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Postada em 23-06-2010. Acessado 700 vezes.
Título da Postagem:FUGINDO DAS PANACÉIAS DA ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 23-06-2010 @ 04:37 pm
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FUGINDO DAS PANACÉIAS DA ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE

DEVE HAVER MUITA CAUTELA NA ADOÇÃO DE NOVAS TÉCNICAS, MÉTODOS E SISTEMAS. A SUA APLICAÇÃO TÉCNICA-PRÁTICA SEMPRE CARECERÁ DE UMA VALIDAÇÃO, APÓS SEVERO JUÍZO DE VALOR, MUITO ALÉM DOS BENEFÍCIOS ANUNCIADOS DOS SEUS RESULTADOS.

NÃO ABRA A SUA EMPRESA PARA CONSULTORIAS DESQUALIFICADAS – CONSULTOR TEM QUE TER ESCRITO LIVROS, DESENVOLVIDO MÉTODOS E TÉCNICAS, E INVENTADO ALGO ÚTIL. E, TER MAIS DE 30 ANOS DE EXPERIÊNCIA REAL NAQUILO QUE PROFESSA DOMINAR.

HOJE SÃO FREQÜENTES OS SEMINÁRIOS DE GURUS EM ADMINISTRAÇÃO E DA ORGANIZAÇÃO DAS EMPRESAS, “VENDENDO” TÉCNICAS, SISTEMAS E CONCEITOS INÉDITOS. TEM MUITO CHARLATÃO.

OS ENCONTROS SE SUCEDEM EM HOTÉIS CINCO ESTRELAS – BALNEÁRIOS, CAPAZES DE PRODUZIR MOMENTOS INESQUECÍVEIS PARA RELAXAMENTO E GLAMOUR. REALMENTE FUGIMOS DA ROTINA EMPRESARIAL. MAS, SÓ NOS DISTRAÍMOS, EM ALTO CUSTO DE US$ 2.000,00 A US$ 5.000,00 POR 3 OU 4 DIAS NESSES ENCONTROS.  

SEMINÁRIOS DE GURUS – ALGUNS TEMAS ATUAIS;

  • ADMINISTRAR É COMO ESCALAR MONTANHAS;
  • DINAMIZAR TALENTOS – NOVO CAPITAL;
  • O PARADIGMA É A VELOCIDADE;
  • 6 SIGMAS;
  • RACIOCÍNIO LEAN;
  • BALANCED SCORECARD – INDICADORES.

NOS MUITOS CONGRESSOS CHEGAMOS A CONCLUSÃO DO CONCEITO PATRIOTA, QUE FAZ UMA ESPÉCIE DE “FIREWALL” (PAREDÃO DE FOGO COMO BLINDAGEM) CONTRA AS PANACÉIAS DAS ADMINISTRAÇÕES AMERICANA E EUROPÉIA, QUE PODEM DESTRUIR UMA EMPRESA.

CONCEITO PATRIOTA:

 1. A EMPRESA É UM PATRIMÔNIO NACIONAL, DEPOIS DE PRIVADO - CONHECIMENTOS;

 2. PROMOTORA DA RIQUEZA NACIONAL E DO EQUILÍBRIO SOCIOECONÔMICO DOS INDIVÍDUOS – CRESCIMENTO E ESCOLA;

 3. TEM SIGNIFICADO ESTRATÉGICO E DEVE SER PROTEGIDA DAS PANACÉIAS.

A JUSE – UNIÃO JAPONESA DE ENGENHEIROS E CIENTISTAS – PROTEGE AS EMPRESAS JAPONESAS DESSAS PANACÉIAS – UMA TÉCNICA DEVE TER FUNDAMENTO “CIENTÍFICO”, AO PASSO QUE A ASQC - SOCIEDADE AMERICANA PARA O CONTROLE DA QUALIDADE – SÓ SERVE A SI MESMA – ESTIMULANDO O MERCANTILISMO DAS PANACÉIAS TEMERÁRIAS.

ENTENDEMOS QUE ALGUMAS QUESTÕES RELEVANTES DEVERIAM SOFRER REFLEXÕES, COMO BASE A SEGUIR DESTACAMOS AS 6 PERGUNTAS, QUE NÃO SE PODE DEIXAR DE FAZER:

  • PODE UM TEMA DE SEMINÁRIO SALVAR NOSSA EMPRESA?
  • É POSSÍVEL UMA SÓ NOVA TÉCNICA ESPARSA RESOLVER NOSSO PROBLEMA?
  • COMO SEPARO ISSO DE UMA PANACÉIA?
  • ARRISCO O STATUS DA EMPRESA COM UMA TÉCNICA DE RISCO?
  • ELA É DE RISCO?
  • DANDO ERRADO TEM VOLTA?

