As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 01-09-2011. Acessado 868 vezes.
Título da Postagem:Conceber um “Programa Nacional de Intensificação do Cooperativismo Comunitário”
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 01-09-2011 @ 07:05 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]

Conceber um “Programa Nacional de Intensificação do Cooperativismo Comunitário”

Tags: Cooperativismo, comunidade, comunitário, economia, bairro, município, profissão, cooperativas, universidade, qualidade, pública, administração, qualidade, produtividade, humanista, humano, direitos, trabalho, renda, talento, pessoal, profissionalização, técnica, estado, cooperação, ajuda, mútua, escolarização, nivelamento, intelectual, escolar, práticas, lar, vida, rotina, projeto, programa
 
HUMANISMO HUMANO OU SOCIAL?
 
Estamos juntos no mesmo sonho, outrora de uns poucos sonhadores humanistas. Os pensadores humanistas em suas visões, de extrema envergadura e alcance, nos revelaram parte delas, como quem descreve cenários de ficção com seres cooperantes e solidários. Mas, todo sonho tem que virar realidade e Deus nos supriu com colaboradores e com o suporte técnico para a vida de criação. E os colaboradores construíram ferramentas, procedimentos e sistemas, e deram o nome de PROJETOS HUMANISTAS.
 
As associações de cooperativas, e/ou de ONGs, deverão ser convocadas para um projeto cheio de alma e coração, ungido com um esplendoroso humanismo.
 
Mas será humanismo humano – da declaração universal dos direitos humanos ou humanismo social – este da cogitada responsabilidade social? Não importa, os projetos humanistas nos arranjam um campo de labor para dedicação e amor ao próximo. E a regra? Amar ao próximo como a si mesmo, sendo o Humanismo mais puro e simples!
 
Assim transformaremos o éter da teoria em matéria da práxis. Agora todos nós poderemos estar no mesmo sonho, materializado num mundo concreto, e veremos que o homem, mesmo tendo esquecido o homem, descobrirá nesse último a nova lógica do serviço ao próximo. E assim procurará aprender “por projetos humanos” a exercitar seu coração e dedicá-lo ao semelhante.
 
É estranho elaborar projetos para inclusão social de cidadãos carentes e em desvantagens humanas, nos fazendo assistir toda espécie de mazela social e econômica, difundida em larga escala, por omissões quase perpétuas, e cristalizada ferrenhamente no íntimo e na vida do irmão, próximo e excluído.
 
Deveria ser em “ato contínuo” pelo exercício de políticas públicas – suprapartidárias e holísticas - elaboradas para suprir a cidadania, sempre altruisticamente viabilizadas e incluídas nos orçamentos e nas obras. Agora que o poder público passou a perceber que existem seres humanos em exclusão, estratégias de atuação estão sendo validadas por experimentação calculada, e investimentos para fins sociais começam a assumir uma nova ética política no Estado, exclusivamente “por projetos”.  
 
Muitos dedicam suas contribuições ao resgate do homem esquecido na selva urbana e nas intempéries do abandono no campo e nas florestas. O Estado Humanista deveria dedicar suas convicções e saber a elevar corações perdidos em busca da esperança de renovação e de desenvolvimento humano e sustentado.
 
E ficaremos, a saber, mais concretamente, que a maior estratégia de sobrevivência, de qualquer visão social, para os visionários de um mundo melhor, será efetiva se acontecer por meio da Cooperação – Criando as Células de Cooperação!
 
De outro modo Jesus poderia nos ter dito: “Fora da Cooperação não há Salvação!”.
 
O PROJETO HUMANISTA
 
A implantação de um Programa de Capacitação para jovens carentes e para cidadão carente acima dos 45 anos, segundo projetos de prefeituras humanistas deverá contar com a participação de cooperativas e associações brasileiras para o Desenvolvimento do Cooperativismo, e junto a uma grande rede nacional afeita à cooperação e ao fomento do empreendedorismo comunitário, como micro-sistema econômico de bairro.
 
Dentro da concepção de especialistas em seres humanos, e conforme endosso da grande rede nacional afeita à cooperação e ao fomento do empreendedorismo comunitário, programas de capacitação deverão ser planejados para sua execução nas comunidades, com carências socioeconômicas, das diversas Regiões Administrativas das metrópoles do Brasil.
 
Apresentamos um esboço de um projeto, para motivar os multiplicadores da formação cidadã destes programas a ampliar o alcance e a repercussão da Capacitação dos jovens carentes e dos maiores de 45 anos, complementando-os com três (3) fortes “instrumentos operacionais”: (1) Cooperativa dos Formadores da Cidadania, (2) Cooperativa Municipal para Incubação de Empresas e Cooperativas e (3) Universidade Pública da Qualidade - para a consolidação eficaz dos propósitos do mesmo.
 
