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Postada em 10-08-2012. Acessado 2281 vezes.
Título da Postagem:Os 12 pilares da competitividade, o Brasil é competitivo, Tire suas conclusões
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 10-08-2012 @ 01:36 pm
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Os 12 pilares da competitividade: O Brasil é competitivo? Tire suas próprias conclusões

 Tags: Competitividade, 12 pilares, WEF, Fórum Econômico Mundial, GCI, Relatório de Competitividade Global, fatores, fontes, dirigismo, administrativo, administração, inovações, tecnologia, produtividade, qualidade, economia, finanças, governanças, público, privado, eficiência, mercado interno, doméstico, mercado externo, exterior, trading, comércio internacional, commodities, valor agregado, produtos sofisticados, inventos, patentes
 
Devemos nos informar sobre este tema levando em conta que o Brasil é no momento a 6ª economia do planeta, com vistas a perder esta posição brevemente. Apesar de 6ª economia é o 58º lugar em competitividade mundial, entre as 139 nações estudadas em 2010-2011. Só lamentamos que de 2009-2010 para 2010-2011 o nosso país perdeu 2 posições neste ranking, a qual era a 56ª posição.
 
Evitando afetações ideológicas e políticas é bom analisarmos estes dados e informações sob o ponto de vista técnico-científico como foram apresentados pelo Fórum Econômico Mundial, e tire suas próprias conclusões.
 
Durante a leitura você tem o link ao lado para visitar as tabelas relacionadas a este artigo:
 
 
Efetivando a Medição da Competitividade
 
Temos abaixo um relato de tradução que fizemos, com interpretação reflexiva e adaptação textual pedagógica, para ajudar melhor no entendimento sobre os 12 pilares da competitividade. Porém, precisamos explicar ao final do artigo que o relato individual da cada um dos pilares apresenta relações - correlações - de uns com outros, em graus de associação fortes e médios. Ao passo que um deles pode influenciar negativamente nossas análises outros irão influenciar positivamente, isto porque os negativos devem ser diminuídos e os positivos devem ser aumentados, e com esta percepção os impactos serão proporcionais nestas relações.
 
"O Fórum Econômico Mundial [WEF] divulgou seu Relatório de Competitividade Global ( 2010-2011 ), quando a economia global está num intemperismo de múltiplos choques. O relatório tem por objetivo reforçar "o nosso entendimento dos principais fatores que determinam o crescimento econômico", e para explicar a extensão do nível de uma nação de capacidade para proporcionar competitividade crescente e prosperidade para seus cidadãos. O relatório atual, a principal publicação da WEF Rede de Competitividade Global, inclui uma análise detalhada de 139 países, usando dados de disco rígido a partir de uma variedade de fontes e dados de pesquisas extraídos de seus Inquéritos de Opinião de 13.607 Executivos (CEOs). Enquanto os dados da pesquisa fornecem informações qualitativas, dados concretos nos fornecem uma medida objetiva de sua quantidade amostrada."
 
Aqui descreveremos a composição exata do Índice de Competitividade Global [GCI] e detalhes técnicos da sua construção.
 
Os 12 pilares da Competitividade
 
Existem vários fatores determinantes da produtividade e da competitividade das nações. E entender melhor estes fatores tem sido um esforço dos economistas, desde a Adam Smith, da escola divisional do trabalho, dos economistas neoclássicos, com ênfase nos investimentos de capital na infraestrutura física dos países e mais recentemente incluídos outros interesses, tais como: educação e treinamento, progresso tecnológico, estabilidade macroeconômica, boa governança, sofisticação empreendedora, eficiência de mercado, e outros mais.
 
Portanto, uma nação pode ter sua competitividade sob medida e medida através de tais fatores, os quais não são mutuamente excludentes. Há estudos de correlação entre estes fatores e o potencial de geração de riqueza do país e sua "combatividade" competitiva.
 
Na literatura da ciência econômica existem muitos estudos sugerindo a adoção destes fatores como parâmetros que meçam a influência deles entre si e em função das três fontes básicas de dirigismo racional de um país, por seus mentores e executivos administrativos. 
 
