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Postada em 22-09-2011. Acessado 927 vezes.
Título da Postagem:Sua empresa promove descontos reais ou ilusórios
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 22-09-2011 @ 06:48 pm
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Sua empresa promove descontos reais ou ilusórios?

Tags: Desconto, preço, equilíbrio, custos, totais, mão de obra, administrativo, operacional, compras, financeiro, contratação, serviços, agregados, fórmula, capitalismo, lucro, prejuízo, real, ilusório, ganancioso, inflação, inflacionário, administração, engenharia, fabricação, fábrica, produção, economia, qualidade, produtividade, taxa, juros, banco, central, acionistas, relações, consumo, unitário, unidade, R$/unidade
 
A instituição do "desconto" comercial em vendas é uma boa alavanca promocional, mas seus efeitos podem não ser realistas para ambas as partes "vendedor x comprador". Ao mesmo tempo em que o desconto pode ser "mutilador" de finanças para o vendedor, ele pode ser "enganador" para o comprador. Uma coisa é certa: na empresa capitalista o "desconto" jamais poderá ser inferior ao ponto de equilíbrio - PE.
 
O ponto de equilíbrio - PE é aquele em que o vendedor (comerciante ou produtor) começa a ganhar lucros para mais do preço no PE, ou começa a ter prejuízos para menos do preço no mesmo PE.
 
No capitalismo a fórmula básica do preço unitário de um produto / unidade é dada pela expressão: PREÇO unit. = ((LUCRO + CUSTOS)/Nº de Unidades).
 
Sintetizando a explicação, digamos que para produzir 100 carros nossos custos sejam de R$ 20 mil / carro. Assim, o Custo Total para fabricarmos estes 100 veículos será de R$ 2 milhões.
 
A fórmula ficará Preço = Lucro + R$ 2 milhões. Se aplicarmos a previsão de Lucros na ordem de 25%, dos custos totais, iremos ter R$ 500 mil como expectativa para Lucros. Logo a fórmula ficará: Preço = R$ 500 mil + R$ 2 milhões, somando-se R$ 2.5 milhões para a fabricação e vendas de 100 carros.
 
O ponto de equilíbrio PE é exatamente o valor de R$ 20 mil por carro, pois não estaremos aplicando a parcela do cálculo dos lucros ... Acima de R$ 20 mil por carro já teremos lucros e abaixo dele já teremos prejuízos.
 
Como propusemos 25% para a margem de lucros o preço do carro será, então, de R$ 25 mil cada um. De onde veio: Preço = ((R$ 500 mil + R$ 2 milhões)/100 carros). Tal proposição significa que para os custos totais de R$ 2 milhões, teremos o lucro adicionado de R$ 500 mil (a retirada dos acionistas). Vendendo todos os carros nosso lucro final será de R$ 500 mil (para cada lote total de vendas de 100 carros - a R$ 25 mil cada um).
 
O fracionamento dos custos de nossa fábrica é da ordem a seguir:
 
1.      Custos de Mão de Obra = 20% ou R$ 400 mil,
2.      Custos Administrativos = 10% ou R$ 200 mil,
3.      Custos Operacionais = 20% ou R$ 400 mil,
4.      Custos de Compras (Insumos, matérias primas, peças e componentes = 30% ou R$ 600 mil,
5.      Custos Financeiros = 10% ou R$ 200 mil,
6.      Custos de Contratação de Serviços = 10% ou R$ 200 mil,
 
7.      Total - Custos Totais = 100% ou R$ 2 milhões ... Para fabricação e vendas de 100 veículos.
 
Numa fábrica racionalizadora de produção, em produtividade, qualidade e economia, os 6 centros de custos básicos mostrados são fontes de REDUÇÃO DE CUSTOS. São fontes para eliminação de perdas, falhas, omissões, defeitos, exageros e riscos.
 
1ª MODALIDADE DE DESCONTO REAL
 
Para as duas modalidades promocionais de descontos, sendo o 1º Real, numa ação SINCERA e realista da empresa, estes descontos irão ter os benefícios do acúmulo de solução de problemas, para a redução verdadeira de custos, em produtividade, qualidade e economia.
 
Então, na fórmula capitalista, os custos cairão e assim farão baixar os preços dos veículos. Digamos que após um bom esforço de engenharia se venha ter uma redução total nos custos de 10%. O que representa uma redução total nos custos dos 100 veículos na ordem de R$ 200 mil. Logo estes veículos custarão juntos R$ 1.8 milhões.
 
