As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 10-11-2011. Acessado 798 vezes.
Título da Postagem:Administração de Custos pela Engenharia, como vamos reduzir os preços
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 10-11-2011 @ 10:13 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]

Administração de Custos pela Engenharia: Como vamos reduzir os preços?

Tags: Administração, custos, engenharia, japonesa, Japão, planilhas, ordenamento, código, despesa, administrativa, mão de obra, operacional, compras, sistema, classificação, categorias, crises, encarecimento, preços, lucros, capitalismo, produtos, serviços, mercadorias, trabalho, aparato, perdas, ganhos, prejuízos, precificação, padronização, padrão, medida, contagem, pesagem, competitividade, qualidade, produtividade, economia, fábrica, fabricação, produção, planejamento, controle, AOTS, JUSE, japan, japanese
 
Nota: A leitura deste artigo requer consulta ao arquivo do link indicado:
 
Como vamos reduzir os preços? É a pergunta mais importante na operação capitalista de fábricas e empresas. O “planilhamento” de custos é um dos segredos mais estratégicos das empresas altamente competitivas.
 
O outro segredo é a sua própria planilha de custos. Quais serão as categorias de despesas que deverão ser identificadas (localizadas nos processos), medidas e monetizadas, e finalmente controladas?
 
Em princípio, tudo que é despesa é um custo para a nossa planilha ... E vai repercutir no valor do preço final dos nossos produtos / mercadorias / unidades de serviços.
 
Mas, a administração necessita de uma classificação, e um ordenamento coerente, para que as despesas sejam enquadradas, em categorias padronizadas (atualizadas periodicamente – de preferência nos novos planejamentos estratégicos bianuais ou trienais).
 
Entretanto, se ter uma boa planilha não nos assegura a competitividade. A despesa precisa ser perfeitamente localizada, o seu valor precisa ser medido (cálculos, medições, pesagens, contagens, proporções – o rateio participativo entre geradores de custos - e escala de produção e vendas). Depois ele pode ter a atribuição monetária do seu valor de custo na composição do preço final dos produtos / mercadorias / unidades de serviços.
 
Todos os processos realizam um “trabalho”, podendo ser uma integração racional de recursos:
 
1. Humanos,
2. Materiais,
3. Insumos,
4. Instrumentais,
5. Maquinais,
6. Ferramentais,
7. Experimentais,
8. Cognitivos,
9. Financeiros e
10. Temporais.
 
Na engenharia este conjunto se chama de APARATO, que em suas interações irá realizar um TRABALHO, cujo valor terá que determinar permanentemente, nas guerras comerciais e tecnológicas de preços e inovações ...
 
O trabalho do APARATO equivale a uma igualdade de SOMAS. Isto é: SOMA DAS ENTRADAS = A SOMA DAS SAÍDAS (Lei de Lavoisier – nada se cria, nada se perde, tudo se transforma) o que irá se traduzir na eficiência dos processos, na simples expressão de que SOMA DAS ENTRADAS = RESULTADOS – PERDAS, ou seja tudo que entra num processo industrial / fabricação produz o produto, como seu resultado OBJETIVO, e certo grau de perdas, como efeitos colaterais das transformações ...
 
Logo o trabalho do APARATO é igual ao seu resultado em qualidade, produtividade e economia, menos as suas perdas. E quais serão as possíveis perdas onerosas sobre os custos?
 
Citamos algumas perdas por nome – nomeadas em sua ocorrência, todas com suas medidas de valor, e ação onerosa, diferentes entre si:
 
1.       Sobras inutilizáveis – despejos diretos sem reciclagem;
2.       Sobras reaproveitáveis – sucatas recicláveis;
3.       Tempo útil – atrasos, paradas, interrupções;
4.       Emissões irrecuperáveis – fluidos, gases, pós, particulados;
5.       Quantidades insuficientes – lotes e peças incompletas, volume, medidas e peso insuficientes;
6.       Qualidade precária – fora do plano ou do padrão, desclassificação, características insatisfatórias;
7.       Recondicionamentos – recuperação da qualidade, readequação;
8.       Retrabalhos - retoques, reajustes, regulagens, reconformações;
9.       Repetições desnecessárias – reprocessamento, reinspeção, reteste, reensaio, recálculo, repesagem, recontagem e remedições;
10.    Desvios da destinação planejada – redestinação, reenquadramentos, devoluções, desclassificação, inutilização.
 
