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Postada em 04-12-2011. Acessado 827 vezes.
Título da Postagem:Dominando o Ciclo das Inovações para a Competição Tecnológica
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 04-12-2011 @ 02:25 pm
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Dominando o Ciclo das Inovações para a Competição Tecnológica ...

Tags: Inovação, inventos, novos, produtos, tradicionais, ciclo, vida, engenharia, administração, inventividade, criatividade, riscos, investimentos, bens, capital, consumo, consumidores, confiabilidade, garantia, qualidade, marketing, propagandas, publicidades, enganosas, abusivas, experimentos, projetos, bric, brasil, rússia, china, índia, processos, capacidade, estatística, metrologia, protótipos, prototipagem, conhecimentos, know-how, geração, criação, disfunções, defeitos, marcas, patentes, propriedades, industrial, intelectual, direitos, autorais, piratear, picaretagem, falha, zero, piratas, consultorias, laboratórios, pesquisas, ciência, tecnologia, evolução, aperfeiçoamentos, aprimoramentos, ações, mobiliárias, valoração, cotas, riqueza, PIB, interno, bruto

Atenção: Toda base estatística para a leitura deste artigo está contida no link a seguir:

 
Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual - OMPI (ou WIPO - 2010), ver: http://www.wipo.int/ipstats/en/statistics/country_profile/ , em 2010 o mundo teve cerca de 148.237 patentes registradas, pelo PCT – no qual o Brasil é signatário do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes, assim um pedido feito aqui com base no PCT será válido nos países signatários que o requerente designar.
 
Os 7 países com maior volume de patentes no PCT alcançaram um total de 120.555 patentes, ou detiveram 81,33% das patentes mundiais. Os quais são:
 
1. EUA com 44.890 patentes, ou 30,28% do total;
 
2. Japão com 32.180 patentes, ou 21,71% do total;
 
3. Alemanha com 17.558 patentes, ou 11,84% do total;
 
4. Coréia do Sul com 9.668 patentes, ou 6,52% do total;
 
5. França com 7.288 patentes, ou 4,92% do total;
 
6. Inglaterra com 4.908 patentes, ou 3,31% do total;
 
7. Holanda com 4.063 patentes, ou 2,74% do total;
 
O Brasil obteve 488 patentes ou 0,33% do total como a 7ª economia do planeta, o que se consagra numa extrema anomalia administrativa. E confirma sua qualidade de país das "commodities", e que importa mais produtos com valor tecnológico agregado do que é capaz de exportar - o que sacramenta o velho hábito da precariedade técnica-administrativa das governanças políticas públicas do país.
 
No link a seguir, temos "Investimentos em Inovações Tecnológicas e seus Padrões Estatísticos", do qual extraímos a especialidade mundial em tecnologias patenteadas:
 
OS 7 MAIORES PRODUTORES DE PATENTES - TECNOLOGIAS DOMINANTES
Posição: OMPI / WIPO - 2010 - PCT - Em ordem alfabética das Tecnologias.
Campo Tecnológico = % Por cento = Nº Patentes
 