CÉLULAS DE COOPERAÇÃO – AS COOPERATIVAS COMUNITÁRIAS
 
Na adequação técnica ao projeto, as cooperativas e associações brasileiras para o Desenvolvimento do Cooperativismo, poderão desenvolver e fornecer Know-How operacional de cooperativas, para várias cooperativas de formadores da cidadania, as quais farão a multiplicação deste conhecimento aos bolsistas - monitores e aos alunos dos cursos-blocos de atividades profissionalizantes.
 
O “efeito colateral” positivo, deste intento, é o da “massificação” do Cooperativismo, nunca antes ocorrido no Brasil, em sua mais pura versão solidária, com o objetivo de capacitar o cidadão a empreender atividades econômicas por Cooperativas, dentro da sua comunidade, ativando a economia dos bairros, sob o ponto de vista microeconômico.
 
Como valor agregado adicional, que tratará do tema “Educação Cooperativista”, proporcionar a formação de AGENTES DO COOPERATIVISMO COMUNITÁRIO, com conteúdo de carga horária equivalente a pelo menos de 200 horas, permitindo que a rede nacional afeita à cooperação e ao fomento do empreendedorismo comunitário possa emitir “Certificados de Formação de Agentes do Cooperativismo Comunitário” aos colaboradores na formação da cidadania.
 
O mérito, desta ação educativa, poderá ficar consolidado na criação de uma COOPERATIVA DE FORMADORES DA CIDADANIA, a qual poderá permanecer a serviço das prefeituras humanistas e dos projetos de capacitação profissionalizante, sob incubação e desenvolvimento por uma Cooperativa Municipal para Incubação de Empresas e Cooperativas, e até permitir a interiorização deste projeto às outras prefeituras interessadas nos demais estados.
 
Como atividades, do desdobramento e difusão do Cooperativismo, os Agentes do Cooperativismo Comunitário, terão as seguintes atribuições:
 
·         Efetuar a Educação Cooperativista Continuada dentro das comunidades;
·         Orientar o cidadão nos procedimentos para constituição de Cooperativas Comunitárias;
·         Coordenar junto à rede nacional afeita à cooperação e ao fomento do empreendedorismo comunitário o estudo preliminar da viabilidade técnica e econômica de cooperativas, evitando insucessos de operacionalização;
·         Coordenar o recolhimento de documentação dos interessados na abertura de Cooperativas Comunitárias;
·         Coordenar junto à a rede nacional afeita à cooperação e ao fomento do empreendedorismo comunitário a transferência de conhecimentos específicos de Marketing, Padronização e Gestão das cooperativas criadas;
·         Acompanhar, como elo de ligação, o desenvolvimento das cooperativas constituídas para maximizar a sobrevivência dos negócios das mesmas. 
 
Como especialistas relembramos a necessidade permanente de monitoramento do desempenho das mesmas pelo método desenvolvido pelo Cooperativismo do Brasil: www.cooperativismodobrasil.com.br – O Manual para Orientação à Conformidade Cooperativista, de modo a evitar procedimentos de má gestão a que venham prejudicar a imagem das Cooperativas Comunitárias junto aos tomadores de seus serviços, junto à comunidade, a imprensa, a sociedade em geral e ao Ministério Público do Trabalho.
 
Apresentamos ainda 2 (dois) grandes projetos que podem ter profunda repercussão nacional:
 
(1) A UNIVERSIDADE PÚBLICA DA QUALIDADE, para formação de Tecnólogos da Qualidade e MQAs - Masters in Quality Administration, a qual pode ter sede em um Centro Universitário parceiro, e ser utilizada em EDA - Educação à Distância, via INTERNET. Ela seria a base de inteligência para a administração dos negócios e atividades das empresas do município, favorecendo um maior tempo de sobrevivência, bem como para funcionários municipais, em vista da melhoria dos padrões de desempenho das atividades públicas - Saúde, Educação, Meio Ambiente, Obras e etc, em suporte permanente.
 
(2) A COOPERATIVA MUNICIPAL DE INCUBAÇÃO DE EMPRESAS, para micro e pequenas empresas, e cooperativas comunitárias de produção, de trabalho e de serviços, que operam no município e não possuem suporte técnico e científico de gestão. Ela poderá maximizar os investimentos não só feitos pelo Banco do Povo, mas também aqueles privados, em empreendimentos em que o proprietário/cooperado tem baixo ou médio perfil empreendedor, tendo como consultores os AGENTES DE DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO – ADS’s, tratando-se de outro conceito de recursos humanos para suporte às iniciativas sociais das prefeituras.
 