Estas 10 perdas clássicas acima “retiram” o valor técnico, comercial e de uso de um produto e/ou mercadoria – são disfunções onerosas. Isto é, elas retiram o significado atrativo do bem, uma vez que “desagregam” o padrão de qualidade inicial planejado para a produção, a tal ponto que, ao mesmo tempo em que encarecem o resultado, elas aumentam as chances de rejeição e inibem a sua aceitação para seu uso – a utilidade perde função, condição e “prestabilidade”.
 
Na maioria das vezes precisaremos INOVAR dentro deste APARATO, para extrairmos as diferenciações que darão vantagens tecnológicas em qualidade, produtividade e economia, e destas vantagens criarmos a mensagem mercadológica para incentivos e motivações entre vendas e compras. Entre produtores e consumidores. Entre feitores e usuários.        
 
Tendo dimensionando um bom Sistema de Custos para dar VISIBILIDADE ao fluxo do R$ / US$ inicia-se a administração e seu controle, gerando informações integradas, setorizadas, em relatórios sumarizados e/ou detalhados, gráficos pontuais, comparativos entre fases e/ou períodos, e indicações das fontes de “encarecimento” dos preços, para atuações de controle: PDCA.
 
Mas, como se projeta um Sistema de Custos para precificação de produtos / mercadorias / unidades de serviços? As centenas de despesas identificáveis podem ser enquadradas nas Categorias de Custos, as quais podem ser no mínimo as 6 básicas, pertencentes às estruturas de controle de custos, utilizadas pelas empresas competitivas:
 
1. CAD – Administrativos,
2. CMO – Mão de Obra,
3. COP – Operacionais,
4. CCO – Compras,
5. CCF – Financeiros e
6. CSC – Serviços Contratados;
 
A empresa / fábrica deve listar, após ampla convenção interna, quais são as despesas de afinidades e características para enquadramentos em cada uma das 6 categorias de custos convencionadas pela empresa, por exemplo.
 
Veja uma planilha completa para exemplificar a especificação de categorias de custos e suas despesas enquadradas por afinidade ... No arquivo do link indicado:
 
 
Uma referência de estruturação deste sistema pode ser a de superpor o planilhamento de suas despesas, e custos, nas Etapas do Ciclo de Vida do Produto, efetivando o cruzamento das Categorias de Custos com os Centros de Custos: Fixos – os custos que não variam com a produção e seu volume e Variáveis - os custos que variam com a produção e seu volume.
 
Premissa Básica: - Onde se gasta no APARATO se pode economizar ... E o APARATO está contido dentro do Ciclo de Vida dos Produtos que serão fabricados.
 
O Ciclo de Vida do Produto segundo a ISO 9000 – 1994, se estende por 12 fases, a saber (lembrar):
 
1. Marketing e Pesquisas de Mercado;
2. Projeto e Desenvolvimento de Produto;
3. Aquisições e Compras – qualificação e desenvolvimento de fornecedores;
4. Plano e Desenvolvimento de Processo;
5. Planejamento e Controle da Produção e Produção Efetiva;
6. Controle da Qualidade – inspeção, testes e ensaios;
7. Embalagens e Armazenagens;
8. Expedição, Transportes e Baldeações;
9. Distribuição, Vendas Atacado e Varejo;
10. Instalação, Pré-Set e Operação;
11. Assistência Técnica e Manutenção;
12. Disposição após Uso e Reciclagem – Logística Reversa;
13. Retorno à Fase 1, dando prosseguimento da rotação dentro do ciclo - ciclagem.
 