1. Audio-visual technology = 4,44 = 5.370;
 
2. Basic materials chemistry = 0,15 = 180;
 
3. Biotechnology = 1,41 = 1.710;
 
4. Civil engineering = 2,43 = 2.936;
 
5. Computer technology = 7,35 = 8.894;
 
6. Digital communication = 1,71 = 2.070;
 
7. Electrical machinery, apparatus, energy = 5,88 = 7.123;
 
8. Engines, pumps, turbines = 0,72 = 869;
 
9. Furniture, games = 0,18 = 222;
 
10. Handling = 0,69 = 839;
 
11. Machine tools = 0,54 = 651;
 
12. Measurement = 3,84 = 4.644;
 
13. Mechanical elements = 1,08 = 1.304;
 
14. Medical technology = 3,32 = 4.023;
 
15. Optics = 2,65 = 3.205;
 
16. Organic fine chemistry = 3,06 = 3.709;
 
17. Other consumer goods = 0,27 = 330;
 
18. Other special machines = 0,39 = 467;
 
19. Others miscellaneous = 47,38 = 57.352;
 
20. Pharmaceuticals = 2,75 = 3.333;
 
21. Semiconductors = 2,30 = 2.784;
 
22. Telecommunications = 3,20 = 3.875;
 
23. Textile and paper machines = 0,92 = 1.117;
 
24. Transport = 3,33 = 4.036;
 
Total = 100,00 = 121.043;
 
 
Copyright © 2010 - Engº Lewton Burity Verri - CREA 74-1-01852-8 - UFF - RJ ;
 
São, portanto, 24 campos de Tecnologias mais disputados no mundo pelos países desenvolvidos, os quais são classificados pela OMPI os primeiros que atingem cerca de 50% ou pouca mais da distribuição de tipos de tecnologias. Em "outros" a OMPI coloca as miscelâneas de tecnologias com frequências pouco representativas.
 
Nestes 24 campos de Tecnologias os países disputam a vanguarda científica de seus investimentos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Destes 24 campos em geral o Brasil apresenta Patentes nos seguintes, listados abaixo:
 
BRAZIL = Field of Technology = %Share ==> Total 488
 
1. Civil engineering = 7,63 = 37;
2. Transport 6,86 = 33;
3. Other special machines = 6,69 = 33;
4. Furniture, games = 6,47 = 32;
5. Handling = 6,33 = 31;
6. Medical technology = 5,58 = 27;
7. Other consumer goods = 5,57 = 27;
8. Electrical machinery, apparatus, energy = 4,67 = 23;
9. Mechanical elements = 4,03 = 20;
10. Engines, pumps, turbines = 3,58 = 17;
11. Others miscellaneous = 42,59 = 208;
 
Copyright © 2010 - Engº Lewton Burity Verri - CREA 74-1-01852-8 - UFF - RJ
 
Devemos ressaltar que boa parcela das patentes brasileiras é de empresas multinacionais / transnacionais que operam no país. Mas de qualquer forma estes 10 campos tecnológicos são aqueles em que o Brasil tem estrutura de inovações.
 
Neles há um mínimo do CICLO DE INOVAÇÕES.
 
No link dos "Investimentos em Inovações Tecnológicas e seus Padrões Estatísticos", estudantes e profissionais podem aprofundar investigações sobre os PADRÕES ESTATÍSTICOS dos Ciclos de Inovações dos 7 maiores países em produção de PATENTES.
 
Podem ser focados os campos tecnológicos de cada um dos 7 países + Brasil, pois a tabulação apresenta vários modos estatísticos para análises, tais como:
 
1. Os maiores geradores de patentes por campo tecnológico;
 
2. O campo tecnológico de maior e de menor disputa científica; e;
 
3. A ordem decrescente em número de patentes, o país de seu domínio e as tecnologias em disputas;
 
No link dos "Investimentos em Inovações Tecnológicas e seus Padrões Estatísticos", poderemos verificar as Posições em Investimentos em P&D, efetivando a tabulação do Status socioeconômico dos países investidores, caracterizando os fatores principais dos diversos CICLOS DE INOVAÇÕES adotados pelos países.
 
