARA CONHECER MUITO BEM O SEU TERRITÓRIO, A SUA FLORA E A SUA FAUNA. TEM CONSCIÊNCIA DOS RISCOS QUE CORRE A SUA NATUREZA E SABE, EXATAMENTE, QUAIS OS REMÉDIOS PARA DEFENDER O SEU TERRITÓRIO DESTAS AGRESSÕES. ESTÁ FALTANDO UMA CONSCIÊNCIA POLÍTICA E CAPACITAÇÃO ADMINISTRATIVA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS EM GERAL, E JURISTAS E LEGISLADORES MAIS AFEITOS AO AMOR PELO PAÍS.

O MUNDO PROGREDIU MUITO NESTES ÚLTIMOS ANOS. A CIÊNCIA FEZ AVANÇOS NA ENERGIA RENOVÁVEL, NA DEFESA CONTRA AS PRAGAS, CERTOS TRANSGÊNICOS E COMBATE DE PRAGAS POR ELEMENTOS "NATURAIS" NO CAMPO E NA LUTA CONTRA AS CONTAMINAÇÕES E AS POLUIÇÕES.

EM 1975, APÓS CONCLUÍDOS OS PRIMEIROS TRABALHOS E CONSIDERANDO-SE O SUCESSO E A QUALIDADE DOS LEVANTAMENTOS OBTIDOS PELO PROJETO, DECIDE-SE AMPLIAR SUA ÁREA DE ATUAÇÃO A TODO O TERRITÓRIO NACIONAL, MUDAR SEU CENTRO DE OPERAÇÕES DE BELÉM – PA, NA REGIÃO NORTE, PARA SALVADOR – BA, NA REGIÃO NORDESTE E, FINALMENTE, MUDAR SUA DESIGNAÇÃO PARA ADEQUÁ-LA A SUA NOVA REALIDADE, ASSIM, A PARTIR DESTE MOMENTO PASSA A SE DENOMINAR PROJETO RADAMBRASIL.

O ANO DE 1980 MARCA O INÍCIO DO FIM DO PROJETO POIS AO MESMO TEMPO QUE MOSTRA A PROXIMIDADE DO DEVER CUMPRIDO, POIS JÁ SE VISLUMBRAVAM OS LEVANTAMENTOS, EM TODAS AS ÁREAS DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS, CHEGANDO A UM FINAL FELIZ, É MARCADO, POR ISSO MESMO, POR UMA CERTA INSTABILIDADE, ORA FUNCIONAL, ORA ORGANIZACIONAL QUE PRENUNCIAVA O QUE VIRIA SE CONCRETIZAR LOGO NO INÍCIO DO PRÓXIMO QÜINQÜÊNIO - O ANO DE 1985 MARCA O FIM DAS ATIVIDADES EXTREMAMENTE FRUTÍFERAS DO PROJETO RADAM - RADAMBRASIL.

TODO O ACERVO TÉCNICO GERADO AO LONGO DOS ÚLTIMOS 25 ANOS FOI TRANSFERIDO PARA O IBGE, ONDE, ATÉ HOJE, QUATRO VOLUMES COMPLETAMENTE CONCLUÍDOS, INCLUSIVE COM SEUS RESPECTIVOS MAPAS, AINDA AGUARDAM SUA PUBLICAÇÃO.

A PASSAGEM, EM 1975, DO PROJETO DE ÂMBITO AMAZÔNICO PARA O PROJETO DE ÂMBITO NACIONAL, FOI PARTICULARMENTE IMPORTANTE NÃO SÓ PELAS DIMENSÕES GEOGRÁFICAS QUE ADQUIRIU MAS TAMBÉM, E SOBRETUDO, PELA MUDANÇA DAS CARACTERÍSTICAS DO OBJETO DE SUAS PESQUISAS JÁ QUE DE UMA ÁREA QUASE TOTALMENTE COBERTA DE VEGETAÇÃO NATIVA, EM GRANDE PARTE PRIMÁRIA, COM VIAS DE COMUNICAÇÃO EXCLUSIVAMENTE FLUVIAIS OU AÉREAS COM QUASE NENHUMA VIA DE COMUNICAÇÃO TERRESTRE E NUNCA ANTES PESQUISADA DE FORMA INTEGRADA, TOTAL E SISTEMÁTICA, NO QUE A SEUS RECURSOS NATURAIS DIZ RESPEITO, PASSOU A OUTRA DE CARACTERÍSTICAS TOTALMENTE OPOSTAS COM INÚMEROS OUTROS ESTUDOS E LEVANTAMENTOS REALIZADOS EM DIFERENTES ESCALAS, EMBORA SEM AQUELA CARACTERÍSTICA PRÓPRIA DO PROJETO RADAMBRASIL QUE ERA A ABRANGÊNCIA TOTAL E SISTEMÁTICA DO ESPAÇO DEFINIDO COMO OBJETO DE SUAS PREOCUPAÇÕES.

