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Postada em 14-02-2012. Acessado 1570 vezes.
Título da Postagem:General afirma que o PT acabou com as FFAA, desguarneceu o país e está contra a
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 15-02-2012 @ 11:06 am
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General afirma que o PT acabou com as FFAA, desguarneceu o país e está contra a sua soberania

Em que pese à respeitabilidade do artigo da Acadêmica da Defesa Aileda de Mattos Oliveira e os comentários adicionais dos demais compatriotas, uma enquete colocada no Site: www.militar.com.br, assinala a motivação da evasão atual de quadros da FFAA. Veja que apesar de não ter boa validade científica, já nos mostra o desmantelamento da tradição e da doutrina militar brasileiras:
 
 
Qual o principal motivo da evasão de quadros das Forças Armadas? Total de votos: 656

Redução do prestígio dos militares
2.59% (17)
Evidente descaso com a carreira militar
6.71% (44)
Possibilidade de mudanças no atual regime de aposentadoria dos militares
1.37% (9)
Salário dos militares defasado
69.21% (454)
Aparecimento de novas carreiras civis mais atraentes e com maior reconhecimento e prestígio
12.20% (80)
Redução da motivação e oportunidades aliada à escassez de recursos alocados às Forças Armadas
7.93% (52)

O General declara que após um grande volume de artigos e alertas feitos de diversos patriotas, defendendo uma reação racional e imediata a este cenário, com milhares de pareceres, opiniões e comentários, motivações técnicas e políticas diversas, não houve uma sensibilização da caserna e nada se constituiu em uma frente de defesa das FFAA, nem mesmo pelos seus militares – os servidores públicos da defesa. Ele disse que a mobilização militar já era um fracasso desde quando FHC inventou o Ministério da Defesa, para comando de civis, e o afastamento dos oficiais comandantes do tabuleiro da geopolítica e da administração estratégica da nação, ficando as mesmas em mão de bandoleiros e ideólogos do entreguismo da riqueza do Brasil.
 
Os pensadores da defesa nacional emudeceram. A Escola Superior de Guerra esmoreceu em sua contribuição com material, livros, revistas e artigos sobre a adoção e a aplicação da Doutrina e da tradição Militar do país, como contribuição ao seu desenvolvimento e na sua formação de nação potência, que viesse ter suas FFAA à altura da escala de poder econômico, da sua estratégia geopolítica de sobrevivência e de garantias à soberania da pátria.
 
No Site da ESG http://www.esg.br/ não encontramos mais nada relevante desde 2004 ... E, não há exibição das revistas de estudos desde 1996. E em sua constituição foi criada pela Lei nº 785/1949, e é um Instituto de Altos Estudos de Política, Estratégia e Defesa, integrante da estrutura do Ministério da Defesa, DESTINAVA-SE a desenvolver e consolidar os conhecimentos necessários ao exercício de funções de direção e assessoramento superior para o planejamento da Defesa Nacional, nela incluídos os aspectos fundamentais da Segurança e do Desenvolvimento.
 
Desde 1950 até 2010 veio funcionando ininterruptamente, formando pensadores para o cumprimento de sua missão, como disposta na lei citada e no seu Site, formou em média mais de 100 a 120 acadêmicos da Estratégia Brasileira e do que se aproveitou?
 
O General diz ser difícil de acreditar que dentre tamanha coleção de diplomados não tenhamos uma força intelectual a contestar os rumos, que pela falta de estadistas legítimos, que se tenham dirigidos o destino brasileiro, na mais precária ideologia de criminosos e lesa-pátria. Nem mesmo 50, 100 ou 25 destes diplomados, os quais estão traindo o saber adquirido, a boa vontade de diversos instrutores, os investimentos do estado nas suas formações, com os impostos pagos pelos contribuintes ... E onde estão os instrutores, também?
 
E o que há de se esperar da própria ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, onde estes “camuflados” brasileiros patrióticos se agremiaram somente para auto-ovações, premiações, festas e churrascos. De que se aproveita agora o POVO, como se referem os bandoleiros, da atual governança Petista, à população inculta e incauta do país?
 