METODOLOGIA DE TRABALHO DESENVOLVIDA
 
A metodologia a adotada se baseia no “Aprender a Aprender”, absorvendo os pilares da educação segundo o conceito da UNESCO – 1. Aprender a Conhecer, 2. Aprender a Fazer, 3. Aprender a Ser e 4. Aprender a Conviver, propiciando a construção do conhecimento a partir da visão de mundo de cada um dos participantes e a troca de experiências. Esses elementos são fundamentais para a construção do conhecimento, podendo culminar na elaboração de um projeto social comunitário e cooperativo.
 
O bloco de conhecimentos sobre o Cooperativismo terá a missão de propiciar aos FORMADORES o entendimento dos Tópicos Básicos sobre o assunto, de modo a poderem transmitir aos bolsistas – monitores os fundamentos da atividade cooperativista, que será aplicada nos Projetos Comunitários a serem desenvolvidos, favorecendo a criação das Cooperativas Comunitárias, e que possam ser administradas por estes bolsistas e permitir que “vendam” seus serviços, com capacitação em autogestão de atividade econômica cooperativada.
 
A MATRIZ DE CONHECIMENTO 
 
A Matriz de Conhecimento que será repassada para os FORMADORES estará estruturada para que o conteúdo seja necessário e suficiente para permitir que os BOLSISTAS venham, a saber, diferenciar uma empresa Mercantil – Capitalista de uma empresa Cooperativa e que venham a ser capazes de compreender os princípios que regem o Cooperativismo e as determinações de sua Lei 5764/71 – Política do Cooperativismo no Brasil.
 
Os BOLSISTAS terão esclarecimentos sobre o funcionamento de uma Cooperativa à luz de sua Lei aplicável e de suas práticas operacionais elementares, sujeitas a monitoramento institucional de órgãos avaliadores.
 
Uma Cooperativa é o único modo institucional de empresa completamente regido por Lei Federal Específica – 5764/71.
 
Teremos que fazer um nivelamento técnico, terminológico e conceitual dos procedimentos e da linguagem empregada no campo do Cooperativismo, completamente diversos daqueles adotados e já fixados culturalmente através da CLT brasileira, para as empresas mercantis - capitalistas.
 
O Cooperativismo apresentado se baseia numa concepção do Cooperativismo do Brasil quanto ao Regime de Trabalho Cooperativo - RTC, que mostrará aos BOLSISTAS que se trata de uma atividade de autogestão empreendida pelos sócios da Cooperativa, na condição de “DONOS DO NEGÓCIO”, onde deixam de ser empregados e passam a ser sócios de uma sociedade coletiva, democrática e solidária.
 
Em face da doutrina do Cooperativismo as aulas terão o objetivo de fixar culturalmente nas pessoas o “Empreendedorismo Comunitário de Bairro”, criando meios para que as mesmas “vendam” suas habilidades e talentos, através de uma Cooperativa, regida por práticas firmadas em Lei aplicável, gerando oportunidade de trabalho e renda, dentro da comunidade e favorecendo a economia local do bairro. 
      
   A MATRIZ DE CONHECIMENTO A SER REPASSADA AOS BOLSISTAS

            Introdução
I - Definição de Cooperativa;
II - Ramos do Cooperativismo Brasileiro;
III - Diferenças entre uma Sociedade de Cooperativa e uma Empresa Mercantil;
IV - Direitos e Deveres dos Cooperantes (LEI 5764/71);
V - Valores do Cooperativismo;
VI - Princípios do Cooperativismo;
VII - Procedimentos para a Constituição de uma Cooperativa;
VIII - Características Básicas do Cooperativismo;
IX - Evolução do Sistema Cooperativista no Mundo;
X - Impostos Incidentes em uma Cooperativa;
XI - Fundos Obrigatórios em uma Cooperativa;
XII - Benefícios do Plano dePrevidência e Securidade;
XIII - Adesão de Novos Sócios na Cooperativa;
XIV - Exclusão de Sócios;
XV - Definição de regras de Eleições e Mandatos;
XVI- Definição de regras paraoTratamento dos Prejuízos;
XVII - Exemplo de Convenção de Propriedades – Bens comuns e bens individuais;
XVIII - Benefícios e Amparo dos Cooperados – Regime de Trabalho Cooperativo – RTC;
XIX - Resultado das Operações – Retorno proporcional ao trabalho dedicado;
XX - Exemplo de Contabilidade – Centros de custos – a pagar e a receber;
XXI - Estatística do Movimento - Cooperativista do Brasil;

O DESENVOLVIMENTO DO TREINAMENTO
 
O Processo Pedagógico a ser adotado, para transmissão dos temas aos BOLSISTAS, por parte dos FORMADORES, foi inspirado na seqüência da Matriz de Conhecimento criando uma lógica didática para distribuição ao longo das 40 horas da carga horária.
 
