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Postada em 01-09-2012. Acessado 4039 vezes.
Título da Postagem:Os 11 princípios básicos da administração da qualidade japonesa
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 02-09-2012 @ 11:55 am
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Os 11 princípios básicos da administração da qualidade japonesa

Tags: Princípios, administração, qualidade, Japão, japonesa, TQC, qualidade total, os 11 princípios, mandamentos, educação e treinamento, habilidades, competências, E&T, cliente, consumidor, ciclo do produto, ciclo do serviço, prioridade, priorização, auditorias funcionais, funções, operações, operacionais, conceitos, básicos, gestão, rotina, estratégico, tático, níveis, JUSE, União Japonesa de Engenheiros e Cientistas
 
Existem 11 fatores básicos na administração da qualidade japonesa, que se caracterizam em diretrizes principais, para a melhoria contínua da produção e de serviços. Nas atividades que não só lidam com dados (números), mas como também com fatos (menções lingüísticas). Isto é, tanto em profissões relacionadas às ciências exatas, como às ciências inexatas.
 
No Japão em qualquer ramo industrial, laboral, agropecuário e de serviços, nos processos da medicina, nas demandas jurídicas, naquelas da contabilidade, da administração, da engenharia e da tecnologia, os 11 conceitos são aplicados: por médicos, advogados, administradores, contadores, engenheiros e tecnólogos.
 
Estes 11 conceitos são as medidas da ação planejada e preventiva para a administração da qualidade, de maneira a buscar valores de PERFEIÇÃO material nos bens e serviços. Eles soam como contramedidas às falhas potenciais, decorrentes da omissão assistencial e administrativa sobre tais itens.
 
Bases Tecnológicas destas diretrizes seguem abaixo:
 
I.1 – Orientação para o Cliente
A sobrevivência depende da satisfação total do cliente por isso todos os produtos e serviços requisitados por ele ou para ele, devem estar conformes com seus requisitos sob o ponto de vista Qualidade Total.
 
I.2 – Qualidade em Primeiro Lugar
A Qualidade Total da Produção de um produto ou do serviço deve ser identificada através de pesquisas e avaliações para que se possam ressaltar os requisitos escondidos, possíveis potenciais e revelados que devem ser agregados nas atividades de fabricação do produto ou do serviço, conseguindo com isso o domínio da Qualidade na rotina, para ampliar a sobrevivência.
 
I.3 – Ação Orientada por Prioridades
Muitos problemas surgem no decorrer das atividades de fabricação do produto ou do serviço. Mas, qual é o mais crítico? É preciso uma organização para se resolver problemas com método e disciplina. Em ato contínuo a solução de problemas, promover a “normalização” das atividades atingindo-se objetivos empresariais nobres e relevantes para satisfação total das pessoas.
 
I.4 – Ação Orientada por Fatos e Dados
As decisões que decorrem em ações concretas devem ser tomadas como uma base confiável de dados e informações. Tudo deve ser observado na essência do seu acontecimento, extraindo-se informações sólidas através de dados adequadamente coletados e tratados com análise estatística, fugindo-se da forma tradicional das decisões na base do sentimento, intuição e experiência pessoal.
 
I.5 – Controle dos Processos
A famosa lei de causa e efeito vigora em qualquer atividade. Como a Qualidade Total é agregada durante a execução das tarefas inerentes das atividades de fabricação do produto ou do serviço, todas as causas que levam a consecução dos resultados devem ser dominadas para assegurar ou garantir a Qualidade requerida pelos clientes. Todo esse conjunto de causas que afetam o resultado final é chamado de processo.
 
I.6 – Controle da Dispersão
A ação orientada por fatos e dados e o controle de processos exigem que, a ação essencial para dar melhor precisão e exatidão ao produto ou ao serviço, se restrinja ao controle da dispersão. Em tudo há variação e é importante saber localizar a fonte dessa variação, ou a causa fundamental da dispersão, isolando-a e bloqueando-a com padronização, com a ação preventiva primordial para dar estabilidade à fabricação do produto ou a finalização do serviço.
 
I.7 – O Próximo Processo é seu Cliente
É o conceito que cria a consciência de autocontrole. As pessoas que realizam uma tarefa integrada num fluxo de atividade, que ocorrem para a fabricação de um produto ou uma prestação de serviço ao cliente, devem possuir a noção de que “o próximo processo é seu cliente” de modo a não induzir operações prejudiciais que possam comprometer o resultado final da atividade. Não produzir defeitos, nem transferi-los para o processo seguinte.
 
I.8 – Controle à Montante
As verdadeiras necessidades dos clientes devem ser identificadas e desdobradas dentro da organização da empresa de modo que possam ser agregadas na fabricação do produto ou na execução do serviço. Como há sempre uma cadeia de elementos na empresa que agrega a qualidade, no fluxo seqüencial de fabricação de um produto ou na execução de um serviço, é preciso que todos tenham a noção de que todas as contribuições para concretizar o produto ou serviço devem ser interativas, sem falhas ou erros desde o primeiro setor que faz parte dessa cadeia de elementos.
 
