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Postada em 12-06-2012. Acessado 1310 vezes.
Título da Postagem:A importância dos livros e da leitura na aculturação do conhecimento numa nação
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 14-06-2012 @ 01:11 pm
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A importância dos livros e da leitura na aculturação do conhecimento numa nação

Tags: Livros, editoras, leitura, acumulação, conhecimentos, profissionalização, estudos, pesquisas, autodidata, autodidatismo, erudição, tecnologia, engenharia, tecnólogo, cientistas, administração, contabilidade, contadores, advogados, ferramentas, EUA, Reino Unido, América, homens e livros, Monteiro Lobato, Oséias 4:6, know-how, evolução, civilizatória, nação, formação, educação, universidades, faculdades, lei de diretrizes e bases da educação
 
“Um país se faz com homens e livros”, frase de Monteiro Lobato, escritor brasileiro, 1882-1948. Nos EUA existe a expressão de que “as ferramentas fazem a América”. Mas, a Revolução Industrial foi feita com advogados, contadores, engenheiros e administradores.
 
Tanto Monteiro Lobato e, quanto os engenheiros americanos e ingleses, queriam dizer que uma nação se faz com conhecimentos. Vivemos a apologia do conhecimento, o qual transforma saber em riqueza.
 
No Velho Testamento temos a sabedoria de OSÉIAS 4:6 – “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”.
 
Sem livros e sem conhecimentos vive-se a destruição progressiva, pela falta de criação, inovação, invenção, atualização, modernização, eficiência, desempenho, pela ausência da capacidade de solução de problemas e de resoluções racionais e deliberações econômicas.
 
Então, a frase mais completa seria: “Um país se faz com advogados, contadores, engenheiros e administradores (os homens e mulheres), com livros e - ferramentas”. Um livro quando escrito ele retém o conhecimento de quem o escreveu, ele transfere este conhecimento entre pessoas e entes, ele alonga o conhecimento para além do tempo e de lugares.
 
Vários livros acumulam vários e múltiplos conhecimentos individuais, e proliferam o saber e informações para profissões, artes, deleites, contos, know-how técnico entre gerações e numa mesma geração. O livro distribui conhecimentos e busca nivelar uma coletividade em patamares que se aproximam da excelência da sabedoria e da cordialidade humanas.
 
Os livros constroem semi-deuses e nações poderosas e competitivas ... 
 
A Acumulação Individual de Conhecimentos se procede no exercício profissional de uma atividade, em função da dedicação do indivíduo, na manutenção de sua proficiência. A tabela a seguir nos apresenta uma estimativa, para um “bom profissional”, na aquisição de conhecimentos, quanto ao número de livros lidos:
 
Tabela 1: Tempo de Experiência e Número de livros lidos.
 
1. Tempo de Experiência (em anos) 10, Número total de livros lidos (em média) (1) 150, Volume estimado de conteúdo em 250 P e 36 L/P (2) 37.500 P e 1.350.000 L, Ganho relativo % Base 100, 100;
 
2. Tempo de Experiência (em anos) 20, Número total de livros lidos (em média) (1) 294, Volume estimado de conteúdo em 250 P e 36 L/P (2) 73.500 P e 2.646.000 L, Ganho relativo % Base 100, 196;
 
3. Tempo de Experiência (em anos) 30, Número total de livros lidos (em média) (1) 414, Volume estimado de conteúdo em 250 P e 36 L/P (2) 103.500 P e 3.726.000 L, Ganho relativo % Base 100, 141;
 
4. Tempo de Experiência (em anos) 40, Número total de livros lidos (em média) (1) 510, Volume estimado de conteúdo em 250 P e 36 L/P (2) 127.500 P e 4.590.000 L, Ganho relativo % Base 100, 123;
 
Notas:
1. Média por ano: 10 anos = 15 livros, +10 anos = 12 livros, +10 anos = 10 livros e +10 anos = 8 livros. A variação da média por ano representa o efeito do desgaste humano com a idade – mas confere uma velocidade de leitura capaz de boa assimilação e prazer. E a condição seletiva do leitor mais velho.
 
