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Postada em 28-12-2011. Acessado 757 vezes.
Título da Postagem:Uma vacina para o amadorismo nas Empresas Familiares, e entre amigos
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 28-12-2011 @ 04:35 pm
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Uma vacina para o amadorismo nas Empresas Familiares (e entre amigos)

Tags: empresas, familiares, sociedades, amizades, parentelas, amadorismo, profissionalismo, administração, temeridade, temerária, perdulária, controle, financeiro, contratos, contratações, desenvolvimento, falência, mortalidade, empresarial, empreendedores, empreendimentos, educação, treinamento, recursos, humanos, dívidas, espólio, organização, objetivo, social, empregabilidade, talento, dom, sociologia, irmandade, fraternidade, concordata
 
Quase 100% das empresas criadas no país são: ou empresas familiares ou sociedades entre amigos. Recentemente vieram as MEI - micro empresas individuais com um só "administrador" e sem empregados.
 
Uma das questões cruciais das empresas familiares, e de amigos, é o estabelecimento da organização administrativa, e o seu direcionamento ao objetivo social, previamente especificado no contrato da sociedade.
 
Nas classificações de empresas brasileiras, as empresas familiares, e de amigos, possuem os germes do desenvolvimento econômico e da empregabilidade do país.
 
Em nossa experiência, desenvolver tais empresas toca profundamente na “sociologia familiar e fraternal". Mas, enquanto empresas reduzidas às parentelas, e aos amigos, suas sobrevivências ficam restritas à capacidade de articulação das funções e tarefas entre pais, filhos, primos, tios, tias, avôs, avós e etc. Muitos deles sem remuneração, e sem benefícios garantidos, por conta de ajudar no desenvolvimento e criar as rotinas básicas.
 
Não precisamos comentar que acontece muito AMADORISMO, já que o empreendedorismo exige bons cursos de educação e treinamento, muitas palestras, algumas visitações a empresas, uma assessoria bem qualificada, saindo fora do ôba-ôba de muitas instituições oficiais de fomento ...
 
Segundo estatísticas apenas 10% das pessoas possuem o DOM da administração empresarial, para sustentar o desenvolvimento de uma empresa (independente de escolaridade, graduação e títulos), e cerca de 40% de outras pessoas possuem um mínimo talento para receberem instruções suficientes e responsáveis, para se “tornarem” empreendedoras.
 
Aparentemente, as empresas que irão resistir às “intempéries” da administração e da concorrência serão aquelas criadas e desenvolvidas por tais pessoas na ordem de 30% a 50%. O que quer dizer que após alguns 2 ou 3 anos iniciais cerca de 50% a 70% das empresas criadas hoje vão fechar as suas portas – irão falir.
 
Temos estatísticas sobre o prejuízo material e econômico destas empresas que faliram. Um pequeno exemplo é sobre a perda financeira, tomando um investimento médio mensal de R$ 3.000,00 para a carga mínima de estrutura necessária para abertura e desenvolvimento de empresa: 1. Perda Financeira em 36 meses = R$ 108 mil, 2. Receita Média consolidada em 36 meses = R$ 72 mil, 3. Contas a Pagar em Aberto, caracterizadas como DÍVIDAS = R$ 36 mil.
 
Qual empreendedor, em falência, tem possibilidades de pagar esta dívida final de R$ 36 mil aos credores? Se R$ 36 mil fosse o seu capital inicial o mesmo acaba de perdê-lo ...
 
O empreendedor VOLTA ao seu estado abaixo do ZERO? Ao começar a empresa ele possuía um capital inicial de R$ 36 mil e agora ele está “zerado”.
 
Mas, a mortalidade de empresas após 5 anos (60 meses) atinge cerca de 90% daquelas criadas há 5 anos atrás ... Ou uns 10% das empresas criadas resistem ao 5º ano de operação.
 
Se estatisticamente o capital inicial para 3 anos de duração deve ser mínimo de R$ 36 mil, para os 5 anos de duração ele precisará ser de R$ 60 mil, caso suas receitas venham se arrastando na faixa de R$ 2.000,00 por mês. Mas, nenhuma empresa resiste a esta situação por 5 anos.  
 
Se as receitas médias mensais forem na faixa de R$ 10.000,00 haverá para o empreendedor uma boa chance de sobrevivência em 5 anos. E este valor projetado pode ser de R$ 600 mil, menos os custos da carga de estrutura, que digamos tenham permanecido em R$ 3.000,00 por mês. Então, seu custo total de sustentação da empresa será de R$ 180 mil, conferindo uma SOBRA de R$ 420 mil.
 
Porém, esta SOBRA = R$ 420 mil, em 5 anos, seria a distribuição do empreendedor com seus familiares, ou amigos. O que representa em média R$ 7.000,00 por mês.
 