São 27 países agrupados em 3 segmentos de Ciclos de Inovações:
 
1º Grupo: Japão, Suécia, Suíça, EUA, Israel, Noruega, Dinamarca, Islândia e Alemanha = 9 países, com Investimentos Per Capita na faixa de US$ 517,81 a US$ 909,48 por habitante;
 
2º Grupo: França, Holanda, Reino Unido, Irlanda, Canadá, Áustria, Bélgica, Austrália, Coréia do Sul, Cingapura, Itália, Nova Zelândia e Eslovênia = 13 países, com Investimentos Per Capita na faixa de US$ 141,00 a US$ 482,67 por habitante;
 
3º Grupo: Rep. Tcheca, Croácia, Egito, Federação Russa e Ucrânia = 5 países, com Investimentos Per Capita na faixa de US$ 7,72 a US$ 71,69 por habitante; e o;
 
4º Grupo dos BRIC: China, Índia, Rússia e Brasil = 4 países, com Investimentos Per Capita na faixa de US$ 5,84 a US$ 56,15 por habitante;
 
Estes 31 países estão ordenados em função dos Investimentos Per Capita (US$ por Habitante - ano) em P&D. E que nos ressaltam algumas observações sobre o Ciclo de Inovações deles.
 
A principal observação é a produtividade dos seus Ciclos de Inovações os quais mostraram certos padrões:
 
1º Grupo: Investimento Médio para consolidar uma patente = US$ 3,10 milhões e Nº de Patentes por 100.000 habitantes de 19,81 patentes;
 
2º Grupo: Investimento Médio para consolidar uma patente = US$ 3,03 milhões e Nº de Patentes por 100.000 habitantes de 11,39 patentes;
 
3º Grupo: Investimento Médio para consolidar uma patente = US$ 3,67 milhões e Nº de Patentes por 100.000 habitantes de 0,39 patentes;
 
4º Grupo BRIC: Investimento Médio para consolidar uma patente = US$ 17,51 milhões e Nº de Patentes por 100.000 habitantes de 0,52 patentes;
 
O Padrão Mundial de Investimentos para se consolidar uma Patente está na faixa de US$ 3,03 milhões - ano para US$ 3,67 milhões - ano. Porém com os BRIC constatamos duas anomalias: 1ª China e Índia investem quase o mesmo na faixa de US$ 6,01 milhões a US$ 6,04 milhões e 2ª Rússia e Brasil vão para a faixa de US$ 17,74 milhões - ano (Rússia) a US$ 40,3 milhões - ano (Brasil).
 
Estas evidências nos mostram a Sociologia Organizacional dos Países, em seus respectivos Ciclos de Inovações. Quanto mais "AMADOR" o país é em inovações, mais caro sai o INVENTO. As infraestruturas são muito diferentes, embora haja uma amplitude média parecida para os Grupos 1º e 2º.
 
Tomando a diferença entre o maior e o menor valor de Investimento Médio por Patente em ambos os grupos teremos: 1º Grupo: diferença de US$ 3,89 milhões - ano e no 2º Grupo: diferença de US$ 4,04 milhões - ano => numa diferença média total entre eles de US$ 0,18 milhões - ano.
 
Agora no 3º Grupo temos uma anomalia extrema já que o Egito apresenta um Investimento Médio por Patente na ordem de US$ 39 milhões, para o modelo Ucraniano (com US$ 3,45 milhões -ano).
 
Com os BRIC a observação também se mostra anômala, entre o modelo da Índia com US$ 6,01 milhões - ano para o do Brasil com seu assustador valor de US$ 40,27 milhões - ano.
 
Uma inferência preliminar que podemos sacar é que o modelo brasileiro, em seu Ciclo de Inovações, é similar, em desperdícios e improdutividade, ao do Egito. E os modelos da China e da Índia são duas vezes em média mais dispendiosos do que os países dos 1º, 2º e 3º Grupos.
 
Logo a tradição científica das nações tem desenvolvido um modelo geral do Ciclo de Inovações que varia de acordo com a superestrutura de conhecimentos e inteligência e a infraestrutura de processos e procedimentos técnico-científicos, de cada um.
 