Os especialistas atuais em cooperativismo fazem muitos depoimentos sobre o funcionamento de cooperativas como o tema definitivo do 3º milênio, diante do desemprego e da crise econômica que se inicia no Brasil. A literatura do www.cooperativismodobrasil.com.br pode estar disponibilizada para repasse aos FORMADORES E BOLSISTAS, a qual contempla essa visão de futuro considerando o Cooperativismo como a “Ideologia Humana do 3º milênio”.
 
A flexibilização dos códigos da CLT, que tenta tirar direitos dos trabalhadores, fica praticamente sem efeito, em face da frente que pode ser armada para implementar o Cooperativismo em larga escala no país. 
 
A flexibilização da CLT é uma proposta inócua. Este Cooperativismo como poderá ser mostrado pelo www.cooperativismodobrasil.com.br , tem sua prática fiel exercida dentro do estrito rigor da sua Lei aplicável, e poderá criar um espaço no mercado para perpetuação de Cooperativas Comunitárias.
 
Os FORMADORES E BOLSISTAS ficarão convictos da validade do Cooperativismo no desenvolvimento de atividades econômicas cooperativadas em muitos segmentos nos Ramos do Trabalho, Serviços e Produção, abrangendo várias modalidades; Jardinagem, Serviços Hidráulicos e de Eletricidade, Festas: Doces e Salgadinhos, Babás, Sorveteria, Costura, Coleta, Seleção e Reciclagem de Lixo, Alimentos, Manutenção Urbana, Cuidadores de Idosos, Barbeiros, Pinturas e Reformas etc, dentro de suas comunidades. Isto, ainda, muito aquém dos laços cooperativos – Atos Cooperados – entre Cooperativas de Crédito, de Saúde, de Habitação e Educacionais, que com a consolidação do movimento venham a acontecer em médio prazo, trazendo mais benefícios sociais a baixo custo.  
 
Um aspecto levantado, e vital, foi o de que somente BOLSISTAS com auto-estima resgatada e consolidada é que poderão dar proveito aos investimentos dos Programas de Capacitação, no seu direcionamento técnico para uma atividade profissional auto-gestionária. E isto deve ser um fator de acompanhamento por parte das Prefeituras Humanistas e da Secretaria do Trabalho e Emprego das mesmas, junto com Rede de Desenvolvimento e Fomento do Cooperativismo no país.
 
Para quantos que este esforço humanitário fará efeito, diante da preservação da auto-estima, e dos rigores do mercado na absorção de trabalhadores Cooperativados, e agora “Donos do seu próprio Negócio? Afinal de contas uma Cooperativa fica sujeita às leis soberanas de mercado: 1. Preço adequado dos produtos e serviços, 2. Qualidade competitiva, 3. Prazos de Entrega confiáveis, 4. Assistência Pré e Pós Venda, 5. Segurança operacional e ambiental e etc, competindo com as empresas mercantis – capitalistas, o que requer capacitação empreendedora.
 
Mesmo hoje com tantas divulgações sobre cooperativismo se percebe que as pessoas estão com informações distorcidas ou mal entendidas sobre Cooperativismo, que de certo modo a Rede terá que esclarecer no processo de educação a ser desenvolvido, conduzindo o pessoal ao nivelamento dentro do tema. As preleções prévias e introdutórias no assunto, não poderão resultar num conjunto de dúvidas por parte das pessoas aprendizes da cooperação. E todo cuidado será pouco durante a didática, com base em material técnico de aula distribuído, para evitar as confusões ideológicas entre cooperativismo e regimes políticos.
 
Vemos, com isto, a evidência do risco possível que o Cooperativismo poderá vir a ter, em sofrer abordagens por elementos não capacitados ou cooperativas que não possuam um modelo de excelência, de auto-avaliação e de gestão, prejudicando a credibilidade do movimento e comprometendo a capacitação empreendedora para os enfrentamentos competitivos no mercado.
 
A seleção dos parceiros, para projetos semelhantes, deve basear-se no poder técnico e científico que os mesmos podem agregar, de maneira a favorecer a boa fundamentação da cidadania e sua inserção nas condições humanas ideais, minimizando retrocessos ou maximizando boas condições operacionais de sobrevivência. Pois, atividades cooperativadas e autogestionárias são, também, sensíveis ao processo de competição no mercado, seja no bairro ou na região administrativa, onde se situa a comunidade.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2002 - Engº Lewton Burity Verri
 



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!