Os 12 pilares da competitividade e suas fontes / fatores básicos
 
1ª Fonte: Requerimentos Básicos
 
• Instituições
• Infraestrutura
• Ambiente Macroeconômico
• Saúde e Educação Primária
 
Fonte-Chave dos fatores do dirigismo da economia
 
2ª Fonte: Esforços para Eficiência
 
• Alta Educação e Treinamento
• Bons e Eficientes Mercados
• Eficiente Mercado de Trabalho
• Desenvolvimento do Mercado Financeiro e de Crédito
• Aprontamento Tecnológico
• Tamanho do Mercado
 
Fonte-Chave dos fatores do dirigismo da eficiência da economia
 
3ª Fonte: Inovações e Fatores de Sofisticação
 
• Sofisticação dos Negócios
• Inovação
 
Fonte-Chave dos fatores do dirigismo da inovação da economia
 
O 1º Pilar - As Instituições
 
Se liga no ambiente institucional sobre sua base legal - legislativa - as organizações administrativas e seus laços de colaboração e cooperação entre a iniciativa privada e a administração pública, com respeito em manter a saúde da economia do país. Vislumbra como a nação enfrenta suas crises econômicas e como se interage interna e externamente com seus parceiros e nações regionais.
 
A qualidade das instituições é um forte fator para a competitividade e seu crescimento. E que se ilustra com o modo em que o país cria suas regras administrativas na sociedade e como distribui as obrigações e seus custos e como distribui os benefícios das suas políticas e do seu desenvolvimento estratégico. Por exemplo: as propriedades de terras, as suas redes corporativas, as propriedades intelectuais e os seus investimentos e as garantias e manutenção de tais propriedades e de seus direitos.
 
A base legal e sua estrutura organizacional dependem da qualidade das instituições, nas iniciativas de assegurar atitudes para garantirem a eficiência do mercado e de suas liberdades operacionais, tais como: eliminação de burocracias exacerbadas, de abusos autoritários, da corrupção, das transgressões das regras, da desonestidade e do desrespeito aos contratos públicos, na falta de transparência e no relaxamento sobre os cartéis e na manutenção de políticas que façam incidir pesados custos sobre os negócios, baixa segurança jurídica e lento progresso econômico.
 
É de suma importância neste 1º Pilar o modo como a governança trata sua gestão pública das finanças do estado, para assegurar um bom e verdadeiro ambiente de negócios, que inclui até as medidas da estabilidade macroeconômica (ver 3º Pilar: O Ambiente Macroeconômico).
 
Se torna necessária uma repressão legal contra escândalos corporativos, criando regras para melhoria da segurança e da transparência para prevenir fraudes e embustes administrativos e gerenciais.
 
Nas instituições é obrigatória a segurança de boa governança e da manutenção da confidencialidade dos investidores e dos consumidores. E que assegure negócios honestos, gestão objetiva com fortes práticas éticas, além de garantir boa relação entre a iniciativa privada e a administração pública, dando transparência nos negócios e criando um ambiente com práticas que prestigiem o mérito, a capacitação e a qualificação.
 
E que se pratiquem padrões corretos de auditorias e contabilidade, além de se garantir o acesso a informação em tempo das necessidades.
 
O 2º Pilar: A Infraestrutura
 
Só uma infraestrutura racional e ampla pode garantir a mobilidade da economia e seu efetivo funcionamento. Ela permite as localizações da estrutura produtiva e sua distribuição, sendo capaz de criar setores agrupados e inter-relacionais, para qualquer tipo e conjunto de atividades.
 
Os grupamentos inter-relacionais da economia devem seguir a racionalidade de suas ligações e conexões nas menores distâncias possíveis, integrando os geradores de matérias primas e insumos aos fabricantes, e estes aos consumidores, numa infraestrutura de distribuição eficiente e de baixo custo. Com ótima diversidade de caminhos e vias de acesso, e recursos modais, entre cidades, países e regiões.
 
Incluem-se na infraestrutura as rodovias, as vias fluviais, as conexões marítimas, os portos, os aeroportos, as rodoviárias, ferrovias, os complexos de armazenamento e baldeações, os meios de transportes. E incluem-se, ainda, a qualidade dela - infraestrutura - capaz de favorecer a assegurar condições boas e adequadas a todos os usuários, no usufruto dos recursos e equipamentos viários e móveis. As vias da infraestrutura devem facilitar o movimento, a comunicação e a volição nas alternativas tanto de caminhos, quanto de modos e meios. Que não haja gargalos estrangulando a mobilidade da economia, da produção e da sua distribuição. Que as vias, modos e meios facilitem o deslocamento das pessoas, dos profissionais e das mercadorias, tanto em épocas de estabilidades climáticas quanto em calamidades ambientais e/ou criminosas.
 