O Ciclo de Vida com 12 fases operacionais, em cada ciclagem sua, irá produzir resultados diferentes, em função de TRABALHOS diferentes, já que a integração racional dos recursos do APARATO terá variações decorrentes das variações de cada fator que lhe constitui – se não houver controle objetivo sobre estes fatores - na integração racional de recursos:
 
1. Humanos,
2. Materiais,
3. Insumos,
4. Instrumentais,
5. Maquinais,
6. Ferramentais,
7. Experimentais,
8. Cognitivos,
9. Financeiros e
10. Temporais;
 
Cada ciclagem terá uma despesa total – custo da atividade, para efetuar o seu TRABALHO. E em conseqüência o custo final dos produtos / mercadorias / unidades de serviços será diferente, e o prior: sempre tendente para o “encarecimento” ...
 
Qual fase do ciclo de vida é proporcionalmente mais econômica? Quais tarefas/atividades têm BAIXO valor agregado? Dezenas de questões podem ser formuladas pelo administrador, em vista de implantar controle na ciclagem, no APARATO, e na qualidade, produtividade e economia. 
 
O Valor agregado de um produto / mercadoria / unidade de serviços tem valor do seu significado associado à relação USO / CUSTO. Quanto maior as possibilidades de USO para o menor CUSTO possível, maior será o Valor agregado daquele bem.
 
Logo, Maior valor agregado é igual ao desfrute funcional do bem ao Menor Custo!
 
Então, Valor Agregado deve ser: o máximo valor de USO ao menor CUSTO possível.
 
Veja uma Tabela de Cruzamento entre as Categorias de Custos e o Ciclo de Vida para exemplificar a especificação de categorias de custos e suas despesas enquadradas por afinidade, justaposta ao Ciclo de Vida ... No arquivo do link indicado.
 
E veja, também, como fica uma matriz que englobe as Categorias de Custos / Despesas, com cada fase do Ciclo de Vida ... No arquivo do link indicado:
 
 
Observem na matriz de cruzamento, vista no arquivo do link indicado, os custos da empresa / fábrica, seus setores e o quanto cada categoria de despesas se agrega em termos de custo e valor, formando um padrão total de custos e sua proporcionalidade nos custos totais da empresa / fábrica.
 
Trata-se de um modelo arbitrado, mas que a empresa / fábrica terá que encontrar os seus próprios valores e custos para poder administrá-los PERMANENTEMENTE.
 
Todo PCP – Planejamento e Controle da Produção de empresa têm a obrigação de avaliar junto com o setor de “Controladoria, Custos e Contabilidade”, o efeito da progressão dos Custos com o aumento do número das quantidades produzidas, considerando uma matriz de cruzamento das Categorias de Custos com o Ciclo de Vida, segundo os exemplos do link indicado.
 
A administração de custos é conduzida para evitar Prejuízo, no qual a Receita é MENOR que os custos totais ou obter Lucro = no qual a Receita é MAIOR que os custos totais.
 
Na aritmética capitalista o Preço de Venda x Quantidades de produtos (ou mercadorias) é igual a Receita – ou ao Faturamento Bruto. E o Preço de Venda dos produtos (ou mercadorias) é igual aos Custos Totais + Taxa de Lucros (a qual pode ser de 10% ou 20% ou X%), atribuível sobre os Custos Totais è ou seja; Preço = Custos + Lucros.
 
Como o Paradigma da Competitividade, na globalização, se baseia na REDUÇÃO CONTÍNUA de Custos, mantendo o Padrão da Qualidade ou Melhorando-o, as INOVAÇÕES mais bem sucedidas técnica e comercialmente serão aquelas que atenderão a este paradigma.
 
O fato é que desde o início da Revolução Industrial, Inglaterra - 1780, por mais de 230 anos, a Decisão de Compra em 70% dos casos é feita com base no “Preço Menor na Melhor Qualidade Possível”, e 20% de tais decisões são feitas com base na “Qualidade do Fornecedor / Produtor” e 10% com base na “Marca, através da qual o produto / mercadoria é vendido”.
 
Se a empresa / fábrica não tiver uma administração científica dos custos, já que é uma ação obrigatoriamente PERMANENTE, junto com a qualidade, a produtividade e a economia, ela não terá capacidade de sobreviver por longo período, haja vista que todos os eventos internos e externos à companhia são EVENTOS TENDENTES AO ENCARECIMENTO. Portanto, o APARATO sempre vai sofrer modificações estruturais e conjunturais que tirarão a companhia do Ponto de Equilíbrio: variando entre Lucros e Prejuízos ...
 
