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Postada em 02-03-2011. Acessado 1549 vezes.
Título da Postagem:BATALHÃO ROTAM – RONDAS TÁTICAS METROPOLITANAS
Titular:Claudio Cassimiro Dias
Nome de usuário:CCassimiro
Última alteração em 02-03-2011 @ 08:05 am
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BATALHÃO ROTAM – RONDAS TÁTICAS METROPOLITANAS: ESPECIALIDADE IMPRESCINDIVEL A MANUTENÇAO DA ORDEM PÚBLICA
Cláudio Cassimiro Dias (Dr Cláudio) - Criminologo

Nesse momento venho a publico esclarecer a necessidade de um contingente com a especialidade que possui o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas. E aproveito para explicar aos cidadãos sobre alguns aspectos inerentes a coibição de crimes violentos e o grau de complexidade do emprego da força necessária, de acordo com cada tipo de ocorrência.

O Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas tem a missão precípua de resolver as ocorrências de maior dificuldades e que fogem a capacidade e mesmo condições técnicas das viaturas especificas para o patrulhamento rotineiro e atendimento de ocorrências corriqueiras, como atrito verbal, brigas, desentendimento entre pessoas, furtos, perturbação do sossego, crimes previstos na Lei Maria da Penha, dentre tantas outras de menor gravidade e complexidade.

Outros estados da Federação possuem batalhões com a mesma especificidade do Batalhão Rotam, porem, com nomenclaturas diferentes ou parecidas. No entanto a função executada é a mesma. Ou seja, repreensão aos crimes violentos.

Um assalto (ROUBO), por exemplo, é motivo de emprego do homens do batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas, isso porque, os assaltantes estão armados e dispostos a tudo para lograr êxito em seus intento criminoso. Se for necessário matar, matarão sem nenhuma sombra de dúvidas, e sem remorso algum, qualquer cidadão, pai de família, trabalhador que por ventura cruzem em seu caminho.

Nesse caso, a Policia Militar, através do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas entra em ação com uma guarnição policial com efetivo de 4 ou 5 policiais militares preparados e imbuídos em tentar prender os delinqüentes, e muitas das vezes, esses policiais se deparam com um confronto de grandes proporções, que as vezes terminam com policiais e marginais baleados.

A guarnição ROTAM foi criada exatamente com essa função de coibir crimes violentos. É como se fosse um antibiótico mais forte, quando um remédio mais simples não obteve a eficácia desejada, ou seja, a guarnição ROTAM é necessária para cessar as ações delituosas mais graves.

Dotada de homens qualificados e extremamente compromissados com o bom resultado, é de fato um Batalhão Especial com sua função bem delineada, porem, que depara com situações das mais diversas formas.

A sociedade desconhece a importância do Batalhão ROTAM, até mesmo porque trata-se de um batalhão que não atua em ocorrências comuns, com o qual se tenha um contato cotidiano, como ocorre com as PAC (Patrulha de Atendimento Comunitário), o GEPAR (Grupo Especializado em Policiamento em Área de Risco), e outras formas de policiamento mais corriqueiros efetuados pela respeitada Policia Militar de Minas Gerais.

Algumas pessoas mal informadas estão cogitando a extinção do Batalhão ROTAM, para satisfazer o ego de algumas pessoas que não conseguem discernir os fatos, e mesmo discernir um acontecido isolado, de toda uma historia de uma Corporação Bicentenária que sempre protegeu a sociedade mineira.

Sabemos que no bairro serra, no Aglomerado do Cafezal ocorreu uma ocorrência que culminou na morte de duas pessoas. É muito lamentável quando se perdem vidas, porém, não podemos precipitar julgamentos, uma vez que as circunstancias dos fatos devem ser objeto de apuração, com isenção e com total respeito a Constituição Federal, que prevê o “devido processo legal” e a “presunção da inocência”, qual seja, ninguém, será considerado culpado antes do trânsito em julgado de sentença condenatória, da qual não caiba mais recurso.

Policiais foram presos, ou seja, a guarnição policial composta por quatro policiais militares foi presa, a primeira vista para dar uma satisfação a sociedade, pois, não havia em tese motivos para decretação de prisão preventiva dos 4 policiais, que já estavam afastados de suas funções, possuem residência fixa, são servidores públicos e estavam exercendo suas funções policiais militares, portanto, de serviço, representando o estado no momento da atuação.

