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Postada em 08-08-2011. Acessado 855 vezes.
Título da Postagem:TALVEZ NOS FALTE UMA LINGUAGEM COMUM PARA INOVAÇÕES E INVENTOS
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 09-08-2011 @ 06:03 pm
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TALVEZ NOS FALTE UMA LINGUAGEM COMUM PARA INOVAÇÕES E INVENTOS
 
INOVAÇÕES, INVENTOS, P&D, PESQUISA, DESENVOLVIMENTO, MASSIFICAÇÃO, CONSÓRCIOS, INVENTOS, INVESTIMENTOS, RETORNO, ROI, PROJETOS, DESIGNS, EXPERIMENTOS, LABORATÓRIOS, TESTES, ENSAIOS, TECNOLOGIA, MARCAS, PATENTES, PROPRIEDADES, INTELECTUAIS, INDUSTRIAIS, MODELOS, UTILIDADE, PROCESSOS, PRODUTOS, NOVOS, TRADICIONAIS
 
AKIO MORITA, FALECIDO PRESIDENTE DA SONY - DOS ANOS 80 - DO SÉCULO 20, DECLAROU QUE A INDÚSTRIA JAPONESA DE ELETROELETRÔNICOS NASCEU DA AQUISIÇÃO DE UMA LICENÇA DE US$ 25.000,00, NOS ANOS 50 DO SÉCULO 20, PARA USO TECNOLÓGICO DE COMPONENTES ELETRÔNICOS. DE LÁ PARA CÁ O JAPÃO SE TORNOU UM DOS MAIORES GERADORES DE PATENTES INDUSTRIAIS SOBRE ESSE RAMO DO CONHECIMENTO TECNOLÓGICO E CONSEQÜENTEMENTE UMA POTÊNCIA TECNOLÓGICA GLOBAL, JÁ TENDO GERADO PRÊMIO NOBEL NESTE CAMPO CIENTÍFICO.
 
UMA NAÇÃO SÓ FICA DE FATO INDEPENDENTE QUANDO “A SUA TECNOLOGIA FOR CAPAZ DE ACELERAR SUA TAXA DE CRESCIMENTO, MODIFICAR SUA ESTRUTURA PRODUTIVA, ADEQUAR OS RECURSOS DISPONÍVEIS, ENFIM, PRODUZIR O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL”. UMA NAÇÃO, REALMENTE, SE FAZ COM ADMINISTRADORES, ENGENHEIROS, TÉCNICOS E CIENTISTAS QUE SÃO CAPAZES DE TRANSFORMAR IDÉIAS EM OBJETOS CONCRETOS NO MUNDO REAL. 
 
EXISTE UMA CORRELAÇÃO DE CERCA DE R = 0,70 (COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO POSITIVA) ENTRE O INVESTIMENTO ANUAL PER CAPITA DE UM PAÍS – US$/HABITANTE - EM P&D E O IDH DO PAÍS. PERCEBE-SE QUE ESTA LEVE CORRELAÇÃO, É ENCONTRADA ENTRE OS MAIS DE 20 PAÍSES, QUE INVESTEM MAIS DE 1% DO PIB EM P&D. OBSERVOU-SE QUE QUANTO MAIOR A APLICAÇÃO DE CAPITAL EM P&D MAIOR É O IDH. 
 
EM VERDADE O JAPÃO INVESTIA CERCA DE US$ 910,00 ANUAIS POR HABITANTE, EM 2003, SENDO O MAIOR INVESTIDOR DO MUNDO EM PESQUISAS TECNOLÓGICAS E CIENTÍFICAS, E SUAS EMPRESAS FAZEM O MESMO AO VALOR EQUIVALENTE DE 8% A 12% DO FATURAMENTO BRUTO COM AS VENDAS.
 
O FATO É QUE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO – P&D - SÃO ATIVIDADES QUE REQUEREM ALTÍSSIMO GRAU DE PREPARAÇÃO CIENTÍFICA E INVESTIMENTOS NO DESENVOLVIMENTO DAS INVENÇÕES, OU NAS RENOVAÇÕES DE PRODUTOS E PROCESSOS. E OBVIAMENTE POSSUI SEUS RISCOS, NUMA ERA DE INCERTEZAS EM QUE A AVERSÃO AO RISCO GOVERNA A MAIORIA DAS DECISÕES NESTE CAMPO, MUITAS EMPRESAS RESISTEM A INVESTIR EM P&D.
 
