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Postada em 27-10-2011. Acessado 826 vezes.
Título da Postagem:Para o que é mesmo que serve o TWITTER
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 27-10-2011 @ 06:55 pm
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Para o que é mesmo que serve o TWITTER?

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Lições do Mestre Gavião e o seu discípulo Passarinho ... E os “pios-códigos”

Era um bom dia para a primeira aula de instrução ao seu pequeno discípulo. A relva da planície ainda orvalhada, fazia cintilar nas gotículas da vaporosa água da noite, os raios multicolores de sol, que se aderiram às flores e folhas, no soturno passar da mansa escuridão ...
 
Muito ao estilo oriental o Mestre Gavião com toda a benemerência e placidez ia iniciar sua preleção sobre o vôo ao seu mais novo discípulo. A manhã estava perfumada e tépida, com ventos leves e ascendentes. A bruma neblínica se dissipava alhures com a ascensão solar.
 
O discípulo primogênito, de um casal de pássaros do reino, já sabia voar, pois não era mais filhote e sim um belo e pequeno pássaro, com penas azuladas e com tons azuis escuro em suas pontas, e um clamor de branco pacífico, em seu peito orgulhoso.
 
O Mestre Gavião chamado para ensinar vôos mais arrojados e acrobáticos já que seu discípulo foi designado para mensageiro do reino. Os mensageiros do reino enfrentam até vôos noturnos, diurnos em meio a tempestades de chuva e de neve floculada, ventos fortes e sob o ataque de predadores e dos homens caçadores ...
 
O ciclo de treinamento se iniciava com uma espécie de ginástica calistênica com movimentos de grande repetição até a fadiga do discípulo, usando o peso corporal dele, uma vez que nos vôos de mensageiros o pleno domínio do peso corporal é importante para vencer as tormentas e realizar as manobras tanto invasivas, quanto evasivas.
 
O Mestre Gavião ia preparar seu discípulo para resistir às extremas solicitações dos vôos dos mensageiros, até que os músculos dele começassem a falhar entre a 8ª e a 10ª repetição, com a amplitude de movimento total, em cada fase, ao limite do esgotamento.
 
Parece-nos ser a única ginástica possível para discípulos voadores, com bastante atividade aeróbica e de longa duração, para vôos acima de centenas de milhas de distância e até meia milha de altitude ...
 
O discípulo precisará treinar sua musculação de comando do vôo das asas, do peito, conjugar manobras bruscas e amplas com a cauda, alongando e frenando e angulando a mesma.
 
Precisará ainda treinar impulso do solo, nas árvores, nos telhados e nos descampados de ventanias, bem como o impacto do pouso nas pernas, bem acima do seu peso, na ordem de até 3P (três vezes o seu peso).
 
Sua cauda teria que se abrir em leque auxiliando as manobras aéreas e oferecendo direção mais precisa, ajudando na retomada do vôo, como o “pós-queimador” que ajuda no empuxo de um caça jato.
 
Os vôos rasantes serão muito arrojados chegando a roçar o peito nas pontas das gramíneas, e com ascensão abrupta, abortando o vôo para uma queda rápida de auto-ocultação, em meio ao mato verdejante ou nos cascalhos com tiriricas teimosas, que atinja o impacto 3P do pouso.
 
Outros vôos rasantes serão aqueles que o futuro mensageiro passará a alta velocidade entre forquilhas de galhos secos e folhados, sem que perca uma parte de pena, por arrasto ou ligeiro esbarro calculado ...
 
Um mensageiro é um ás da invasão e evasão nas missões de suas comunicações com “pios-códigos” para avisos ao Rei ou à sua guarda após espiar os inimigos do reino, ou relatar os comezinhos do dia-a-dia de suas aldeias e redes comunitárias.
 
Em algumas vezes o mensageiro precisará emitir “gorjeios”, “trinados” e “pipilar” de códigos mais secretos e complexos, para a proteção da mensagem, sem esquecer seu léxico e sintaxe.
 
E para ser um ás ele teria que fazer pelo menos 5 missões completas de comunicação de incidentes propositais de treinamento, escapando no espaço-tempo da realidade fixa, do panorama vivencial da planície, e embrenhar-se nas veredas e lugarejos, entre muros, telhados e jardins do castelo do Rei.
 