Está bom para você R$ 7.000,00 para distribuir para a parentela que está trabalhando, inclusive você? Tendo que cuidar de um negócio para o qual seu talento, habilidades, educação e treinamento não são totalmente suficientes? Isto pode dar infartos e AVCs ...
 
Logo muitas empresas não fecham por FALÊNCIA, mas sim pelo esgotamento da “puxada” diária em sua administração e desenvolvimento. Quantas empresas, recém abertas, conseguem uma progressão de receitas acima de R$ 10 mil por mês, trabalhando licitamente?
 
As empresas familiares, e de amigos, deixam de ter este “título” quando começam a crescer.
 
Existem informações de que acima de 100 empregados a empresa cria internamente um rigor mais responsável para a sua sobrevivência, quando os laços originais da “irmandade familiar” começam a se romper, dado ao fato da dificuldade em se manter informais as relações entre tarefas, funções e profissões entre tantas pessoas ... Algumas das quais quase já não vemos no dia-a-dia da empresa mediante ao porte que ela adquiriu.
 
Agora a empresa vai derivando para o profissionalismo. Mas, quase 5 anos após a sua abertura? E como poderíamos ajudar em conselhos, como VACINA, contra o amadorismo inicial na administração e no desenvolvimento das empresas?
 
Imaginemos a responsabilidade empresarial com 100 pessoas, numa administração temerária e perdulária! Como manter VIGILÂNCIA contra o AMADORISMO, sem que tenhamos uma administração temerária e perdulária?
 
Antes que cheguem os 5 anos quanto teremos que investir em educação e treinamento para criar e manter nosso conhecimento e a habilidade em administração de empreendimentos no campo de operações, trabalho e serviços do segmento / setor que optamos no objetivo social da empresa? Mas, antes que cheguem os 5 anos nosso risco de FALIR é alto?
 
Como faremos o estabelecimento da organização administrativa, e o seu direcionamento ao objetivo social, previamente especificado no contrato da sociedade, pelo menos nos 3 primeiros anos iniciais, de modo lícito e profissional?
 
COMEÇE COM A VACINA!   
 
Regras Básicas para os Proprietários – A Vacina contra o Amadorismo
 
1. Jamais abra mão da sua autoridade de DONO nos aspectos de manter a visão, e a missão de Empresa, no mais puro e sincero objetivo de sobrevivência;
 
2. Sendo a Empresa Familiar responsabilize-se pelos resultados e o desempenho dos parentes nomeados, contratados ou agregados na sociedade;
 
3. Saiba que a história já condenou Empresas Familiares e os concorrentes mais profissionalizados foram os carrascos da derrocada de parentelas empreendedoras;
 
4. Use sempre UM PESO E UMA MEDIDA nos processos de exigências e cobranças nos resultados, evitando favorecer os parentes, para NÃO QUEBRAR O MORAL dos reais colaboradores;
 
5. Controle as atividades da Empresa com SISTEMAS DE INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS, de geração rápida e esquemática, para permitir decisões imediatas, sólidas e duradouras - a empresa deve ser TRANSPARENTE;
 
6. Desenvolva e incentive um Plano de Metas para avaliação de Resultados e de Desempenho profissional;
 
7. Fiscalize e acompanhe a evolução dos procedimentos dos setores e recomende a correção de anomalias;
 
8. Determine o cumprimento das Instruções dos Manuais e Métodos aplicáveis;
 
9. Racionalize os Custos Operacionais da Empresa;
 
10. Incentive e controle a Solução de Problemas;
 
11. Determine a padronização e a elaboração de PADRÕES;
 
12. Fiscalize as Operações Econômicas e Financeiras, além de controlar a evolução do PATRIMÔNIO e a formação de RESERVAS;
 
13. Procure ser um LÍDER SERVIDOR, praticando atos diários de SABEDORIA;
 
(a) Um dia somente OUÇA as pessoas;
 
(b) Num outro dia ELOGIE o que for possível;
 
(c) Noutro dia MOSTRE que está COMANDANDO;
 
(d) Diga o que pensa, mas NÃO OFENDA as pessoas;
 
(e) Coloque a empresa na CABEÇA dos seus colaboradores, para poder AGRUPAR ESFORÇOS;
 
14. Mostre-se sempre RECEPTIVO e AMIGÁVEL, falando SERENAMENTE.
 
Se os proprietários “tomarem” esta VACINA poderão exercer maior controle “técnico” no desenvolvimento e na sobrevivência da empresa ...
 
Estas regras básicas para orientação dos proprietários são “OS 14 PASSOS na transição do AMADORISMO para o PROFISSIONALISMO”.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2006 - Engº Lewton Burity Verri



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