HÁ UM VALOR GLOBAL MÍNIMO DE INVESTIMENTOS EM P&D, CAPAZ DE PRODUZIR RESULTADOS SIGNIFICATIVOS, QUE UM EXIGE UM FORTE ESFORÇO DE APLICAÇÃO E CONTROLE DE CAPITAL, NA ORDEM DE PELO MENOS US$ 1 MILHÃO – POR ANO.
 
LEVANDO EM CONTA QUE ISTO PODE REPRESENTAR CERCA DE 10% DO FATURAMENTO BRUTO DE UMA EMPRESA, SUA CONDIÇÃO DE COMERCIALIZAÇÃO DEVE ATINGIR A ORDEM DE US$ 10 MILHÕES POR ANO. PORTANTO, TAL MONTANTE EM FATURAMENTO REPRESENTA UM DIFÍCIL GRAU DE ALCANCE PARA AS EMPRESAS MICROS, PEQUENAS E DE MÉDIOS PORTES. É UMA IMPOSSIBILIDADE ECONÔMICA SE EFETUAR INVESTIMENTOS NESTA ESCALA POR EMPRESAS COM BAIXOS PODERES TÉCNICOS E ECONÔMICOS. NESTAS SITUAÇÕES OS ADMINISTRADORES DEVEM RECORRER A CONSÓRCIOS DE PARCEIRAS, JUNTANDO-SE A OUTRAS EMPRESAS, PARA EFETUAR INVESTIMENTOS CONJUNTOS EM PROJETOS COMUNS, DESENVOLVIDOS POR UNIVERSIDADES E CENTROS DE PESQUISAS. 
 
P&D AINDA É COISA DE EMPRESA COM ECONOMIA FORTE E DE ALTO PODER TÉCNICO, ASSUMINDO UMA ESCALA DE “EMPRESA DE GRANDE PORTE”.
 
A LIÇÃO JAPONESA DECORREU DA PERCEPÇÃO DO USO ORIGINAL DE UMA PLATAFORMA TECNOLÓGICA, QUE DEU PARTIDA DO CONTEÚDO TÉCNICO DE UMA LICENÇA, CONSEGUINDO EXPANDIR A COMPREENSÃO CIENTÍFICA DO CONHECIMENTO AUTORIZADO E QUE SE TEVE ACESSO PELO FATO DA LICENÇA CONCEDIDA.
 
UMA PATENTE REPRESENTA UM GRANDE SUPORTE DE INFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS, E SEU CONTEÚDO QUE CARACTERIZA O PRESENTE ESTADO DA TÉCNICA, PODE “EMBALAR” A CIÊNCIA DE UMA NAÇÃO, OU EMPRESA, COM BASE EM SUAS INFORMAÇÕES. É NOTÓRIA A OBRIGAÇÃO DE SE DESCREVER A TECNOLOGIA COM ESQUEMAS, DESENHOS, TABELAS, DADOS, ESTATÍSTICAS E ETC, PARA SE REQUERER “DIREITO DE PROPRIEDADE” LEGALMENTE FORMALIZADA PARA EFEITO DE PATENTE, TORNANDO PÚBLICO SEU CONTEÚDO.
 
UM ESTUDO ORGANIZADO E CONTROLADO, DO CONTEÚDO DE UMA PATENTE, EVITA QUE SE “REINVENTE A RODA”, E SE MINIMIZE OS RISCOS DOS INVESTIMENTOS E SEU RETORNO (ROI – RETURN OVER INVESTIMENTS).
 
INVESTIR ANUALMENTE US$ 1 MILHÃO EM P&D, POR QUALQUER TIPO DE EMPRESA, REQUER UM RIGOROSO CONTROLE EM PROJETOS DE EXPERIMENTOS, E UMA EQUIPE DE CIENTISTAS MUITO BEM COORDENADA PARA VIABILIZAR INVESTIMENTOS E PRAZOS, SOLUÇÃO DE PROBLEMAS E EXPERIMENTOS CONTROLADOS, APLICAÇÃO COERENTE DO CONHECIMENTO E SEU DESENVOLVIMENTO.
 

ITENS
INVESTIMENTOS US$/ANO
MATERIAIS
200 MIL
EQUIPAMENTOS
350 MIL
MÃO DE OBRA
350 MIL
CONVÊNIOS
100 MIL
TOTAL
1.000 MIL
FONTE: AUTOR EM 2003
 

 
O CUSTEIO DE P&D EXIGE ALTOS VALORES DE CAPITAL PARA MATERIAIS, EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS, MÃO DE OBRA TÉCNICA E CIENTÍFICA E CONVÊNIOS COM OUTRAS INSTITUIÇÕES, DE MODO A FAVORECER O DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO.
 
