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Postada em 20-12-2011. Acessado 592 vezes.
Título da Postagem:As COPs do Clima, e os 10 passos que salvariam o planeta
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 20-12-2011 @ 04:20 pm
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As COPs do Clima: E os 10 passos que salvariam o planeta

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Alguém chega no púlpito da convenção e diz: - Vamos reduzir 10% das emissões de CO2 até 2020! E isto é possível? O que desacredita o objetivo das COPs – neste caso a ORDEM, TAMBÉM, NÃO PODE VIR DE CIMA ... Ela precisará partir de uma tradição de resultados normalizados, para então assumirem status de limites protocolares de conferências do Clima.
 
Nem todos os países participantes das COP – Conferências do Clima têm o mesmo know-how, mesmo status civilizatório, mesmas plataformas tecnológicas e estágio científico.
 
Em 190 países participantes a disparidade é assombrosa. E se torna impossível adotar protocolos de controle e mitigação de poluição simplesmente por “decretos” de delgados das convenções.
 
É preciso nivelar processos, procedimentos e tecnologias, agrupar subgrupos racionais com mesmas características e status, estabelecer plano para cada subgrupo em função do seu porte, economia, sociologia e capacidade tecnológica.
 
As nações do planeta podem ser classificadas em porte socioeconômico, com base num indicador referencial, como o sugerido pelo falecido economista americano Herman Khan, do Hudson Institute – EUA.
 
Khan fez uma relação entre Renda Per Capita e grau de industrialização das nações a qual testamos em 160 países. A classificação de Khan identifica as várias escalas e maturidade de industrialização em função da Renda Per Capita das nações, criando as ZONAS DE INDUSTRIALIZAÇÃO.  
 
Com os dados socioeconômicos de 2003 (Fonte: Dados socioeconômicos do Anuário Exame Abril – 2003, com 160 países: PIB Mundial = US$ 30,474 trilhões e CO2 = 22.307 milhões de toneladas emitidas de CO2) e a emissão do CO2 por cada país nos subgrupos racionais de Industrialização - em 2002, estabelecemos o cálculo dos totais de cada zona para a Relação PIB com Emissão de CO2, bem como identificamos os países que se enquadram em cada subgrupo racional e econômico.
 
Criamos um INDICADOR COMPARATIVO para a RIQUEZA GERADA DE US$, DO PIB, POR 1 (UMA) TONELADA EMITIDA DE CO2, ao qual denominamos de Produtividade Tecnológica.
 
As Zonas Econômicas de Industrialização na Classificação do Instituto Hudson - EUA, pelo economista Herman Khan, ficaram assim distribuídas em nossos testes:
 
1. Plenamente Pós Industrial: Produtividade Tecnológica de US$ 2.259,53 por 1 tonelada de CO2 emitida, num total de 9,441 milhões de toneladas de CO2 emitidas, ou 42,32% do total mundial, num PIB conjunto de US$ 21,332 Trilhões - ano, ou 70,0% do PIB mundial;
 
2. Pós Industrial:Produtividade Tecnológica de US$ 1.365,58 por 1 tonelada de CO2 emitida, num total de 3,442 milhões de toneladas de CO2 emitidas, ou 15,43% do total mundial, num PIB conjunto de US$ 4,700 Trilhões - ano, ou 15,42% do PIB mundial;
 
3. Consumo de Massas: Produtividade Tecnológica de US$ 555,89 por 1 tonelada de CO2 emitida, num total de 3,453 milhões de toneladas de CO2 emitidas, ou 15,48% do total mundial, num PIB conjunto de US$ 1,919 Trilhões - ano, ou 6,30% do PIB mundial;
 
4. Totalmente Industrial: Produtividade Tecnológica de US$ 386,78 por 1 tonelada de CO2 emitida, num total de 4,413 milhões de toneladas de CO2 emitidas, ou 19,78% do total mundial, num PIB conjunto de US$ 1,707 Trilhões - ano, ou 5,60% do PIB mundial;
 
5. Semi Industrial: Produtividade Tecnológica de US$ 514,80 por 1 tonelada de CO2 emitida, num total de 1,548 milhões de toneladas de CO2 emitidas, ou 6,94% do total mundial, num PIB conjunto de US$ 0,797 Trilhões - ano, ou 2,61% do PIB mundial;
 
6. Pré Industrial: Produtividade Tecnológica de US$ 1,774,11 por 1 tonelada de CO2 emitida, num total de 0,0112 milhões de toneladas de CO2 emitidas, ou 0,05% do total mundial, num PIB conjunto de US$ 0,020 Trilhões - ano, ou 0,07% do PIB mundial;
 
