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Postada em 05-07-2010. Acessado 2099 vezes.
Título da Postagem:O TRANSPORTE PÚBLICO E AS AMEAÇAS DO TERRORISMO
Titular:Fabrizzio Bonela Dal Piero
Nome de usuário:Fabrizzio
Última alteração em 05-07-2010 @ 06:04 pm
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Em tempos que se discutem medidas para melhorar a mobilidade urbana em praticamente todas as cidades do mundo, pouco ou quase nada, é possível encontrar quando buscamos identificar quais são as medidas que serão adotadas contra ações e atividades criminosas e terroristas nestes novos sistemas de transporte que os Poderes Públicos dizem ser sempre a solução para os problemas modernos das grandes cidades pelo menos quando se referem à mobilidade urbana. Na verdade o assunto é de extrema prioridade não só destacando os transportes públicos que serão adotados em um futuro próximo, mas para os já atuais existentes em praticamente todas as cidades do mundo: ônibus, metrô, trem e os mais recentes VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos), BRT (Bus Rapid Transit – vias exclusivas para ônibus) e ainda os monotrilhos. Depois de 11 de setembro de 2001, após os atentados aos EUA, o tema tomou mais forma e peso nas principais Agências de Combate ao Terrorismo em praticamente todo o mundo. Mesmo assim, o terrorismo achou lacunas e falhas na Segurança em vários sistemas de transporte público utilizados em vários países, realizando verdadeiras carnificinas em vários países do mundo. Todavia, mesmo antes dos atentados de 11 de setembro os transportes públicos sempre foram alvos para atentados terroristas. Vale mencionar o metrô de Moscou que já foi palco de seis atentados terroristas nos últimos 12 anos, a saber: • Em março de 2010 duas mulheres-bomba mataram pelo menos 38 pessoas e feriram 65 em dois trens do metrô. A primeira das explosões ocorreu na estação central da cidade de Lubyanka, às 7h56, hora local (0h56 de Brasília), matando 25 pessoas. A segunda ocorreu 40 minutos depois, na estação Park Kultury, matando mais 12 pessoas. Vários foram os feridos. • Em 2004, uma bomba em uma das linhas mais usadas, a Zamoskvoretskaya matou 40 pessoas e feriu mais de cem. A linha liga os dois principais aeroportos da capital. • Em fevereiro de 2001, uma explosão feriu 20 na estação de Belorusskaya. • Em agosto de 2000, 13 pessoas morreram e 118 ficaram feridas devido a uma bomba no túnel de pedestres que leva à estação de Tverskaya. • Em janeiro de 1998, três pessoas ficaram feridas na estação de Tretyakovskaya com a explosão de uma bomba. • Em 1996 uma bomba na linha Serpukhovskaya matou quatro e feriu 12 pessoas. Devo mencionar que o metrô da capital russa é um dos sistemas de transporte mais usados do mundo, com cerca de 5,5 milhões de passageiros por dia. Também em 2004, o 11 de março tiveram para os espanhóis o mesmo peso que o 11 de setembro teve para os norte-americanos – o dia da infâmia terrorista. Naquela data, uma série de bombas explodiram em trens metropolitanos e matou mais de 200 pessoas e deixou quase 1.500 feridos em Madri. Foi à maior carnificina numa grande capital européia desde a II Guerra Mundial. O crime monstruoso, perpetrado contra vítimas inocentes a caminho do trabalho, deixou uma dúvida - o autor. Inicialmente, o governo espanhol acusou o grupo separatista basco ETA. Mais tarde surgiram indícios de que se poderia tratar de nova investida dos fanáticos da Al Qaeda. Já o ano de 2004 também foi marcado na Rússia pelo terrorismo. O assalto a cerca de 1.200 inocentes aconteceu em Beslan e teve início quando três dezenas de terroristas invadiram o ginásio de uma escola, onde pais e alunos comemoravam o primeiro dia de aula do ano letivo russo. A ação terrorista durou três dias e só terminou quando forças policiais russas mataram a maioria dos terroristas e libertaram os reféns sobreviventes. Em uma primeira contagem foram encontrados mais de 200 mortos, incluídos os adultos. Mais de 700 feridos foram atendidos em hospitais e tendas médicas improvisadas. O ataque foi perpetrado por terroristas chechenos e árabes. Um ano mais tarde foi à vez de Londres. Em julho de 2005, uma série de bombas no sistema de transporte público da capital londrina acrescentou nova data ao calendário da infâmia. Foram quatro explosões, três delas em trens do metrô e a