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Postada em 19-08-2012. Acessado 863 vezes.
Título da Postagem:A velocidade do desenvolvimento tecnológico, a aplicação das inovações e sua dif
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 19-08-2012 @ 08:53 am
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A velocidade do desenvolvimento tecnológico, a aplicação das inovações e sua difusão

Tags: inovação, dilema, produto, obsoleto, obsolescência, velocidade, aplicação, aprontamento, tecnologia, tecnológica, corrida, competitividade, engenharia, Lei de Moore, Igor Ansoff, administração, estratégica, estratégia, vanguarda, inventos, know-how

A complexidade do conhecimento nas inovações cresceu à medida que o tempo passou, por exemplo, entre 1720 e 1955, os 13 inventos a seguir transformaram a industrialização e a vida moderna das sociedades beneficiadas por eles, inclusive a defesa e persuasão, com o invento da Bomba Atômica.

O Dilema da Prática das Inovações decorre mais intensamente a cada década entre o ano-base do invento e o seu tempo decorrido em sua aplicação comercial, o que representa um indicador a ser administrado pelos desenvolvedores de inovações.

As inovações vêm reduzindo o intervalo de tempo entre o ano-base da invenção, e a sua aplicação comercial, fazendo o dilema se arrastar entre a decisão da hora de lançar a inovação ou acumular modificações válidas para um novo produto, para certo tempo estimado de espera. Por um lado se esgotam as inovações de vanguarda num lançamento só, por outro lado todas as inovações possíveis esparçadas no tempo podem levar a perda da vantagem competitiva nas inovações.

Após muitos anos de inovações intensivas o público consumidor acabou detectando um tempo útil para adquirir novos produtos ou inovações tecnológicas. Muitos já esperam lançamentos empacotados num único conjunto de inovações que lhes justifique adquirir os novos produtos, já que após a compra seu “novo produto para usura e usufruto” acabou de ficar “obsoleto”. Na hora em que é comprado, o NOVO produto já estará OBSOLETO ...

E aqui teremos 2 tipos de obsolescência:

1º Priorização do conjunto de inovação, a ser lançado, dosadamente, para se aproveitar as demandas comerciais, forçando com que as decisões do consumidor sejam motivadas para se "atualizar" na compra de novas versões do produto;

2º Indução de falhas funcionais e operacionais que após vencido o prazo de garantia da qualidade, venham a interromper o funcionamento do produto, forçando com que as decisões do consumidor sejam motivadas para se "atualizar" na compra de novas versões do produto;

Vejamos a seguir o “Dilema da Prática das Inovações”. Na relação abaixo temos o Ano Base da Concepção do Invento e o Tempo para sua Aplicação Comercial, segundo Igor Ansoff, em seu livro “Administração Estratégica”:

1. Fotografia = invento de 1720, aplicação comercial após 112 anos;

2. Telefone = invento de 1810, aplicação comercial após 56 anos;

3. Motor Elétrico = invento de 1810, aplicação comercial após 65 anos;

4. Rádio - invento de 1860, aplicação comercial após 35 anos;

5. Tubo a Vácuo = invento de 1880, aplicação comercial após 33 anos;

6. Tubos de Raios X = invento de 1890, aplicação comercial após 18 anos;

7. Radar = invento de 1920, aplicação comercial após 15 anos;

8. Televisão = invento de 1930, aplicação comercial após 12 anos;

9. Reator Nuclear = invento de 1940, aplicação comercial após 10 anos;

10. Bomba Atômica = invento de 1940, aplicação comercial após 6 anos;

11. Transistor = invento de 1950, aplicação comercial após 5 anos;

12. Bateria Solar = invento de 1950, aplicação comercial após 3 anos;

13. Borrachas e Plásticos = invento de 1955, aplicação comercial após 3 anos;

O impacto do Know-How Exponencial decorre dos aumentos nas taxas de crescimentos dos fatores que aceleram a acumulação do conhecimento, a saber, hoje temos:

1. Mais pesquisas +

2. Mais cientistas +

3. Mais instrumentação racionalizadora +

4. Mais verbas +

5. Mais objetividade +

6. Mais fontes de buscas eficientes +

7. Mais compreensão imediata da inovação +

8. Mais velocidade de aplicação +

9. Mais capacidade estatística +

10. Mais capacidade de computação e cálculos +

11. Mais capacidade analítica +

12. Mais capacidade de armazenamento.

Embora não houvesse no passado recente a formulação da “Lei de Moore”, sobre o ganho da capacidade dos computadores, que dobra a cada dois anos, o conhecimento em geral veio crescendo em progressão exponencial, muito acima da simples progressão geométrica constatada por Moore, no desempenho dos computadores.

CRESCIMENTO DO CONHECIMENTO E DA CAPACIDADE DOS COMPUTADORES

BASE DA PROGRESSÃO = PARTINDO DE 1,00

ANO = Conhecimento (1) = Computação (2) = Veloc Know-How (3)

1 2,72 1,00 2,72

2 7,39 1,00 7,39

3 20,09 2,00 10,04

4 54,60 2,00 27,30

5 148,41 4,00 37,10

6 403,43 4,00 100,86

7 1.096,63 8,00 137,08

8 2.980,96 8,00 372,62

9 8.103,08 16,00 506,44

10 22.026,47 16,00 1.376,65

11 59.874,14 32,00 1.871,07

12 162.754,79 32,00 5.086,09

(1) Crescimento Exponencial do Conhecimento;

(2) Crescimento da Progressão da Lei de Moore;

(3) Nº de vezes maior.

A Lei de Moore é igual a capacidade da engenharia em duplicar os elementos tecnológicos do ganho de desempenho dos computadores, a cada 2 anos, mesmo tendo os benefícios do Know-How Exponencial;

E para um único e intensivo segmento de pesquisas científicas, para se poder encapsular o volume ascensional do seu Know-How Exponencial, no caso da tabela anterior, será necessário mais de 5.000 computadores, no ano 12 da série tabelada, para dar conta do volume de conhecimentos gerados no mundo todo.

Apesar da “Lei Moore” ter consistência, no ponto de vista da computação, não há no mundo um processo bibliotecário de acumulação racional do conhecimento, haja vista os milhões de fontes de sua geração e dispersão, para o acesso, uso e aplicação racional.

O Know-How cresce exponencialmente e a capacidade de seu processamento apenas dobra a cada 2 anos.

Para o axioma atual de sustentar inovações se torna necessário o domínio da geração do conhecimento e sua viabilização comercial quase imediata, com racionalidade, pois nem todo tipo de conhecimento é transformável imediatamente em inventos.

O maior volume de conhecimentos é gerado nos processos de transformação de matérias, como nos laboratórios ou em escala industrial, que inovam ou aperfeiçoam o modo com que os objetos são fabricados / produzidos.

Uma inovação todas às vezes irá necessitar de que os processos de transformação de matérias sejam inovados ou inventados, pela inovação possuir saltos tecnológicos.

Já que INOVAÇÃO é NOVIDADE ...

Abraços,

Lewton




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