O critério dorsal de vigilância administrativa do capitalismo bem sucedido é o de controlar pelos menos as 3 condições MUTANTES que afetam a estabilidade de preços:
 
1ª - Manter redução permanente de Preços;
2ª - Dominar as adversidades nos Custos;
3ª - Vigiar as Crises do “Encarecimento”.
 
Estas condições afetam a estabilidade dos preços, porque o APARATO age e reage, em seus fatores, produzindo resultantes inflacionárias, quando sem controle, ou produzindo deflação quando se tem administração e engenharia atuantes, nas fontes das variações de custos (ou despesas).
 
Para Manter redução permanente de Preços – a engenharia tem que substituir e reinventar – o maior foco das INOVAÇÕES baseadas em produtos / mercadorias tradicionais. E vem deste lado administrativo da tecnologia a capacidade de redução permanente de preços, através da Engenharia da Qualidade, englobando processos e produtos, racionalizando as interações do APARATO, reduzindo custos e preços ... Mas, mantendo e melhorando a qualidade, a produtividade e a economia.
 
Para as Adversidades nos Custos seria desenvolver a capacidade visionária de criar, desenvolver e adotar substitutos de produtos / processos, ou sucedâneos, que na simples expressão da SOMA DAS ENTRADAS = RESULTADOS – PERDAS, produza um produto / mercadoria, com resultado OBJETIVO, e certo grau de perdas, como efeitos colaterais das transformações, bem mais eficientes e eficazes que os obtidos em processos e produtos tradicionais – Saltos Tecnológicos ...  
 
Para as Crises do “Encarecimento”, as quais se originam no contexto de:
 
1. Alta dos impostos ou Altos impostos,
2. Know-how em decadência,
3. Escassez de mão de obra e cérebro de obra, para os novos desafios,
4. Esgotamento de matérias-primas e insumos,
5. Colapso ou obsolescência do mercado,
6. Pré-falência ou falência nos suprimentos,
7. Esmorecimento da competitividade,
8. Envelhecimento da tecnologia e do aparato instalado ...
 
Certa parte das atuações nas Crises do “Encarecimento” – que não deixam de ser ocorrência de situação inflacionária asfixiante - está sob controle do empreendedor, tais como a definição de know-how, a especificação dos perfis para mão de obra e cérebro de obra, seleção e dimensionamento de matéria prima e insumos, detalhar e corrigir as afetações de mercado em colapso, vencer uma pré-falência, combater a perda de competitividade e renovar suas máquinas – mais baratos / baixo custo / global.
 
Mas, obriga-se o seu controle ao Estado Administrador, uma vez que este deve ser capaz de manter e melhorar a evolução tecnológica e socioeconômica do país, em harmonia com a ação empreendedora de sua iniciativa privada.
 
As Crises do “Encarecimento” de algo provocam A MORTE DO EMPREGO, queda do produto interno bruto das empresas / fábricas e, em seu somatório, o PIB do país, com:
 
1. Desestímulo ao Empreendedorismo,
2. Evasão profissional da Iniciativa Privada e
3. Desgaste institucional do estado improdutivo, pesado e corrupto, influindo na fórmula capitalista de Preços = ((Custos + Lucros) + Impostos).
 
Um Estado Perdulário e Corrupto é sinônimo de fechamento de empresas. Um Estado Perdulário é um estado empobrecedor ... Estado Perdulário não gera riquezas e não permite que sejam geradas, inclusive por taxar excessivamente a produção, sem considerar a classe da necessidade fundamental, dos produtos em função da escala das necessidades humanas.
 
Vejamos alguns Impactos dos Impostos no Preço Final de Produtos:
 
1.       Fábrica de Refrigeradores, imposto de 47,1%, sobre o PREÇO FINAL;
Uma fábrica de refrigeradores possui um APARATO que resulta num Preço Final de R$ 1.200,00 por refrigerador.
 
