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Postada em 25-10-2011. Acessado 785 vezes.
Título da Postagem:O que Steve Jobs, Bill Gates e Howard Hughs tiveram em comum
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 25-10-2011 @ 06:41 pm
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Analisando a Enquete do Site Administradores – Por que as empresas não inovam?

Tags: bill gates, steve jobs, howard hughs, inovação, idéias, engenharia, criação, material, industria, industrial, heurística, quebra, paradigmas, socioengenharia, sociologia, organizacional, metas, governamentais, inventos, fenomenais, fenômeno, mercado, país, potência, desenvolvimento, empresarial, empreededorismo, politicagens, occam, navalha, patentes, livros, artigos, ciência, científicos, técnicos, tecnologia, administração

20 de outubro de 2011

 
Qual é o principal motivo pelo qual as empresas não inovam?
 
1. Medo de arriscar
35.37%
 
2. Falta de suporte financeiro
13.08%
 
3. Faltam idéias
12.42%
 
4. Não há interesse de fazer o novo, apenas repetir o que já é produzido
36.31%
 
5. Outro
2.82%
 
Pela engenharia não é nenhum dos motivos assinalados. Estaria em “outros” se fosse identificada. Em verdade a inovação material, em objetos ou coisas, passa pela ciência exata dos cálculos, das medições, das contagens e das pesagens. Nada disto é ensinado no Brasil ...
 
O senso de sobrevivência nacional “puxa” os interesses para a competição, como nos EUA, Japão e Alemanha (cujas engenharias eu conheço profundamente).
 
Logo, partindo de diretrizes do ministério da ciência e tecnologia, em função de um plano governamental, com alinhamento de vários ministérios relacionados ao desenvolvimento socioeconômico, os investimentos são fomentados e incentivados, com vista a atender o objetivo governamental e suas metas.
 
Quando John F. Kennedy, presidente americano disse que os EUA estaria pousando na Lua em fins da década de 1960, houve um alinhamento desde as universidades, os centros avançados de pesquisas, as indústrias High Tech, fornecedores, prestadores de serviços e etc, em busca de soluções de engenharia para que o “astronauta americano” fosse à Lua até o fim daquela década. O que se deu em 1969. E Kennedy havia solicitado tal empreendimento na transição de 1962/1963, portanto aconteceu em cerca de 6 ou 7 anos após.
 
Quem inova no Brasil é penalizado pelo nosso sistema político corrupto e inepto, em sua administração pública. O que adianta INOVAR se a inovação não fizer parte de uma pauta científica de Estado? Os políticos brasileiros já “mataram” várias inovações, sendo uma delas a nossa própria Indústria Automobilística através dos carros da GURGEL, em fase embrionária de desenvolvimento.
 
A política vende nossos empreendedores de inovações aos lobbies dos cartéis de patentes e interesses econômicos ... Os deixa morrer, ao contrário do que ocorre nos EUA, Japão e Alemanha.
 
As Forças Armadas Americanas, por exemplo, sempre colocaram os EUA na ponta da tecnologia, pois com orçamentos adequados, projetos administrados por PhD’s da vida prática, que tiveram sucesso em suas atividades, vingam em know-how: inventos, patentes, métodos, técnicas, processos, livros, teses, artigos e etc, altamente focados, na demanda do crescimento tecnológico, como fizeram após o pedido de Kennedy.
 
Por outro lado nenhuma escola universitária do país tem capacitação para produzir “inovadores”, haja vista as disciplinas e cargas horárias dos nossos cursos de administração e de engenharia.
 
O vício se retroalimenta numa degradação insólita ... O vício do academicismo interpolado sobre o umbigo, fora da realidade das ondas tecnológicas e científicas, que podem produzir fenômenos de mercado, como fizeram Bill Gates e Steve Jobs (muito antes deles, Howard Hughs na aviação).
 
Gigantes da engenharia é que deram suporte a famosidade e ao sucesso destes admiráveis empreendedores. Bill Gates só foi grande por causa do seu engenheiro-chefe. Steve Jobs só foi grande por cauda do seu engenheiro-chefe.
 
Howard Hughs, o primeiro “bilionário” dos EUA, só foi grande por causa de sua admiração pela ciência e a engenharia. A indústria do petróleo prosperou por causa das brocas de diamante das indústrias Hughs. A Lua foi conquistada, com a ajuda das indústrias Hughs.
 
Falta-nos aprender nas universidades as técnicas da engenharia que criam os espantosos objetos, e coisas, que se tornam fenômenos de mercado.
 
Quando boa parte destas disciplinas é apresentada em qualquer evento relacionado com tecnologia, todos ignoram, e se comprazem com “o Monge e o Executivo”, ou “A Arte da Guerra” ou com outras literaturas dispersivas que nos levam à alienação e perda de tempo.
 
Numa bancada para fabricarmos o produto de metal mais simples do mundo “os clips”, para fixar papéis, nenhum destes livros e semelhantes irão ajudar o administrador, o engenheiro, o técnico e os operários a obterem vantagem tecnológica na fabricação de “clip” ... Não vão ajudar nem na produtividade, nem na qualidade e nem na economia.
 
As editoras brasileiras não publicam os livros que nos ajudariam a fazer os melhores “clips” do mundo. Onde está o livro que demonstra realmente como Gates e Jobs administraram suas fábricas tecnológicas? Vão mostrar só biografias ... O resto é segredo para manutenção da dependência tecnológica dos alienados.
 