Totais: Produtividade Tecnológica Média de US$ 1.366,14 por 1 tonelada de CO2 emitida, num total de 22,307 milhões de toneladas de CO2 emitidas, ou 100,0% do total mundial, num PIB conjunto de US$ 30,475 Trilhões - ano, ou 100% do PIB mundial;
 
Portanto, os países não podem ser tratados numa igualdade protocolar de especificação de parâmetros ambientais, de controle de poluição e de objetivos e metas. E dentre as 190 nações das convenções das COPs, temos aqueles países que respondem pelas maiores urgências e obrigações para mitigação de poluição e do aquecimento global.
 
Os 10 Maiores Poluidores: Países mais emissores de CO2 - ano 2003;
 
1º EUA - 5.778 milhões de toneladas de CO2, ou 22,27% do total mundial, sendo de 19,9 toneladas de CO2 per capita;
 
2º CHINA - 4.497 milhões de toneladas de CO2, ou 17,34% do total mundial, sendo de 3,5 toneladas de CO2 per capita;
 
3º UNIÃO EUROPÉIA - 4.000 milhões de toneladas de CO2, ou 15,43% do total mundial, sendo de 8,8 toneladas de CO2 per capita;
 
4º RÚSSIA - 1.581 milhões de toneladas de CO2, ou 6,10% do total mundial, sendo de 10,9 toneladas de CO2 per capita;  
 
5º JAPÃO - 1.258 milhões de toneladas de CO2, ou 4,85% do total mundial, sendo de 9,9 toneladas de CO2 per capita;
 
6º ÍNDIA - 1.148 milhões de toneladas de CO2, ou 4,43% do total mundial, sendo de 1,1 toneladas de CO2 per capita;
 
7º ALEMANHA - 865 milhões de toneladas de CO2, ou 3,34% do total mundial, sendo de 10,5 toneladas de CO2 per capita;
 
8º REINO UNIDO - 553 milhões de toneladas de CO2, ou 2,13% do total mundial, sendo de 9,3 toneladas de CO2 per capita;
 
9º CANADÁ - 544 milhões de toneladas de CO2, ou 2,10% do total mundial, sendo de 17,2 toneladas de CO2 per capita;   
 
10º CORÉIA DO SUL - 489 milhões de toneladas de CO2, ou 1,89% do total mundial, sendo de 10,2 toneladas de CO2 per capita;
 
TOTAL - 20.713 milhões de toneladas de CO2, ou 79,88% do total mundial, sendo de 10,1 toneladas de CO2 per capita;     
 
Os 10 maiores poluidores do planeta, que entram com altas taxas agregadoras na emissão de toneladas de CO2 - ano, têm uma consideração interessante com relação à Produtividade Tecnológica. Eles são grandes poluidores, mas apresentam uma boa eficiência na geração de riquezas para o PIB. São capazes de gerar muito valor em PIB por emissão de uma mesma 1 tonelada de CO2 – ano.
 
As conferências do Clima deveriam se utilizar de afirmações científicas com reforço estatístico de probabilidades, para escapar da tentação especulativa e da formação de preconceitos técnicos infundados no mundo real, os quais acabam por nos levar para ações amadoras, inconclusivas, dispersivas e temerárias – embromativas e proteladoras.
 
Descobrimos que existem as 12 correlações mais importantes para ações afirmativas sobre o clima, fugindo da especulação suicida ...
 
Fizemos testes entre uma Variável A com uma Variável B e determinamos o coeficiente de correlação, bem como o coeficiente de Pearson, o qual pode representar o “grau percentual de ligação” entre as duas variáveis testadas (análise multivariada duas a duas).
 
Encontramos os seguintes resultados com 160 países:
 
1° A Energia Consumida em TEP com Emissão de Toneladas de CO2, obtendo o CoefCorr = 0,995 e CoefPearson = 0,990, conferindo uma ligação provável de 99,0%;
 
2° O PIB do país US$ - ano com Gasto com Defesa US$ - ano, obtendo o CoefCorr = 0,953 e CoefPearson = 0,908, conferindo uma ligação provável de 90,8%;
 
3° A Energia Consumida em TEP com Gasto com Defesa US$ - ano, obtendo o CoefCorr = 0,939 e CoefPearson = 0,882, conferindo uma ligação provável de 88,2%;
 
