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Postada em 13-03-2012. Acessado 909 vezes.
Título da Postagem:Os elefantes, a Estratégia Competitiva e as Forças Ativas de Michael E Porter
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 13-03-2012 @ 12:49 pm
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Os elefantes, a Estratégia Competitiva e as Forças Ativas de Michael E. Porter

Tags: Estratégia, competitiva, competitividade, competição, Michael Porter, engenharia, determinantes, forças, ativas, fatores, fornecedores, consumidores, compradores, custos, preços, qualidade, padrões, garantias, economia, mercado, concorrência, perfeita, imperfeita, leal, desleal, justa, equilíbrio, impactos, mercadologia, marketing, produção, fabricação, industrial  
 
A engenharia possui muitas lendas. Uma delas é sobre livros que exploram a vida, a comunidade e a animalidade dos elefantes.
 
Conta-se, então, que um estudante de biologia inglês tinha que fazer uma monografia sobre ELEFANTES, e tendo ido à biblioteca da universidade, solicitou ao bibliotecário dados e informações sobre livros relacionados ao tema. O bibliotecário após alguns minutos veio com um inventário sobre a vida, a comunidade e a animalidade dos elefantes.
 
O estudante ao passar os olhos na grande listagem ficou surpreso ... Estava listado um total de 540 livros! Não será muitos livros sobre um assunto só? Como elefantes puderam gerar tantas informações ao ponto de escritores escreverem 540 livros sobre elefantes?
 
E o professor dele exigiu que sua monografia fosse sobre elefantes ... Ao aprofundar ainda mais sua análise sobre a listagem de temas de elefantes, ele observou que não havia mais nada a ser dito sobre estes animais.
 
Tinha livros especializados nas orelhas, outros nas trombas, outros nos “dentes” de marfim, outro sobre caça, alguns sobre criação, tinha livros em como domesticar elefantes para uso em circos e etc.
 
Muitos escritores diferenciaram seus temas em função de lacunas sobre o que ainda não se escreveu sobre elefantes. E sua monografia terminou sendo um contexto de análises estatísticas sobre os temas e classes de livros sobre elefantes.
 
Se tivermos que fazer um estudo, sobre Estratégias Competitivas, vamos nos surpreender com a quantidade de livros americanos e mundiais sobre o assunto.  
 
Muito embora não existam livros definitivos, já que a ciência e a tecnologia avançam sem parar, existem livros como a monografia do estudante inglês sobre elefantes – considerações estatísticas sobre proposições, tipos e classes mais comuns na diversidade intelectual humana, em todas as atividades mundanas.
 
E o livro de Michael E. Porter – Estratégia Competitiva – é uma espécie de “monografia” abrangente, que recolhe um conjunto de forças / fatores ativos sobre competitividade.
 
Porter “herdou”, do histórico sobre competitividade, o ponto de “visualização” daqueles conjuntos básicos, e mais presentes nos processos de inovações e experimentos, e foi capaz de extrair conceitos e aplicabilidade controlada e científica de diversas sugestões explícitas e implícitas nos “os 540 livros” da competitividade capitalista mundial.  
 
As estratégias que Porter identificou, e classificou, devem ser usadas em nossos Projetos – Novos Produtos e Produtos Tradicionais, de Novos Processos e Processos Tradicionais.
 
A Estratégia Competitiva e as Forças Ativas de Porter são a seleção de um conjunto de fatores indispensáveis para criarmos vantagens nas competições e concorrências. E já está publicado e democratizado.
 
Usa quem tem capacidade de perceber sua importância e vencer obstáculos na evolução técnica e comercial da empresa. Não usa quem quer ser vencido ...
 
Estando sua empresa num ambiente concorrencial, com rivalidades tradicionalizadas, este ambiente contem os determinantes da sua intensidade. Seja selvagem, ou cavalheiresca, ou um grande cartel – são os determinantes da intensidade dos concorrentes - rivalidade.
 
E onde existem empresas matrizes elas “puxam” seus fornecedores. Lá estão as cadeias de suprimentos, que ficam mais poderosas e dominantes com o tempo. E tudo já adquire certo equilíbrio técnico e comercial - determinantes do poder dos fornecedores.
 
O tempo cria a habitualidade de compras e de consumo. Sacramenta um mercado e demandas de economia. Pais e filhos em gerações se revezam como empregados e administradores locais daquelas empresas. Ele fixa culturalmente os padrões de qualidade, preço, quantidades, variedades, confiança, demandas humanas relacionais, famílias de trabalhadores do contexto empresarial local e regional, associações mercantis de proprietários e produtores e etc - determinantes do poder dos consumidores.
 
Redes atacadistas e varejistas “infiltram” produtos e serviços naquele contexto tradicionalizado de empresas, e seu cinturão de fornecedores a tentarem seduzir os consumidores. Mas, estes são beneficiários das atuais relações de consumo e das relações humanas e sociais.
 