O 3º Pilar: O Ambiente Macroeconômico
 
O ambiente macroeconômico de um país sozinho não ajuda no incremento da competitividade, embora seja importante para os negócios. Porém, uma nação sem, ou quase sem, inflação e sem déficits fiscais é uma nação que pode criar meios para o crescimento da competitividade pelo fato de poder oferecer serviços a custos não inflacionados, além de poder investir sem as perdas que a inflação provoca, na desvalorização progressiva da moeda.
 
Sem inflação o país pode operar com taxas de juros mais depuradas, sem o desgaste que ela provoca ao valor da moeda, com a economia operando com precificação para planejamentos de longo prazo.
 
O 4º Pilar: A Saúde e a Educação Primária
 
A saúde da força de trabalho é vital para um país, haja vista que a saúde inadequada afeta a produtividade, a qualidade e a economia. Uma saúde precária do trabalhador compromete o deslanche da produtividade, com doenças do trabalho, do saneamento, da má alimentação, do excesso de faltas, o alto absenteísmo, queda do moral ou baixa estima e etc. Uma nação competitiva possui grandes investimentos da saúde preventiva do seu trabalhador, com a provisão de acesso aos bons recursos da saúde.
 
Por outro lado a precária saúde ainda é afetada pela escolaridade precária do trabalhador. Assim como uma forte educação básica aumenta a eficiência individual do trabalhador, ela pode influenciar uma melhor saúde da população, dado ao fato de que uma maior escolaridade favorecer melhores escolhas e opções às pessoa e empregos melhores, para uma qualidade de vida mais confortável.
 
Não só o estado deve investir na saúde e na educação, mas as empresas, também, para o seu maior ganho em lucratividade e incrementos no seu estado da arte - incremento da tecnologia.
 
O 5º Pilar: Alto padrão de Educação e Treinamento - E&T
 
A alta qualidade da educação e do treinamento é crucial para agregar valor na cadeia de produção e de serviços. A educação aumenta o conhecimento e o treinamento aumenta a habilidade, sendo necessário um perfeito balanço entre os dois e as necessidades das empresas. Como as empresas devem se orientar para o atendimento das necessidades da população e de seus consumidores, isto é para os seus negócios, logo este alto padrão de E&T irá requer um monitoramento contínuo do conhecimento nascente e da complexidade dos problemas técnicos e comerciais da empresa e sua temática de enquadramento.
 
Os trabalhadores e os funcionários devem estar sempre em dia com a E&T em face das mudanças no ambiente e no mercado. A tecnologia fica obsoleta e novas tecnologias surgem e então as empresas devem se orientar para buscar através deste revigoramento o conhecimento necessário para manter e melhorar a produtividade, a qualidade e a economia. E assim aumentar o seu potencial competitivo.
 
Obviamente que a E&T deve ser dirigida para a organização vocacional do seu pessoal, em função de suas metas e objetivos do seu planejamento estratégico e operacional. Nunca perdendo de vista a necessária qualificação da educação de base e tecnológica.
 
O 6º Pilar: Bons e Eficientes Mercados
 
Países com bons e eficientes mercados estão bem posicionados no ranking da competitividade e são capazes de produzir produtos e serviços de maior complexidade de misturas e variedades. Estas nações possuem um bom equilíbrio entre demanda e oferta e são capazes de assegurar negócios economicamente eficientes. Uma competição de mercado saudável é aquela que possui negócios produtivos, que garantam a boa sanidade lucrativa das empresas sem atuações predadoras e hostis. E tal competitividade irá requer um mínimo de intervenções do estado, um reduzido grau de regulamentação, uma ausência total de protecionismo e baixas taxas de juros, entre firmas, mais amigáveis ao progresso econômico. Além de se obrigar a ser mais amigável ao investimento estrangeiro.
 
O potencial de absorção de ofertas de consumidores de alguns países chega a ser até 7 vezes superior ao de outros países, o que ajuda nas recuperações econômicas, com racionalismo e equilíbrio, como se tem documentado no histórico da economia - e culturalmente fixado.
 
Um bom mercado chega a forçar as economias e as empresas a mais inovações e a um maior nível de disciplina para lhe conferir mais eficiência competitiva. Nas crises as nações relutam à adesão da cooperação, e adotam o protecionismo, e assumem um capitalismo nacionalista egoísta e em parte predador.
 