Se tomarmos os últimos 27 anos (desde 1985), como posicionamento de uma boa e intensiva produtividade intelectual, e acadêmica, teremos um grandioso grupo de profissionais escolarizados na ESG, podendo atingir a soma de 2.700 a 3.240 diplomados, e muito mais, dentre os quais civis de posições importantes, militares e altos comandantes e oficiais estrangeiros, e do que se aproveitou? Será que todos perderam a cabeça e a liberdade de expressão?
 
Para o General os oficiais e praças estão apenas esperando os afamados reajustes de soldos e adicionais de vantagens de postos e aposentadorias, como migalhas para soldados de chinelos e armas obsoletas.
 
Segundo ele centenas de milhares estão encurralados entre a porta da caserna e a porteira do mercado de trabalho, precarizado e solenemente aviltado pela péssima administração das governanças petistas, desde 2002. E o salário médio lá fora vai nuns R$ 1.400 / mês. E boa parte do contingente das FFAA está “qualificada” para este valor salarial. Onde será melhor ficar? Dentro ou fora da caserna?
 
Pelas fontes do General, o que se transcorre em Brasília, é que o Petismo quer é mesmo “nivelar salários de servidores militares e de civis do mercado de trabalho”, haja vista as propagandas da exuberância da empregabilidade e os bons postos de trabalho, que os ministros de Dilma exacerbam em mentiras enganosas e abusivas. O “praça” sai da caserna e vira mendigo de entrevistas e de empregos precários, provocando a EVASÃO e que esta se acelere e que possa colocar, nas FFAA, o POVO. Este terá participação no “reaparelhamento” dela e que assumirá o empreguismo nas “Forças Militares de Serviços do Estado Socialista” ... Sair da caserna será armadilha pura e ficar nela será a agonia de quem não “avermelhou”!   
 
Em 2001 surgiram os primeiros manifestos militares de variadas patentes e muitos colocados para FHC, ao Hélio Costa e para o Viegas. E nada, pois não há patriotas no congresso nacional, nem nas FFAA se deveria manifestar e nem nas agremiações político-partidárias ... Estava anunciada a morte das FFAA, como asseverou-me o General em questão.
 
As FFAA do Brasil já estão extintas, com tantos “caserneiros mocosiados em covardia pessoal e institucional” ... E o país está desguarnecido, para entrada das FFAA da Venezuela e de alguns desarvorados do UNASUL. E para os Petistas a covardia exibida e a subserviência praticada por comandantes, oficiais e praças indica que é melhor gastar dinheiro do contribuinte com outras escrotices e operações latrocratas ... Nem armamento as FFAA terão, daqui para frente com o agravamento de uma série de fatores sociais, econômicos, ambientais e internacionais. 
 
No link: http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=27930, O MAPA DO TESOURO de Sebastião Nery, conta sobre as FFAA o que segue: “Lamentavelmente os governos brasileiros não têm investido como deviam na modernização da defesa nacional. O sucateamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica é preocupação permanente. Hoje, das 100 embarcações, corvetas, fragatas, patrulhas, apenas 53 estão navegando. Dos cinco submarinos, só dois operam. Dos 23 jatos, no início do ano apenas dois estavam em operação. O orçamento da defesa nacional representa 1,39% do PIB. Na Aeronáutica, dos 129 caças, apenas 72 estão em operação. Dos 81 helicópteros, somente 22 estão voando. No Exército, dos 78 helicópteros, 40% estão parados.”
 
Antes, todas estas “encrenqueiras e jabiracas” que chamamos de material bélico, equipamento militar, viaturas, aeronaves e barcaças, já deixavam o país desguarnecido. Poderia o Brasil ter apenas 100 embarcações com o longo e largo mar territorial? Poderia o Brasil ter 129 caças à jato toda a extensão territorial de 8,5 milhões de km2 e mais os milhões de km2 de mar da soberania? O Exército com 78 helicópteros para a mobilidade? E as viaturas e carros de combate? Está tudo numa penúria!
 