2. Livro médio com 250 páginas = P e 36 linhas por página = L/P.
 
3. Cada linha tem em média 10 palavras.
 
4. Tempo médio para leitura de um livro (condição itens 1, 2 e 3) em 8 horas, onde 15 livros/ano em 120 hs, 12 livros/ano em 96 hs, 10 livros/ano em 80 horas e 8 livros/ano em 64 hs.
 
5. Um cidadão brasileiro mediano lê cerca de 2 livros por ano, ao passo que um americano, ou europeu, lê em média cerca de 7 a 9 livros por ano – fatores influentes: hábito da leitura, preço baixo, valorização do conhecimento, muitos títulos, muitas livrarias e tempo aprazível para leitura. 
 
6. Se quem estuda erra, quem não estuda erra mais ainda.
 
7. Errar é Humano para os competentes! Mas, Herrar é Umano para os incompetentes!
 
Grosso modo, um “bom profissional” com 40 anos de experiência, tem 3,40 vezes mais conteúdo de conhecimento do que um com 10 anos, cerca de 1,73 vezes mais do que um com 20 anos e aproximadamente 1,23 vezes mais do que um com 30 anos. Isso, fora da contabilidade da leitura dos manuais e artigos técnicos internos, disponibilizados no exercício de sua profissão. E as vivências materiais e humanas em experimentos e trabalho.
 
As grandes “sacadas práticas ou teóricas” ocorrem quando o indivíduo possui um cabedal de conhecimento tal que o torna fecundo em “lampejos de soluções”, pelo fato das suas “manifestações intracerebrais” de: investiga, analisa, sintetiza, compara, mede, avalia, critica, repete, revisa, debate, comenta, calcula, abstrai, maximiza, minimiza, sonha, expressa, desenha e tantas outras atividades cognoscíveis, em que nosso cérebro se inquieta e se expande. Nesse momento o indivíduo já adiciona seu “saber” segundo a sua “janela”, não mais usando citações ou vivências de outrem – cria sua própria visão do conhecimento.
 
Mas, cerca de 510 livros em 40 anos de profissão é algo significativo? E se forem os livros errados? Ou livros comerciais que vendem “faça fácil”? É possível um profissional ter lido 510 livros e outro de mesma profissão, também, ter lido 510 livros, porém diferentes?
 
Há um decaimento em relação ao número de livros lidos, a cada década de experiência do indivíduo (média por ano: 10 anos = 15 livros, +10 anos = 12 livros, +10 anos = 10 livros e +10 anos = 8 livros), pelo fato do processo seletivo do mesmo se tornar mais rigoroso na escolha de temas afins à sua proficiência e a completude de conteúdo ser mais crítica.
 
Ao completar de 30 a 40 anos de experiência o profissional acumulou muito conteúdo de conhecimento, além de ter aprimorado a capacidade de “pensar por si só” (se tornando um autodidata eficaz). E de 400 a 500 livros já fazem a diferença nesse sentido – aumentou o domínio de verbetes, o poder de interpretação, a versatilidade de entendimento de conceitos, o potencial de “cruzamentos” semânticos / conceituais, captura de abstrações profundas e etc. E isso é muito diferente do que acontece no começo da carreira, quando o indivíduo se desenvolve com conhecimentos “emprestados”, até ter sua própria opinião, capacidade analítica e de síntese.
 
Tabela 2: Índice de Citações Alheias versus Experiência - Estimativa.
 
ANOS DE EXPERIÊNCIA = ÍNDICE DE CITAÇÕES ALHEIAS %
 
10 = < 100;          
 
20 = < 75;
 
30 = < 50;
 
40 = < 25;
 
A temática média dos livros e sua quantidade fazem fixar as diferenças entre os profissionais, num mercado editorial com boa demanda e oferta. Em cerca de 30 a 40 anos um mercado, desse porte, pode ter gerado tal quantidade de livros, que mesmo havendo “afinidades temáticas” com as profissões, um indivíduo pode ter lido vários livros que outro, de mesmo perfil, não leu – e isso reforça o conceito das “janelas”. O conhecimento em seu domínio atinge o estrato HOLÍSTICO, estando disponível e com potencial de mobilidade e aplicação. 
 