Nesse meio tempo surgiram acusações de formação de milícias, por parte de alguns moradores do Aglomerado que insistiam na participação de policiais em milícias na região do acontecimento. Parece que a intenção era a de macular a instituição e mesmo desviar as atenções dos policiais para as praticas de delitos no aglomerado.

A quem interessa a extinção do Batalhão ROTAM?

Essas pessoas que querem extinguir um batalhão de tamanha importância na repressão ao crime conhecem a atividade policial ou já foram vitima de ações de marginais violentos?

Enquanto o debate fica acirrado, com especialistas debatendo a desgraça alheia, o Cabo Comandante da guarnição perde a vida dentro da cela, em circunstancias que estão sendo investigadas pela policia civil e objeto de inquérito militar, em virtude do suicídio dentro de um Quartel.

Devemos crer que a extinção do Batalhão ROTAM interessa a marginais e simpatizantes, para que possam atuar livremente em suas “bocas de fumo”.

Outrossim, algumas pessoas desocupadas ou de poucos afazeres tentam denegrir a imagem de uma Polícia que figura entre as melhores do Brasil, quiçá, do mundo, por vaidade ou para ter um minuto de aparecimento na TV, em cima da desgraça de outros.

A Polícia Militar em toda sua grandeza e bons serviços prestados a Sociedade deve ser vangloriada, pois, nossa Sociedade Mineira está sofrendo com atos criminosos, que felizmente, nossos valorosos policiais ainda detêm um controle maciço da maioria desses delitos.

Viver sem o batalhão ROTAM seria a bancarrota e um prato cheio para os vagabundos e marginais que tentam prender nossa família, dentro de casa, enquanto agem livremente em ações violentas e crimes repugnantes aos olhos do bom cidadão.

Ainda é bastante lamentável o fato do prejulgamento feito contra os militares, que antes de militares são cidadãos, portanto, fazem jus ao tão divulgado “Direitos Humanos”, mas que nesse momento, vira as costas para esses seres humanos, que também são fruto da sociedade. A mesma sociedade em que vivemos.

Portanto, caro leitor, pense no ser humano, policial ou não, como ser humano, na mais profunda essência do SER Humano, carente de afeto, a mercê das mazelas da vida, pai de família, mãe de família, filho e toda forma de expressar a vivencia entre as pessoas, na família, no trabalho, na comunidade, enfim, nas relações interpessoais internas e externas.

Antes de condenar alguém, com palavras, com atos, por interpretação de falácias e imagens distorcidas, pense que amanhã, qualquer de nós pode ser também achincalhado pela mesma mão que dá a flor, e que esconde o espinho. A mesma voz que grita parabéns, em virtude de um ato se torna na mente de muitos a mais vil das pessoas, por causa de interpretações antecipadas e mesquinhas de alguns.

O momento é de reflexão e mudança de conceitos baseado no direito a cidadania ampla para todos, independentemente de profissão.

Recordo-me de uma fala minha, na Assembléia Legislativa, no ano de 2001, quando eu ainda fazia parte do Quadro Jurídico do Clube de Cabos e Soldados, onde defendi a melhora das condições dos policiais de nosso estado e disseminava a idéia entre os diretores da entidade, acerca da criação de uma Comissão de Direitos Humanos para os Militares.

Portanto, nobilíssimos cidadãos deixemos nossas cadeiras confortáveis, e nossas idéias opacas e passemos a viver o coletivo, para que n futuro próximo possamos ser mais felizes, em uma sociedade ordeira e melhor para vivermos. Coletivamente podemos realizar as mudanças que nossa Sociedade tanto necessita.

* CLAUDIO CASSIMIRO DIAS, Especialista (Latu Sensu) em Criminologia, Bacharel em Direito, Bacharel em Historia, Acadêmico Efetivo Curricular da Academia de Letras João Guimarães Rosa da Policia Militar de Minas Gerais, Cadeira 28, Ex-Diretor Jurídico do CSCS/PMBMMG, Conselheiro do CEPREV/MG, Pesquisador da Historia Militar e palestrante. (Carinhosamente chamado pela tropa: “DR CLÁUDIO”).




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