Segundo Sebastião Nery, no link, acima sugerido, sobre a degradação dos equipamentos, temos só cerca de 40% em média, de todos os itens, em condições operacionais, mas que não se sabe quantos possuem possibilidades de combate, em face de itens de armamentos, muitos fora de combate. E acham que as FFAA ainda existem?
 
Com tamanha e humilhante quantidade de material bélico e armamentos operacionais, se estivessem em ótimo estado tecnológico, poderíamos acreditar que as FFAA do Brasil ainda existem, num país continental com mais de 8.514.205 km2 + seu mar territorial? E com 200 milhões de habitantes a serem protegidos? O Petismo desmantelou a proteção militar patrimonial e territorial do Brasil ...
 
Segundo o General está estratégia do Petismo é mesmo NÃO ter tanque de combate, com alguma mobilidade e ameaça de ação, já que assim nenhum tanque vai entrar num recinto de Brasília, nem uma viatura fará bloqueio de estradas – entradas e saídas – e muito menos teremos infantaria para enfrentar a Guarda Nacional, e nem tampouco teremos caças “zoando” ameaças ao congresso nacional ... Para eles estes foram “instrumentos militares” para a derrubada de muitos governos bons ou ruins. Até na Rússia de Gorbatchev e Yeltsin os tanques tentaram derrubar o governo. Entre os Petistas há a crença de que só tanques derrubariam governos hoje, no mundo, mesmo com ataques da Força Aérea. Mas, se ela, também, não existe então eles vão devorar o país, como fazem os gafanhotos nas lavouras dos outros.
 
Um “araponga” dos velhos tempos, amigo do General, disse que os Petistas estão seguindo orientações de Fidel Castro e do Hugo Chávez. Como quando ainda se tinha equipamento militar semi-operante, ninguém fez um levante, agora então o Petismo pode até dar bilhões de dólares para Fidel, como empréstimos do POVO BRASILEIRO, e deixar sossegadamente Chávez vir tratar acertos comerciais, tecnológicos e militares com Dilma, que nenhum tanque de guerra irá balançar a mesa de cafezinho deles, no famoso Coffee Break dos socialistas ...  
 
E ex-diplomatas adicionam que estas conspirações são altamente estimuladas por comunistas franceses e fanáticos socialistas espanhóis ... Que querem usar um POVO HOSPEDEIRO para o vírus da ressurgência do Comunismo, com as graças de Fidel, do Chávez e dos filósofos vagabundos da ideologia socialista, principalmente das universidades do Brasil, da França e da Espanha.    
 
O apoucamento com armamento e infraestrutura de DEFESA é assustador, na expressão do General. Como equipamentos militares possuem 3 doutrinas básicas de aquisição e manutenção, quais sejam:
 
1ª Feitos para durar e não falhar, caríssimos como os americanos e ingleses, por exemplo, na classe de quase invencíveis, se bem utilizados e estrategicamente mobilizados,
 
2ª Feitos para falhar e não durar, baratíssimos como os russos e derivados de nações com baixo padrão tecnológico, formam “numerosidade” com aparente operacionalidade e
 
3ª Feitos para não falhar na garantia de uso – em seu tempo de validade, que resulta na racionalização da 1ª doutrina, por pelo menos 5 anos, como qualquer bom carro confiável.
 
Logo, nestas 3 doutrinas, caso o país recorresse à 3ª doutrina teríamos que nos confrontar belicamente com a superestrutura e infraestrutura militar inglesa já que se diz que o Brasil passou o Reino Unido em PIB, chegando à 6ª Economia Mundial. Então, pesquisamos comparativamente Brasil, como um continente, com o Reino Unido, como uma ilha.
 