Pelo nosso conhecimento das engenharias praticadas nos EUA, Japão e Alemanha as empresas competitivas de tais países que dominam o Ciclo das Inovações possuem as 21 dimensões que estabelecem o porte técnico de uma empresa, em sua Sociologia Organizacional, a saber, são:
 
1. Associada e/ou Federada;
2. Atuação Global e Regional;
3. Atuação Regional e Local;
4. Automação Limpa;
5. Centro de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento;
6. Experimentos Industriais;
7. Experimentos Laboratoriais;
8. Indicadores de Produtividade & Qualidade – P&Q;
9. Indicadores Empregatícios Humanistas;
10. Índice de Inovações e Patentes;
11. Inspeção Automatizada e Semi Automatizada;
12. Intercâmbios de Tecnologia e de Conhecimentos;
13. Investimentos em Educação & Treinamento;
14. Investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento;
15. Laboratórios Tecnológicos de Testes e Ensaios;
16. Marca em Tradicionalização;
17. Número de Clientes;
18. Número de Fornecedores;
19. Sistemas da Qualidade Autogeridos®,
20. Sistemas Integrados de Gestão,
21. Uso das Técnicas da Administração Científica;
 
Essas 21 dimensões formam o contexto da Superestrutura e da Infraestrutura dos processos empresariais, ligados à engenharia e a tecnologia, bem como formam uma base do Ciclo das Inovações. Todas são vitais para constituir empresas com grande porte técnico, científico e inventivo (que adubam a criatividade).
 
A Sociologia Organizacional orientada para INOVAÇÕES deve possuir uma política de direcionamento para a criatividade e a inventividade. E tal política deverá possuir dispositivos, e diretrizes, para se utilizar do Ciclo das Inovações, com alta eficiência técnica, comercial e econômica:
 
1. Profissionalização prática em todo o ciclo de vida do invento / inovação,
 
2. Profissionalização científica: projetos de investigação, contratação de licenças, intercâmbios e titulações,
 
3. Solubilidade permanente dos problemas,
 
4. Domínio da Teoria das Restrições,
 
5. Conhecimentos do histórico das inovações e das patentes,
 
6. Geração de conhecimento de vanguarda em acumulação econômica,
 
7. Sistema Político Nacional protegendo as inovações, 8. Méritos e meritocracia,
 
9. Qualidade em 1º Lugar,
 
10. Prática avançada de experimentos de: pesquisa pura, de laboratório, de campo, industrial-piloto, industrial depurado.
 
O modelo de engenharia japonesa adota o paradigma dos 4M de Kaoru Ishikawa, de Mão de Obra (e Cérebro de Obra), Máquina, Métodos e Materiais na seguinte partição:
 
1. Mão de Obra - ser humano qualificado, com educação e treinamentos intensivos, que representa 40% na garantia dos resultados - mão de obra é importante, mas só responde por 40% da "sorte" nas inovações. Não adianta só contar quantos mestres e doutores possui um país, sem saber quantos engenheiros por processos industriais ele possui;
 
2. Máquina - instrumental, ferramental, maquinaria e tecnologia, que representa 30% na garantia dos resultados;
 
3. Métodos - "modus operandi" mais racional possível, ao menor custo total, em cálculos, medições, pesagens, contagens, para operações eficientes de - produção, controle da qualidade, logística, meio ambiente, segurança humana, segurança do usuário, segurança ambiental, que representa 20% na garantia dos resultados;
 
4. Materiais - o fator mais flexível de todos os demais, pelo fato das contínuas possibilidades de substituição de materiais / insumos / matérias primas, em face da adequação técnica aos produtos, processos e procedimentos, que representa 10% na garantia dos resultados.
 
Este conjunto mínimo de fatores governa a qualidade, a produtividade e a economia no Ciclo das Inovações, os quais devem ser garantidos no esquema da Sociologia Organizacional das empresas e das atividades públicas.
 
A Sociologia Organizacional da Suíça é a mais eficiente em qualidade, produtividade e economia, já que investe US$ 1,723 milhões - ano e obtêm 51,78 Patentes por 100 mil habitantes ...
 