Imposto = Preço Final x Taxa do Imposto sobre o produto; ou Imposto = R$ 1.200,00 x 47,1%; ou Imposto = R$ 565,20, que é o valor de posse do Estado para sua sustentação e reversão em benefícios socioeconômicos à sociedade;
 
A Fórmula do capitalismo é è Preço = (((Custos + (Lucros)) + Impostos));
 
Logo, Preço da Fábrica = R$ 1.200,00 - R$ 565,20 = R$ 634,80;
 
Então, o Preço Final = R$ 634,80, que corresponde a 52,9% do Preço Final. Porém ainda falta determinarmos no cálculo os valores dos Custos Totais e o Lucro do empreendimento;
 
O Lucro Arbitrado pelo fabricante em vista de investimentos em planos estratégicos / remuneração de acionistas / distribuição de lucros aos funcionários foi de 25% do Custo de fabricação.
 
Para Preço = ((Custos + Lucros) + Impostos), iremos ter: R$ 1.200,00 = (((Custos + (Custos x 25%)) + R$ 565,20)); ou R$ 1.200,00 = 1,25 Custos + R$ 565,20; ou 1,25 Custos = R$ 1.200,00 – R$ 565,20; ou 1,25 Custos = R$ 634,80, donde Custos = R$ 634,80 / 1,25; ou Custos = R$ 507,84;
 
Como o Lucro arbitrado é de 25%, teremos Lucro = R$ 507,84 x 25%; ou Lucro = R$ 126,96;
 
A catástrofe do empreendedor é que seu Lucro é 4,45 vezes menor do que o recolhimento de impostos pelo Estado (R$ 565,20 / R$ 126,96).
 
Ao passo que o empreendedor gera a riqueza o Estado se torna seu sócio majoritário recolhendo 4,45 vezes mais do que o seu Lucro, sem produzir a riqueza de parte da sua subsistência e sem oferecer retorno deste investimento que o empreendedor realiza para a sociedade, inclusive para o Estado.
 
2.       Fábrica de Medicamentos, imposto de 36% no PREÇO FINAL;
 
Uma fábrica de medicamento possui um APARATO que resulta num Preço Final de R$ 40,00 por caixa de remédio.
 
Imposto = Preço Final x Taxa do Imposto sobre o produto; ou Imposto = R$ 40,00 x 36%; ou Imposto = R$ 14,40, que é o valor de posse do Estado para sua sustentação e reversão em benefícios socioeconômicos à sociedade;
 
A Fórmula do capitalismo é è Preço = (((Custos + (Lucros)) + Impostos));
 
Logo, Preço da Fábrica = R$ 40,00 - R$ 14,40 = R$ 25,60;
 
Então o Preço Final = R$ 25,60, que corresponde a 64% do Preço Final. Porém ainda falta determinarmos no cálculo os valores dos Custos Totais e o Lucro do empreendimento;
 
O Lucro Arbitrado pelo fabricante em vista de investimentos em planos estratégicos / remuneração de acionistas / distribuição de lucros aos funcionários foi de 20% do Custo de fabricação.
 
Para Preço = ((Custos + Lucros) + Impostos), iremos ter: R$ 40,00 = (((Custos + (Custos x 20%)) + R$ 14,40)); ou R$ 40,00 = 1,20 Custos + R$ 14,40; ou 1,25 Custos = R$ 40,00 – R$ 14,40; ou 1,25 Custos = R$ 25,60, donde Custos = R$ 25,60 / 1,20; ou Custos = R$ 21,33;
 
Como o Lucro arbitrado é de 20%, teremos Lucro = R$ 21,33 x 20%; ou Lucro = R$ 4,27;
 
Neste caso a catástrofe do empreendedor é que seu Lucro é 3,37 vezes menor do que o recolhimento de impostos pelo Estado (R$ 14,40 / R$ 4,27). Ao passo que o empreendedor gera a riqueza o Estado se torna seu sócio majoritário recolhendo 3,37 vezes mais do que o seu Lucro, sem produzir a riqueza de parte da sua subsistência e sem oferecer retorno deste investimento que o empreendedor realiza para a sociedade, inclusive para o Estado.
 