4° A Energia Produzida em TEP com Energia Consumida em TEP, obtendo o CoefCorr = 0,923 e CoefPearson = 0,852, conferindo uma ligação provável de 85,2%;
 
5° O Gasto com Defesa US$ - ano com Emissão de Toneladas de CO2, obtendo o CoefCorr = 0,917 e CoefPearson = 0,841, conferindo uma ligação provável de 84,1%;
 
6° O PIB do país US$ - ano com Energia Consumida em TEP, obtendo o CoefCorr = 0,902 e CoefPearson = 0,814, conferindo uma ligação provável de 81,4%;
 
7° O PIB do país US$ - ano com Emissão de Toneladas de CO2, obtendo o CoefCorr = 0,874 e CoefPearson = 0,764, conferindo uma ligação provável de 76,4%;
 
8° A Renda per Capita US$ ano/ habitante com N° Automóveis em 100.000 habitantes, obtendo o CoefCorr = 0,844 e CoefPearson = 0,712, conferindo uma ligação provável de 71,2%;
 
9° A Renda per Capita US$ ano/ habitante com Cultura e Vida Digital - Rádio, TV e Computador por 100.000 habitantes, obtendo o CoefCorr = 0,777 e CoefPearson = 0,604, conferindo uma ligação provável de 60,4%;
 
10° A Cultura e Digital Vida Digital - Rádio, TV e Computador por 100.000 habitantes com IDH Nível escolar x Expectativa de Vida x Renda per capita, obtendo o CoefCorr = 0,759 e CoefPearson = 0,576, conferindo uma ligação provável de 57,6%;
 
11° A Área Geográfica Km2 com Energia Produzida em TEP, obtendo o CoefCorr = 0,736 e CoefPearson = 0,542, conferindo uma ligação provável de 54,2%;
 
12°=Produção de Aço Toneladas – ano com Emissão de Toneladas de CO2, obtendo o CoefCorr = 0,729 e CoefPearson = 0,531, conferindo uma ligação provável de 53,1%.
 
Fonte: Dados socioeconômicos do Anuário Exame Abril – 2003, com 160 países: PIB Mundial = US$ 30,474 trilhões e CO2 = 22.307 milhões de toneladas emitidas de CO2;
 
Notas:
 
1. TEP – Toneladas equivalentes em petróleo;
 
2. Para cada US$ 1.366 de PIB médio equivale a 1 tonelada média emitida;
 
Firmamos a constatação da grande influência - correlação - da emissão de CO2, com os aspectos da industrialização e com o aquecimento global, o que nos desperta para mais uma tarefa. Uma boa medida comparativa é efetuar um rápido estudo de correlações entre variáveis duas a duas, da matriz de dados socioeconômicos de 2003 que elaboramos, para montar a relação anterior.
 
Nos testes adotamos 30 pares de variáveis duas a duas, para determinação de correlações e encontramos em cerca de 12 pares com "alta a média ligação entre si", com coeficiente Pearson maior que 0,500. O total de 18 pares de variáveis duas a duas, que foram testados, com a emissão de CO2, mostraram "fraca ligação entre si" com coeficiente Pearson menor que 0,500.
 
Quando existe boa correlação positiva, significa que quando uma variável aumenta a outra aumenta em proporção. Quando a correlação é negativa, significa que quando uma aumenta a outra diminui em proporção. O coeficiente de Pearson é o quadrado do valor do coeficiente de correlação, e, portanto sempre positivo, que quanto mais próximo de 1,000 mais intensa é a "ligação entre as variáveis".
 
Assim podemos nos utilizar de relações que se confirmam no mundo real e que devem fazer parte das AÇÔES AFIRMATIVAS e deliberativas nos tratados e nos protocolos das convenções do Clima. Agora escapamos das especulações, fundamentados cientificamente.
 
Evolução do PIB PPC Mundial em US$ - ano em trilhões, com a respectiva emissão de toneladas de Co2 – ano. Onde CoefCorr = 0,874 e CoefPearson = 0,764, conferindo uma ligação provável de 76,4%, cuja AFIRMATIVA relacional foge da especulação:
 