O critério de abertura de mercado ajuda os países nas crises econômicas e financeiras, em que a soma das importações com as exportações deva estar bem acima de 30%, como referência comercial internacional.
 
Bons mercado são aqueles cooperativos, colaborativos e intercambiantes, que buscam equilibrar seus excessos e sua escassez de bens, matérias-primas, insumos e mercadorias entre nações parceiras -  honestamente parceiras. O protecionismo é o maior inimigo da competitividade, pois que não exporta não compete no mercado comum onde muitos comercializam. E ainda perde a oportunidade do nivelamento tecnológico, pelos esforços nacionais em competir em produtividade, qualidade e economia.
 
O 7º Pilar: Mercado de Trabalho Eficiente
 
Um eficiente e flexível mercado de trabalho é condição crítica e importante para garantir que aos trabalhadores uma empregabilidade evolutiva e de qualidade. Uma economia eficiente incentiva a permanente melhoria das condições de trabalho. As contratações devem seguir as regras normais de proteção dos trabalhadores, porém de baixo custo e com regulamentação trabalhista menos obstrutiva à economia.
 
É importante que os impostos incidentes, no regime de trabalho, não sejam exorbitantes e e que tenham retorno para o trabalhador e as empresas. Tudo que for possível para desoneração da folha de pagamentos os governos devem promover e devem persistir em criar este ambiente favorável à expansão do trabalho e a inserção de nova mão de obra no mercado. Devendo-se ter boas relações entre trabalhadores e empresas, e incentivos para a igualdade no trabalho entre homens e mulheres. 
 
Durante as crises o estado deve procurar agilizar colocações e a criação de novos empregos e empresas, favorecendo uma boa rede de proteção social.
 
O 8º Pilar: Desenvolvimento do Mercado Financeiro
 
A recente crise financeira (EUA, set/2008) foi o sinal de alerta para que as nações ajudassem no financiamento dos setores da economia e para o seu bom funcionamento. O crédito para os empreendimentos é essencial para o crescimento da produção e de sua distribuição, abrangendo os cidadãos empreendedores para aplicação produtiva de capital. Vários canais de crédito e de recursos financeiros deverão ser promovidos pelo estado, tendo em vista os projetos de investimentos, e a segurança na viabilidade econômica deles.
 
As taxas de empréstimos, os prazos de carência, as taxas de retorno do capital e etc, são extremamente importantes para a minimização dos riscos, falências prematuras e sequelas socais.
 
A proteção do sistema financeiro é de vital importância, contra abusos, alavancagens exuberantes e fraudes, devendo haver uma boa organização do mesmo, pelos bancos centrais, tendo meios garantidores da segurança financeira dos investidores e dos empreendimentos sob contratação de empréstimos e investimentos. Uma das evidências de um bom mercado financeiro é a diversidade de recursos para câmbio, processo de entrada, permanência e saída de capitais, para tomadas de empréstimos e garantias para os investimentos. São necessárias regras e legislação objetiva para liquidações, decretação de concordatas e de falências.
 
O sistema financeiro deverá ter transparência e normas claras para sua regulação e proteção dos agentes de investimentos. E muita seriedade nos procedimentos contábeis dos empreendimentos e nas regras mobiliárias das bolsas de valores.
 
O 9º Pilar: Prontidão Tecnológica (Technological readiness)
 
 
Nível de Aprontamento da Tecnologia (Pronta - Technological readiness level - TRL) é uma medida utilizada por alguns países, e governos, agências e muitas empresas, de excelência tecnológica e de inovações do mundo. Principalmente os Estados Unidos e seu governo, para avaliar a maturidade das tecnologias em evolução (materiais, componentes, dispositivos, etc) antes de incorporar a tecnologia inovadora em um sistema ou subsistema. Geralmente, quando uma nova tecnologia é inventada ou conceitualizada, ela não está/é adequada para aplicação imediata.
 
Em vez disso, tais novas tecnologias são normalmente submetidas a experimentações, aperfeiçoamento e testes cada vez mais realistas. Uma vez que a tecnologia foi suficientemente testada e provada, ela pode ser incorporada num sistema / subsistema.
 