última no interior de um ônibus. Detonados de forma coordenada no horário de maior movimento na área central da cidade, deixaram mais de 50 mortos e 700 feridos, muitos em estado grave. Londres sempre se constituiu em alvo óbvio por reunir características que o fundamentalismo muçulmano abomina. Um grande centro financeiro mundial, síntese do Ocidente e do capitalismo moderno, metrópole cosmopolita, tolerante com a diversidade humana e berço da democracia. Com relação às Américas, nos EUA o tentacular sistema de transporte da cidade de Nova Iorque vem ao longo dos anos reforçando as medidas de segurança buscando neutralizar e eliminar possíveis ameaças. Um dos reforços que pode-se mencionar é o aumento no uso de agentes e de cães treinados para detectar explosivos. Mesmo assim, é grave a vulnerabilidade nos EUA e isto fica evidente de ser observado quando lembramos que Najibullah Zazi, um imigrante afegão que vivia no Estado americano do Colorado, confessou-se culpado de conspirar para colocar uma bomba no metrô de Nova Iorque, após ser detido. Mais recente temos a desativação do carro-bomba na Times Square na noite de sábado, dia 1 de maio de 2010. Apesar de fracassado o atentado seria a primeira tentativa do grupo Tehrik-i-Taleban, como é chamada a facção do Taleban no Paquistão, de lançar um ataque em território norte-americano. Apesar do fracasso e da prisão do suspeito Faisal Shahzad o incidente na Times Square e o fracassado atentado a bomba em um avião americano em Detroit no dia de Natal indicam o fortalecimento no exterior de grupos terroristas ligados à Al-Qaeda. Em nosso país, os ataques criminosos de 2006 que se iniciaram em São Paulo e afetaram diversos outros Estados são um dos mais recentes ataques terroristas organizados em grande escala já deflagrados no Brasil. Entre as diversas ações terroristas realizadas contra o Estado de Direito estão os mais de sessenta ônibus incendiados. Diante de todas as ameaças possíveis e impossíveis cabe as autoridades estar sempre há um passo a frente dos criminosos e terroristas. Manter o nível de prontidão das Forças de Segurança é um objetivo importante que pode ser alcançado por meio de uma Educação Especial com destaque para o uso de simulações em um nível macro onde se possa envolver toda a Segurança Pública Local, ou seja, envolver o maior número de autoridades possíveis contando ainda com a participação da sociedade organizada. Assim está sendo na capital norte-americana onde o lema é agora simular. Em um dos principais entroncamentos subterrâneos do metrô assim como em uma estação de superfície, que faz “interface” com o uma estação de ônibus, foram cenários de simulações com atores profissionais onde testaram os serviços públicos diante de um eventual ataque terrorista. A finalidade é avaliar o grau de prontidão das unidades de socorro em face de um eventual atentado terrorista na rede de transportes públicos de Washington. Por aqui, no Brasil, a empresa TDA 3 coloca a disposição do mercado nacional os treinamentos simulados do PROGRAMA EXTREME SPECIAL OPS MISSION que buscam criar cenários mais realísticos com base em análises de resultados obtidos em situações reais, casos concretos já acontecidos. Os cenários ou “operações” como são chamados cada treinamento simulado do PROGRAMA EXTREME SPECIAL OPS MISSION - ESOM fazem uso de ferramentas tecnológicas, pedagógicas e psicológicas que vão colocar situações para os alunos onde serão testados ao limite extremo na formação técnica e tática policial e militar. “Diante das incertezas das ameaças terroristas é fundamental criar um plano de contingência que tenha como base a prontidão da Segurança Pública de uma ponta a outra. Este preparo começa com uma “Excelente Educação que deve ter um Elevado Nível de Treinamento” que pode ser iniciado e conduzido com o uso da criação de cenários simulados” afirma o desenvolver do PROGRAMA ESOM Fabrizzio Bonela Dal Piero. Inicialmente são seis cenários que vão transformar a Educação em Segurança Pública e Privada no Brasil em um complexo “sistema programável” onde se busca atingir os melhores resultados de assimilação e aprendizado em técnicas e táticas policiais e militares em Segurança Pública e Privada. Para saber mais acesso o site da empresa responsável e busque mais detalhes.


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