O Brasil (8.514.205 km2) é territorialmente 35 vezes maior do que o Reino Unido (244.100 km2) e sua DEFESA comparativa se mostra assim, a seguir:  

 
 
DEFESA - 9 ITENS
 REINO UNIDO
 BRASIL
% Do Maior
 Status Maior
 Nº de Vezes
 
73
orig
Exército = Nº de militares;
            99.700
          238.200
              139
Br
     2,4
 
74
orig
Aeronáutica = Nº de militares;
            41.900
            67.400
                61
Br
     1,6
 
75
orig
Marinha = Nº de militares;
            38.900
            62.300
                60
Br
     1,6
 
76
orig
Total de militares = Nº de militares;
          180.500
          367.900
              104
Br
     2,0
 
77
deriv
Densidade de defesa = N militar por km2;
               0,74
             0,043
           1.621
Ru
    17,2
 
78
deriv
Densidade de Defesa = 1 militar por N km2;
               1,35
             23,26
           1.623
Ru
    17,2
 
79
orig
Gasto com Defesa = milhões US$/ano;
       55.000,00
       16.000,00
              244
Ru
     3,4
 
80
deriv
Gasto com Defesa na Plataforma Territorial = US$ / km2;
      225.317,49
         1.879,21
         11.890
Ru
 119,9
 
81
deriv
Gasto per capita militar = US$ por militar. 
      304.709,14
       43.490,08
              601
Ru
     7,0
 
 
 
MOBILIDADE DA ECONOMIA - 7 ITENS
 
 
 
 
 
 
82
orig
Km de ferrovia = km;
            16.900
            30.000
                78
Br
     1,8
 
83
deriv
Densidade de Km de ferrovia por km2 = km ferr./km2;
              0,069
            0,0035
           1.871
Ru
    19,7
 
84
orig
km de rodovia = km pavimentadas;
          368.800
          170.000
              117
Ru
     2,2
 
85
deriv
Densidade de Km de rodovia por km2 = km rod./km2;
               1,51
               0,02
           7.450
Ru
    75,5
 
86
orig
Nº de automóveis = Unidades;
      31.035.791
     17.900.000
                73
Ru
     1,7
 
87
deriv
Nº de automóveis por km2 = unidades / km2;
            127,14
               2,10
           5.948
Ru
    60,5
 
88
deriv
Nº de automóveis por 100.000 hab.;
            49.723
             9.102
              446
Ru
     5,5
 

Quando fazemos a REDUÇÃO dos dados às mesmas unidades, para comprarmos banana com banana, ou laranja com laranja, vemos que nas densidades das unidades DERIVADAS, usando o método da DENSIDADE DE DEFESA, o Brasil é um país desguarnecido e criminosamente mal administrado por uma visão estadista ilegítima.
 
Nos anos 1980 tive numa palestra, de um grande metalurgista mundial, que disse que: - As FFAA de um país devem acompanhar o seu PODER ECONÔMICO, e coisa que os ingleses e os americanos sempre fizeram. E sem aço nada militarmente existe. Assim, com base no modelo do Reino Unido, agora o Brasil, como 6ª Economia, deveria ter as mesmas densidades inglesas para defesa e para a proteção de seu território, baseada na mobilidade que as matrizes ferroviárias e rodoviárias, oferecem às FFAA em sua infraestrutura de defesa e garantia da segurança nacional.
 
A meu ver os militares petistas serão “Exércitos de Brancaleones”, com o Petismo efetivando o aparelhamento das FFAA, com menores remunerações do que as atuais, num anarquismo sindical como conheço. Sem disciplina, com execuções sumárias de milicos e civis oposicionistas, com Corte Marcial Partidária e sem a disciplina, a doutrina e a hierarquia de méritos praticada, ainda pela atual FFAA.
 
Para o general já que o PETISMO já fulminou de vez as FFAA, as mesmas numa nova conotação de “Forças de Serviços Socialistas” serão convocadas a participar do novo modelo de estado petista. Sua atuação, dentre outras, poderá ser nos setores de justiça, ambiental, social, saúde e defesa. Mas, na conotação de ameaças corretivas e coação, no controle sistemático de revoltas e levantes ... Muito embora seu poder de fogo não venha a se recuperar por longos 25 anos. E estes 25 anos, de fragilidade militar, se tornam uma janela para todo tipo de anarquia, para todos tipo de ressurgência comunista e socialista, para todo tipo de invasão militarista, para todo tipo de abuso administrativo e governista, muito além do que o Petismo fez nestes últimos 9 anos...
 