E a tecnologia se tornou um importante elemento de competitividade: produtividade, qualidade e economia, precisando ser imediatamente incorporada nos sistemas e subsistemas de produção e de serviços. A cada década que passa a tecnologia leva menos tempo em sua formulação e difusão. E o status de prontidão tecnológica, em sua agilidade e coordenação imediata para aplicação representa um forte indicador da agilidade de um mercado ou atividade econômica.
 
Como um dado status tecnológico, ainda prematuro, irá requerer uma progressão evolutiva acelerada, racional e confiável. A sua prontidão representa o grau do estado de sua arte - até que ponto a dada tecnologia se acha "finalizada ou em finalização" antes de sua aplicação, o mais rápido possível.
 
Sendo um dos pilares da competitividade, um país deve ser capaz de agilizar por incentivos, fomentos e recursos adicionais, a concretização de uma tecnologia imediatamente possível em sua aplicação na produção e nos serviços. Tem-se então um fluxo contínuo de agregação de tecnologias capazes de incrementar o grau de competitividade de uma nação e de suas empresas. O que ocorre, com isto, é que os produtos e mercadorias terminam possuindo um maior valor agregado tecnológico, incorrendo num maior volume de valor monetário por unidade de produto e incrementando as trocas comerciais e a balança comercial. O país vai deixando de ser um país de commodities e passando para um país tecnologicamente mais avançado.
 
Quantos setores da economia possuem estes impulsos de prontidão tecnológica?
 
Como se dão as comunicações e as informações sobre a prontidão tecnológica para se agilizar sua aplicação na produção e nos serviços? São medidas da eficiência e da competitividade de um país. E o país deve possuir uma infraestrutura coerente para tais impulsos, desde centros de pesquisas e desenvolvimentos independentes, dentro das diversas empresas, até universidades e instituições, para agilização da concretização da nova tecnologia ou inovação na prática do mundo real. E não só isto, os trabalhadores deverão ter escolaridade e E&T para aumentar seus conhecimentos e habilidades com estes novos estágios tecnológicos.
 
O 10º Pilar: O Tamanho do Mercado
 
O tamanho do mercado afeta a economia de escala das empresas, portanto quanto maior ele for melhor para a produtividade, a qualidade e a economia.
 
Tradicionalmente o tamanho do mercado envolve tanto o interno - nacional dentro das fronteiras do país - quanto o mercado externo, onde estão os parceiros comerciais.
 
Na era da globalização os mercados internacionais são importantes pela possibilidade de se efetuar uma equalização entre o status tecnológico e comercial do mercado doméstico, em seus produtos, mercadorias, matérias-prima, insumos e serviços. Para nações com pequena demografia, uma boa solução é exportar para ampliar mercados. Entretanto há necessidade de se ter boas garantias da qualidade, respeito aos contratos comerciais e respeito aos prazos de entrega.
 
Sabe-se na literatura, da economia, que a abertura de mercado ajuda muito no crescimento da economia e dos parâmetros técnicos e de comercialização dos produtos. Países com boas relações exteriores são aqueles com robustez importadora e exportadora. Como a natureza não comuniza seus recursos, quer dizer: as nações não possuem igualmente recursos naturais e nem situações geopolíticas idênticas, não há como a sobrevivência nacional prosseguir sem a solução de suas condições de restritividade material, em escassez e em excesso.
 
Se a nação possuir escassez de algo tentará obter de alguma nação parceira. Se possuir excesso de algo tentará distribuir, comercialmente, para equilibrar sua balança comercial.
 
O 11º Pilar: Sofisticação de Negócios
 
 
A sofisticação de negócios, a qualidade das redes de um país de negócios globais e de operações de empresas individuais e estratégias, é propícia a uma maior eficiência na produção de bens e serviços. Esta sofisticação é caracterizada pelas operações individuais e coletivas em associações pelos esforços exaustivos em se efetivar a comercialização da produção e dos serviços tanto no mercado doméstico, quanto no mercado exterior. São as redes de contatos comerciais e a qualidade técnica de seus membros na especificação de compras e vendas, na elaboração de contratos comerciais de importações e exportações, na sua produtividade laboral e cognitiva para as trocas comerciais no mercado doméstico. E a interação deste com o mercado exterior.
 