Ano                  PIB Mundial US$          Emissão de CO2
                         PPC Trilhões             Milhões ton/ano
1995                         32,23                 23.590,78
1996                         34,04                 24.915,81
1997                         35,98                 26.336,75
1998                         37,24                 27.260,61
1999                         39,08                 28.609,81
2000                         41,80                 30.598,83
2001                         43,71                 31.998,54
2002                         45,69                 33.449,49
2003                         48,31                 35.365,30
2004                         52,07                 38.121,52
2005                         56,02                 41.008,05
2006                         60,72                 44.447,29
2007                         65,49                 47.942,90
2008                         69,00                 50.509,52
2009                         68,03                 49.802,34
2010                         74,26                 54.366,03
16 anos                    803,65               588.323,57
 
Fonte: Base do FMI;
 
estudos_economia_setor_mineral/P01_RT02_Perspectivas_de_evoluxo_
macroeconxmica_setorial_da_economia_mundial_a_longo_prazo_-_Cxpia.pdf,
 
Os 10 maiores poluidores do planeta, mas têm uma consideração interessante. Criamos um INDICADOR: RIQUEZA GERADA DE US$ DO PIB POR 1 (UMA) TONELADA EMITIDA DE CO2 - a 1ª coluna alaranjada, à esquerda.
 
O Japão é o 5º poluidor MUNDIAL, mas tem a maior eficiência tecnológica, pois ao emitir uma tonelada de CO2 para produziu US$ 3.727,27 de riqueza no PIB, altamente produtivo, com produtos de alto valor agregado e rigoroso controlador ambiental.
 
O maior poluidor que são os EUA só obtém US$ 1.870,37, emitindo 1 tonelada de CO2, quase junto com o Brasil (17º poluidor) que atinge US$ 1.677,24 / 1 T CO2.
Depois, vêm 3 bons exemplos:
 
1. França, 11º poluidor e produz US$ 3.572,41 com uma tonelada de CO2 emitida;
 
2. Itália, 9º poluidor e produz US$ 2.651,24 com uma tonelada de CO2 emitida;
 
3. Reino Unido, 8º poluidor e produz US$ 2.581,60 com uma tonelada de CO2 emitida.
 
Esses quatro países, Japão, França, Itália e Reino Unido, são os mais eficientes no uso da matriz energética, em tecnologia agregada aos produtos e no controle ambiental.
 
O INDICADOR da Produtividade Tecnológica criado desclassifica vários países emergentes, tais como Índia, China e Rússia (entre US$ 220,00 a US$ 450,00 por tonelada de CO2 emitida), pelo uso intensivo de uma matriz energética altamente poluidora.
 
A INDUSTRIALIZAÇÃO requer uma APTIDÃO de sobrevivência Operacional e Técnica. O histórico do CAPITALISMO tem mostrado a incapacidade dos governantes de vários países em lidar com a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. E esta inabilidade terminou agravando as grandes diferenças socioeconômicas e tecnológicas entre as nações.
 
Existem 13 Requisitos da Administração Pública que condicionam a boa organização do Estado para atender as demandas de controle do Clima e da administração da sua mitigação científica, além da qualidade, da produtividade e da economia:
 
1- Significado da empresa para o crescimento do ser humano em todos os aspectos;
2- Desburocratização para abertura e fechamento dos empreendimentos;
3- Desoneração de impostos sobre os custos e cargas de estrutura;
4- Papel da educação e da formação técnica na competitividade nacional;
5- Fomento dos empreendimentos por meio do capital a baixos juros e com carência racional;
6- Definição de uma vocação básica para “locomotiva tecnológica e econômica”;
7- Abertura de mercados para expansão da competição e do progresso tecnológico;
8- Infraestrutura racional de uma malha rodoviária e ferroviária, além de portos e aeroportos;
9- Matriz energética confiável e flexível;
10- Acesso a matérias primas e recursos naturais – facilitações e preservação;
11- Modelo de tecnologia positiva em lugar do mal empregado “desenvolvimento sustentável”;
12- Baixo padrão da taxa de juros, em face da previsão do retorno do capital principal, quando derivado dos financiamentos convencionais;
13- Segurança na estrutura de normas reguladoras e a permanência de seus parâmetros por longo prazo.  
 
Estes requisitos estão ATIVOS nos países mais desenvolvidos ...
 
Tirando os bons exemplos do Japão, França, Itália e Reino Unido não existe uma POLÍTICA MUNDIAL DE BASE para lidar com o CAPITALISMO e suas MAZELAS, dentre elas a POLUIÇÃO AMBIENTAL. Estes REQUISITOS ATIVOS não são praticados em cerca de mais de 150 países. E se eles são os elementos do progresso civilizatório, poderiam as 150 nações deserdadas de um processo administrativo mais qualificado e menos corrupto, contribuírem para um eficiente controle e administração do Clima?
 