O general já diz que as terras das FFAA serão cedidas para o MST e para a reforma agrária, se restringido os batalhões, regimentos e bases a áreas anexas para proteção das lavouras familiares e educação e treinamento dos campesinos em agricultura familiar e subcultural ... E quem sabe ainda virão os gullags brasileiros, usando especialistas em administração de capatazes e mateiros assassinos. O MST já está treinado!
 
Este novo conceito de defesa deverá / poderá ser baseado em estratégia de mobilidade, em vigilância territorial de costas e fronteira, nucleação de milícias especializadas e instalação de redes de varredura e interceptação em alerta, favorecendo uma sub-proteção do patrimônio nacional e de seu povo, a baixo custo operacional. Uma vez que não possuímos mais tempo e nem dinheiro para “reaparelharem” as FFAA nos moldes das FFAA inglesas, antes que ameaças piores se consagram. E isto não será feito pelo Petismo.
 
Devido a isso, o debate deve ser deslocado para um grande Fórum Nacional independente das comunidades administrativas do PT, mediante coordenação de um Conselho de Especialistas e Cidadãos para delinear um plano urgente de soerguimento da defesa brasileira e julgarmos o Petismo como transgressor da segurança patrimonial e nacional do território brasileiro.
 
Abraços,
Lewton
Ordenança do general ...
 
================ Leiam comentários de compatriotas
 
Tudo aquilo que gerou a contra revolução de 64 parece que vem sendo combatido de maneira mais inteligente neste atual Governo, agora, por outros meios muito mais inteligentes por parte das esquerdas eles estão conseguindo neutralizar a direita e seus correligionários.
 
Não resta dúvida que, desde o GOVERNO FHC, eles conseguiram minar as Forças Armadas, dividindo-as, jogando os ciclo dos oficiais contra o das praças e jogando os oficiais generais contra as outras patentes menos graduadas, contribuindo com a discórdia e a divisão maciça no seio dos oficiais. Nos estrangularam nos vencimentos, deixando as nossas praças e os oficiais menos graduados sem confiança nos mais antigos. Usaram a máxima, Se o inimigo é mais forte, vamos combate-lo, dividindo as suas Forças, tirando-lhes o poder, menosprezando e os desmoralizando, usando a ganância e a vaidade dos mais graduados, em detrimento dos mais modernos.
 
O primeiro passo foi nos retirar das decisões políticas da Nação, rebaixando o nosso poder, tirando-nos do ciclo dos Ministros e nos colocando num segundo escalão governamental, terminando com a nossa atuação política e nos desmoralizando perante a Nação. Nossos Comandantes confundiram a DISCIPLINA E A HIERARQUIA COM O REAL VALOR DE NOSSAS INSTITUIÇÕES que a cada dia sente-se menos protegida pela falta de liderança observada. Fomos engabelados sistematicamente por falsas promessas numa manobra desonesta de nossos políticos e do partido governo.
 
Desta maneira os perdedores do passado venceram e acabaram com a influência política positiva de nossas Forças Armadas como poder moderador do nosso ESTADO, poder este exercido desde o tempo do Império.
 
Agora o mal está feito e difícil será retomar o nosso prestígio e a nossa importância nos destinos de nossa Nação, mesmo sabendo de nosso alto respeito que o povo em geral dispensa as nossas Instituições, percentuais estes de que nada representam na prática para revertermos o quadro atual, Sem o prestígio e sem o poder politico nada nos elevará aos níveis anteriores.
 
Só uma Guerra verdadeira nos reconduziria a este Patamar de respeito e grandeza e assim mesmo se vencermos o nosso futuro "inimigo", quadro este que nos parece impossível de acontecer.
 
Abraços, Cesar A.
 
