As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 25-04-2012. Acessado 603 vezes.
Título da Postagem:A Freakonomics ajudando a estabelecer o Clima Organizacional da empresa e suas a
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 25-04-2012 @ 01:49 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]

A Freakonomics ajudando a estabelecer o Clima Organizacional da empresa e suas anomalias

Tags: Freakonomics, clima, organizacional, empresa, administração, administrativa, engenharia, gerentes, minutos, freak points, RH, recursos humanos, investigação, questionários, metas, objetivos, métodos, avaliações, indicadores, resultados, desempenhos, comportamentos, bem estar, profissão, profissional, Levitt, Dubner, Pareto, Trivial, vital, acidentes, doenças, trabalho, trabalhador, IEAQ, qualidade, produtividade, economia, estudos, pesquisas, ciência, científicas, inovação, controle
 
Um bom sistema de gestão de rotina deve estar estruturado para anunciar à administração apenas as Não-conformidades, já que se trata de ocorrências e tendências FORA dos objetivos e metas.
 
Não adianta o prestador de contas anunciar os bons resultados, uma vez que se considera urgência e obrigação se obter os ditos bons resultados. Além do que a visão estatística numa empresa organizada, e operacionalmente bem administrada, nos revela que de cada 10 indicadores monitorados apenas 1 ou 2 estarão fora do planejado.
 
Ora como a administração “otimiza” seu tempo, cheia de gerentes-minutos, o tempo das reuniões cai para cerca de 20% a 40% do tempo total se os gerentes tivessem que anunciar todos os resultados: os 80% bons e os 20% ruins, por exemplo.
 
A engenharia japonesa assim procede, bem como a alemã e a americana.
 
A alta administração, com sua sabedoria semi-secular (alguns com até 50 anos de profissão – no Japão estive com presidentes com 80 a 85 anos de idade), sabe que se anunciam 2 indicadores ruins em cada 10 deles, o que mostra que a empresa ainda está BEM das pernas, em 80% de todos os seus processos e procedimentos.
 
Assim, a administração deve se focar no conjunto Não-hegemônico dos problemas empresariais, que é a minoria dos maus resultados e relacionados aos pontos fracos de todo o processo administrativo (os “freak points”).
 
Os “freak points” são todos aqueles fatores e eventos que apresentam alguma relação com as questões econômico-operacionais com relevância e prioridade.
 
Porque elas vão mal, ou podem estar indo de mal a pior ... E para a administração o que vai mal deve ser tratado como VITAL e o que vai bem como TRIVIAL (recorrendo ao conceito de Vilfredo Pareto).
 
Isto nos lembra de Steven Levitt e de Stephen Dubner, com seu conceito de Freakonomics, os quais levantam estudos sobre “O Lado Oculto e Inesperado de Tudo que nos Afeta”. E em nosso caso o que nos afeta são fatores de causas desconhecidas, ou não devidamente bloqueadas que estão “onerando” os resultados das metas não atendidas.
 
Se boa parte dos resultados está dando certo, logo os seus fatores de causas são conhecidos, ou estão devidamente bloqueadas, e os resultados das metas são atendidos e controláveis ao ponto de se fazer o “dirigismo técnico-científico” para os “bons resultados”.
 
O conceito de Freakonomics, de Levitt e Dubner, nos leva para visões de análises estatísticas, sob o ponto de vista exótico, excêntrico e aberrante – a economia exótica – dos subgrupos existenciais, vivenciais – sociais, políticos e econômicos – que fogem do senso comum ou da sabedoria convencional.
 
“Os autores estudaram a rotina e os enigmas da vida real - da trapaça à criminalidade, dos esportes à criação dos filhos – geralmente usando dados aparentemente inofensivos e fazendo perguntas simples nunca feitas” – segundo a sinopse de apresentação do 1º livro sobre Freakonomics.
 
No livro “Vantagem competitiva através de pessoas”, de Jeffrey Pfeffer, 1994, Makron Books, constava que apenas 20% das técnicas de RH foram bem aplicadas, naquele período, na administração de empresas mundiais. Significando que 80% delas não são validadas para a criação de um bom Clima Organizacional e nem são adequadamente tratadas através dos processos de seleção e recrutamentos.
 
Aquela afirmação chamou a atenção do IEAQ - Instituto de Estudos Avançados da Qualidade o qual investigou e detectou cerca de 17 anomalias decorrentes de práticas de RH não muito bem administradas, ou mesmo Não consideradas cientificamente, sem modismos e sem distorções.
 
As anomalias foram:
 
(1) ausência de fatores motivacionais além do salário e outros benefícios da lei;
 
(2) apoucamento quanto às reivindicações do pessoal e perda de direitos;
 
(3) ausência de medidas adequadas de desempenho associadas aos resultados;
 
(4) família do empregado em último plano;
 
(5) não dirige a entrada do conhecimento na empresa, conforme a derivação estratégica exige;
 
(6) consultorias, cursos e temas desfocados dos objetivos empresariais;
 
(7) baixo índice de treinamento e capacitação gerencial;
 
(8) improvisação de carreiras;
 
(9) integralização precária de novos empregados;
 
(10) alto índice de reclamações trabalhistas;
 
(11) alto índice de acidentes no trabalho;
 
(12) excessos de controle e proibição esdrúxulas;
 
(13) subserviência exagerada ao poder da produção;
 
(14) baixa assistência à saúde do pessoal;
 
(15) baixo estímulo ao estudo;
 
(16) abusos trabalhistas medievais;
 
(17) lavagem cerebral do pessoal quanto às boas intenções da empresa.
 
