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Postada em 23-02-2012. Acessado 836 vezes.
Título da Postagem:Um lavrador clássico do Brasil contesta a administração hospitalar do SUS
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 23-02-2012 @ 04:40 pm
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Um lavrador clássico do Brasil contesta a administração hospitalar do SUS

Tags: SUS, verba, saúde, ministério, mortalidade, doenças, assistência, médica, pública, planos, tratamentos, profissionais, trabalhadores, pobres, pobreza, atendimento, precário, péssima, qualidade, procedimentos, investimentos, cortes, governança, petista, Dilma, Lula, causas mortis, mortes, óbitos, Brasil, brasileiro
 
 
“Por esses números, em uma primeira análise, dá-se conta da prioridade da saúde para o Palácio do Planalto. Com certeza, não é a prioridade número um, haja vista que o maior corte divulgado na quarta-feira foi exatamente nos recursos disponíveis para o Ministério da Saúde: R$ 5,4 bilhões.”
 
Um senhor de Minas Gerais, de uma pequena cidade do interior, nos relatou suas aventuras na Rede Hospitalar do SUS de sua região, mostrando a sua simples, contundente e amarga experiência de brasileiro deserdado de uma assistência médica pública digna e competente.
 
A primeira coisa constatada por ele foi a arrogância dos profissionais da saúde, e o exacerbado uso de “designativos amorosos”, nos relacionamentos entre doentes, estes com extrema e humilde paciência (que ele acredita ser por isso que se chama doente de paciente), com aqueles profissionais da doença no país. Tais como: O médico não chegou, “meu bem”; “amor” a sala de espera está lotada; tenha paciência, “meu querido” tem que esperar no corredor, não temos vagas na enfermaria ... E, assim por diante.
 
Mineirim me disse que os profissionais usavam e abusavam das “designações amorosas”, como que tentando compensar as deficiências administrativas do hospital. E sempre que ele reclamava havia uma reação super exagerada dos profissionais, como se fossem as “beladonas dos procedimentos esmerados” e que aos quais não cabiam reclamações, fossem por quais motivos fossem ...
 
Uma vez ele com disenteria aguardando a chamada de sua senha (disse ele que estava quebrado aquele quadro eletrônico, que indicava a chamada da senha da vez) e um guarda de aparência brutal fazia a chamada aos gritos. Ele viu um médico passando e gritou pelo doutor, e ainda reclamando da demora do atendimento. E o médico redargüiu: - E você entende de coordenação de chamada e de consultas? E ele Mineirim disse: - Não sinhô, eu entendo é de fila e esta é das pió.
 
Certa vez na ambulância, num caso de cobra que lhe havia picado na roça, ele reclamou do sacolejo e das paradas excessivas que eram. E o motorista (ambulanceiro, segundo ele) lhe resmungou: - Você entende de ambulância, cassete? E ele Mineirim disse: - Não sinhô, eu entendo é de motô, pinêu e de amortecedô.
 
Uma ocasião estava tendo muita infecção hospitalar, estando na fila como sempre, e ele com receio de “pegar uma das boas”, reclamou ao diretor que passava. E o diretor argumentou: E você entende de bactérias e vírus? E ele Mineirim disse: - Não sinhô, eu entendo e de antibiótis, por que os que este hospitar me passa, não passa a infrecção nem prô reza braba.
 
Num dia ensolarado semeando as covas da lavoura teve desidratação. E lá foi novamente de ambulância. Ficou na fila esperando, o hospital estava com infecção hospitalar, a senha não funcionava, lá estava o guarda gritando os números, os profissionais o chamavam de “meu querido da roça”. E teve que tomar soro. Ai fez uma quizumba, pois queria provar o soro numa golada pelo tubinho. Então, o enfermeiro falou agitado: Você entende de soro? E Mineirim disse:- Não entendo não sinhô, só entendo de água açucarada com um pouco de sár, vai que o tubão de soro é de vanselina? Noutro hospitar já matarum uma minina anssim.
 
De tanto usar aquela bota velha furada de couro cheia de pregas e pontos, molhada de suor, num rela-rela de areia e barro, Mineirim terminou pegando uma nucleação de verrugas no pé.
 
Então, ele tevê que ir para o hospital retirar as verrugas. E havia conversas sobre erros médicos lá. E ele não agüentou e perguntou a médico tirador de verrugas. E o médico respondeu com alvoroço: - Você entende de erro médico? E Mineirim disse:- Não entendo não sinhô, só entendo de velório, pois já fui num montão dêiz, de parenti e amigo meus que entraram e saíram deste hospitar ... Uns ainda andando e outros num caixão.   
 
Você sabia que nos 8 anos do governo lula "morreram" de 8 milhões a 9 Milhões de brasileiros, por doenças e deterioração dos serviços de Saúde no Brasil?
 
As estatísticas do Ministério da Saúde desde os anos 1980, mostram Que no Brasil a "saúde não é um paraíso". Muito ao contrário ela se acha em "deterioração" progressiva, no seu todo, no relativo e no absoluto.
 
No "seu todo" ela cresceu na totalização das mortes anuais, no "relativo" ela também cresceu em seus percentuais – que dão o conceito de relativo entre os anos e entre as doenças – e no "seu absoluto" em número de mortos por tipo de doença.
 
