As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 09-07-2012. Acessado 725 vezes.
Título da Postagem:Os consultores incompetentes dos EUA
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 09-07-2012 @ 12:43 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]

Os consultores incompetentes dos EUA

Tags: Consultoria, consultores, EUA, América, Scott Adams, Dilbert, mercado, charlatanismo, embasamento técnico, experiência vivencial, academicismo, profissionalismo, máster, doctor, Harvard, responsabilidade técnica e civil, improvisação, qualidade total, TQC, reengenharia, ISO 9000, tipologia, qualificação, currículo, real, engenharia da qualidade
 
O mercado de consultoria nos EUA é sortido em opções e temas. Sempre há um consultor para qualquer assunto. Difícil é encontrar uma sólida responsabilidade técnica e civil.
 
Como a América é a pátria dos advogados o conceito de responsabilidade ainda guarda uma certa seriedade. Há consultores, mas ainda com certo grau de responsabilidade.
 
As credenciais de um consultor estão refletidas em sua experiência com o assunto técnico em foco, sua longa vivência em solução de problemas, sua literatura publicada, sua literatura aplicada e o elogio dos antigos clientes. Há consultores, mas ainda com certo grau de conhecimento.
 
Mas, na América, ainda há muitos consultores de improviso. Estes são os charlatães: Dogbertos e Ratobertos.
 
Segundo Dilbert (Scott Adams) estes últimos freqüentaram a agenda de pagamentos da Pacific Bell, empresa de engenharia de software e hardware, nos EUA. Scott trabalhou por muitos anos nesta conceituada empresa americana.
 
Todo lado hilário e tragicômico dos episódios que ele viveu acha-se impregnado nas tirinhas do Dilbert.
 
Há muitos consultores cretinos que não resistem a uma argüição qualificada de apenas 10 minutos, sobre o tema que roga dominar. A Qualidade Total foi vítima desses charlatães.
 
Os chefes lobotomizados, por sua vez, não resistem 10 minutos de argüição sobre a tecnologia ou a atividade que gerenciam. Um cego (o chefe) se junta com outro cego (o consultor) e ambos resolvem definir uma “visão” para sua reengenharia, ou para a implantação da ISO-9000, ou para a implantação da Qualidade Total. Assim, a “cegueira total” leva todos ao abismo.
 
Deste modo, tudo ficou mal entendido, congestionando as empresas com mais serviços e com novos serviços no serviço. As rotinas da qualidade criaram tumulto e mais trabalho inútil, na crença das empresas americanas.
 
Para muitos empregados não há muita diferença entre um instrutor, um consultor, ou um assessor, com animais, lidando com assuntos que exigem elevada capacitação:
 
Tipos de consultores
 
(1) Cachorros (Dogberto);
 
(2) Lontras (Doninha);
 
(3) Ratos (Ratoberto).
 
Os currículos, muitos são forjados sem comprovação prática. Há o elitismo acadêmico de um consultor – veio de Harvard ou outra similar.
 
Em verdade, parece haver uma confrontação entre o conhecimento do consultor “harvardiano”, com sua técnica presumida, contra o conhecimento do empregado que possui experiência prática da técnica na empresa e domina os processos que serão analisados. Daí nasceu a sabotagem da reengenharia e suas possibilidades infinitas de erros e crises.
 
Alguns empregados se transformaram em bem de consumo intelectual e foram obrigados a ajudar os consultores e os chefes lobotomizados. A usurpação aconteceu em larga escala e largo estilo, sem constrangimentos.
 
Muitos consultores nunca tiveram experiência empresarial relevante e muitos nunca saíram do veio acadêmico, poucos escreveram um (1) livro significativo de negócios, outros poucos escreveram artigos sobre o tema que alegam dominar e quase nenhum desenvolveu um método inédito etc.
 
O empresário americano não sabe selecionar um bom consultor, ficando nas mãos das mega-empresas de consultoria, que por sua vez possuem chefes lobotomizados. Consultores e chefes parecem deserdados do conhecimento e da lógica empresarial.
 
Quando o consultor descuidado se esquece que pode ser o bode-expiatório, de um ato de consultoria mal formulado, ou mal entendido, os empresários americanos, o CEO ou o executivo líder, culpam o catastrofismo residual devido ao fato do incompetente charlatão. Isto é, do consultor ter se equivocado com os dados que lhe foram fornecidos.
 