Os maus exemplos da China, Índia e Rússia como emergentes "desconexos" do padrão de TECNOLOGIA POSITIVA e do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, e bem colocados na IDADE DO AÇO (China 1º, Rússia 4º e Índia 8º como produtores de aço), são grandes poluidores do planeta, inclusive em Emissão de CO2.
 
O NOVO FATOR de Controle Ambiental na Emissão de CO2 irá requerer uma ENGENHARIA de administração superior e de alta criatividade, diferente da que é praticada nessas nações, além de uma Política Holística de Respeito ao Meio Ambiente e de responsabilidade com as futuras gerações e com o progresso econômico.
 
NÃO PODEMOS MAIS VOLTAR PARA A REVOLUÇÃO AGRÍCOLA e nem para a IDADE DO BRONZE!
 
Já conquistamos o Conforto e o Bem Estar, a Segurança e a Saúde (nos países que desenvolveram o Capitalismo como instrumento coerente do progresso, sem tê-lo colocado em pautas ideológicas de confrontação com o Socialismo e o Comunismo).
 
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL trouxe mais CONFORTO, BEM ESTAR, SEGURANÇA E SAÚDE, do que tinha o homem das matas e o homem das cavernas.
 
Hoje o homem desfruta de um vasto KIT DE UTILIDADES – Qualidade de Vida Tecnológica no Lar, como as relacionadas no link: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/o-aco-o-material-de-base-da-industrializacao-e-a-qualidade-de-vida-tecnologica-no-lar/59540/ . É fácil imaginar a vitória tecnológica sobre as adversidades desde as matas e cavernas, durante milhares de anos, desde o homo habilis.
 
E a grande revolução humana ocorreu em tudo nos últimos 230 anos ...
 
Esse KIT DE UTILIDADES – Qualidade de Vida Tecnológica no Lar tem uma equivalência de consumo energético - eletricidade - com a quantidade de CO2 emitida na atmosfera. A própria tabela já contempla essa correspondência de kWh com kg de CO2 emitido, adotando o valor de conversão aplicável ao Brasil de 0,267.
 
Isso sem mencionar caminhões, tratores, máquinas pesadas, navios, carros, motocicletas, aviões e todo o complexo de fabricação e manutenção desses engenhos, também, emissores de CO2. Além dos SISTEMAS DE DEFESA DAS NAÇÕES.
 
O consumo médio de um KIT DE UTILIDADES – Qualidade de Vida Tecnológica no Lar, para uma família típica de 3 a 4 pessoas dos países PÓS-INDUSTRIAIS, no padrão médio da CLASSE MÉDIA MUNDIAL, em termos de conversão de kWh em kg de CO2 emitido, de 1 kWh para 0,400 kg de CO2 emitido.
 
Uma família abastada com situação econômica acima da classe média tem, grosso modo, uma carga de 400 kg de CO2 emitido, na base de 1.000 kWh de energia elétrica consumida, por mês.
 
Para cerca de 6,2 bilhões de habitantes no planeta - 2003 - podemos adotar um critério para distribuição desse consumo globalmente, seguindo a relação 70% (ricos) para 30% (pobres).
 
Cerca de 2,0 bilhões de pessoas ou 572 milhões de famílias consomem 572 bilhões de kWh por mês ou contribuindo com a emissão de cerca de 230 bilhões de kg de CO2 (ou de 230 milhões de toneladas de CO2).
 
Para cerca de 4,2 bilhões de pessoas abaixo da CLASSE MÉDIA MUNDIAL, seguindo uma relação de 70% (ricos) para 30% (pobres), poderemos ter que 1.050 milhões de famílias, abaixo da classe média, que consomem em média 50 kWh/mês cada, perfazendo cerca 52,5 de bilhões de kWh por mês ou contribuindo com a emissão de cerca de 21 bilhões de kg de CO2 (ou de 21 milhões de toneladas de CO2).
 
Portanto, a população do planeta com suas utilidades contribuem com a emissão de cerca de 251 milhões de toneladas de CO2 por mês. Ou um valor aproximado de 3,012 bilhões de toneladas de CO2 emitidos por ano, para usufruto de CONFORTO e BEM ESTAR (Saúde e Segurança).
 
Para 35,4 bilhões de toneladas de CO2 emitidas pelos países do mundo, em 2003, a população mundial respondeu por cerca de 8% a 9% dessa demanda total.
 
