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Postada em 28-11-2011. Acessado 717 vezes.
Título da Postagem:Nos Blogs, se a expressão é livre, o conhecimento deveria ser obrigatório
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 28-11-2011 @ 07:29 pm
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Nos Blogs: se a expressão é livre, o conhecimento deveria ser obrigatório ...

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Estamos entrando na era do Bloguismo e da diversificação das opiniões públicas e privadas, institucionais e individuais.
 
E sempre pega o que se chama de "sabedoria convencional". Como na democracia a expressão do pensamento, da fala e da escrita são livres, então podemos falar o que entendemos, o que não entendemos e o que achamos que entendemos. E o que pega mesmo, é a raridade com que se pode contar com expressões e comentários coerentes, quando os temas assumem complexidades, e que estão fora do conhecimento convencional das pessoas.
 
Tivemos um contrato de um grupo de Blogueiros que nos pediu para analisar as assertivas dos convencionados “comentaristas ANÔNIMOS”, já que muitos estavam tendo situações desconfortáveis e desmoralizantes com debatedores que entram nos assuntos e temas, sem a verdadeira intenção de contribuir com assertivas relevantes ...
 
Em qualquer assunto: dos mais abrangentes, ao senso comum das pessoas, como quem matou Odete Roitman, de novelas ou as saladas de Ana Maria Braga, aos mais complexos, como políticas da saúde ou sobre fabricação de bombas nucleares e enriquecimento de urânio, surgem os palpiteiros folclóricos e os palpiteiros pseudocientíficos, os palpiteiros pacifistas e os palpiteiros culinários , os palpiteiros belicistas e os palpiteiros de críticas inglórias.
 
Como se todos soubessem o que estão comentando, ou desconstruindo, sobre visões, tanto frágeis, como sólidas, em suas argumentações técnicas, profissionais, científicas, políticas e etc.
 
No Brasil a complexidade dos temas e assuntos tem uma disparidade extremamente incomum em relação às nações que possuem cerca de 50% dos adultos com cursos superiores e menos 5% de analfabetos (e zero de analfabetos funcionais). E constatamos que a queda é tão brusca na contagem dos potenciais "comentaristas, analistas e especialistas", à medida que o tema fica "pouco mais complexo".
 
Num país em que as ciências exatas são renegadas, onde o povo é pobre e não lê nem jornais, quanto mais livros técnicos e científicos, sobre tais assuntos, e o pessoal que pode ler só lê em média 2 livros por ano: de autoajuda, de ficção, romance e policial, se torna um chafariz de besteirol, com todo tipo de sacadas quixotescas, pitorescas e "idiotescas" ... Tem muito comentário tolo – mas, tudo em nome da participação democrática nos debates da república iluminada do Brasil.
 
Nas escolas os professores de física e de química são de outras áreas, em quase a maioria. A matemática é de uma precariedade assombrosa, tem "recuperação" para minimizar a repetência, e não há tradição tecnológica massiva em campo nenhum.
 
História, Geografia, Organização Política, Religião ... São assuntos repletos de versões de entendimentos folclóricos, de crenças dogmáticas e nocivas a um senso comum mais evolutivo. Logo, a precariedade dos comentários é exclusiva a um grandioso grupo de brasileiros, os quais possuem extrema dificuldade em usar a norma culta da língua portuguesa ...
 
Quando os assuntos são mais técnicos ocorre que os colegiados de tais assuntos complexos no Brasil, tipos juntas de especialistas, são tão pequenos e inexpressivos, que os comentários especializados ficam muito aquém, de pareceres técnicos relevantes, já que a representatividade estatística da sabedoria dos grupos, e das experiências práticas reais, acima de 40.000 a 50.000 horas vivenciais de grande prática profissional, é quase inexistente.
 
Normalmente a literatura técnica brasileira é estrangeira, as experiências são internacionais e os seus anais são sigilosos. E somos reféns de literatura não aculturada, dado o poder ditatorial das editoras do país, as quais só validam livros e temas comercialmente mais lucrativos ... E quase sem nenhum interesse promocional para a elevação do grau civilizatório e tecnológico do país.
 
Nada contra a expressão não abalizada, mas ela provoca perturbações de nivelamento nas conversações, que terminam por se difundir "folcloricamente", formando falsos entendimentos, prejudicando a uma real e ampla compreensão dos significados e dos termos empregados nas discursivas, de temas muito além da sabedoria convencional da nossa sociedade.
 