A PANACÉIA DE MAIOR TEMERIDADE FOI A DITA REENGENHARIA – ANOS 1980 – QUE DEVASTOU MILHARES DE EMPRESAS NO MUNDO E QUE SUA PRÁTICA “NÃO SOFREU CRÍTICA ABERTA” PELOS ENGENHEIROS E CIENTISTAS MUNDIAIS. ELA ADOTAVA TÉCNICAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – SÉCULO 19, TAIS COMO: FLUXOGRAMA, CRONOANÁLISE E PADRONIZAÇÃO (“ESQUENTARAM COISA FRIA” - PROFESSOR J. M. JURAN, EM 1994 NA ASQC - AMERICAN SOCIETY FOR QUALITY CONTROL).

FOI FEITA PELA 1ª VEZ NA IBM – E GANHOU STATUS DE TÉCNICA AGREGADA À TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO – TI, VIRANDO “MEIO DE SE LIVRAR DAS PESSOAS”. ELA ELIMINOU TAREFAS REDUNDANTES, REPLICADAS EM 2 OU 3 SETORES SIMULTÂNEOS E ELIMINOU OS “INCHAÇOS” DOS EFETIVOS.  

COMO ÚNICO MÉRITO, A REENGENHARIA NOS MOSTROU QUE HAVIA UMA PERDA DE CONTROLE NAS OPERAÇÕES CORPORATIVAS, PELO FATO DE SEU CRESCIMENTO “DESORDENADO E SEM COORDENAÇÃO” – FALTA DE ORGANIZAÇÃO & MÉTODOS (OU O&M). MUITAS EMPRESAS ESTAVAM COM GRANDES EFETIVOS E COM TAREFAS REDUNDANTES (E OBSOLETAS NO USO DA TI – SEGUNDO OS AUTORES).

AS CONSEQÜÊNCIAS DRÁSTICAS DA REENGENHARIA FORAM, ENTRE OUTRAS: (A) SEPULTAR O KNOW HOW DAS EMPRESAS, (B) DEMITIR SOMENTE OS “DESAFETOS”, (C) ENDIVIDAR-SE IRRACIONALMENTE COM TI, (D) NÃO ATENDER AO ROI – RETURN OVER INVESTIMENTS, PELA BAIXA PRODUTIVIDADE (E) CONCORDATAS E FALÊNCIAS, (F) PERDA DE MERCADOS, (G) SURGIMENTO DE NOVOS CONCORRENTES COM OS EX-FUNCIONÁRIOS.

DIANTE DAQUELE “SALDÃO NEGATIVO” O SETOR DE O&M DEVERIA VOLTAR À CORPORAÇÃO (JÁ ESTAVA TERCEIRIZADO EM GRANDE ESCALA). UM SETOR DE O&M DEVE:

1. RESPONDER PELA ORGANIZAÇÃO, PELA ORDEM E A FACILITAÇÃO DAS OPERAÇÕES;

2. CONFERIR LÓGICA E RACIONALIZAR O TRABALHO E

3. MANTER A EMPRESA “ENXUTA”.

MORTALIDADE EMPRESARIAL:

EM CERCA DE CADA 10 ANOS, ENTRE AS 500 MELHORES EMPRESAS AMERICANAS, SE TÊM “OUTRAS 250 NOVAS” – REVISTA FORBES;

NO BRASIL CERCA DE 60% DAS NOVAS EMPRESAS ABREM E FECHAM EM 24 MESES. E SOMENTE 10% A 15% RESISTEM AO 5º ANO – SEBRAE – SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO A MICRO E PEQUENAS EMPRESAS.

O CAPITALISMO NACIONAL DEVE ADOTAR O CONCEITO PATRIOTA, ISTO É, UMA ESPÉCIE DE “FIREWALL”  (PAREDÃO DE FOGO COMO BLINDAGEM) CONTRA TODO TIPO DE PANACÉIA, QUE PODERIA DESTRUIR UMA EMPRESA DESPREVENIDA – OU AFETAR SUA ESTABILIDADE ADMINISTRATIVA E DE PRODUÇÃO.