Mas as fábricas, escritórios, oficinas e vários empreendimentos civis, públicos e militares possuem um dado KIT DE UTILIDADES – Qualidade de Vida Tecnológica no Lar que são mais abrangentes e variados do que aquele usado pelas famílias, cuja medição nos escapa de uma estimativa, mesmo que grosseira. E isso sem mencionar caminhões, tratores, máquinas pesadas, navios, carros, motocicletas, aviões e todo o complexo de fabricação e manutenção desses engenhos, também, emissores de CO2. Além dos SISTEMAS DE DEFESA DAS NAÇÕES.
 
A TERRA está dominada e submetida pela humanidade, principalmente pelos seus descuidos com ela.
 
Pela Engenharia não haverá dificuldades em efetivar o CONTROLE DE EMISSÃO DE CO2, pela capacidade técnica e científica em gerar o conhecimento, criar suas aplicações e promover sua difusão, numa relação adequada de CUSTO/BENEFÍCIO, cada vez mais rápido.
 
Mesmo aumentando a COMPLEXIDADE DA TECNOLOGIA a velocidade entre a descoberta e sua aplicação veio diminuindo ao longo das décadas.
 
Mas a CIÊNCIA e a ENGENHARIA só poderão ajudar o planeta TERRA se os GOVERNOS realmente assumirem a necessidade de controle de processos vitais, sem PROTELAÇÃO.
 
Os GOVERNOS sempre se mantiveram afastados das evoluções científicas, ainda não incorporaram a seriedade e a responsabilidade administrativa, muitos não compreenderam a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL e o mundo perdeu muito tempo no debate "esquerda x direita", no Socialismo e no Comunismo contra o CAPITALISMO NATURAL. Esse último como o modo de proceder da evolução por bilhões de anos, e que felizmente parece prevalecer para o século 21. E o arcaico sistema de planejamento orçamentário desses governos deve evoluir para absorver a COMPLEXIDADE e o CAOS.
 
Mas, metas devem ser estabelecidas em detrimento de quaisquer subterfúgios e demagogias eleitoreiras e irresponsáveis dos políticos. O novo perfil do administrador público, principalmente, será o de GESTOR DE PROBLEMAS COMPLEXOS E CAÓTICOS.
 
Vemos que podemos aceitar um CONCEITO DE PRODUTIVIDADE TECNOLÓGICA, baseado na capacidade de GERAR O MÁXIMO DE RIQUEZA EM PIB - US$ - por 1 (uma) tonelada de CO2 emitida, por ano, como critério de controle operacional nas atividades das indústrias e dos serviços (PIB país = PIB industrial+PIB agropecuário+PIB serviços+ PIB outros).
 
A PRODUTIVIDADE TECNOLÓGICA está relacionada à capacidade de um maior Controle Efetivo dos Processos de Produção, Qualidade e Ambiental, corresponde às nações com ALTO VALOR AGREGADO nos seus produtos/serviços e que possuem uma plataforma operacional mais LIMPA e mais eficiente em termos de consumos materiais, energéticos e caloríficos.
 
E qual Tecnologia pode ser eleita a mais Eficiente?
 
Segredo da eficiência da tecnologia japonesa
 
1. Reduzir - rejeitos, dejetos, despejos, esgotos, perdas em geral, refugos, sobras, emissão de calor, emissão de gases (e do CO2), emissão de partículas, emissão de ruídos e vibrações, geração de lixo, manutenção dos produtos, degradação das fontes de matérias primas, consumos de materiais e energéticos e
2. Aumentar - reciclagem, educação e treinamento, controle da qualidade, investimentos em equipamentos de tecnologia positiva, responsabilidades no desenvolvimento sustentável, funcionalidade econômica dos produtos, produtividade por tonelada de CO2 emitida, produtividade por kWh, automação em processos de alto risco ambiental e humano e
3. Controlar e melhorar - metas e resultados dos itens 1 e 2, divulgando relatórios simplificados, para a comunidade, sociedade e governos.
 
Evidências: utilização eficaz do TQC - Total Quality Control, dos TQ - Times da Qualidade, dos CCQ - Círculos de Controle da Qualidade, do movimento zero defeito, dos 3 MU - Mura, Muda e Muri (eliminando perdas, desperdícios e esforços), das redes de controle com os CEP - Controle Estatístico de Processos, do desdobramento da qualidade e da função qualidade e do uso intensivo de automação branca. E do uso das 35 técnicas da administração científica.
 
