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Postada em 23-04-2012. Acessado 1146 vezes.
Título da Postagem:A tecnologia positiva do capitalismo no século 21
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 23-04-2012 @ 10:57 pm
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A tecnologia positiva do capitalismo no século 21

Tags: Tecnologia, positiva, século 21, capitalismo, ecologia, geologia, geoprocessamento, indicadores, desempenho, qualidade, produtividade, economia, meio ambiente, recursos ambientais, materiais, matéria prima, insumos, degradabilidade, sustentabilidade, responsabilidade, funcionalidade, utilidade, social, econômica, direitos humanos, humanista, recursos humanos, rh, plano, planejamento, produção, controle, biodiversidade, capitalismo, segurança, técnica, E&T, educação, treinamento, comunidades, municípios, ações comunitárias, empreendimentos, defesa, proteção, cuidados   
 
Antes de se tecer uma previsão sobre o “modus operandi” da tecnologia a ser aplicada no século 21, e sua plataforma operacional, será preciso que estipulemos as suas características, que devem corresponder às atuais buscas por maneiras ambientalmente seguras ao planeta e sua eco-geo-bio-diversidade, bem como a sua utilidade social e econômica, em produtividade, qualidade e funcionalidade.
 
As principais características que são buscadas para serem operacionalizadas, em novos projetos da industrialização, são aquelas tais que ainda não são consenso entre os financiadores, investidores e projetistas de instalações fabris, de bens de capital, bens duráveis e bens de consumo.
 
Isto porque uma das maiores evidências de que tais características não são consensos, ainda, são os parcos investimentos em operações com alto padrão de qualidade, a ausência de diretivas para o ensino de disciplinas relacionadas às concepções qualitativas, ausência de diretrizes para a administração da tecnologia e de sua qualidade, com segurança técnica e responsabilidade humanista e socioeconômica.    
 
Não importando o modo das instalações, suas padronizações funcionais e arquitetônicas, a industrialização e seus projetos terão que aglutinar certas características operacionais em seus processos e procedimentos, para adquirirem uma utilidade ambiental e produtiva, sob as linhas mestres da sustentabilidade.
 
As características operacionais para o século 21 poderão ser as seguintes:
 
(a) Limpa – não poluente/sob rigoroso controle ambiental, sem emissão de gases nocivos, sem despejos impactantes ao ambiente, sem desperdícios de materiais, de esforços, de investimentos, de energia, com a utilização de materiais e insumos reciclantes e com notável capacidade de degradabilidade em seus locais de despejos.
 
(b) Humana – automação e informatização para “eliminar” trabalhos lesivos / insalubres, resguardando a saúde humana e ambiental, conferindo maior segurança nas operações e menores riscos de acidentes, erros, falhas, omissões, defeitos, oferecendo muito maior segurança na obtenção dos resultados planejados;
 
(c) Útil – eficiente sem perdas/desperdícios, minimizando as possibilidades de prejuízos relacionados a perdas de tempo, de materiais, de energia, da má qualidade operacional, de projeto da qualidade e de deficiências em seu controle de produção, qualidade e economia.
 
(d) Econômica – custos otimizados, em todos os sentidos tanto na administração da sua produção e na obtenção da boa qualidade, quanto na administração do seu sistema de controle da qualidade ambiental, sempre maximizando a sustentabilidade;
 
(e) Reciclante – utiliza grandes frações de materiais reciclados – matérias primas e insumos, procurando obter estes recursos para até 80% da necessidade de materiais e insumos para os seus processos primários de beneficiamento e de transformações, minimizando a utilização de tais recursos diretamente de minas, minerações e de atividades extrativas;
 
(f) Produtora de Recicláveis - de fácil “desmonte” ou “desmanche”, em instalações específicas – Linhas de Desmontagens, sob a égide da logística reversa, e que se dedique a contribuir com os processos de tratamento de materiais recicláveis de sua origem industrial e fabril, junto a grupos cooperativos comunitários e de micro-empreendedores.
 
E como poderíamos identificar a operacionalidade de indústrias e de novos projetos industriais sob o conceito de tecnologia positiva do capitalismo no século 21?
 
Através do seu Plano de Desempenho Industrial, com indicadores administrativos da produção, da qualidade e da sua economia fabril, tais como:
 
1. Defeito nos produtos ou Vício de fabricação Zero;
 
2. Parada de equipamento ou Quebra de ferramental Zero;
 
3. Acidente com ferimentos ou Morte Zero;
 
4. Desperdício de materiais, tempo, esforços humanos, recursos ambientais ou Perda Zero;
 
5. Doença por insalubridades de operações e funções ou Lesão Zero;
 
6. Antiética – desvios morais, dissimulações, falsidade ideológica e antiestética e distorções de design Zero... Etc.
 
Onde “Zero” representa o conceito de “perfeição”, significando que o objeto produzido - ou serviço realizado - está isento absoluto de defeitos ou falhas. Mais objetivamente como ppm – partes por milhão ou 1 ppm = 1 mercadoria defeituosa em 1 milhão produzidas.
 