Nas redes estão as cadeias de suprimentos para o sistema de produção e de serviços. Os fornecedores, compradores e consumidores de todos os segmentos industriais e de produção / serviços devem apresentar integração e conexão proveitosa para o conjunto, aproveitar as oportunidade de negócios, trabalhar planos estratégicos para conquista de mercados e novos negócios, enriquecer sua qualidade com inovações, reduzir as barreiras técnicas e comerciais, introduzir novas empresas, introduzir novos produtos e mercadorias e criar o ambiente ético da competitividade.
 
O 12º Pilar: A Inovação
 
O último pilar da competitividade é o da inovação tecnológica. E se pode obter substanciais ganhos com a melhoria das instituições, da construção de boa infraestrutura, da redução da instabilidade da macroeconomia e da melhoria do capital humano. Se estes fatores estiverem precários, sem dúvida a nação terá baixa condição de competitividade ou de melhoria da mesma.
 
Uma nação competitiva deve eliminar todas as interferências que prejudicam todos os pilares da competitividade. E nesta eliminação irão surgir as INOVAÇÕES.
 
Melhorias no sistema de crédito e financeiro, na redução contínua e tenaz de obstruções, obstáculos e gargalos. Precisará tem um bom sistema de NORMAS e PADRÕES que levem a consolidação da inovação da tecnologia, a melhorias importantes na produtividade, na qualidade e a economia em si dos processos e procedimentos. Ter um bom sistema de marcas e patentes, proteção de propriedade intelectual, laboratórios de metrologia, testes e simulações, incrementar a confiabilidade em seus produtos e serviços. Ter um bom sistema de formulação, desenvolvimento e aplicação do conhecimento, saber tirar proveito de seus inventos e aperfeiçoá-los.
 
A inovação requer um ambiente propício à criatividade, ao estímulo da pesquisa, da investigação científica e do desenvolvimento relacionado a criação de processos, procedimentos, coisas e objetos destinados a melhoria das condições de vida de todos - de toda a população. Requer investimentos racionais e com viabilidade técnica e econômica, para minimizar riscos e quebras. Requer a interação entre empresas, universidades e centros de P&D - mas em todos os setores viáveis da economia. Requer bons orçamentos de P&D e muita resistência aos cortes que os administradores tenham cismas de atrasos e de perdas - prejuízos.
 
As inovações deverão estar associadas às medições de crescimento da produtividade, da qualidade e da economia. E do produto interno bruto do país. E deverão favorecer a sustentabilidade da condição de vida dos cidadãos.
 
A Inter-relação entre os 12 Pilares
 
Temos acima um relato de tradução que fizemos, com interpretação reflexiva e adaptação textual pedagógica, para ajudar melhor no entendimento sobre os 12 pilares da competitividade. Porém, precisamos explicar que o relato individual da cada um dos pilares apresenta relações - correlações - de uns com outros, em graus de associação fortes e médios. Ao passo que um deles pode influenciar negativamente nossas análises outros irão influenciar positivamente, isto porque os negativos devem ser diminuídos e os positivos devem ser aumentados, e com esta percepção os impactos serão proporcionais nestas relações.
 
Por exemplo, o 12º pilar da inovação terá muitas dificuldades de acontecer positivamente se os pilares 4º e 5º, da educação e do treinamento da força de trabalho, não forem adequados para se obter o 9º pilar de prontidão e absorção de novas tecnologias. E sem o pilar 8º de financiamento suficiente para P&D, ou um bom mercado para as transações financeiras e comerciais, não será possível se ter o pilar 6º de mercados específicos e para as inovações.
 
Os 12 pilares terminam formando possibilidades de análises matriciais, em tabelas de dupla entrada, para todos os setores da economia, em que se poderá tabular um status inicial, como marco referencial zero, e se elaborarem planos setoriais, com os marcos zero classificados, para se planejar ações, fomentos, incentivos e investimentos, em cada setor estratégico e por fim se fazer medições temporárias de status, de maneira a podermos avaliar avanços, estagnações e retrocessos, numa pura arte de administração nacional, regional e setorial, pelas governanças responsáveis e respectivas.
 
Fonte: O Relatório sobre a Competitividade Global entre nações - 2010-2011
 
Pelo Brasil é coordenado pela Fundação Dom Cabral com os executivos brasileiros das amostras.
 
Nota: O Relatório sobre a Competitividade Global entre nações - 2010-2011 é coordenado pelo Professor Klaus Schwab, Editor do World Economic Forum, Genebra, Suíça. Seus dados e informações são de propriedade do World Economic Forum.
 
Abraços,
 
Lewton



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