As governanças públicas já apresentam condições diversas em relação às do estrato HOLÍSTICO das profissões que geram riquezas, haja vista a natureza de conhecimentos específicos que é valorizada dentro dos seus círculos. São livros de temática política e de repercussão internacional em grande maioria sob a “conquista e a manutenção do poder” e que não são exigíveis ao exercício administrativo de cargos públicos. Assim a governança adquire conhecimentos para suas manobras políticas, menos afeitas a resultados significativos para a sociedade, mais ao estilo “Maquiavel” do que de abnegados pelas causas humanas e sociais.
 
Há cerca de 30 anos atrás só os intelectuais “sabiam dos pobres”, e hoje os políticos os descobriram como filão eleitoral e demagógico (além do FMI, do BIRD e do Fórum Econômico de Davos). Mas nenhuma IDEOLOGIA inspira os atos administrativos que não seja a de atender as necessidades humanas de altíssimo VALOR SOCIAL E ECONÔMICO.
 
Tendo ou não partidos políticos, sob lemas e estatutos, as ideologias fracassaram em representar “uma prática de governo” associada a uma idéia-força. O futuro será da ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, com “antropocentrismo - humanismo”. 
 
O domínio do conhecimento, com o tempo de experiência, é tão significativo que a média de idade dos ganhadores do Prêmio Nobel é de 60 a 62 anos (estudo feito no ano 2000), na ocasião da premiação, e aos 45 anos o cientista ganhador já havia tido a percepção da estrutura mestre de sua teoria ou invento.
 
Portanto, o indivíduo passa a ter alto valor estratégico para a nação quando ultrapassa os 20 anos de experiência, ou em torno dos 45 ou 50 anos de idade – no Brasil são dispensados das fábricas e dos escritórios. E das faculdades e universidades – nelas ficam impedidos de dar aulas, pelas restrições impostas pela lei de diretrizes e bases da educação, “a qual faz reserva de mercado” para acadêmicos titulados. Diz-se que somente professores com mestrado, e doutorado, possuem “qualidade” acadêmica para dar aulas no Brasil, para universidades.
 
Mas, o “master ou o doctor do conhecimento” atinge somente o início da plenitude do conhecimento na faixa de idade dos 60 a 65 anos, quando está no auge do “saber”, ou com 30 a 40 anos de experiência profissional. Esses últimos são os MESTRES da Rede Interna e Externa de Conhecimentos, sem a conotação de títulos acadêmicos.
 
Estes profissionais já tiveram milhões de imagens vivenciais em 3D, as quais cada uma vale mais do que mil palavras, que agigantam seu cabedal, com uma grandeza de conhecimentos práticos indispensáveis. E no Brasil são dispensados ...
 
No Brasil o sistema político instituído não valoriza o conhecimento, nem a profissionalização do exercício da administração pública. Dentre o grande número de cargos na administração pública e no legislativo – de confiança e assessoria – a parentela dos políticos se acha “empossada”, e com qualificação duvidosa, à custa do povo brasileiro, produzindo para aquele toda espécie de retardo, mazela e disfunção. E o que é “cargo de confiança”? Confiança na idoneidade? Confiança na capacidade e conhecimentos? Confiança na astúcia ou confiança na guarda de “segredos”? 
 
Nos anos 1930 fomos a 58ª nação em PIB – Produto Interno Bruto. Nos anos 1970 fomos o 7º PIB (época da Ditadura e éramos cerca de 90 milhões de indivíduos) e nos anos atuais o país é o 6º PIB (somos cerca de 200 milhões de indivíduos), significando a ESTAGNAÇÃO da “Competitividade Nacional” pela baixa capacidade administrativa do Estado – tivemos o absurdo de várias “décadas perdidas” – um extermínio institucionalizado em escala social e econômica – feito à base da “confiança”.
 