Um mensageiro do reino terá que ser um ás já em sua primeira missão real, um comunicador velocista, superando distâncias, altitudes e intempéries, até em fuga de raios lampejantes, com cargas eletrificadas pelo salto espasmódico de elétrons atmosféricos.
 
No cerimonial de respiração e de movimentos leves, ficava evidente a relação de discípulo seguidor de um mestre. As explanações do mestre como sutis sugestões, de amplos movimentos aéreos e aeróbicos, soavam ao vento que soprava na planície dos exercícios. 
 
O discípulo seguidor de um mestre carece da uma comunicação formal biunívoca muito consistente e contínua, para absorver as lições, compreender suas sutilezas, e, questionar, em correspondência à expectativa do seu mestre. 
 
A cena recordava a interação pessoal de estudantes e professores orientais de artes marciais, na concentração expectante, quase religiosa... E o treinamento começava...
 
Mestre: - abra as asas e comece a forçar vôo até que seus músculos comecem a esquentar, e você vai perceber um tensionamento da resistência do ar, d...
 
Mestre: - e modo mais forte quando se fecha as asas, do que quando as abre. Então, após fazer este movimento por 10 vezes, mantenha as asas abertas...
 
Mestre: - e sustente esta abertura por 2 minutos. Neste tempo respire profundamente como que tentando esquecer a dor muscular que irá lhe incomodar...
 
Mestre: - por todo este período. Vejo que você está suando e tendo tremores musculares, resista e não ceda. Concentre-se. Como se sente agora?
 
Discípulo: - Muito tenso pela dor de manter as asas abertas e forçando a sua abertura na condição de mais amplo e mais forçado. Porém consigo conviver...
 
Discípulo: - com sua intensificação, creio por até mais do que 2 minutos. E conto pela cadência dos batimentos do meu coração, já que ave não tem relóg.
 
Discípulo: - io. Sei que algumas operações aéreas dependem da contagem do tempo, que no caso das aves é feita pela cadência dos batimentos do seu coraç.
 
Mestre: - ão. O mensageiro do reino deve ter que suportar por longos períodos as dores dos esforços de vôos instigantes e sacrificantes, e ainda men.
 
Mestre: - talizar a mensagem nos devidos “pios códigos”. Faça agora 10 respirações oxigenadoras, para encerrarmos esta fase de domínio da musculatur.
 
Mestre: - a que concorre para a orquestração de um vôo com alta perícia e resistência.
 
Discípulo: - Mestre estou com tonteiras após esta forte oxigenação. E creio que numa missão a tonteira poderá acontecer, comprometendo minha clareza de.
 
Discípulo: - vôo e memória.
 
Mestre: - sua habilidade e conhecimento de vôo deverá superar esta anomalia do desgaste e da fadiga, à medida que formos evoluindo nas outras fases .
 
Mestre: - do treinamento.
 
E assim foi por todas as fases da primeira lição do pequeno discípulo ...
 
De certa forma os dois sentiam haver um lapso e uma descontinuidade na fruição do diálogo ... Havia uma falta de sincronia, como pios com sons retardados e desconexos ao contínuo, na linha do tempo do “audímetro grafo-dinâmico”.
 
Foi, então, que o Mestre Gavião, gorjeou: - Passarinho, observe que estamos no TWITTER ... Aquele dos códigos humanos em 140 caracteres. Vamos sair daqui para outro meio comunicador!
 
Ambos admitiram que seguir mestres com sínteses inumanas era algo impossível para aprendizagens. Ou temos liberdade de expressão em tamanhos naturais ou temos um tamanho médio estatístico, possível para as expressões livres.
 
Para 140 caracteres nem “pios-códigos” seriam possíveis, aos mensageiros do reino, haja vista os gorjeios modulados, os trinados em formato de frequencímetros ou os pipilares “longue-silvos” em colcheia semibreve, num complexo arranjo sinfônico de “histriônia reverberal” ... Ciência de domínio das aves beladonas da natureza.   
 
O Mestre Gavião gorjeou novamente no dilema entre: - expandir a sabedoria em espaço restrito ou em espaço restrito só gorjear o essencial?
 