====================
 
 
 
 
Claudio M. - 21:46
 
O blog tem chamado a atenção para a Portaria 1.874-A publicada no DOU em 21 de julho de 2011- Seçã0 2 . Temos enfatizado que se trata do maior movimento estratégico do PT desde a eleição de Lula. Ela “reestrutura” o ensino nas escolas militares. O homem perfeito para a tarefa foi escolhido: Celso Amorim, nomeado Ministro da Defesa. Se Dilma for reeleita, ou Lula voltar, o tempo é suficiente para tornar tenentes e capitães os novos “bolivarianos”, com o inevitável perigo de que as ordens vindas de cima não sejam obedecidas. Publico abaixo documento que recebi de um coronel. Os destaques em negrito são meus. Sobre o assunto o leitor pode clicar em cima do nome de outros artigos :Já está acontecendo: Portaria 1.874-A que vai colocar o PT nas Escolas Militares; Zé Dirceu quer as Forças Armadas petistas, e vai conseguir.
 
=============== Artigo da Acadêmica da Defesa Aileda de Mattos Oliveira
 
Artigo de Aileda de Mattos Oliveira*
 
O vocativo usual nos discursos de Getúlio Vargas, “Trabalhadores do Brasil!”, representava uma fórmula positiva de contato político, por tornar emblemático um atributo que expressava a corresponsabilidade do povo com o desenvolvimento do País. Fazia o ditador uma cooptação da sociedade, a fim de manter com ela um ‘diálogo produtivo’, pois, em contrapartida, o povo reconhecia-se um ‘interlocutor’, mesmo que só se restringisse à síntese de suas emoções:”Pai dos Pobres!”, “O Bom Velhinho!” O vocativo getulista incorporava todas as categorias, sem a exclusão discriminatória desta ou daquela profissão, deste ou daquele ofício.
 
Opostamente, João Goulart, nos seus pronunciamentos, dividia o povo em subclasses de trabalhadores, somente reconhecendo como tais, os sindicalistas, os operários, os metalúrgicos e, da parte hierárquica das Forças Armadas, soldados, sargentos e marinheiros. Era norma, nos seus discursos, exortar esses setores, não para acentuar-lhes a sua importância no desenvolvimento da Nação, mas para desestruturá-la, principalmente por meio da indisciplina na caserna, visando à anarquia e, por conseguinte, à instituição de um regime de força. Pretendia arrebanhar para as suas hostes o proletariado e os militares que considerava suscetíveis de qualquer ato indisciplinar.
 
Para Jango, essas eram as classes populares. Quanto aos demais trabalhadores contribuintes e empresários que sustentavam economicamente o seu governo, não preenchiam os inflamados discursos, a não ser como alvo de sua ira, insuflado pelo arruaceiro cunhado Brizola. Para ele, agricultores não eram trabalhadores, mas as ligas camponesas, sim.
 
Eis que se encontra na END um rastro do discurso janguista, discriminador, dissimulado e, como tantos outros trechos, mal redigidos (assim mesmo). Numa das passagens referentes a O serviço militar obrigatório; nivelamento republicano e mobilização nacional, diz: “É importante para a defesa nacional que o oficialato seja representado de todos os setores da sociedade brasileira. É bom que os filhos de trabalhadores ingressem nas academias militares. Entretanto, a ampla representação de todas as classes sociais nas academias militares é imperativo de segurança nacional”.
 
O que mais realça no trecho citado é o “nivelamento republicano”, característica das esquerdas brasileiras de manter fidelidade a pensamentos próprios dos antiquários ideológicos, quando insinua (“É bom, etc..”) que não são filhos de trabalhadores os jovens cadetes em preparo ao oficialato, em outros tempos, e atualmente. Isso já ocorre, senhores redatores, o fato é que desconhecem a origem de considerável parcela de cadetes, provindos de todos os estados do Brasil, mas que lhes fazem pensar, pelos conhecimentos adquiridos nas Academias Militares, pela educação recebida, característica da caserna, serem oriundos da “elite”, da “burguesia”, permanentes chavões da insidiosa esquerda, de cuja agremiação sinistra, muitos, sim, são oriundos das camadas mais bafejadas da sociedade.
 