O novo ponto de equilíbrio PE passa a ser de R$ 18 mil por carro. Os acionistas não irão abrir mãos da sua retirada de R$ 500 mil, mesmo após o grande esforço da engenharia na redução de custos.
 
Só que este esforço da engenharia não é conhecido nas relações de mercado. E se torna uma vantagem competitiva dos acionistas e administradores da fábrica, em relação aos concorrentes e os preços de seus carros.
 
A nova campanha promocional de vendas poderá oferecer carros por R$ 25 mil a unidade, porém com a possibilidade de oferecer descontos na ordem de:
 
1. Novo Preço = ((500 mil + 1,8 milhões)/100 unidades), ou pelo preço de R$ 23 mil;
2. Desconto REAL viável, para os parâmetros dos acionistas e administradores = 8% por veículo;
3. Ou desconto REAL = ((25-23)/25) x 100 = 8%; 
 
2ª MODALIDADE DE DESCONTO ILUSÓRIO
 
Esta modalidade NÃO se baseia numa ação SINCERA e realista da empresa, porque estes descontos NÃO virão dos benefícios acumulados na solução de problemas, para a redução verdadeira de custos, em produtividade, qualidade e economia. Poderão vir de todo tipo de falsidade administrativa e da ganância dos acionistas.
 
Esta modalidade leva aos compradores a uma avaliação erroneamente induzida pelo INCREMENTO do desconto no preço do produto. Por exemplo, os acionistas e os administradores "embutem", nos custos totais, um valor percentual admitido pelo preço médio final praticado pelos concorrentes locais e regionais, mesmo que não fique objetivamente competitivo.
 
Vejamos os acertos da má fé:
1. Eles embutiram um aumento no valor dos custos totais de produção na ordem de 8%;
2. Mantiveram a retirada dos acionistas de R$ 500 mil;
3. O "novo" custo total passou a ser de +8% = R$ 2 milhões + R$ 160 mil (8% de R$ 2 milhões) = R$ 2,16 milhões;
4. O Preço Adulterado = ((500 mil + 2,16 milhões)/100) = R$ 26,6 mil;
5. O desconto ILUSÓRIO proporcionado será de: ((26,6 -25)/25) x 100 = 6,4%;  
 
Nestas duas modalidades demonstradas estão reveladas as práticas de descontos REAIS e ILUSÓRIOS, que sobrecaem nas relações de consumo nos mercados locais, regionais e globais. Em todas as modalidades os acionistas nunca perdem. Por isso é que os descontos VERDADEIROS só são "beneficiados" pelos esforços da engenharia.
 
Porém, ainda temos uma modalidade extremamente gananciosa: É aquela que apesar dos esforços da engenharia, ter conseguido as reduções de custos da 1ª Modalidade REAL de descontos, os acionistas e administradores efetivam a 2ª Modalidade ILUSÓRIA, ampliando "folgas" de sobrevivência competitiva sobre concorrentes e domínio enganoso e abusivo nas relações de produção, vendas e consumo ... 
 
3ª MODALIDADE DE DESCONTO "GANANCIOSO"
 
Após a engenharia ter obtido o novo ponto de equilíbrio PE, o qual passou a ser de R$ 18 mil por carro (1ª modalidade de descontos). E como os acionistas não abriram mãos da sua retirada de R$ 500 mil, com a venda de cada carro, no valor de R$ 26,6 (da 2ª modalidade de descontos), nesta modalidade "nova" irá surgir uma SOBRA de R$ 200 mil com a venda de 100 carros ... A qual corresponde à redução de custos feita pela engenharia (mais uma vez: 1ª modalidade de descontos).
 
Esta sobra que se agregará aos resultados do ciclo de produção, vendas e consumo, poderá ser "retirada" pelos acionistas ou distribuída entre eles com toda a empresa ... Jamais só com toda a empresa.
 
Esta modalidade deixará uma possibilidade INFLACIONÁRIA na economia do país, pois parte da MÁ FÉ empresarial. Uma vez que o preço de R$ 26,6 mil por veículo está "inflacionado" (para e execução da 2ª modalidade de desconto ilusório) os preços REAIS estarão entre R$ 23 mil e R$ 25 mil a unidade.
 
Como revelações parciais, de um mesmo segredo, a INFLAÇÃO e a TAXA DE JUROS são causa e efeito de um mesmo fenômeno - a falta da administração científica nas empresas ... Sua empresa promove descontos reais ou ilusórios? Vejamos Japão, EUA, Alemanha, França e Inglaterra!
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF - RJ
Copyright (C) 2011 - Engº Lewton Burity Verri



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