O que Gates, Jobs e Hughs tiveram em comum? Sabiam administrar equipes de engenharia e se deleitavam com a busca de soluções científicas para concretizar seus mirabolantes produtos ... No Brasil são poucos os que sabem administrar a engenharia e a tecnologia sejam de qual universidade for, ou de qual titulação ou talentos tiverem.
 
A administração brasileira tem se mantido ligada às finanças, ao marketing, aos recursos humanos, a informática ... Mas, não se liga na administração da tecnologia, a qual faz “nascer” o mais inusitado e revolucionário fenômeno de mercado.
 
Não foi Jobs e nem Gates que calcularam a energia total dos circuitos, para se estabelecer durabilidade de baterias, não calcularam a dissipação de calor dos chips, para dimensionarem o fluxo de exaustão (dos coolers), não selecionaram os materiais que não envelhecessem sob o uso contínuo, não estabeleceram pontos geométricos de equilíbrio e o centro de gravidade dos produtos, para estabilidade de uso e manuseio ... E são mais de 1 milhão de soluções tecnológicas para cada coisa ou objeto, que se viabilizam apenas por cálculos de engenharia.
 
Eles só administraram cronogramas, verbas, motivações, incentivos, dinamizaram paixões, incendiaram algumas “fogueiras” da vaidade, mas não calcularam a eficiência e a confiabilidade, que um portador de produto Microsoft ou Apple, viesse a ter ao utilizá-los.
 
Tanto Hughs, Gates e Jobs só foram gigantes por que subiram nos ombros de gigantes: seus engenheiros-chefe ... Todos os sonhos mirabolantes deles se concretizaram sob os auspícios da sabedoria matemática e material da engenharia.
 
Quantos de nós sabemos projetar experimentos, em laboratório? Ou em simuladores, ou em escala industrial? Quantos de nós raciocinamos na “miniaturização” de componentes e dimensionamos a escala real de produção? Quantos de nós sabemos heurística e quebra de paradigmas? Quantos conseguem dominar a socioengenharia de pesquisas de opinião, para produtos de alta complexidade? Quantos sabem estabelecer a confiabilidade de um circuito? Quantos de nós dominamos o conceito “navalha de Occam”? Quantos de nós podemos discorrer uma visão estatística das possibilidades de falhas do nosso invento? Quantos de nós temos perfeita compreensão da sociologia organizacional para criarmos inovações fenomenais? O nosso invento será útil?
 
Tanto Hughs, Gates e Jobs, não sabiam nada disso profundamente, mas sabiam que a administração da engenharia e da tecnologia necessita da integração de “experts” no conjunto de conhecimentos ligados às questões acima, para que sonhos viessem a se tornar realidade. E nenhum deles era formado em engenharia. Então, o que eles coordenaram para serem benfeitores de inovações revolucionárias?
 
Eles aprenderam FAZENDO, ao mínimo erro possível, pois o dinheiro era deles, mesmo que com vários sócios investidores. Se o dinheiro for seu faça como eles fizeram. Mas, se investidores forem intolerantes com erros, procure aprender em como administrar a engenharia e a tecnologia, para criar inovações que fazem a diferença.
 
Quem desconhece superficialmente a interação destas questões nas inovações, então precisará aprender a administrar a engenharia e a tecnologia.
 
E quem conhece boa parte delas, também, terá que dominá-las integralmente, já que inventos e inovações não nascem de frações de conhecimentos esparsos. Mesmo que vindo de sonhos as sugestões, e inspirações de nossas inovações, precisam de um extremado pragmatismo e de conhecimentos integrais ... Exatamente o que Hughs, Gates e Jobs fizeram ao criarem grupos de engenharia e prestigiarem o engenheiro-chefe.
 
Assim, as questões da enquete apesar de conterem fatores que INIBEM as inovações no Brasil, sob o ponto de vista de engenharia, elas são de baixo impacto, com exceção da pergunta nº 4, abaixo:
 
1. Medo de arriscar – quase todos têm medo, só não tem quem está sem noção do que irá fazer, ou o porte de sua inovação não é de assustar no custo x benefício de sua viabilidade técnica, econômica e comercial;
 
2. Falta de suporte financeiro - Hughs, Gates e Jobs começaram com “troquinhos de US$”. Mas, um projeto de nação potência precisa de verbas, critérios técnicos, metas governamentais e isenção política no sentido de apoio incondicional à ciência e a tecnologia do país. A maioria acha que verbas não são problemas, e apenas 13% disse que isto é um problema;
 
3. Faltam idéias – O senso comum brasileiro é o de que aqui não faltam idéias, aqui nos faltam conhecimentos técnicos e comerciais para fazermos as idéias vingarem, como fenômenos de mercado;
 
4. Não há interesse de fazer o novo, apenas repetir o que já é produzido – Uma boa maioria possui o senso real das nossas crenças sobre inovações. Aqui não se valorizam as inovações, tanto porque não são metas governamentais, nem regularmente administradas, tanto porque se assistem grandes perdas de inovações sem a proteção de agências de inteligência, para garantirem a sobrevivência dos negócios brasileiros, tanto para coibir atuações de políticos e políticas predadoras que terminam fazendo o que fizeram com a Indústria Gurgel de Automóveis;
 
5. Outro – Quase 3% pensaram com um paradigma semelhante ao da engenharia, em todo o mundo altamente civilizado, a inovação é antes da iniciativa privada uma meta governamental, o que não existe no Brasil.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2011 - Engº Lewton Burity Verri



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