1. Se tivermos que discutir a audiência da novela das 20h00, vai aparecer uma centena de milhões de "comentaristas, analistas e especialistas".
 
2. Se tivermos que discutir a formação da seleção brasileira, vai aparecer meia centena de milhões de "comentaristas, analistas e especialistas".
 
3. Se tivermos que discutir a fórmula de um tipo de pastel japonês ou chinês, vão aparecer alguns milhões de "comentaristas, analistas e especialistas".
 
4. Se tivermos que discutir a forma de fabricar chicletes, vão aparecer uns 10 mil a 20 mil "comentaristas, analistas e especialistas".
 
5. Se tivermos que discutir o modo de construir celulares, vão aparecer uns 1 mil a 2 mil "comentaristas, analistas e especialistas".
 
6. Se tivermos que discutir uma nova tecnologia para dar segurança às usinas nucleares, vão aparecer uns 200 a 500 "comentaristas, analistas e especialistas".
 
7. Se tivermos que discutir como sustar a fabricação de bombas atômicas, vão aparecer uns 10 a 20 "comentaristas, analistas e especialistas".
 
8. Se tivermos que discutir como usar uma nova tecnologia limpa para usinas nucleares, vão aparecer uns 2 a 5 "comentaristas, analistas e especialistas".
Agora, termos que debater com anônimos é algo inusitado na era da Internet.
 
Os Blogueiros dizem que agora temos que conversar com ANÔNIMOS, minimizar suas colisões, suas réplicas e tréplicas. Eles coordenam e minimizam choques culturais e de conhecimentos nos debates de tolos com tolos.
 
Então, fomos chamados a uma análise estatística do significado de ANÔNIMOS nos comentários dos Blogs ...
 
De primeiro constatamos que muitos pichadores, conceituados como covardes se escondem no anonimato. São os novos “pitaqueiros” da liberdade de expressão no Brasil, e muito vulgarmente na internet.
 
Boa parcela deles, em verdade, tem uma expressão de despejos cerebrais, que lhes devem ter extraído boa parte de sua massa pensante. Ou parecem sinais de caixas mentais vazias, com o raciocínio fragmentado, com a presunção de compreender suas leituras, e com o tirocínio lento ou imanifesto, nas parcas e poucas palavras tecladas, nas quais tentam colocar seus entendimentos, análises de visões alternativas e sua fúria sobre os pensamentos que são contrários às suas crenças e valores.
 
Os Blogueiros estão sentindo na pele, e nas demandas de coordenação de debates, o que estatisticamente já se publicou sobre o índice de analfabetismo funcional, conhecimentos, cultura e postura educacional de um brasileiro que está teclando suas inconformações, dúvidas e protestos.
 
O ANÔNIMO mal consegue expressar o que pensa, talvez por anônimos serem os zumbis da sociedade brasileira, escondidos nas covas da covardia do anonimato.
 
Eles optam pelo anônimo porque não possuem a certeza do que irão falar ou escrever em casos que contrariem suas convicções. Porque irão escrever algo que pode ser uma estupidez ao discernimento de alguns mais bem escolarizados. Porque tem medo de atingir autoridades e receiam represálias. Porque se escondem numa guerrilha de inconformações e insanidades. Porque fogem do esbulho público sobre suas crenças e valores, os quais podem não agradar a gregos e troianos.
 
O anônimo não tem nome verdadeiro, usa codinomes exóticos e presunçosos, como de heróis de aventuras virtuais, ou de suas fantasias infantis de “super-isto” ou “mega-aquilo”, para um religioso processo equivocado de transformação do mundo.
 
Sua cara é quase sempre a de um “avatar caveiroso, cavernoso, rosnento ou infernal”, simbólicos escudos do mal, e é propositadamente um desenho escolhido para serem eles mesmos, no anonimato da Internet. Viram “dragões” de ameaças e maldizeres, palavrões e xingamentos, ofensas e pragas ininteligíveis.
 
Quase todo anônimo mostra falha moral e problemas de caráter, já que admitem a sua real representação humana nos debates, sob cortinas no seu submundo de comunicação e interação social, em escamoteios de codinomes e avatares. Ele se torna algo similar ao seu aventado juízo em dizer que, aos articulistas cujos artigos eles tentam debulhar e esbulhar, são oposição trevosa política aos fantasmas tênues da sua compreensão maltrapilha.
 