CONCEITO PATRIOTA:

    1. A EMPRESA É UM PATRIMÔNIO NACIONAL, DEPOIS DE PRIVADO - CONHECIMENTOS;
    2. PROMOTORA DA RIQUEZA NACIONAL E DO EQUILÍBRIO SOCIOECONÔMICO DOS INDIVÍDUOS – CRESCIMENTO E ESCOLA;
    3. TEM SIGNIFICADO ESTRATÉGICO E DEVE SER PROTEGIDA DAS PANACÉIAS.

A JUSE – UNIÃO JAPONESA DE ENGENHEIROS E CIENTISTAS – PROTEGE AS EMPRESAS JAPONESAS DESSAS PANACÉIAS – UMA TÉCNICA DEVE TER FUNDAMENTO “CIENTÍFICO” (DAÍ O CIENTIFICISMO), AO PASSO QUE A ASQC - SOCIEDADE AMERICANA PARA O CONTROLE DA QUALIDADE – “SÓ SERVE A SI MESMA” (COMO DIZIA O PROFESSOR KAORU ISHIKAWA DA JUSE - JAPÃO) – ESTIMULANDO O MERCANTILISMO DAS PANACÉIAS TEMERÁRIAS.

TANTO AO NÍVEL DE EMPRESAS, QUANTO AO NÍVEL NACIONAL ALGUÉM DEVE PROTEGÊ-LAS (O&M – ORGANIZAÇÃO E MÉTODOS - NAS EMPRESAS E UMA INSTITUIÇÃO NACIONAL RECONHECIDA).

AS PANACÉIAS DEVEM SOFRER UMA PESADA BARREIRA, PARA CONVERTEREM-SE EM TÉCNICAS CIENTÍFICAS, COM HOMOLOGAÇÃO ISENTA, E POR ISSO ACREDITAMOS QUE UM PROCESSO DE EDUCAÇÃO EM MASSA, VIA INTERNET E TRANSMISSÃO POR SATÉLITE SOBRE O ASSUNTO TQC, TORNA-SE UM FORTE FATOR INIBIDOR DO CHARLATANISMO E DE CONSULTORIAS AVENTUREIRAS NO BRASIL.

UM MANIFESTO, NESSE SENTIDO, SEM MUITOS ARGUMENTOS E PERDA DE TEMPO, É CONTRA O RACIOCÍNIO LEAN OU FILOSOFIA LEAN.

O TERMO LEAN VEM DO INGLÊS, COM O SIGNIFICADO DE “ELIMINAR GORDURA, MAGRO, ESCASSO OU ENXUTO”, QUE ADQUIRE A CONOTAÇÃO DE ELIMINAR DESPERDÍCIOS, NOS PROCESSOS EMPRESARIAIS DA AMÉRICA. MAS, QUE É UM PRINCÍPIO, COM “PLÁGIO DISFARÇADO” DOS 3MU, QUE TAMBÉM ELIMINAM OS DESPERDÍCIOS NOS PROCESSOS, DA ENGENHARIA JAPONESA, QUE SIGNIFICAM:

MUDA – DESPERDÍCIOS, PERDAS E ESBANJAMENTO,

MURA – DESACORDOS, DIVERGÊNCIAS, DESCOORDENADO E

MURI - TENSÃO, ESFORÇO, DESGASTE, DIRECIONADOS PARA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS PELOS CCQ – CÍRCULOS DE CONTROLE DA QUALIDADE.

OS 3MU POSSUEM UMA TÉCNICA MENTAL DE RACIOCÍNIO, E MANUAIS ESTATÍSTICOS, PARA SE IDENTIFICAR OS PROBLEMAS, E CLASSIFICÁ-LOS COMO MUDA, MURA OU MURI. SENDO ELES ELIMINADOS, CONSEGUE-SE MAXIMIZAR OS GANHOS DE TEMPO E MOVIMENTO, ECONOMIA E POUPANÇA, DE RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS, MINIMIZAR RISCOS DE ACIDENTES, INCÊNDIOS E EXPLOSÕES, AJUSTAR RITMO E SINCRONISMO ENTRE SETORES E ATIVIDADES E ETC. TEM MUITO CHARLATÃO E PLAGIADOR NO BRASIL!

