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Postada em 25-01-2012. Acessado 786 vezes.
Título da Postagem:Você sabe administrar os Riscos Operacionais e de Mercado protegendo sua empresa
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 25-01-2012 @ 01:07 pm
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Você sabe administrar os Riscos Operacionais e de Mercado protegendo sua empresa?

Tags: Gestão, risco, operacional, mercado, relações, consumo, compra, vendas, contas, pagar, receber, sistema, perdas internas, perdas externas, crédito, débito, fluxo de caixa, lucratividade, receitas, despesas, empenho, reservas, monetária, dinheiro, alavancagem, expansionismo, expansão, empresa, cooperativa, capitalista, mercantil, erros, administração, centros de custos, orçamentos, orçamentação, mensal, anual, balanço, qualidade, economia, produtividade, BACEN, banco central do Brasil, conselho monetário, nacional, federal, falência, falidas, empreendedores, metodologia, produção, econômica
 
Qualquer atividade econômica deve ser protegida contra Riscos onerosos sobre suas operações e relações de consumo e mercado. E numa empresa por ter relações de compra e vendas, contas a pagar e a receber, flui em seu caixa a base monetária de todas as suas operações e relações.
 
Dinheiro entra como crédito e dinheiro sai como débito. Se paga isto e recebe-se por aquilo. Ela deve possuir uma orçamentação anual baseada no crescimento histórico de suas despesas.
 
Deve possuir Centros de Custos e Despesas. E deve praticar o maior dos segredos do capitalismo ... O controle rigoroso de suas contas, custos, despesas, que envolvem até a racionalização científica da redução de custos – numa revisão progressiva de preços, balanceando RECEITAS e DESPESAS, mantendo equilíbrio em sua LUCRATIVIDADE – e sua posição concorrencial diante de competidores.
 
Mas, a maioria dos empreendedores não conhece as regras da Administração dos Riscos Operacionais e de Mercado para proteger a sua empresa.
 
Como já trabalhamos com massas falidas, temos referências sobre os impactos aparentemente repentinos nas contas e despesas das empresas que faliram. A grande maioria foi "moscada do empresário" e total desconhecimento do fluxo de caixa, nos recebimentos e pagamentos de contas.
 
Os Erros Mortais mais comuns dos empresários que faliram, relacionados diretamente com o uso do dinheiro, eram:
 
1. Boa parte "gastava" sem consultar o padrão orçamentado;

2. Nem tinha orçamentação científica, baseada na evolução do seu histórico;

3. Comprava sem verificar disponibilidades e reais necessidades;

4. Tomava emprestado sem checar viabilidades;

5. Não fazia empenhos para promessas futuras de pagamentos;

6. Não montava agenda criteriosa e priorizada de pagamentos;

7. Fazia retiradas sem examinar os balanços mensais;

8. Nem tinha balanços mensais;

9. Sem foco em economia e em melhorias com redução de custos;

10. Sem política para a Qualidade Econômica nos serviços e nos produtos.
 
Um excelente modelo de gerenciamento de Riscos Operacionais e de Mercado, elaborado por bons especialistas brasileiros e estrangeiros, vem do Banco Central do Brasil, na sua organização do Sistema Financeiro Nacional em instituições financeiras públicas e privadas.
 
Muitos colegas nossos descobriram que uma empresa, também, é uma espécie de "banco", com operações financeiras e econômicas relevantes, mas sem retenções e sem alavancagens com base monetária – em dinheiro – mas, sim com retenções formadoras de patrimônios e alavancagens expansionistas, asseguradas por reservas internas e administração científica de recursos gerados por suas operações técnicas e comerciais.
 
De acordo com a Resolução do Banco Central do Brasil - BACEN Nº 3.380 de 29/06/2006, do Conselho Monetário Nacional, a administração de uma sociedade empresarial, se obriga à implementação de uma estrutura de Gerenciamento de RISCO OPERACIONAL E DE MERCADO, voltada para as atividades por ela desenvolvidas, sobre o desempenho e resultados relacionados às informações financeiras, operacionais e gerenciais e o cumprimento de normas legais e regulamentares a elas aplicáveis.
 