Alguma perturbação no equilíbrio econômico e produtivo local vai ocorrer. Estas perturbações são as ameaças, trazendo produtos e serviços sucedâneos ou substitutos.
 
E logo a rivalidade concorrencial se agitará. Os concorrentes de produtos e serviços similares, sob ameaças de perdas e descontinuidades, criarão “muralhas ou barreiras” contra estas ameaças - determinantes da ameaça dos produtos ou serviços substitutos.
 
Vem nossa empresa matriz e determina a colocação de uma filial local, independentemente de produzirmos produtos e elaborarmos serviços sucedâneos, as barreiras serão criadas ...
 
Digamos que o mercado total local seja de R$ 10 milhões para 5 empresas e seus respectivos fornecedores. Se entrar mais uma empresa, e sem haver expansão na massa salarial dos consumidores, nem no número de novos habitantes e nem adicionais de empregos, pelo menos além de 10% a 20% do número dos novos empregos, ofertados pela nova empresa concorrente, a divisão vai abater a atual partição média de R$ 2 milhões por empresa.
 
Entrando uma 6ª empresa o risco de tomada média do mercado será de R$ 1,67 milhão, o que representa um risco de tomada individual de R$ 333.333,00 de cada uma das atuais 5 empresas existentes.
 
Uma nova empresa (a 6ª) pode tirar cerca de 16,7% das receitas de cada uma das 5 empresas atuais. O que será um evento empobrecedor, para elas, vem então - determinantes das barreiras à entrada no mercado.     
 
Mediante tais determinantes Porter enumerou, após identificação e classificação, os seguintes abaixo:
 
1. Determinantes do Poder dos Fornecedores;
2. Determinantes das Barreiras à Entrada no Mercado;
3. Determinantes do Poder dos Consumidores;
4. Determinantes da Ameaça dos Produtos ou Serviços substitutos;
5. Determinantes da Intensidade dos Concorrentes - Rivalidade.
 
Mas, para Porter simplesmente listar quais eram os determinantes identificados por ele não nos ajudaria a formular uma estrutura organizada para desenvolvermos a competitividade. Assim, para que as ações da competitividade fossem controláveis e dirigidas, Porter nos enunciou quais eram de fato os determinantes dentro de cada classe geral de determinantes.
 
Então do livro Estratégia Competitiva podemos extrair as ações sub-determinantes de cada classe geral de determinantes:
 
DETERMINANTES DO PODER DOS FORNECEDORES
 
1. Diferenciação dos insumos;
2. Custo de alteração de fornecedor;
3. Presença de produtos/serviços substitutos;
4. Concentração de fornecedores locais e regionais;
5. Importância do volume para o fornecedor economia de escala;
6. Participação dos produtos/serviços comparados no custo total;
7. Impacto no custo e na diferenciação;
8. Possibilidade de integração com o fornecedor.
 
DETERMINANTES DAS BARREIRAS À ENTRADA NO MERCADO
 
1. Economias de escala;
2. Marca, tradição e exposição na mídia;
3. Custos de mudança;
4. Investimentos iniciais – montante, liberação periódica, taxa e tempo de retorno;
5. Distribuição – custos, rede e logística;
6. Vantagens de custo – curva de aprendizado, acesso às matérias-primas e baixo;
7. Custo do projeto da tecnologia ou desenvolvimento dos serviços
8. Políticas governamentais;
9. Retaliação esperada.
 
DETERMINANTES DO PODER DOS CONSUMIDORES
 
1. Poder de barganhas – concentração dos consumidores, volume de compras, custos de mudanças, informações aos consumidores, possibilidade de integração e produtos/serviços substitutos;
2. Sensibilidade aos preços – à diferenciação dos produtos/serviços, à marca, ao impacto da qualidade percebida e ao lucro/vantagem dos consumidores.
 
DETERMINANTES DA AMEAÇA DOS PRODUTOS E SERVIÇOS SUBSTITUTOS
 
1. Relação preço/performance dos substitutos;
2. Custo de mudanças;
3. Propensão do consumidor em substituir.
 
DETERMINANTES DA INTENSIDADE DOS CONCORRENTES - RIVALIDADE
 
1. Crescimento da indústria, dos serviços e do comércio;
2. Capacidade instalada e de atendimento à demanda;
3. Custos fixos e valor agregado;
4. Diferenciação dos produtos/serviços;
5. Marca, tradição e exposição na mídia;
6. Custos de mudanças;
7. Complexidade dos apelos e do conteúdo das informações – produtos/serviços;
8. Concentração, diversidade e localização – local, regional e global;
9. Barreiras para o esforço de saída do mercado.
 
Agora podemos elaborar um manual interno, em nossa empresa, para implementarmos as Estratégias Competitivas de Michael Porter ... Para aplicação por um colegiado de administradores, engenheiros, contadores, economistas e advogados.
 
Abraços,
 
Lewton



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