Vejamos sua performance nos Campos Tecnológicos, a seguir:
 
Posição: OMPI / WIPO - 2010 – PCT.
 
País = Campo Tecnológico = % Por cento = Nº Patentes
 
SUÍÇA ==> CICLO DE INOVAÇÃO MAIS EFICIENTE => Total de Patentes 2010 = 3.728
 
1. Pharmaceuticals = 11,24 = 419;
2. Organic fine chemistry = 9,34 = 348;
3. Medical technology = 7,93 = 296;
4. Handling = 6,63 = 247;
5. Measurement = 5,83 = 217;
6. Electrical machinery, apparatus, energy = 4,26 = 159;
7. Basic materials chemistry = 4,12 = 154;
8. Other special machines = 3,69 = 138;
9. Food chemistry = 3,57 = 133;
10. Textile and paper machines = 3,54 = 132;
11. Others miscellaneous = 39,80 = 1.484.
 
Nota: Investimento Médio por Patente = US$ 1,723 milhões e 51,78 Patentes por 100 mil habitantes;
 
 
Copyright © 2010 - Engº Lewton Burity Verri - CREA 74-1-01852-8 - UFF - RJ
 
A esquematização geral da Sociologia Organizacional, que pode estar contida no Ciclo das Inovações, ainda deve possuir um conjunto complementar de métodos e técnicas, para nos conferir capacidade científica para inventos e inovações, as quais são – consultar os Links listados ao fim deste artigo, como 52 obras técnicas deste autor, ver no link a seguir;
 
 
Sociologia Organizacional, que pode estar contida no Ciclo das Inovações
 
1. Socioengenharia;
2. Quebra de Paradigmas;
3. Heurística;
4. Depuração - Navalha de Occam;
5. Prototipagem avançada;
6. Redundâncias e Condições Especulativas;
7. Metrologia avançada: cálculos, medições, pesagens e contagens;
8. Integração de Tecnologias e especialidades de engenharias e ciências;
9. Experimentos avançados: laboratório, escala-piloto e industrial;
10. Validação para Escala-Piloto;
11. Avaliação da Escala-Piloto;
12. Caminho Crítico da Qualidade Total – em escala piloto e industrial;
13. Administração Tecnológica dos resultados;
14. Alianças e Lobbies;
15. Proteção jurídica de alta qualificação;
16. Contratação de profissionais dos concorrentes;
17. Espionagens e compras de protótipos concorrentes;
18. Domínio do Instituto de Marcas e Patentes;
19. Estrutura de Sigilos, Confidencialidade e Compartimentação Administrativa;
20. Fiscalização sobre Violações de Propriedades e Direitos Autorais;
21. Rede Editorial para publicações e difusão controlada de conhecimentos, informações, dados e fatos.
 
O mais cruel aspecto das inovações é constatarmos que não temos nem domínio dos ciclos de produção. O plano de produção para inovações ou produtos tradicionais deverá contemplar o controle dos processos de fabricação e o controle da qualidade dos produtos, em cada equipamento do seu fluxo piloto e/ou industrial de materialização do objeto das inovações.
 
Akio Morita, falecido presidente da Sony - dos anos 80 - do século 20, declarou que a industria japonesa de eletroeletrônicos nasceu da aquisição de uma licença de US$ 25.000,00, nos anos 50 do século 20, para uso tecnológico de componentes eletrônicos. De lá para cá o Japão se tornou um dos maiores geradores de patentes industriais sobre esse ramo do conhecimento tecnológico e conseqüentemente uma potência tecnológica global, já tendo gerado Prêmio Nobel neste campo científico.
 
 
Uma nação só fica de fato independente quando “a sua tecnologia for capaz de acelerar sua taxa de crescimento, modificar sua estrutura produtiva, adequar os recursos disponíveis, enfim, produzir o desenvolvimento econômico e social”. Uma nação, realmente, se faz com administradores, engenheiros, técnicos e cientistas que são capazes de transformar idéias em objetos concretos no mundo real.
 