Ficamos assombrados quando percebemos que o anônimo é alguém que não parece gente. É manifesto de opinião pública, sem capacidade de discernimento de onde veio e para onde vai.
 
Com que respeito nós vamos ter que debater com anônimos? 
 
A impressão que dá é que muitos falam para si, como desabafo. Muitos praticam a "transferência de personalidade", eles julgam os outros por eles mesmos. É típico de vagabundos de rua, mas agora num campo eletromagnético chamado de Internet.
 
São pelegos de algumas causas em fracasso ou em aparente sucesso, sem regras de relacionamentos em debates e que morreram para o novo, ou não se iluminaram com o saber que lhe foi disponibilizado (e sabemos que no Brasil pouco saber é disponibilizado pelo Estado incompetente, corrupto e lesivo).
 
O anônimo força o gládio ... E não iremos nos gladiar por causas e efeitos que estão fora de nossos controles, num espúrio e imundo debate que suja as mentes e que inferniza o mundo com ideólogos boçais, conceitos irrisórios, pensamentos incompletos, faltando dados, fatos informações e discernimentos. Este á o anônimo da Internet que assedia os Blogueiros ...
 
Nós diríamos aqui e agora, que os sites e blogs jamais deveriam deixar acesso a participantes anônimos, já que desgastam a coordenação dos debates e que inibem até o DIREITO DE RESPOSTA de um articulista ofendido. E os anônimos ofendem os articulistas.

O anônimo chega a “morrer” por causas inglórias e perdidas. Faz vida no inferno escuro de sua ignorância. Não sabem escrever e ler com atenção, e esboçam defesa até dos “MULAS - Movimento Universal de Libertação dos Asnos e Suínos”, onde seus consorciados, correligionários e combatentes lhes acolhem com refrões de uma bravura insana nos debates de pichadores sem causas factuais.

Eles colocam sua candeia embaixo do seu traseiro para queimar sua dignidade. O anônimo, também, é um malandro de rua numa sala virtual, auditório ou assembléia cultural, na figura do blog ou do site.

No mundo real não estamos acostumados a debater com espécies de cavalariços, já que neste mundo o debatedor não pode ficar anônimo, a menos que fique embaixo das cadeiras do auditório, se tiver coragem para suas tais perguntas e comentários, com microfone falseando sua voz de hiena sub-reptícia.

Os golpes de coices na realidade do mundo real, são percebidos pelos gestos, expressões e atitudes, que notamos, e tratamos de nos desviar desses golpes cavalarescos. Mas, numa comunidade virtual surgem cavalariços escondidos - covardes e com codinome - nas teias da rede e que não podemos ver quando estão armando um coice. Basta um só coice para avaliarmos o perfil do "anônimo".

Em debates existem regras e elas variam em função do caráter e da educação das pessoas: tem debates em escolas, em bares entre bêbados, entre condôminos de condomínios, em clubes entre sócios, entre parentes, amigos e entre meliantes e criminosos de todo tipo. É normal isso em Filosofia, em Política e em Religião - tem Gregos e Troianos em estratégias de guerras, Gregos e Babilônios em debates científicos e Gregos e Romanos em debates políticos.

Há o predomínio dos Gregos pelo estilo histórico e que acredito que todos os bons debatedores o possuem. E é difícil agradar uns e outros, ao mesmo tempo, e esse último se encarrega de convencer, com eventos reais que reforçam uma teoria, uma demanda de retardatários que ainda não se iluminaram com as percepções sutis dos visionários.

A questão é tentar argumentar, sem coices e armas, um convencimento ou uma defenestração.
 
Aliás, em política a regra comum, na sua maior extrema baixeza, é a defenestração, quando um debate se torna difícil de ser sustentado. No mundo real o debatedor tem que mostrar que tem conteúdo, tem que mostrar sua linha geral de pensamento e mostrar que não está ultrapassado. Todos do auditório estão lhe vendo, podendo ser seu chefe, sua esposa, seus pais, seus filhos e outras pessoas representativas de sua vida ... E isto inibe o debatedor mal intencionado.
 
E lhe inibe pela vergonha potencial de falar besteiras, ou coisas desconexas aos assuntos da conferência, inibe qualquer aventura de esbulho ou apartes desqualificados. Mas, o anônimo na Internet, ganha esta janela, da falta de vergonha e de embates com quem não conhece, numa rede que ninguém lhe vê, apesar de se ler o que ele escreve ...
 