Passarinho, filho primogênito de casal CANTOR, sabia de seus pais, pássaros cantores inspiradores de engenheiro de software, da Microsoft do Gates, que o padrão estatístico normal, e humano, para expressões livres, textuais e literais, era mais comum em 255 caracteres, como concluiu a base estatística que criou o OFFICE ACCESS.
 
Mesmo já tendo usado telefonia digital, Passarinho lembrava que a comunicação celular, pelos denominados “torpedos”, concedia o limite de 160 caracteres por mensagem, mas estritamente limitada pelo conjunto tecnológico da telefonia de comunicações. Mas, o TWITTER flui pela Internet, onde não há limites para a conectividade da expressão livre e nem de sua guarda memorial.  
 
Então, o Dilema de Gavião de “expandir a sabedoria em espaço restrito ou em espaço restrito só gorjear o essencial”, os levou a votar pela REJEIÇÃO do “espaço caracterial limitador” como campo de manifestações de “pios-códigos” entre mestres e discípulos.
 
Já que a “sabedoria, quando expressa no modo essencial, nunca se torna elemento cognitivo para a elevação de saber, pois quando o essencial é expresso pelo sábio, é uma assombrosa nuvem tempestuosa, para a compreensão do aprendiz”. O que quer dizer que se para o “bom entendedor meia palavra basta- essencial”, não basta para aprendizes com saber primitivo e em evolução ...
 
Gavião julga que se o TWITTER, construção do engenho humano, para a comunicação essencial humana, migrar para 255 caracteres, estará chegando próximo dos parágrafos letivos de mestres para discípulos, por estar próximo do padrão estatístico de parágrafos racionais, que podem conter partes inteligíveis do saber humano, em transferência holística.
 
Logo, ele afirma que, para as aves mensageiras do reino, nem o TWITTER lhes serve.
 
E crê que este engenho humano só terá função para difusão de avisos curtos, sinais de emergências, dilapidação super veloz de reputações, difamações estratosféricas, calúnias de espalhamento quase anônimo, alertas para chamar atenções, dirigir “massa social manifesta” para focos específicos, pedir votos e comunicar candidaturas, notificar incêndios e assaltos, anunciar casamentos, nascimentos e óbitos, lançamento de livros, pouso de discos voadores, aparições de extraterrestres, ajudas em calamidades (como o antigo “radio-amador”), repasse de localizações de GPS, isso e aquilo.
 
Gavião e Passarinho pipilaram que, como aves que são, nem o TWITTER lhes serve, os criadores deste engenho teriam que adotar 255 caracteres para os “pios-códigos humanos”, uma vez que a linguagem humana não contém codificações sonoras capazes de expressar coerência, em pensamentos estatísticos de tamanho pequeno, abaixo de 140.
 
O tamanho médio-padrão hegemônico de 255 caracteres, para os “pios-códigos humanos” surge para mais de 70% dos parágrafos textuais analisados, e contados nas literaturas que foram base estatística, para dimensionamento do tamanho padrão de campos (de textos – alfabéticos e alfanuméricos) do ACCESS da Microsoft ...
 
Apesar de Passarinho querer pedir demissão do logotipo do TWITTER, Gavião lhe convenceu a ficar ... Quem sabe as aves aprendem a piar, gorjear, trinar ou pipilar nos 140 caracteres do TWITTER humano?
 
Em 140 caracteres, para Gavião e Passarinho, no dialeto das aves beladonas, cantoras da natureza, não é possível nem palpites, nem pitacos e nem fragmentos do pensamento aviário ...
 
Eles acham o TWITTER uma moda boba, um modismo “transitório” de entretenimentos, isto se não virar um jogo mundial de mensagens codificadas, pelas redes sociais, terminando por virar a busca de um código universal indecifrável, para enfrentar os extraterrestres em fins de 2012, como o Código da linguagem dos índios NAVAJO, usado pelos EUA na 2ª Grande Guerra Mundial, ajudando na derrota final sobre os países do Eixo.
 
Apesar de não ser um pássaro cantor, Gavião firma e confirma esta sua versão, apoiando seu discípulo em vôos - Passarinho do Twitter.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2011 - Engº Lewton Burity Verri
Especialista em pios e em piadas de engenharia



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