CORRELAÇÕES DUAS A DUAS DOS FATORES DOS CICLOS DAS INOVAÇÕES
 
Variável 1 ==== Variável 2 ==== Coef. Corr ==== Pearson
 
1. Patentes Totais == Investimento Total em P&D == 0,959 == 0,920;
 
2. PIB == Patentes Totais == 0,946 == 0,895;
 
3. Nº Patente/100 mil hab. == Investimento P&D Per Capita == 0,825 == 0,681;
 
4. %PIB == Nº Patente/100 mil hab. == 0,725 == 0,526;
 
5. Patentes Totais == Investimento P&D Per Capita == 0,543 == 0,295;
 
6. Nº Patente/100 mil hab. == IDH == 0,525 == 0,276.
 
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As correlações mais FORTES, tais como, do 1º par ao 4º par, nos indicam que algumas afirmações podemos fazer sobre os fatores socioeconômicos dos Ciclos das Inovações dos países desta análise.
 
1º Par = os investimentos totais em P&D fazem pressão por um número maior de Patentes, quanto maiores forem, segundo uma boa sociologia de organização;
 
2º Par = quanto maior o PIB, numa sociologia bem organizada, pode se terá maior número de Patentes;
 
3º Par = quanto maior o investimento per capita em P&D maior o número de Patentes, e o cidadão do país é um dos maiores beneficiários de boas patentes comerciais em número de Patentes por 100.000 mil habitantes;
 
4º Par = quanto maior a porcentagem do PIB investida em P&D maior o número de Patentes por 100.000 mil habitantes.
 
O IEAQ – Instituto de Estudos Avançados da Qualidade planificou o entendimento do que seja Qualidade de Vida Tecnológica no Lar – QVTL, sobre o 3º Par, de Correlação Estatística, de que quanto maior o investimento per capita em P&D maior o número de Patentes, e o cidadão do país é um dos maiores beneficiários de boas patentes comerciais em número de Patentes por 100.000 mil habitantes.
 
A QVTL vem a ser a composição de 5 parcelas de uma simples operação aritmética.
 
Onde QVTL = Lazer + Qualidade do Uso + Melhoria do Ambiente + Conforto – Esforço Físico; em que:
 
LZ+ = Lazer (facilitações para leitura, audição, visualizações, passatempos: jogos, brincadeiras, conversações, outras interações);
 
QU+ = Qualidade do Uso (uso amigável, economia, qualidade tecnológica, poupa tempo, poupa energia, manutenção e assistência);
 
MA+ = Melhoria do Ambiente (ajustes de temperaturas, luz, iluminação, som, músicas, higiene e limpeza locais, aragens, ventilação);
 
CF+ = Conforto (relaxamento, entrega existencial, acomodação, deleite, segurança, adequação plena); e;
 
EF- = Esforço Físico (poupa esforços, reduz fadiga, diminui trabalho, reduz tempo, menos gastos energéticos pessoais).
 
A QVTL contribui para vários tipos de melhorias nas interações pessoais, pessoais x objetos, pessoais x ambientais. Evita perturbações na saúde, na estabilidade emocional, nas interações familiar, produz “animus vivendi”, contribui para o aumento do conhecimento e da cultura.
 
O aumento do “animus vivendi” contribui para elevação do IDH – índice de desenvolvimento humano, tanto como consequência - efeito, tal como fator causal – de causa. O aumento do IDH aumenta o “animus vivendi” e este por sua retroalimenta a melhoria do IDH ...
 
E em pleno século 21, os tais 22 “inventos libertadores” jamais poderão deixar de existir pelo fato de suas utilidades e funções, longamente dirigidas para a melhoria da qualidade de vida das nações, formulados para favorecerem a QVTL = Lazer + Qualidade do Uso + Melhoria do Ambiente + Conforto – Esforço Físico.
 