O que desejavam imprimir neste falacioso documento, mas evitaram pô-lo às claras, é o ingresso facilitado de filhos de sindicalistas, de sem-terra, de sem-instrução, sem a devida observância de concurso e de outros pré-requisitos indispensáveis à manutenção da hierarquia e da competência do comando. Hierarquia e disciplina são palavras ofensivas aos revolucionários, infelizmente, de posse do governo, de posse do MD. São ávidos pelo “nivelamento republicano”, por baixo.
 
Pôs-se em negrito, a conjunção adversativa, cuja função, na estrutura da língua, é a de introduzir um pensamento que se opõe ao anterior. Desta maneira, “Entretanto” desmonta todo o palavrório do período antecedente, por ignorarem um dado gramatical elementar de que um pois ou um porque, antecedido de vírgula, resolveria a questão da lógica semântica. Mesmo assim, permaneceria a acusação de que, com o presente esquema de ingresso nas Academias, não está sendo “imperativo” a segurança nacional, quando, na realidade, esta segurança está sendo postergada pelo governo, único responsável pela impatriótica inércia.
 
Em continuação ao item citado, e que se refere à “Segurança Nacional”, diz o texto: “Duas condições são indispensáveis para que se alcance esse objetivo [Segurança Nacional]. A primeira é que a carreira militar seja remunerada com vencimentos competitivos com outras valorizadas carreiras do Estado”, o que torna premente o pagamento dessa maravilhosa remuneração, a fim de que ponham em prática, de imediato, a segurança deste território, já que ”vencimentos competitivos” e “segurança”, segundo faz parecer, no documento, são, respectivamente, causa e consequência. Talvez, habituados que estão os componentes deste governo de trabalharem (?) à custa de generosos contracheques, considerem os militares à sua semelhança. Felizmente, ainda se pode dizer que não chegaram a tal deformidade moral.
 
Pela manutenção dos irrisórios vencimentos dos militares, o que se evidencia, em contraponto a esta veemente afirmação de bons estipêndios, é que tudo ali, naquele ministério, é uma grande mentira, inclusive, a defesa do país. Ou, pode-se entender, por outro lado, que tais vencimentos robustos só sejam pagos quando as Academias Militares forem apenas compostas de sindicalistas, operários, etc., sem concurso ou por cotas, para a segurança do próprio governo petista. Aliás, em várias partes da END essa relação entre “remuneração” e “classe trabalhadora” é enfatizada, na formação das Forças, como neste trecho: “Essa é uma das razões [provir da classe trabalhadora] pelas quais a valorização da carreira, inclusive em termos remuneratórios, representa exigência de segurança nacional.”
 
Continua o documento mais hipócrita da “história deste país”: “A segunda condição é que a Nação abrace a causa da defesa e nela identifique requisito para o engrandecimento do povo brasileiro”, assertiva que alterou a disposição dos termos, devendo, ao contrário, ser a “Nação” o foco de engrandecimento pela ação de o povo abraçar a ideia de defesa: [“A segunda condição é que o povo brasileiro abrace a causa da defesa e nela identifique requisito para o engrandecimento da Nação.”]
 
O hábito de encher as bochechas com a palavra “povo” e o desábito de falar em “Nação” levaram os malabaristas da pobre retórica marxista a inverter, no papel, o valor político dos termos, como é de praxe a inversão de valores na escolha de ministros, assessores, nesta doente república.
 
Até o presente momento não se fez divulgar publicidade institucional do MD nos meios de comunicação, para que o povo “abrace a causa da defesa”, conscientizando-se da necessidade de o Brasil proteger-se. Essa lerdeza de ação governamental resulta da paralítica ideia de que “somos pacíficos”, outra repetição enfadonha, aqui e ali, preenchendo o vazio da escritura mal-alinhavada da END.
 
Essa ‘conversa’ com a sociedade, também ocorrerá (usa-se, aqui, o tempo verbal preferencial dos redatores), quando os logísticos, os mobilizadores, os estrategistas, enfim, os teóricos do ministério entravado, acordarem do sono irresponsável, próprio dos sem-planejamento. Aí, SERÁ tarde demais!
 
*Aileda de Mattos Oliveira é Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do Jornal Inconfidência. Membro da Academia Brasileira de Defesa.
 



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