3.       Gastos da pensão do programa “Bolsa Família”, pelos contemplados Bolsistas, sendo de R$ 112,00 por família.
 
Como os bolsistas irão consumir produtos alimentícios, em maioria, adotaremos o valor médio de impostos no PREÇO FINAL, de uma cesta de produtos desta classe, de 30%.
 
Imposto = Preço Final x Taxa do Imposto sobre o produto; ou Imposto = R$ 112,00 x 30%; ou Imposto = R$ 33,60, que é o valor de posse do Estado para sua sustentação e reversão em benefícios socioeconômicos à sociedade;
 
A Fórmula do capitalismo é è Preço = (((Custos + (Lucros)) + Impostos));
Logo, Preço da Fábrica = R$ 112,00 - R$ 33,60 = R$ 78,40;
 
Então, o Preço Final = R$ 78,40, que corresponde a 70% do Preço Final. Porém ainda falta determinarmos no cálculo os valores dos Custos Totais e o Lucro do empreendimento;
 
O Lucro Arbitrado pelo fabricante em vista de investimentos em planos estratégicos / remuneração de acionistas / distribuição de lucros aos funcionários foi de 20% do Custo de fabricação.
 
Para Preço = ((Custos + Lucros) + Impostos), iremos ter: R$ 112,00 = (((Custos + (Custos x 20%)) + R$ 33,60)); ou R$ 112,00 = 1,20 Custos + R$ 33,60; ou 1,20 Custos = R$ 112,00 – R$ 33,60; ou 1,20 Custos = R$ 78,40, donde Custos = R$ 78,40 / 1,20; ou Custos = R$ 65,33;
 
Como o Lucro arbitrado é de 20%, teremos Lucro = R$ 65,33 x 20%; ou Lucro = R$ 13,07;
 
Neste caso a catástrofe do empreendedor é que seu Lucro é 2,57 vezes menor do que o recolhimento de impostos pelo Estado (R$ 33,60 / R$ 13,07). Ao passo que o empreendedor gera a riqueza o Estado se torna seu sócio majoritário recolhendo 2,57 vezes mais do que o seu Lucro, sem produzir a riqueza de parte da sua subsistência e sem oferecer retorno deste investimento que o empreendedor realiza para a sociedade, inclusive para o Estado.
 
O Estado brasileiro é corrupto, perdulário e administrativamente temerário, sem parcimônia moral nos gastos com os impostos recolhidos. Em parte, por isto, um Estado Perdulário e Corrupto é sinônimo de fechamento de empresas. Um Estado Perdulário é um estado empobrecedor do seu coletivo levando todos ao lugar comum – “comunização” da miséria. 
 
O ESTADO BRASILEIRO É MAIS SELVAGEM DO QUE O CAPITALISTA MAIS GANANCIOSO EXISTENTE ... UMA BOA LIÇÃO PARA OS SOCIALISTAS E OS COMUNISTAS.
 
Recomendações do autor:
 
1.       Vigilância obstinada nos CUSTOS è e optar pela Globalização, em busca dos menores preços e melhores condições qualitativas, para seus suprimentos;
2.       Impostos èos quais sob controle do Estado devem ser REDUZIDOS – um Estado enxuto não é balela, Estado enxuto é sobrevivência do coletivismo nacional;
3.       Alerta è Alta de impostos ou impostos de altas taxações são por si sós elementos INFLACIONÁRIOS nos preços, muito mais do que a taxação dos lucros dos empreendedores;
4.       A Fórmula da Sobrevivência èvigilância obstinada nos CUSTOS, evitando juros altos onde houver, e empréstimos estatais / privados que venham a “corromper” a ordem moral da direção do empreendimento – evitar trocas “negociais” espúrias.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Ex- Aluno da AOTS / JUSE - Number: 91-14-143 / Japan – 1991 –
Copyright © 2007 - Engº Lewton Burity Verri
 
================== Impostos praticados no Brasil ...
 