Em verdade o Japão investe cerca de US$ 910,00 anuais por habitante, sendo o maior investidor do mundo em pesquisas tecnológicas e científicas, e suas empresas fazem o mesmo ao valor equivalente de 8% a 12% do faturamento bruto com as vendas.
 
O fato é que pesquisa e desenvolvimento – P&D - são atividades que requerem altíssimo grau de preparação científica e investimentos no desenvolvimento das invenções, ou nas renovações de produtos e processos. E obviamente possui seus riscos, numa era de incertezas em que a aversão ao risco governa a maioria das decisões neste campo, muitas empresas resistem a investir em P&D.
 
Há a confirmação do valor global médio de investimentos em P&D, capaz de produzir resultados significativos, que um exige um forte esforço de aplicação e controle de capital, na ordem de pelo menos US$ 3,0 milhão – por ano.
 
Levando em conta que isto pode representar cerca de 10% do faturamento bruto de uma empresa (no padrão japonês), sua condição de comercialização deve atingir a ordem de US$ 30 milhões por ano.
 
Portanto, tal montante em faturamento representa um estreito grau de alcance para as empresas micros, pequenas e de médios portes. É uma impossibilidade econômica se efetuar investimentos nesta escala por empresas com baixos poderes técnicos e econômicos.
 
Nestas situações os administradores devem recorrer a consórcios de parceiras, juntando-se a outras empresas, para efetuar investimentos conjuntos em projetos comuns, desenvolvidos por universidades e centros de pesquisas.
 
P&D ainda é coisa de empresa com economia forte e de alto poder técnico, assumindo uma escala de “empresa de grande porte”.
 
A lição japonesa decorreu da percepção do uso original de uma plataforma tecnológica, que deu partida do conteúdo técnico de uma licença, conseguindo expandir a compreensão científica do conhecimento autorizado e que se teve acesso pelo fato da licença concedida.
 
Uma patente representa um grande suporte de informações tecnológicas, e seu conteúdo que caracteriza o presente Estado da Técnica, pode “embalar” a ciência de uma nação, ou empresa, com base em suas informações. É notória a obrigação de se descrever a tecnologia com esquemas, desenhos, tabelas, dados, estatísticas e etc, para se requerer “direito de propriedade” legalmente formalizada para efeito de patente, tornando público seu conteúdo.
 
Um estudo organizado e controlado, do conteúdo de uma patente, evita que se “reinvente a roda”, e se minimize os riscos dos investimentos e seu retorno (ROI – Return Over Investiments).
 
Investir anualmente US$ 3 milhões em média, em P&D para se obter uma Patente, por qualquer tipo de empresa, requer um rigoroso controle em Projetos de Experimentos, e uma equipe de cientistas muito bem coordenada para viabilizar investimentos e prazos, solução de problemas e experimentos controlados, aplicação coerente do conhecimento e seu desenvolvimento.
 
Investimento de Empresas Mundiais em P&D
 
Referência: Em relação ao Faturamento Bruto com as vendas.
 
País ===== Porcentagem
 
1. Japão de 8 a 12%;
 
2. EUA de 3 a 5%;
 
3. Europa de 3 a 5%;
 
4. Brasil médio de 1,5% nas grandes empresas.
 
Fonte: IMAM 1996 - Brasil
 
Custeio Médio Mundial - Para base de US$ 3.000.000,00 - Ano
 
Item ===== US$/ano
 
1. Materiais ==== 600.000,00;
 
2. Equipamentos ==== 1.050.000,00;
 
3. Mão de Obra ==== 1.050.000,00;
 
4. Convênios ==== 300.000,00.
 
Fonte: Estimativa do Autor – em 2003 - Faculdade Anglo Latino - São Paulo;
 
O custeio de P&D exige altos valores de capital para materiais, equipamentos e instrumentos, mão de obra técnica e científica e convênios com outras instituições, de modo a favorecer o desenvolvimento do conhecimento.
 