O Plano de Desempenho Industrial irá possuir metas em seus indicadores para que possamos medir os resultados. Alguns indicadores industriais com suas metas respectivas:
 
1. Índice de Rejeição de 5 a 10 ppm (partes por milhão) por defeitos inadequados ao uso ou á aplicação planejada – 1 ppm equivale a 0,0001 defeito em lotes de 100 mercadorias. Ou 1 defeito em lotes de 1.000.000 de mercadorias produzidas;
 
2. Retrabalho de lotes defeituosos de 0,001%, recuperação de mercadorias defeituosas;
 
3. Prazos de Entrega de 1 a 2 dias, entre o pedido da encomenda e sua entrega, no local e hora contratados;
 
4. Quebra de Máquinas de 5% a 8%, do tempo total de produção, ou a imposição de um ritmo de produção, no uso do potencial instalado na faixa de 90% a 95%;
 
5. Preparação de Ciclos de Produção em 5 minutos, tempo médio para mudanças de ferramental, ou de sistemas de produção ou ajustes dos parâmetros da automação;
 
6. Efetivo de operários Solucionando Problemas de 95%, de qualidade e de produtividade, reduzindo perdas;
 
7. Educação e Treinamento - 10% ou 200 horas/ano, por operário, aumentando o seu conhecimento e a habilidade;
 
8. Emissão de CO2 por 1 milhão de bens de capital, bens duráveis e bens de consumo produzidos, dentro das expectativas dos acordos internacionais de redução de emissão para medições em ppm;
 
9. Redução contínua do consumo de energia kWh por 1 milhão de bens de capital, bens duráveis e bens de consumo produzidos, dentro das expectativas dos acordos internacionais para medições em ppm – com minimização do uso de energia baseada em hidrocarbonetos do petróleo;
 
10. Redução contínua do consumo água litros por 1 milhão de bens de capital, bens duráveis e bens de consumo produzidos, dentro das expectativas dos acordos internacionais para medições em ppm;
 
11. Aquisição de materiais, matérias primas e insumos na ordem de até 80% das necessidades para os processos primários de transformação e beneficiamentos, reduzindo a aquisição direta de minas, minerações e de atividades extrativas;
 
12. Planejamento até 100% da qualidade dos produtos com materiais de alta degradabilidade, maior possibilidade de reciclagem e menores impactos ambientais.  
 
Os financiadores, investidores e projetistas de instalações fabris deverão selecionar projetos e opções conexos aos objetivos da sustentabilidade:
 
1. Projetos que atendam as 12 metas acima para o Plano de Desempenho Industrial;
2. Que utilizem materiais de alta degradabilidade após descartes e despejos;
3. Que sejam planejados para a utilização otimizada de energia, água, área de assentamento, posição geográfica e com indicações ambientais do geoprocessamento científico;
4. Que estabeleçam Educação Ambiental formal e informal de acordo com suas características, atividades e possíveis impactos ambientais nas comunidades em seu redor, para seus funcionários e para os munícipes das comunidades;
5. Que estabeleçam transparência em seus controles e em suas não-conformidades em relação às legislações, tratados e acordos comunitários, nacionais e internacionais.
 
A Educação Ambiental Formal dentro da empresa seguirá o Modo Científico, para operários, técnicos, engenheiros e cientistas, para aumentar o conhecimento do pessoal sobre suas tarefas, atividades e procedimentos, nos processos industriais, no ciclo de vida dos produtos, e serviços, e suas habilidades funcionais e operacionais de maneira que sejam minimizados os riscos de defeitos, falhas, omissões e acidentes.
 
A educação ambiental necessitará da formação de um contexto básico, que possa ser considerado um modelo padrão para todas as atividades, respeitadas as particularidades das empresas e suas funções industriais e de serviços, e de suas relações com as comunidades em redor das fábricas e de empreendimentos assentados na localidade selecionada.
 
Com nos parece óbvio, a educação ambiental mesmo que estabelecida em modelo padrão, que apesar de adotar um mesmo roteiro técnico-científico, de educação e treinamento – E&T - em administração e controle de processos e procedimentos ambientalmente impactantes, ser diferente, para atividades numa usina nuclear, daquelas atividades de um posto de gasolina e daquelas de uma indústria automobilística, por exemplos, todas elas seguirão um mesmo script geral.
 
O Script Geral de Educação Ambiental para na utilização de tecnologias positivas no capitalismo do século 21:
 
1. Ecologia - fornecer as noções básicas da ecologia, suas relações interrelações, fenômenos, equilíbrios, como a ciência que estuda o Meio Ambiente;
 
2. Poluição - caracterizar atos e ações poluidoras, como ineficiência na gestão dos recursos naturais e operacionais, em solo, água, ar, som, calor, vibrações e radiações;
 
3. Operações Limpas - efetivar operações com métodos que previnam a poluição, antes que ocorra e mecanismos de atenuação de contaminações ou emanações nocivas;
 
4. Legislação Aplicável - instruir sobre os códigos de leis que fazem a salvaguarda da natureza e incriminam práticas e procedimentos, transgredintes dos princípios naturais e fenomênicos, e sobre a concepção de um programa interno à empresa de auditoria ambiental;
 
5. Custos de Aplicação - ensinar a efetivar a dotação contábil dos custos de prevenção, falhas e atenuações, para análise de relações de Custos / Benefícios, para racionalizar recursos com segurança;
 
6. Benefícios Sociais - instruir sobre economias relacionadas às atividades de Controle da Qualidade do Meio Ambiente, que repercutem num menor número de doenças, acidentes, contaminações e etc;
 
7. Reciclagem - instruir sobre práticas de reciclagem aplicáveis às atividades da empresa, na produção de seus produtos, nos descartes, emissões, rejeitos e despejos, bem como na denominada concepção direcionada às atividades industriais e de serviços segundo a Logística Reversa.

Abraços,

Lewton




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