Consulte o Site indicado abaixo:
 
Fonte: IBPT - INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
 
 
Percentual de Tributos sobre O PREÇO FINAL

PRODUTO % Tributos/preço final

Mesa de Madeira 30,57%;
Cadeira de Madeira 30,57%;
Sofá de Madeira/plástico 34,50%;
Armário de Madeira 30,57%;
Cama de Madeira 30,57%;
Motocicleta de até 125 cc 44,40%;
Motocicleta acima de 125 cc 49,78%;
Bicicleta 34,50%;
Vassoura 26,25%;
Tapete 34,50%;
Passagens aéreas 8,65%;
Transporte Rod. Interestadual Passageiros 16,65%;
Transporte Rod. Interestadual Cargas 21,65%;
Transporte Aéreo de Cargas 8,65%;
Transp. Urbano Passageiros. - Metropolitano 22,98%;
MEDICAMENTOS 36%;
CONTA DE ÁGUA 29,83%;
CONTA DE LUZ 45,81%;
CONTA DE TELEFONE 47,87%;
Cigarro 81,68%;
Gasolina 57,03%;

PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
Carne bovina 18,63%;
Frango 17,91%;
Peixe 18,02%;
Sal 29,48%;
Trigo 34,47%;
Arroz 18%;
Óleo de soja 37,18%;
Farinha 34,47%;
Feijão 18%;
Açúcar 40,4%;
Leite 33,63%;
Café 36,52%;
Macarrão 35,20%;
Margarina 37,18%;
Margarina 37,18%;
Molho de tomate 36,66%;
Ervilha 35,86%;
Milho Verde 37,37%;
Biscoito 38,5%;
Chocolate 32%;
Achocolatado 37,84%;
Ovos 21,79%;
Frutas 22,98%;
Álcool 43,28%;
Detergente 40,50%;
Saponáceo 40,50%;
Sabão em barra 40,50%;
Sabão em pó 42,27%;
Desinfetante 37,84%;
Água sanitária 37,84%;
Esponja de aço 44,35%;

PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
Sabonete 42%;
Xampu 52,35%;
Condicionador 47,01%;
Desodorante 47,25%;
Aparelho de barbear 41,98%;
Papel Higiênico 40,50%;
Pasta de Dente 42,00%;

MATERIAL ESCOLAR
Caneta 48,69%;
Lápis 36,19%;
Borracha 44,39%;
Estojo 41,53%;
Pastas plásticas 41,17%;
Agenda 44,39%;
Papel sulfite 38,97%;
Livros 13,18%;
Papel 38,97%;
Agenda 44,39%;
Mochilas 40,82%;
Régua 45,85%;
Pincel 36,90%;
Tinta plástica 37,42%;

BEBIDAS
Refresco em pó 38,32%;
Suco 37,84%;
Água 45,11%;
Cerveja 56%;
Cachaça 83,07%;
Refrigerante 47%;
CD 47,25%;
DVD 51,59%;
Brinquedos 41,98%;

LOUÇAS
Pratos 44,76%;
Copos 45,60%;
Garrafa térmica 43,16%;
Talheres 42,70%;
Panelas 44,47%;

PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO
Toalhas - (mesa e banho) 36,33%;
Lençol 37,51%;
Travesseiro 36%;
Cobertor 37,42%;
Automóvel 43,63%;

ELETRODOMÉSTICOS
Fogão 39,50%;
Microondas 56,99%;
Ferro de Passar 44,35%;
Telefone Celular 41,00%;
Liquidificador 43,64%;
Ventilador 43,16%;
Refrigerador 47,06%;
Vídeo-cassete 52,06%;
Aparelho de som 38,00%;
Computador 38,00%;
Batedeira 43,64%;
Roupas 37,84%;
Sapatos 37,37%;

MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
Casa popular 49,02%;
Telha 34,47%;
Tijolo 34,23%;
Vaso sanitário 44,11%;
Tinta 45,77%;
Fertilizantes 27,07%;
Móveis (estantes, cama, armários) 37,56%;
Mensalidade Escolar 37,68% (ISS DE 5%);
Além dos impostos, você ainda paga de 15% a 27,5% do seu salário de ir, paga o seu plano de saúde, o colégio dos seus filhos, IPVA, IPTU, INSS, FGTS, etc.



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!