O PROJETO RADAM QUE GEROU DADOS, INFORMAÇÕES, MÉTODOS E SISTEMAS ALÉM DE TER APLICAÇÃO NACIONAL DEVERIA TAMBÉM TER ACEITAÇÃO UNIVERSAL. ISTO É, DEVE CONTAR COM BASE CIENTÍFICA, E QUASE QUE CONSTITUÍRAM UMA ESPÉCIE DE PRENÚNCIO DA CONVICÇÃO COMUM ADOTADA POSTERIORMENTE, NA DÉCADA DOS ANOS 80, JÁ SOB INFLUÊNCIA DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE REALIZADA EM ESTOCOLMO, EM 1972, DE UMA ABORDAGEM MAIS INTEGRALIZADORA ENTRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO E QUE CONCLUI INTRODUZINDO UM NOVO PARADIGMA: O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL QUE SERIA “AQUELE QUE SATISFAZ AS NECESSIDADES DA GERAÇÃO PRESENTE, SEM COMPROMETER A CAPACIDADE DAS GERAÇÕES FUTURAS PARA SATISFAZER SUAS PRÓPRIAS NECESSIDADES”[1] QUE, NA PRÁTICA, SERIA O DESENVOLVIMENTO GLOBAL COM A CONSIDERAÇÃO DAS VARIÁVEIS AMBIENTAIS E DE RECURSOS NATURAIS E SUA CONSEQÜENTE INSERÇÃO NOS MODELOS DE
DESENVOLVIMENTO, PORÉM NÃO COMO CONSTANTES E SIM COMO VARIÁVEIS DEPENDENTES DO GRAU DE INTENSIDADE DE SEU USO E MANEJO.

ESTE NOVO ENFOQUE DAS RELAÇÕES HOMEM – RECURSOS NATURAIS É, NA ATUALIDADE, AMPLAMENTE ACEITO POR TODOS OS GOVERNOS, PELOS INTELECTUAIS E MESMO POR TODAS AS CAMADAS DA SOCIEDADE. NO ENTANTO, NO PLANEJAMENTO REGIONAL, NO CONCERNENTE À DEGRADAÇÃO DA TERRA, AQUI ENTENDIDA COMO O TODO CONSTITUÍDO PELO SISTEMA SOLO-AR-ÁGUA-VEGETAÇÃO POUCO DE CONCRETO SE FORMULA E MENOS AINDA SE IMPLEMENTA. NESTE SENTIDO, QUASE SEMPRE SE RESTRINGEM AS AÇÕES PARA O CONTROLE DA POLUIÇÃO QUE EM COMPENSAÇÃO DE SEUS EFEITOS IMEDIATOS E, POR VEZES, VIOLENTOS, APRESENTAM UM RAIO DE AÇÃO COMPARATIVAMENTE MAIS RESTRITO QUE OS DA DEGRADAÇÃO ECOLÓGICA CAUSADA PELAS PRESSÕES ANTRÓPICAS, CUJOS EFEITOS NEGATIVOS SÃO ESPACIALMENTE MUITO MAIS CONSIDERÁVEIS E, PIOR AINDA, PRATICAMENTE PERMANENTES.

ESTE COMPORTAMENTO DECORRE DE VÁRIOS CONDICIONANTES. UM DELES, PORÉM, SE DESTACA: A CONSUBSTANCIALIZAÇÃO DO PARADIGMA SUSTENTABILIDADE DO RECURSO NATURAL TERRA É COMPLEXA POIS ENVOLVE ALÉM DA BASE FÍSICA NATURAL, VARIÁVEIS CULTURAIS, SOCIAIS E ECONÔMICAS, CUJOS PRINCÍPIOS SÃO, EM MUITOS CASOS, CONFLITANTES E, PIOR AINDA, SÃO MENSURÁVEIS, QUANDO O SÃO, POR PARÂMETROS NÃO COMPATÍVEIS ENTRE SI.

POR ISTO, EM SUA FORMULAÇÃO DEVE-SE CONSIDERAR, NECESSARIAMENTE, A DISPONIBILIDADE DOS RECURSOS NATURAIS DEFINIDA EM TERMOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS, A FACETA PRODUTIVA COM SUA BASE TECNOLÓGICA, A DIMENSÃO ECONÔMICA E A ÊNFASE DAS PRESSÕES ANTRÓPICAS E SEUS ASPECTOS SOCIAIS, BEM COMO A ANÁLISE DAS CAUSAS DA INSUSTENTABILIDADE, POR ACASO PRESENTES

NOVAMENTE, NESTE CASO, O USO PLENO DAS INFORMAÇÕES PROVENIENTES DA INTERPRETAÇÃO DA IMAGENS DE RADAR, PELO PROJETO RADAMBRASIL, TEM RESULTADO NA FORMULAÇÃO DE UMA METODOLOGIA QUE APRESENTA UMA ABORDAGEM INÉDITA, DE APLICAÇÃO UNIVERSAL E QUE ESTABELECE CLARAMENTE UMA PARAMETRIZAÇÃO DAS RELAÇÕES HOMEM – NATUREZA, COM DESTAQUE PARA A SOBRE OU SUBUTILIZAÇÃO DOS RECURSOS, A INADEQUAÇÃO OU GRAU DE EQUILÍBRIO ENTRE A PRESSÃO ANTRÓPICA RECEBIDA PELOS RECURSOS NATURAIS E SUA CAPACIDADE NATURAL E, EM MUITOS CASOS O GRAU DE SATURAÇÃO DOS MESMOS QUE GERARIA SOBREUSO E EXCEDENTES, MESMO QUANDO REALIZADOS OS DEVIDOS AJUSTES ENTRE O USO ATUAL E O POTENCIALMENTE POSSÍVEL DE ACORDO COM SUA CAPACIDADE NATURAL.

FONTES: EDUARDO MENDOZA TORRICO, LÍDER E OUTRAS.

ENGO LEWTON BURITY VERRI
DIRETOR CIENTÍFICO DO IEAQ




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