Alguns indicadores industriais do desempenho capitalista
 
1. Índice de rejeição de 5 a 10 PPM (partes por milhão) por defeitos inadequados ao uso - 1 PPM equivale a 0,0001 defeito em lotes de 100 mercadorias. Ou 1 defeito em lotes de 1.000.000 de mercadorias produzidas;
 
2. Retrabalho de lotes defeituosos de 0,001%, recuperação de mercadorias
defeituosas;
 
3. Prazos de entrega de 2 dias, entre o pedido da encomenda e sua entrega;
 
4. Quebra de máquinas de 5% a 8%, do tempo total de produção;
 
5. Preparação de ciclos de produção em 5 minutos, tempo médio para mudanças de ferramental, ou de sistemas de produção ou ajustes dos parâmetros da automação;
 
6. Efetivo de operários solucionando problemas de 95%, de qualidade e de produtividade, reduzindo perdas;
 
7. Educação e treinamento - 10% da carga horária anual ou 200 horas/ano, por operário, aumentando o seu conhecimento e a habilidade.
 
Agora podemos usufruir de um critério científico para criar os subgrupos racionais de países aos quais determinados parâmetros poderão ser aplicados. Protocolos específicos e agendas de conferências. Admitindo com válido este critério podemos efetuar um ensaio de planejamento direcionado às Zonas de Industrialização e suas respectivas características socioeconômicas e tecnológicas.  
 
Podemos ensaiar “Os 10 Passos que salvariam o Planeta” ...
 
Os países ricos já são ricos, não só pelos altos PIBs e altas Rendas per capitas.
 
Possuem o know-how e o dinheiro. Podem financiar a si mesmos e dependem de suas iniciativas próprias para com a humanidade e as suas sociedades. São proprietários do volume absoluto de Patentes e segredos industriais.
 
Os países ricos necessitam de autocontrole de metas e criação de objetivos alinhados às especificações protocolares das COPs.
 
Os países remediados, pobres e paupérrimos necessitam de assistência técnico-científica, de transferência de tecnologia, de acesso a patentes (subsidiadas por fundos específicos, para ressarcimento aos seus proprietários). Com “controle assistido” de metas e desenvolvimento de objetivos alinhados às especificações protocolares das COPs.
 
Todas as nações irão necessitar de um processo unificado de educação técnico-científica para controle ambiental e administração para mitigação dos impactos ambientais. Irão necessitar de uma educação ambiental comunitária e de administração pública voltada para resultados práticos e de acordo com os tratados internacionais de Clima e Responsabilidade Ambiental.
 
Sendo um plano independente de escola científica, de valores nacionais e ideológicos e de lobbies de interesses só econômicos , cremos que os Principais Objetivos para as nações poderão ser:
 
1º. Reduzir a Emissão de CO2;
 
2º. Reduzir o Desmatamento;
 
3º. Reduzir a Desertificação;
 
4º. Reduzir a Extinção de Espécies;
 
5º. Incrementar a Agrotecnologia Industrial;
 
6º. Modificar a composição da Matriz Energética;
 
Usando ações baseadas em AFIRMATIVAS científicas estes objetivos deverão ser ordenados numa linha do tempo de curto, médio e longo prazo, submetidos a PROJETOS DE INVESTIMENTOS, com viabilidade técnica, econômica e comercial.
 
Com oficialização de implantação, aprendizado operacional e resultados práticos com boa relação de Custo x Benefício.
 
Como nem todos os países têm o mesmo know-how ... Há que se nivelar processos, procedimentos e tecnologias, para a redução da Emissão de CO2, em países tecnicamente subdesenvolvidos e em desenvolvimento, respeitando os subgrupos racionais formados.
 
No primeiro objetivo, temos as seguintes considerações de atendimento, as quais contem “Os 10 Passos que salvariam o Planeta” ...:
 
1º. Reduzir a Emissão de CO2 – de gases do efeito estufa, respeitando o status das Zonas de Industrialização – numa tabulação ordenada, com seus 5W1H;
 
1.1. Modificação do uso da Matriz Energética em processos poluentes;
 
1.2. Redução da emissão de CO2 em processos antigos ou de média idade, substituindo matérias primas, insumos, métodos e técnicas;
 
1.3. Incorporação de novas tecnologias com menores emissões de CO2;
 
1.4. Incorporação de Tecnologias que controlem e reduzam a nocividade do CO2 emitido;
 
1.5. Incorporação de controles de processos para eliminação de perdas e desperdícios;
 
1.6. Incentivo às Pesquisas e Desenvolvimento de Inovações para obtenção das Tecnologias dos itens 1.3, 1.4 e 1.5, Ver Link: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/dominando-o-ciclo-das-inovacoes-para-a-competicao-tecnologica/60268/ ;
 