PASSOS PRINCIPAIS PARA HOMOLOGAÇÃO DE TÉCNICAS OU DOS CONHECIMENTOS DA QUALIDADE:

  1. CRIAR A COMISSÃO PARA AVALIAÇÃO;
  2. ELABORAR UM CRITÉRIO QUE SEJA ISENTO DE CRÍTICAS PARA A AVALIAÇÃO;
  3. EFETIVAR ESTUDOS DE CASOS ESPECÍFICOS PARA APLICAÇÃO;
  4. EFETIVAR O JULGAMENTO DE SUA VALIDADE E EFICÁCIA;
  5. EFETUAR A PUBLICAÇÃO DOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO.

SE A TÉCNICA FOR HOMOLOGADA: (A) APLICAÇÃO PILOTO EM EMPRESAS VOLUNTÁRIAS, (B) PROCESSO DE TREINAMENTO – COMPATÍVEL COM A ESCOLARIDADE E ACEITAÇÃO GERENCIAL, (C) PRAZO DE APLICAÇÃO, (D) RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DA APLICAÇÃO, (E) SEMINÁRIOS DE DIFUSÃO. E EM SUA COMERCIALIZAÇÃO: (A) COMERCIALIZAÇÃO DO KNOW HOW – CONSULTORES QUE PARTICIPARAM DO PROCEDIMENTO DE HOMOLOGAÇÃO DA TÉCNICA, (B) ELABORAÇÃO DE MANUAIS E APOSTILAS “OFICIAIS”, (C) CURSOS RÁPIDOS E DIRIGIDOS (E DE BAIXO CUSTO), (D) CONCURSOS E PRÊMIOS. 

ANTES DO PROCESSO DO “CIENTIFICISMO” ADOTADO PELA JUSE (INÍCIO DOS ANOS 1970), AS TÉCNICAS FORAM SENDO APLICADAS À MEDIDA QUE SURGIAM NA BUSCA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA A QUAL TROUXE, AO NOVO SÉCULO 21, UMA COLEÇÃO DE TÉCNICAS VALIDADAS, PELA HISTÓRIA.

NO MUNDO, AS INFLUÊNCIAS AMERICANAS, E EUROPÉIAS, TRAZEM RISCOS ÀS NOSSAS EMPRESAS. HÁ CHARLATANISMO NO ASSUNTO ONDE GURUS AS APRESENTAM NOS ENCONTROS, DOS GRANDES CONGRESSOS EM HOTÉIS 5 ESTRELAS, TITULANDO-AS COMO “REDENTORAS E LUCRATIVAS”.

NA EXPERIÊNCIA MUNDIAL, O CONCEITO PARA ABSORÇÃO DE UMA NOVA TÉCNICA, DEVERIA TER O CIENTIFICISMO, COMO O PRATICADO PELA JUSE.

E, ASSIM, ESTRUTURAMOS O SISTEMA ABAIXO (UM CONJUNTO RACIONAL DE AÇÕES), CONSOLIDANDO AS TÉCNICAS CIENTÍFICAS, NAS EMPRESAS CAPITALISTAS BRASILEIRAS, NO FUTURO:

  1. MELHOR ADAPTAÇÃO PEDAGÓGICA;
  2. FÁCIL ASSIMILAÇÃO, DIFUSÃO E APLICAÇÃO;
  3. CRIAR O NIVELAMENTO CONCEITUAL;
  4. TREINAMENTO HOLÍSTICO COM TODA A EMPRESA – SETORES E HIERARQUIA;
  5. FOMENTAR A APLICAÇÃO – PRÊMIOS;
  6. INSTITUIR METAS E INDICADORES.

IMAGINAMOS QUE A GESTÃO NO FUTURO IRÁ ZELAR PELO PATRIMÔNIO DA RIQUEZA NACIONAL, NÃO DEIXANDO QUE “ILUMINADOS” NOS LEVEM NOS GOLPES DAS PANACÉIAS TEMERÁRIAS, OU DA APLICAÇÃO DE TÉCNICAS QUE PODEM ADICIONAR COMPLEXIDADES NAS ROTINAS EMPRESARIAIS, SEM O DEVIDO RETORNO DE SATISFAÇÃO HUMANA E DE LUCRATIVIDADE REAL.

ENGº LEWTON BURITY VERRI

DIRETOR CIENTÍFICO DO IEAQ

METALURGISTA INDUSTRIAL

ESCRITOR E PROFESSOR

CREA-74-1-1852-8 RJ - UFF

EX-MILITAR DA ARMADA

COPYRIGHT (c) 2006 - ENGº LEWTON BURITY VERRI




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