Em que pese às considerações da Freakonomics, estas anomalias foram obtidas através de investigações exóticas e com perguntas informais triviais, aos funcionários de empresas. E mais crítico: fora delas, nas redondezas e nas periferias sociais das mesmas ... Algo tecnicamente inconcebível – exótico e excêntrico.
 
O IEAQ constatou que a sociedade, diante das várias crises do homem, fica mais manifesta e aberta a certos tipos de investigação, quando as pessoas estão fora dos locais de trabalho.
 
Em frente às várias crises do homem é impossível se estabelecer um padrão geral de investigação, para filtrar o que é do homem, de fato, e o que é realmente da empresa, em termos de bom ou mau clima organizacional.
 
As várias crises do homem:
 
(1) Consigo mesmo;
 
(2) Com sua religiosidade;
 
(3) Com os demais colegas = filtrar na investigação o que corresponde exclusivamente à empresa;
 
(4) Com o chefe = filtrar na investigação o que corresponde exclusivamente à empresa;
 
(5) Com a empresa = filtrar na investigação o que corresponde exclusivamente à empresa;
 
(6) Com a comunidade;
 
(7) Com o estado;
 
(8) Com a família.
 
Cerca de 3 / 8 das crises e conflitos do homem estão relacionadas à empresa e suas atividades (crises 3, 4 e 5). O que das demais crises afetam o desempenho e o comportamento das pessoas dentro das empresas? E que numa pesquisa de Clima Organizacional possam estar afetando e em quanto o desempenho e o comportamento das pessoas?
 
As empresas com Climas Organizacionais Caóticos são aquelas que Não usam totalmente as técnicas de RH? Serão aquelas que só usam 20% das técnicas básicas?
 
E quais seriam os fatores mais importantes que produzem o clima caótico de uma empresa? Segundo o IEAQ são os quatro abaixo:
 
(1) homem errado;
 
(2) no lugar errado;
 
(3) com orientação errada;
 
(4) usando ferramentas erradas;
 
Todo o dia o pessoal tem problemas de saúde de fundo emocional e psicológico, problemas estes não detectados pelo Rh omisso, numa empresa com clima caótico.
 
Mas, "o pulso ainda pulsa", como a saúde no Brasil.
 
A medição do Clima Organizacional poderá fluir por duas vertentes: 1ª A dos questionários super-científicos internos de avaliação, com as clássicas perguntas para se extrair “percepções climáticas” e se fazer as inferências estatísticas conforme mostrarão os dados. 2ª A exótica de acordo com os conceitos da Freakonomics, que se desdobra em duas ações: a) Fora das empresas, nas redondezas e nas periferias sociais das mesmas e b) Dentro das empresas através de anomalias comportamentais e de saúde.   
 
Os problemas mais comuns de saúde entre empregados, são:
 
(1) o bruxismo;
 
(2) o olho treme;
 
(3) o estômago dói;
 
(4) o labirinto desequilibra;
 
(5) a palpitação sacode;
 
(6) a dor de cabeça explode;
 
(7) a tonteira exaspera;
 
(8) o vômito e a caganeira desvitalizam.
 
Estes problemas conjugados com indicadores de absenteísmo, licenças médicas e motivos, dispensas diárias e motivos, abonos e motivos, acidentes com ou sem perda de tempo, índice de férias não exercidas e motivos, índice de atrasos de entrada e motivos, podem ter medições por meio de postos de atendimentos itinerantes, segundo amostragens seguras, com exames ligeiros do estado de saúde e de queixas dos funcionários.
 
E exame das situações de instalações e disposições, tais como:
 
(a) Estacionamento da empresa: quais carros estão estacionados, valor e ano, como estão estacionados os carros (se respeitam as indicações e avisos), quantos chegam antes do horário e quantos ficam depois do horário, quantos acidentes de “manobras” têm ocorridos e outras questões;
 
(b) Refeitório da empresa: nível de adesão aos cardápios por dia, sobras de alimentos e tipos, maiores consumo de alimentos e tipos, grau de sujeiras e desperdícios, padrão de respeito às indicações e avisos, pico de freqüências, discussões e desentendimentos diários, ameaças e agressões e outras questões;
 
(c) Banheiros e lavatórios: grau de sujeiras e desperdícios, situação das privadas, gastos com materiais de limpeza e uso pessoal, padrão de respeito às indicações e avisos, pico de freqüências, discussões e desentendimentos diários, ameaças e agressões e outras questões.   
 
Nas considerações da Freakonomics, estas anomalias podem ser obtidas através de investigações exóticas e com perguntas informais triviais, aos funcionários das empresas.
 
Como algo tecnicamente inconcebível – exótico e excêntrico. Mas, que serão capazes de identificar o grau de satisfação climática humana na organização empresarial.
 
Aprendendo a usar a Freakonomics ... Afinal, para o que serve a Freakonomics? 
 
Abraços,
 
Lewton



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!