A saúde no Brasil é um inferno ... É uma afirmação "corretamente científica".
 
As causas das mortes por doenças são de variada tipologia, não combatidas com a devida capacidade moral, técnica e científica do Estado Petista. E a sua deterioração progressiva ocorre em face de (o):
 
(a) baixo investimento per capita,
 
(b) precariedade da sua infraestrutura,
 
(c) precariedade na gestão – baixa qualidade e confiabilidade,
 
(d) imperícia com o uso de um conjunto de práticas nocivas,
 
(e) fraudes nas operações e atividades clínicas e hospitalares,
 
(f) fraude e corrupção nas compras e de medicamentos,
 
(g) inexistência de planos de carreiras e promoção por mérito,
 
(h) formação deficiente de profissionais e
 
(i) politicagem nas carreiras públicas ligadas à saúde.
 
Dos anos de 2002 a 2010 – governo Lula – terão morrido cerca de 8 Milhões a 9 milhões de cidadãos. O slide anexado a esse artigo mostra esta progressão.
 
Digamos, então, que no governo Lula morreram um total de 8,5 milhões de cidadãos doentes, sendo que:
 
1- uns 20% morreriam mesmo, pois são idosos e com idade acima da expectativa de vida e as crianças da "taxa da mortalidade infantil";
 
2- uns 25% morrerão por serem crianças e jovens desprotegidos por outras disfunções do estado;
 
3- uns 30% morrerão por deficiências da infraestrutura, da logística e da rede de serviços da saúde;
 
4- uns 20% morrerão por "imperícia" técnica e politicagem indireta do Estado, e
 
5- uns 5% morrerão por negligência e politicagem direta do estado.
 
Assim, notamos que parte da população "morre" pelas condições naturais, com algumas disfunções administrativas do estado, na faixa de 20% (do total das mortes por doenças), ou cerca de 1,7 milhões de pessoas. E que 80% da população (do total das mortes por doenças), que morreu, por disfunções diretas do estado, ou cerca de 6,8 milhões de pessoas.
 
A "morte zero" por disfunções administrativas do estado na saúde poderia ser uma boa meta para dona Dilma ... Em seu plano de governo, como algo melhor e mais humano do que tudo que vier a ocorrer de mitigação, e que se possa conseguir, com o malfadado PNDH-3!
 
Vejamos os investimentos em saúde pelas 10 maiores economias - em 2007, por ano, antes da crise financeira mundial de set/2008 – Fontes (1):
 
1ª EUA - US$ 5.379,28 por habitante - IDH = 0,948;
 
2ª Japão - US$ 2.741,50 por habitante - IDH = 0,949;
 
3ª Alemanha - US$ 3.565,68 por habitante - IDH = 0,932;
 
4ª China - US$ 89,25 por habitante - IDH = 0,768;
 
5ª Reino Unido - US$ 2.676,59 por habitante - IDH = 0,940;
 
6ª França - US$ 3.302,62 por habitante - IDH = 0,942;
 
7ª Itália - US$ 2.402,12 por habitante - IDH = 0,940;
 
8ª Espanha - US$ 1.993,66 por habitante - IDH - 0,938;
 
9ª Canadá - US$ 3.112,98 por habitante - IDH - 0,950;
 
10ª Brasil - US$ 348,92 por habitante - IDH = 0,792.
 
Sem considerar a China e o Brasil com seus precários investimentos em saúde, com os 8 países de maiores economias em 2007, teremos um investimento médio em saúde na ordem de US$ 3.146,80 por habitante, para nações com IDH médio de 0,942.
 
Desta forma a referência de um sistema de saúde adequado à longevidade das pessoas e a boa saúde coletiva está nestas médias de US$ 3.146,80 por habitante, para nações com IDH médio de 0,942.
 
Uma das últimas vezes que Mineirim esteve naquele hospital ele ouviu falar que Lula estava fazendo tratamento de radioterapia, contra um câncer de garganta, num hospital de São Paulo 5 estrelas. E ele quis saber quantas estrelas tinha aquele hospital do SUS, para pobres trabalhadores tanto da roça quanto de tudo o mais que é profissão humilde.
 
E foi perguntar para o prefeito, o qual estava com o governador. E o prefeito lhe asseverou: - O lhe importa isto? Você sabe o que é classificação hospitalar Estrela? E Mineirim respondeu: - Não sinhô, num sei não. Mas, sei que o pessoá que é atendido, neste hospitar, vive vendo estrelas de dores e sofrimentos.
 
E o governador alentoso, e vaselina, medianeiro, e politiqueiro, refrigerou os ânimos dizendo: - Calma senhores, para provar que temos aqui um hospital Estrela, vou convidar o Lula para fazer seu tratamento final de radioterapia aqui, para provar a todos as boas qualidades e procedimentos hospitalares do SUS aqui nesta cidade.
 
E o governador continuou: - Vou até convidar o Hugo Chávez, já que seu tratamento em Cuba está lhe dando “recorrência”, e seu câncer ainda está sem cura ...
 
A governança Petista está acabando de acabar com a saúde do trabalhador brasileiro ... De 2002 a 2011.
 
Abraços,
 
Lewton 



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