Segundo o link News : Global Economy - World Competitiveness Yearbook 2012,
Fonte: http://www.finfacts.ie/irishfinancenews/article_102447.shtml  ,By Finfacts Team May 31, 2012 - 7:23 AM - “No ranking de competitividade entre 59 países, feito pela escola de administração suíça IMD, é liderado por Hong Kong e pelos Estados Unidos e coloca o Brasil na 46ª posição, duas abaixo da ocupada em 2011.”
 
O Estado brasileiro é tão incapaz, e inoperante, que recentemente - com os “apagões”, que continuam ainda hoje -“descobriu” que necessita de energia, estradas, educação, infraestrutura e etc, para a produção, serviços, exportação e comércio interno.
 
Quando o ganho de conhecimento está associado ao nível de escolaridade se produz uma complexidade na linguagem de comunicação do conteúdo, nos valores aproximados e indicados na tabela abaixo:
 
Tabela 3: Função Laboral e Verbetes Usados – Linguagem
 
Complexidade da linguagem (1) = Funções laborais (2) = Nº de verbetes aplicáveis (3) (4) (5)
 
Baixa = Operários e Técnicos = Abaixo de 1.500 verbetes;
 
Média = Técnicos e Engenheiros = De 1.500 a 3.500 verbetes;
 
Alta = Engenheiros e Cientistas = Acima de 3.500 verbetes;
 
Notas:
1. Escala de Aplicação do Conhecimento = Operacional, Tático e Estratégico.
 
2. Estudo feito em uma das maiores usinas siderúrgicas da América do Sul.
 
3. Utilizando-se software para elaboração de Índice Remissivo e contagem de palavras. Não se trata de terminologia técnica.
 
4. Para outras atividades o resultado poderá ser diferente.
 
5. Presumimos um erro de mais ou menos 10%.
 
A complexidade da linguagem, quanto maior, permite que o indivíduo absorva, ou desenvolva, abstrações mais elaboradas e argumentações mais convincentes, não implicando em “erudição ininteligível” ou “verborragia de estrela”.
 
Um operário pode desenvolver raciocínios com a aplicação limite de até 1.500 verbetes e um cientista acima de 3.500 verbetes. E todos serem inteligíveis.
 
Identificamos casos de prolixidade com mais de 5.000 verbetes na camada dos cientistas.
 
Engenheiros e Cientistas podem ler e estudar, de modo autodidata, literaturas mais “sofisticadas” interpretando e aplicando conceitos e conhecimentos com eficácia.
 
Não só esses últimos, mas toda classe de profissionais graduados que aprenderam a “pensar por si só” – o estrato HOLÍSTICO - e afeitos a resultados positivos e concretos no mundo real.
 
A governança tem se beneficiado dessa capacidade alheia na execução de OBRAS: pontes, escolas, portos, aeroportos, saneamento, estradas, prédios e outras, através de suas licitações. E a execução material de projetos de engenharia é factível pela sua natureza visível, bastando CAPITAL, ENGENHARIA e TECNOLOGIA – vemos a ponte.
 
Quando se trata de procedimentos para consolidação de projetos – políticas públicas – são necessários: CAPITAL, EDUCAÇÃO e ADMINISTRAÇÃO, em escala de SERVIÇOS. Mas, a governança fracassa abismalmente no tocante a atender necessidades humanas menos complexas, que não sejam OBRAS (muito embora inauguradas fora de tempo e de orçamento). Isso é demonstração ostensiva da falta de conhecimentos.  
 
Os governos são mais “lembrados” por suas obras, e seus gastos equivalentes, do que pelos seus projetos sociais. Mesmo assim, como obras mal feitas, algumas “pontes caem”.
 
O “verbalismo” é piada de administradores ao voraz apetite da governança, com o dinheiro público, pois sem o menor pudor, e sem vergonha, é uma perdulária competente nos “gastos das verbas públicas – impostos dos contribuintes”. É uma eficaz gastadora e seu “verbalismo”, de pedir e consumir verbas em serviços e atividades inócuas mostra mais evidências de sua incapacidade administrativa. Isso é demonstração ostensiva da falta de conhecimentos (ou presença de má-fé).

Abraços,

Lewton




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