1.7. Taxação sobre a baixa Produtividade Tecnológica emissiva de CO2, de acordo com as proporções e nocividades de impactos ambientais;
 
1.8. Liberação de Patentes de Tecnologias subsidiadas por Fundos Compensatórios e por Taxas tributárias sobre poluição emitida;
 
1.9. Transferência de Tecnologia assistida e critérios compensatórios e de avaliação;
 
1.10. Tribunal de Arbitramentos contra procedimentos e práticas fraudulentas em projetos financiados por pessoas físicas e jurídicas externas, que atinjam ou não as metas estabelecidas nos contratos de financiamentos – de acordo com os protocolos legalistas das COPs.  
 
“Os 10 Passos que salvariam o Planeta” ...
 
1º. Qual é o método eficaz mais econômico para normalizar as Emissões, ao alcance de todos os países tecnicamente nivelados – num mesmo subgrupo racional?
 
2º. Efetivar adequação de métodos afins para atividades relevantes e seus segmentos estratégicos - indústria, agropecuária, serviços, construção, floresta, transportes e fontes de geração de energia (matrizes energéticas);
 
3º. Maturação dos Métodos selecionados nas atividades relevantes - curvas de aprendizagens, redução de perdas e melhoria da qualidade, produtividade e economia;
 
4º. Consolidar medições de marco inicial referencial, para comparações e indicativos de desempenhos;
 
5º. Determinação da consistência de controles, escrevendo a rotina e padronizando por normas técnicas e padrões operacionais;
 
6º. Mapear medições rotinizadas para demonstrativo dos padrões da qualidade, produtividade e economia;
 
7º. Consensar metas normalizadoras para as atividades relevantes / processos rotinizados para efeito legal junto aos protocolos do controle do clima e da poluição;
 
8º. Propor um planejamento de médio e longo prazo para a redução progressiva de emissões nas cadeias produtivas e de suprimentos - rendimentos de fluxos e de processos;
 
9º. Fazer aporte de capital ou financiamentos aos que atenderam os padrões de qualidade, produtividade e economia, aporte de know-how e tecnologias, em processos consistentes de administração e controle - segundo as adesões responsáveis e capacitadas;
 
10º. Efetivar Conferências de ajustamentos progressivos, novos protocolos e tratados, arbítrios em litígios entre financiados e transgressões protocolares e mais reforços em know-how e tecnologias.
 
Notas:
 
1.     Cada passo com o seu 5W1H – What, Where, When, Why, Who e How – e Money (How much)?
 
Procedimentos a prova de fraudes ... Estes passos já estariam em funcionamento agora após 16 anos de COPs infrutíferas, desde 1995 a 2011!
 
Para as empresas não bastam diplomatas e burocratas estabelecerem limites, parâmetros, valores e taxas de controle – não será um procedimento científico. É preciso que a plataforma industrial e tecnológica - indústria, agropecuária, serviços, construção, floresta, transportes e fontes de geração de energia (matrizes energéticas), tenham um desdobramento de objetivos, não só numa dada empresa, mas como numa cadeia integrada de suprimentos agregados e redes inteiras de trocas materiais e energéticas.
 
Mas, que tais objetivos partam de um referencial normalizado / padronizado – por ISO, DIN, JIS, ASTM, ABNT, AFNOR, COPANT, BS e etc, os quais são órgãos de padronização nacionais e internacionais (os quais formam o consenso tecnológico nacional e mundial), sob um esforço de engenharia básica e multidisciplinar para figurarem nos tratados e protocolos de administração do controle da qualidade ambiental. O que evitará, também, arbitrariedades dos órgãos fiscalizadores ambientais e desvios de finalidade, função e conduta, até abuso de poder ... E evitará a especificação de referenciais bizarros e esdrúxulos como ocorre atualmente na diplomacia e a burocracia “tecnocrática” das COPs.
 
Alguém chega no púlpito da convenção e diz: - Vamos reduzir 10% das emissões de CO2 até 2020! E isto é possível? O que desacredita o objetivo das COPs – neste caso a ORDEM, TAMBÉM, NÃO PODE VIR DE CIMA ...
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2011 - Engº Lewton Burity Verri
Aluno UBM Pós Graduação – Fiscalização e Gestão Ambiental
 
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