Tipos clássicos de consultores
 
(1) Pseudo-grande inteligência;
 
(2) Mente pré ou pós-analítica;
 
(3) Socialmente disfuncional;
 
(4) Atitudes e comportamentos de gênero;
 
(5) Crise de histeria;
 
(6) Intimidação do pessoal – “vou contar ao seu chefe”;
 
(7) Quer falar sempre com o presidente;
 
(8) Formação técnica suspeita;
 
(9) Levantador exaustivo de dados;
 
(10 Perda frequente de foco;
 
(11) PHD, Master ou Doctor;
 
(12) Caríssimos e evasivos;
 
(13) Pouco ou nenhum resultado;
 
(14) Serviços sem garantias;
 
(15) Fraseologista inveterado;
 
(16) Arrogante e vaidoso;
 
(N) A ser, ainda, caracterizado;
 
“Atributos e virtudes de um consultor sob o ponto de vista do pessoal sob ameaça (combinar os atributos!)”.
 
Na era do desemprego em massa o mercado fica poluído de consultores, “free lancers”, ex-funcionários de empresas reengenheiradas em sua grande maioria. Eles vão vender conhecimento que não possuem e experiências de culturas viciosas e com crenças e valores autodestrutivos. Onde está à busca da perfeição?
 
Esse pessoal é depositário de muitos e graves erros coletivos, alheios e de si mesmo, e não será capaz de conduzir consultorias proveitosas e relevantes.
 
Muitas vezes as consultorias são contratadas para avaliar e aumentar o salário do pessoal e dos executivos insaciáveis e viciados numa rasteira contracultura, onde todos ganham.
 
Há a crença de que os consultores, futurólogos, podem estabelecer uma previsão proveitosa para o uso da tecnologia; como os clientes encarariam suas novas necessidades e como buscar satisfazê-las? Mas, a contracultura, se não sabe lidar com o presente como irá se interessar em saber articular ações em eventos ainda no plano astral-virtual? Se não sabem lidar com eventos no Plano Real, no chão da Terra?
 
Toda dimensão da mistificação da tecnologia nasceu destes seminários de futurologia. E demoveu a base da sobrevivência do ser humano como trabalhador – desemprego em massa.
 
Vamos nos livrar dos empregados incompetentes e cortar custos.
 
Poucos consultores entraram no mérito da Engenharia da Qualidade agregando nos produtos e serviços a qualidade concreta exigida pelos clientes. Era preciso racionalizar processos produtivos onde se poderiam obter valores de 40 a 60% de economia em relação aos custos totais ou 7 a 8 vezes mais economia do que a obtida com cortes de pessoal.
 
Os lados dispendiosos dos processos produtivos foram ignorados por pura ignorância, ou busca de resultados em curto prazo. Mais outra tradição empresarial americana, exportada com a globalização.
 
Os consultores dão preferência a atos consultivos que desdobram de modo rápido e fácil, para o recebimento imediato dos seus honorários. Por isso, os projetos deveriam ser curtos, pouco inteligíveis, geradores de boas repercussões e que fossem rapidamente incorporados nos portfólios.
 
Atos consultivos, com base na verdadeira Engenharia da Qualidade, seriam mais longos, custosos e complexos. Mas, racionalizar rotinas e fluxos de operações foram as opções que os consultores americanos escolheram para desencadear melhorias no caixa das empresas.
 
O único e grande custo de estrutura visível, numa empresa, é a folha de pagamento – o corte de pessoal foi uma ligeira saída honrosa. Com isto, para livrar-se dos seres humanos, na ética da automação e informatização americana, foi uma fácil e estúpida escolha.
 
Os consultores são gastadores de dinheiro e verbas sem fim. Os resultados empresariais não guardaram muita relação com o trabalho consultivo. Há um senso de que são úteis, mas são perdulários e pouco eficazes. As vezes “extraem” segredos das empresas, a título de diagnósticos nebulosos ...
 
Quem compra consultoria pode ter proteção da lei do consumidor – tem muito consultor charlatão rico nos EUA e muita empresa com problemas derivados, já perdendo totalmente sua minguada lucratividade.
 
Abraços,
 
Lewton



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!