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Postada em 29-05-2011. Acessado 1684 vezes.
Título da Postagem:O delírio de Persio Arida - CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA
Titular:GTMelo
Nome de usuário:GrupoGuararapes
Última alteração em 29-05-2011 @ 04:44 pm
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O delírio de Persio Arida

CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA

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Muitas das "lembranças", sem datas, sem nomes, não correspondem à verdade sobre o período, em 1970, em que esteve preso no DOI
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Em artigo publicado na revista "Piauí" de abril, intitulado "Rakudianai", Persio Arida "lembra-se", depois de 40 anos, de passagens do período em que esteve preso no DOI (Destacamento de Operações de Informações) de São Paulo por sua militância na VAR-Palmares.
Muitas dessas "lembranças", sem datas, sem nomes, não correspondem à verdade.
Persio Arida foi preso no dia 24 de setembro de 1970, e eu assumi o comando do DOI cinco dias depois. Tenho, portanto, o dever de afirmar que seus delírios são gritantes. Ele escreve: "Fiquei preso por vários meses". Provo que foram 42 dias.
Afirma que era servido um sopão no pátio. A comida vinha da Polícia do Exército e era igual à nossa. Os presos comiam nas celas.
Conta que esteve com Bacuri, tomando banho de sol no pátio. O guerrilheiro foi preso no Rio de Janeiro pelo delegado Sérgio Fernando Paranhos Fleury. Se esteve no DOI, jamais manteria contato com esses jovens.
Cita q ue assistiu, no pátio, a uma palestra feita pelo guerrilheiro Massafumi Yoshinaga, o que não aconteceu. Lembra a hilariante "campana" feita no seu "aparelho", com agentes da Oban (Operação Bandeirante), os pontos que cobriu em São Paulo, que assistiu a palestras, enfim, que seguiu a rotina de vários dias no DOI.
É inacreditável a história das esfirras que seu pai lhe mandava por meio de um guarda da Polícia Militar subornado por ele. Num rasgo de honestidade, diz que, durante o tempo que passou no DOI-SP, não sofreu nenhum tipo de tortura, mas omite que prestei um depoimento à Justiça Militar em que pedi a sua absolvição e a de outros jovens.
Ao longo de 27 páginas de situações imaginárias, fictícias e delirantes, narra a sua transferência para o DOI do Rio, local para onde eu o teria enviado. Afirma que lá, onde ficou três semanas, foi barbaramente torturado. Eu contesto isso e posso afirmar, com datas, documentos e nomes retirados do proces so 2.889, arquivado no Superior Tribunal Militar, que, no meu comando, essa viagem nunca existiu.
Vinte e um dias depois de sua prisão -sendo 17 dias sob a minha responsabilidade como comandante-, em 15 de outubro de 1970, foi enviado do DOI-SP ao Dops (Departamento de Ordem Política e Social) para seguir os trâmites legais. Ali permaneceu e, em 3 de novembro, foi ouvido pelo delegado de polícia Edsel Magnotti.
Como era menor de 21 anos, seu curador, escolhido por ele, foi o advogado Benedicto Muccim. No depoimento, confirmou a atividade subversiva, mas retratou-se em juízo. Foi restituído ao DOI-SP e posto em liberdade por ordem do general chefe do Estado-Maior do 2º Exército para responder ao processo. O documento está assinado pelo chefe da 2ª Seção do 2º Exército, coronel Erar de Campos Vasconcelos, com data de 5 de novembro.
Foi denunciado por infração ao artigo 43 do decreto-lei 898 da Lei de Segurança Nacional pelo relator Oscar do Prad o Queiroz, do Ministério Público Militar.
Processado e julgado, foi absolvido por requerimento do MPM. Na sentença 1.712/ 71, lê-se: "Disse o doutor procurador, em suas alegações ao opinar pela absolvição de Persio Arida, "que foi mais um garoto estúpido nas mãos de péssimos elementos". Tendo em vista a análise lógica da prova produzida, podemos acrescentar: é também mentiroso."
Os dados, as datas, os nomes e os ofícios foram retirados do processo originário 526/71, da 1ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, arquivado no STM (Superior Tribunal Militar).




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Comentários

ira1156 em 09-07-2011 às 01:42 am

Comento ao Cel Ustra: Todos esses jovens, metidos a "guerrilheiros", foram cooptados, é verdade, e mereceram o puxão de orelhas. Arida, comprovado agora, é também mentiroso. Mas não só ele. Leiam, vejam, escutem, a quantidade de mentiras noticiadas com estardalhaço por jornais, revistas, rádios e TVs; sem contar a novela de quinta categoria do SBT e suas entrevistas absurdas. Mais mentiras vêm por aí com a comissão da verdade eivada de petralhas canalhas a começar pela mini-istra (isso mesmo: mini - istra) tresloucada, da turma da Heloisa Helena, que aos gritos querem impor seus devaneios. Pior é que tem militares da reserva, que conheceram muito bem aquela época, fazendo coro junto com a petralhada vermelha.


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