Vimos “anônimos abismais”, isto é, em face de seus comentários, um abismo se abre ante suas opiniões, revelando um grande fosso entre o contexto do pensamento do articulista e a compreensão assimilada, ou totalmente não assimilada, pelo anônimo. Notamos a angústia do articulista em tentar esclarecer seu artigo, ou a parte dele afetada pelo mau entendimento do anônimo, que se torna uma aflição em tentar salvar uma alma do apocalipse. 
 
Boa parte dos anônimos efetiva comentários, sem terem lido os artigos integralmente, uma vez que se notam as verbalizações digitais precoces, como ejaculações mentais aceleradas, de ansiosos frenéticos e furiosos, nos choques sobre discordâncias articuladas nos textos dos artigos em relação às suas pré-concepções ... Pré-concepções são características de processos educacionais insuficientes e de pouca dedicação por parte dos professores e dos alunos.
 
Sabendo que dentro de 10 ou 15 minutos o mundo vai acabar, como explicar a bíblia a um crente “anônimo” em 10 ou 15 minutos? Por mais que se explique, se usem parábolas simplificadoras ou desenhos, no tempo do teclado, para a janela do comentário, no Blog ou no site, se torna praticamente impossível um esclarecimento racional ou altamente sintético, e de eficaz poder de elucidações.
 
Ora se durante anos a fio, e passados, a bíblia não foi lida e entendida pelo crente “anônimo”, jamais o será em 10 ou 15 minutos. Daí muitos articulistas deixam de responder os comentários disléxicos de tais anônimos, caindo no conceito de esnobes ou indiferentes às opiniões alheias – mas é pura autodefesa orgânica e mental, se desviando para outras atividades menos contraproducentes nas divulgações de seus artigos.
 
Uma coisa é uma opinião, comentário ou parecer, fundamentada e sem folclores e/ou recessos intelectuais, do que pitacos jocosos, debochados e provocadores.
 
Se ao ter que ensinar álgebra, o aluno não souber aritmética, de nada se aproveitará uma explicação algébrica ... O articulista nem se arvora em salvar aquela alma ... E, nem há tempo para isto, nos debates dos artigos.  
 
Em geral o anônimo é um pichador, tanto politiqueiro, quando blefador, tanto pseudo-sábio, quanto um defenestrador à toa, sem rumo e sem prosa boa. Não sabe que a diferenciação de partidos, ou idéias políticas, técnicas e econômicas, é a base da tão buscada convivência pacífica de idéias e ideologias – só não podem ser recessivas, expiatórias e degradantes. Não sabe que a cultura e conhecimento diversos são valores básicos da uma civilização que avança para um futuro de paz, prosperidade e longa vida.
 
Muito embora surjam nichos filosóficos para preencher lacunas de atendimento às necessidades humanas, que estão pendentes de socorro científico, os anônimos da Internet, não tiveram ainda uma visão científica de suas molestações – algumas doentias e satânicas, outras pacíficas e nobres, mas as molestações não podem desencadear demandas excessivas de coordenação e mitigação de debates satânicos.
 
E não é democrático se permitir a liberdade de expressão, sem que esteja obrigatório nesta liberdade o conhecimento, a educação e a sabedoria dos diálogos.
 
Muitos articulistas sofrem assédios bestiais de anônimos, sem uma proteção correta do Blog ou do Site, sem o direito de resposta, sem o direito de se interagir com seres existentes, pensantes, corretamente escreventes, ouvintes e falantes. Sem esta proteção o avanço das idéias vai esbarrar em abestados medievais, contraproducentes e inoportunos.  
 
Então, se a expressão é livre, o conhecimento deveria ser obrigatório ... De entes identificados com entes identificados, na regra pacífica dos sábios. Ou faça-se um site/blog: “despejeaquisuascrençasevalores”, aberto para todos os tipos de anônimos, o que poderá ser uma extravagante experiência sobre dialética e sabedorias populares.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2011 - Engº Lewton Burity Verri
Articulista e membro dos Sites: Administradores e Militar;
Diretor Científico do IEAQ – Instituto de Estudos Avançados da Qualidade;
Proprietário do Site: www.cooperativismodobrasil.com.br.



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