I.9 – Ação de Bloqueio
Ação de bloqueio é evitar que um problema continue a ocorrer pela mesma causa. Como fazer isso? Devemos optar por uma técnica que nos permita prever possíveis problemas de modo preventivo. Na fabricação de produtos ou na execução de serviços a padronização responde por 70 a 90% dos bloqueios possíveis às falhas e omissões. A repetição em 100% de desempenho das tarefas de uma atividade depende da padronização e de forte treinamento de pessoal no uso de padrões.
               
Algumas técnicas:
1. Fluxograma da atividade;
2. Padrão ou procedimento administrativo/Técnico;
3. Análise do valor;
4. Desdobramento da Qualidade;
5. Caminho crítico;
6. As 7 ferramentas estatísticas da qualidade e
7. As 7 ferramentas lingüísticas da administração.
 
I.10 – Respeito ao Empregado como Ser Humano
É uma afirmação óbvia, mas nem sempre a administração esta atenta ao moral do empregado. Sabe-se que se o empregado tem o moral baixo, o serviço tem baixo rendimento e o produto sai com defeitos. Como elevar o moral do pessoal para que ele solte sua criatividade e enfrente as tarefas e desafios com entusiasmo? Deve-se organizar um programa de crescimento da capacidade do pessoal.
 
I.11 – Comprometimento da Alta Administração
A Qualidade Total não deve ser um estilo de administração pessoal, mas sim uma filosofia de vida empresarial. A alta administração deve estar comprometida com a vida da empresa e das pessoas e, com base nisto, formular uma visão para sua sobrevivência. A estratégia para atingir a visão para a sobrevivência, deve ser implementada à luz das crenças e valores vigentes na cultura, segundo a missão da empresa, assegurando o futuro empresarial. Isto fica demonstrando com a implementação do Gerenciamento Estratégico.
 
Constituem o perfil de conhecimentos principais, para a administração da qualidade, as seguintes competências básicas, com vistas ao processo de educação e treinamento:
 
(a) Conhecer a estrutura organizacional da empresa e seu vínculo com as necessidades do mercado quanto a Qualidade dos seus Produtos e Serviços de apoio aos Clientes ou Consumidores;
(b) Conhecer as variáveis de planejamento de Controle da Qualidade de Produtos, Processos e Serviços;
(c) Saber executar as variáveis de planejamento de Controle da Qualidade de Produtos, Processos e Serviços;
(d) Saber aplicar as diretrizes das normas técnicas nacionais (ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou internacionais na obtenção da Qualidade requerida pelo mercado interno, ou externo, necessárias ao desenvolvimento dos Produtos, Processos e Serviços;
(e) Conhecer os fundamentos dos Sistemas de Gestão ISO 9001 – 2000 para a Qualidade, ISO 14000 para Meio Ambiente e Qualidade Total para o Defeito Zero.
(f) Conhecer os fundamentos dos Sistemas de Medição e Pesagens com referência as unidades de medidas métricas e inglesas.
(g) Conhecer os fundamentos do Sistema Metrológico Nacional e das Redes de Calibração e Aferição de instrumentos e sensores de medidas e pesagens;
(h) Conhecer e interpretar relatórios de teste, ensaios e inspeção em produtos e processos, quanto às condições técnicas de liberação de produtos, ou aprovação de processos ou serviços;
(i) Saber propor a formulação de normas técnicas nacionais (ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas), ou internacionais, para obtenção e concretização da Qualidade requerida pelo mercado interno, ou externo, necessárias ao desenvolvimento dos Produtos, Processos e Serviços;
(j) Saber identificar as anomalias em equipamentos, instrumentos de laboratórios e de linhas de produção e serviços, para propor soluções e práticas de uso e manutenção adequadas;
(k) Planejar e executar o Controle da Qualidade dos materiais e insumos comprados pela empresa para suas linhas de produção e serviços;
(l) Conhecer as necessidades de Controle de Riscos em laboratórios e linhas de produção e serviços, e propor medidas de prevenção de acidentes pessoais e ambientais;
(m) Adequar o Sistema de Controle da Qualidade as diretrizes do Planejamento Estratégico, Tático e Operacional da empresa;
(n) Identificar as estruturas orçamentárias e de controle de custos das atividades dos Sistemas de Controle da Qualidade e relacioná-las com os processos de gestão pertinentes a empresa;
(o) Saber utilizar todos os Sistemas de Informações e Comunicações no desenvolvimento do processo administrativo empresarial;
(p) Saber planejar a redução de custos na racionalização das atividades dos Sistemas de Controle da Qualidade, com vistas a aumentar a capacidade competitiva da empresa;
(q) Comunicar-se com os profissionais das equipes de produção, compras, vendas e assistência técnica aos clientes / consumidor utilizando vocabulário técnico pertinente;
(r) Aplicar princípios, estratégias e ferramentas de gestão técnico-administrativa disponíveis na empresa e
(s) Auxiliar na negociação de contratos de produção e comercialização de produtos ou serviços, tanto para mercado interno quanto mercado externo.
 