A estrutura de gerenciamento a ser adotada deve ser adequada e compatível com a natureza e a complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas da empresa (mercantil ou cooperativa).
 
O Risco Operacional se define como a "possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos".
 
Entre eventos de Risco Operacional, incluem-se:
 
1. Fraudes internas;

2. Fraudes externas;

3. Demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho;

4. Práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços;

5. Danos a ativos físicos próprios ou em uso pela empresa;

6. Aqueles que acarretam a interrupção das atividades da empresa;

7. Falhas em sistemas tecnologia da informação;

8. Falhas na execução, cumprimento de prazos e gerenciamento de atividades da empresa;
 
A empresa deve instituir uma estrutura de Gerenciamento de Risco Operacional que preveja os vários aspectos relacionados na própria Resolução do BACEN já citada, para prevenção, mitigação e ações corretivas imediatas, de modo e evitar a propagação de disfunções onerosas e suas conseqüências.
 
Uma Política de Gerenciamento de Risco Operacional deve ser aprovada e revisada, no mínimo anualmente, pela a administração da sociedade.
 
Todos os históricos do gerenciamento, e do Controle, devem estar registrados em folhas de coleta de dados, de auditorias e respectivos relatórios analíticos, com a "análise crítica" dos administradores, com atas e relatos de bloqueios e ações preventivas e corretivas.
 
Todos os relatórios, análises, pareceres, soluções técnicas e outros métodos de bloqueios devem ser publicados e com prestação de contas, em reuniões de administração e de conselhos, e com informes oficiais e formalizados, na medida de urgência que os casos obrigarem.
 
A atividade de Gerenciamento de Risco Operacional deve ser executada por unidade específica da empresa.
 
E agora temos o Risco de Mercado.
 
De acordo com a Resolução do Banco Central do Brasil - BACEN Nº 3.464 de 26/06/2007, do Conselho Monetário Nacional, a administração da empresa, se obriga à implementação de uma estrutura de Gerenciamento de RISCO DE MERCADO, voltada para as atividades por ela desenvolvidas, sobre o desempenho e resultados relacionados às informações financeiras, produção, operacionais e gerenciais e o cumprimento de normas legais e regulamentares a elas aplicáveis.
 
A estrutura adotada deve ser adequada e compatível com a natureza e a complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas da empresa.
 
O Risco de Mercado se define como a "possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas pela empresa, tais como:

1. Variações cambiais,

2. Variações nas taxas de juros,

3. Variações nos preços das ações e nos preços de mercadorias - commodities",

4. Fusões e aquisições que estejam ocorrendo,

5. Instalações de novas empresas concorrentes locais e/ou regionais,

6. Conflitos internos e externos que venham a interromper a continuidade da empresa e outros itens análogos,

7. Impactos da inflação em seus preços, em suas vendas, nos pagamentos e nos recebimentos.
 
Assim como feito para gestão de Riscos Operacionais, deve-se instituir uma estrutura de Gerenciamento de Risco de Mercado que preveja os vários aspectos relacionados acima, para prevenção, mitigação e ações corretivas imediatas, de modo e evitar a propagação de disfunções onerosas e suas conseqüências.
 
Uma boa Política de Gerenciamento de Risco de Mercado deve ser aprovada e revisada, no mínimo anualmente, pela a administração da empresa.
 
Todos os históricos do gerenciamento, e do Controle, devem estar registrados em folhas de coleta de dados, de auditorias e respectivos relatórios analíticos, com a "análise crítica" dos administradores, com atas e relatos de bloqueios e ações preventivas e corretivas.
 
Todos os relatórios, análises, pareceres, soluções técnicas e outros métodos de bloqueios devem ser publicados e com prestação de contas, em assembléias gerais, e com informes oficiais, na medida de urgência que os casos obrigarem.
 
A atividade de Gerenciamento de Risco de Mercado deve ser executada por Diretor indicado da empresa.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2012 - Engº Lewton Burity Verri
 



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