Um dado tipo de tecnologia irá requerer um maior aporte de capital do que outro, em que a tecnologia do primeiro solicita um aparato laboratorial, pessoal e material de maior escala e de maior custo operacional. Assim, dependendo do referido tipo de tecnologia uma nação pode especializar-se naquelas que irão requerer um aparato de menor custo e investimentos, mas que dê poder de criar tecnologias que agregam valor aos produtos e aos processos industriais, mais do que nos produtos agrícolas e pecuários.
 
O Brasil é um país dependente de sua agropecuária, de baixo valor tecnológico agregado, que não investe em tecnologia, só se acomodando em adquirir “licenças” para produção interna de materiais e produtos, sem procurar desenvolver alternativas de “escape do aluguel” daquelas tecnologias.
 
Uma solução de médio prazo será a de comprar “licenças tecnológicas”, e se aplicar projetos de experimentos, no Brasil, dando oportunidade aos nossos administradores, engenheiros, técnicos e cientistas, que poderiam resultar em novos inventos e novos produtos e materiais.
 
A patente como “propriedade industrial” garante que os investidores terão o retorno dos investimentos nos seus projetos de experimentos, cujos custos são diluídos nos preços dos produtos ou mercadorias vendidos, de modo a compor receitas para captar o “retorno e a remuneração do capital investido nos experimentos”. Esta previsão varia de 5% a 10%, do preço de venda dos produtos ou mercadorias, dependendo da empresa, do produto e do país.
 
As normas de patentes, no mundo, se consolidaram na Convenção de Paris – França – em 1883 – em pleno vigor da Revolução Industrial, tendo como meta excluir as outras pessoas do processo econômico gerado pela “propriedade da patente”, concedida pelo Estado, como privilégio aos inventores e investidores, permitindo com isso favorecer o controle econômico da patente, de modo a estabelecer seu ROI, formal e legalmente estabelecido para formação dos preços de venda.
 
É preciso se constituir um FUNDO DE RESERVAS PARA P&D E ABSORÇÃO DE RISCOS, com parte da receita do ROI – retorno sobre o investimento – visando captar capital, antes de obtê-lo por empréstimos de fomento, de bancos de desenvolvimento e investimentos, coordenando sua aplicação em projetos de experimentos prioritários, minimizando endividamentos ou riscos.
 
PCT – o Brasil é signatário do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes, assim um pedido feito aqui com base no PCT será válido nos países signatários que o requerente designar.
 
1.http://www.inpi.gov.br - Acesso ao Site do INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.
 
 
 
Existe um procedimento que pode minimizar o “RISCO” do desenvolvimento científico que se refere às pesquisas bibliográficas relacionadas com as patentes: “Como a patente só tem valor no país em que foi concedida e como a imensa maioria das patentes, em vigor no mundo – entre 90% a 95% - segundo estudos recentes – não foi pedida, e nem concedida no Brasil, a documentação de patentes em âmbito mundial revela tecnologia que, em sua maior parte, é de domínio público no País, podendo ser livremente empregada”.
 
Por questões ligadas a “segredos industriais” a literatura técnica e científica de uma patente sofre restrições de publicação por parte dos administradores aos seus especialistas, efetivando censura para evitar “evasão de know-how” aos concorrentes, e isto freia a divulgação por muitos anos, só se conseguindo acessar a cerca de 30% da extensão total de um conhecimento envolvendo uma patente.
 
Desta forma fica imprescindível a consulta ao acervo mundial e nacional de patentes para se poder extrair o conhecimento de base de uma da tecnologia implícita na concessão de uma patente. E isto os japoneses já o fazem há mais de 50 anos.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2011 - Engº Lewton Burity Verri
Diretor Científico do IEAQ
Instituto de Estudos Avançados da Qualidade



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