A organização curricular da administração da qualidade é baseada em módulos e os mesmos são montados segundo o “CCQT – Caminho Crítico da Qualidade Total”. Todavia, esse conceito modular visa oferecer formação técnica atualizada, onde cada módulo proporciona ao treinando a aquisição de habilidades e competências que o qualificam para ocupar uma posição no mercado de trabalho nessa Área profissional.
 
O desenvolvimento da Organização Curricular está amparado nas seguintes bases Tecnológicas Gerais que haverão de permear todo o processo de ensino e aprendizagem da administração da qualidade:
 
(1) Classificação das necessidades industriais e de serviços da empresa;
(2) Aplicação de procedimentos capazes de viabilizar os objetivos do planejamento de recursos humanos para o funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(3) Classificação das características da qualidade dos produtos e serviços dos concorrentes da empresa;
(4) Organização dos serviços específicos a serem executados de conformidade com os recursos humanos disponíveis para o funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(5) Levantamento dos subsídios qualitativos, quantitativos e de custos sobre o desempenho dos produtos e serviços no mercado – interno e externo - com vistas a apoiar ações administrativas mercadológicas e econômicas;
(6) Elaboração das rotinas e métodos adequados à execução e controle do planejamento de recursos humanos para o funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(7) Utilização de processos de seleção de procedimentos para implantação de Sistemas de Controle da Qualidade pertinente;
(8) Seleção dos indicadores de desempenho do pessoal disponível para o funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(9) Aplicação de procedimentos necessários para operacionalização das atividades planejadas de Controle da Qualidade;
(10) Organização dos serviços específicos a serem executados para elaboração do planejamento do orçamento e da racionalização de custos para o funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(11) Seleção de indicadores de desempenho para o planejamento efetuado;
(12) Utilização dos aplicativos de informática para elaboração do planejamento do orçamento e da racionalização de custos para o funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(13) Aplicação de técnicas de suporte ao atendimento das exigências burocráticas e operacionais referentes à formalização e documentação do planejamento e funcionamento do Controle da Qualidade;
(14) Execução de atividade de supervisão sobre os fatos, causas, conseqüências e correções para o desenvolvimento eficaz e eficiente do funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(15) Organização de serviços específicos a serem executados para o funcionamento do Controle da Qualidade;
(16) Aplicação adequada da legislação ao planejamento estratégico da empresa;
(17) Utilização de aplicativos de informática para funcionamento do Controle da Qualidade;
(18) Auxílio na elaboração de análises gerenciais para a tomada de decisões e
(19) Execução de atividades de supervisão sobre os fatos, causas, conseqüências e correções para o desenvolvimento eficaz do funcionamento do Controle da Qualidade;
(20) Elaboração de relatórios, demonstrações gráficas e estatísticas do funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade.
(21) Elaboração de relatórios e informes sobre a Qualidade para subsidiar as alterações no planejamento da previsão das necessidades de materiais e serviços, tendo em vista as necessidades da empresa;
(22) Organização de atividades para o funcionamento do Controle da Qualidade:
(23) Interação com as demais áreas de produção, pesquisas, compras, vendas e assistência técnica;
(24) Controle da Qualidade do material recebido e avaliação da conformidade dos mesmos às normas técnicas;
(25) Aplicação técnica de comunicação no desenvolvimento de relações interdepartamentais, cuidando do aspecto pessoal e da forma de expressão;
(26) Realização de cálculos necessários para a determinação das características dos materiais, produtos e insumos nos laboratórios e nas linhas de produção e serviços;
(27) Interação com as demais áreas no planejamento do Controle da Qualidade;
(28) Organização de cadastros, registros e planilhas de comprovação e de certificação da qualidade dos materiais, produtos e serviços;
(29) Coletas de informações sobre técnicas de testes, ensaios e inspeção de materiais, produtos e insumos e outros itens que possam interessar à empresa;
(30) Identificação e utilização adequada dos principais softwares aplicativos na resolução de problemas analisando seu funcionamento;
(31) Utilização adequada dos recursos da Informática na Gestão do Controle da Qualidade;
(32) Planejamento de estratégias e táticas, na seleção de procedimentos para implantação dos Sistemas de Gestão do Controle da Qualidade;
(33) Avaliação de procedimentos necessários para operacionalização das atividades de funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(34) Seleção de indicadores de desempenho para o funcionamento planejado;
(35) Aplicações técnicas de suporte ao atendimento das exigências burocráticas e operacionais à formalização e documentação do funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
(36) Organização dos procedimentos para o desenvolvimento em Educação e Treinamento de recursos humanos para o funcionamento dos Sistemas de Controle da Qualidade;
 
As metas básicas de E&T serão:
 
1. Competências:
(a) Conceituar cada um dos 11 conceitos básicos da Qualidade Total;
(b) Compreender a aplicação de cada um na Rotina da empresa;
(c) Desenvolver a consciência para a Qualidade com o entendimento dos conceitos essenciais que resumem a abordagem científica de uma instituição para satisfazer as necessidades dos clientes / consumidores.
 
2. Habilidades:
(a) Classificar os 11 conceitos básicos da Qualidade Total;
(b) Aplicar os conceitos na Rotina da empresa.
 
Abraços,
 
Lewton



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