UM DADO TIPO DE TECNOLOGIA IRÁ REQUERER UM MAIOR APORTE DE CAPITAL DO QUE OUTRO, EM QUE A TECNOLOGIA DO PRIMEIRO SOLICITA UM APARATO LABORATORIAL, PESSOAL E MATERIAL DE MAIOR ESCALA E DE MAIOR CUSTO OPERACIONAL. ASSIM, DEPENDENDO DO REFERIDO TIPO DE TECNOLOGIA UMA NAÇÃO PODE ESPECIALIZAR-SE NAQUELAS QUE IRÃO REQUERER UM APARATO DE MENOR CUSTO E INVESTIMENTOS, MAS QUE DÊ PODER DE CRIAR TECNOLOGIAS QUE AGREGAM VALOR AOS PRODUTOS E AOS PROCESSOS INDUSTRIAIS, MAIS DO QUE NOS PRODUTOS AGRÍCOLAS E PECUÁRIOS.
 
O BRASIL É UM PAÍS DEPENDENTE DE SUA AGROPECUÁRIA, DE BAIXO VALOR TECNOLÓGICO AGREGADO, QUE NÃO INVESTE EM TECNOLOGIA, SÓ SE ACOMODANDO EM ADQUIRIR “LICENÇAS” PARA PRODUÇÃO INTERNA DE MATERIAIS E PRODUTOS, SEM PROCURAR DESENVOLVER ALTERNATIVAS DE “ESCAPE DO ALUGUEL” DAQUELAS TECNOLOGIAS.
 
SEGUNDO NICOLSKY O BRASIL EM 1992 “GASTOU” CERCA DE US$ 200 MILHÕES COM COMPRA DE “LICENÇAS TECNOLÓGICAS” E EM 2002 ESTE “GASTO” FOI DE US$ 3 BILHÕES, CHEGANDO A 2% DO PIB. O VALOR DE 3 BILHÕES DE DÓLARES ANUAL EQUIVALERIA A PELO MENOS CERCA DE 3.000 PROJETOS DE EXPERIMENTOS, NO BRASIL, DANDO OPORTUNIDADE AOS NOSSOS ADMINISTRADORES, ENGENHEIROS, TÉCNICOS E CIENTISTAS, QUE PODERIAM RESULTAR EM NOVOS INVENTOS E NOVOS PRODUTOS E MATERIAIS.
 
A PATENTE COMO “PROPRIEDADE INDUSTRIAL” GARANTE QUE OS INVESTIDORES TERÃO O RETORNO DOS INVESTIMENTOS NOS SEUS PROJETOS DE EXPERIMENTOS, CUJOS CUSTOS SÃO DILUÍDOS NOS PREÇOS DOS PRODUTOS OU MERCADORIAS VENDIDOS, DE MODO A COMPOR RECEITAS PARA CAPTAR O “RETORNO E A REMUNERAÇÃO DO CAPITAL INVESTIDO NOS EXPERIMENTOS”. ESTA PREVISÃO VARIA DE 5% A 10%, DO PREÇO DE VENDA DOS PRODUTOS OU MERCADORIAS, DEPENDENDO DA EMPRESA, DO PRODUTO E DO PAÍS. 
 
AS NORMAS DE PATENTES, NO MUNDO, SE CONSOLIDARAM NA CONVENÇÃO DE PARIS – FRANÇA – EM 1883 – EM PLENO VIGOR DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, TENDO COMO META EXCLUIR AS OUTRAS PESSOAS DO PROCESSO ECONÔMICO GERADO PELA “PROPRIEDADE DA PATENTE”, CONCEDIDA PELO ESTADO, COMO PRIVILÉGIO AOS INVENTORES E INVESTIDORES, PERMITINDO COM ISSO FAVORECER O CONTROLE ECONÔMICO DA PATENTE, DE MODO A ESTABELECER SEU ROI, FORMAL E LEGALMENTE ESTABELECIDO PARA FORMAÇÃO DOS PREÇOS DE VENDA.
 
ENGº LEWTON BURITY VERRI
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
COPYRIGHT © 2003 - ENGº LEWTON BURITY VERRI



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