As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 10-09-2012. Acessado 914 vezes.
Título da Postagem:A Distensão Estratégica Militar dá base jurídica para golpe civil
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 10-09-2012 @ 06:52 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]

A Distensão Estratégica Militar dá base jurídica para golpe civil?

Seja omissão, covardia, ou distensão estratégica, as Forças Armadas (FFAA) do Brasil não estão aceitando uma intervenção sangrenta sobre o processo político temerário e corrupto, que o Petismo vem conduzindo a administração pública e política do país.
 
Milhares de razões há. Mas, quem está querendo que haja uma intervenção militar, a título de golpe é o próprio petismo. Um golpe para um contragolpe orquestrado pelas milícias subterrâneas do próprio petismo, a título de preservar o que resta do Estado Democrático de Direito, degradado pelas governanças civis e petistas, nestes últimos 10 anos.
 
E, ainda, prosseguindo alguns anos em suas deprimentes propagandas enganosas e abusivas, até o ponto de uma ruptura dura e carniceira. A questão básica, e geral, é que o país vai em direção de um colapso social, econômico, ambiental e civilizatório.
 
Por isso as FFAA estão ficando sem funcionalidade e operacionalidade, sem armamentos pesados, sem aviação e força naval, como disse um general amigo. São medidas estratégicas do Petismo ou um despropósito revanchista?
 
Por um lado a sociedade civil já tem cristalizado que as FFAA estão num estado de catalepsia, atonicidade inercial, em que alguns crêem na inapetência dos atuais comandantes delas, em apenas deixar rolar as humilhações e provocações que são feitas, sem nenhum senso de crítica ética, moral, cívica, humanista e militar, propriamente dita – de ambos os lados governo x FFAA.  
 
Há um grandioso acervo de noticias, investigações independentes, fatos e fotos capazes de impor punição exemplar aos militantes sindicalistas, partidários e ao empresariado colaborador de processo de espoliação dos recursos públicos, e a quebra de leis, normas e dispositivos legais, marginalizando a Constituição Federal/1988 (CF/88). Já não estamos mais num Estado Democrático de Direito.
 
Uma inquietação política se agiganta mediante a perda da “autoestima” dos próprios bandoleiros petistas, sem lei e sem justiça, que o PT está impondo ao Brasil, suas instituições e a sociedade contribuinte de impostos. Eles resolveram minimizar seus crimes e até rejeitar o STF como fórum de julgamento de seus delitos.
 
E como está se configurando esta Distensão Estratégica Militar? O sentido é muito prático para se identificar as manifestações violadoras da CF/88. Mesmo que se ache que as FFAA não estejam "vigilantes" nas linhas da constituição brasileira. A que Lula ajudou, em 1988, a promulgar ...
 
A situação usa a “energética do menor esforço” para fazer o meio atuar em vista dos fins – deixa rolar até o esgotamento, pois quem já estudou regimes políticos semelhantes ao do Petismo, sabe que a durabilidade é de curta vida útil.
 
Enquanto isto as mortandades, as ineficiências, as perdas generalizadas e a criminalidade administrativa vão debitando na conta do partido PT, as dívidas de toda categoria e espécie. E, então, o esgotamento começa a sufocar a governança, sua militância, seus aliados e coligados – vão se desmanchando as alianças pró e começando as alianças contra.
 
Mas, nestes estertores existem as possibilidades de mais humilhações e provocações às FFAA, pois a estratégia de provocação de um golpe, para reação por parte da sociedade civil + FFAA + Ordem Jurídica, é a do contragolpe mantenedor do petismo meliante. Se, guerra é guerra, eles vão guerrear com suas atuais armas “legitimadas” pelo suporte jurídico, que tiveram até recentemente, e pela indiferença do povo brasileiro, pelo próprio destino.

Na CF/88 diz que as Forças Armadas servem à nação e não a governos. E os governos desde FHC, quem inventou as comissões das verdades e das bolsas ditaduras, não estão se servindo mesmo das FFAA.
 
Muito pelo contrário estiveram jogando as mesmas no fosso comum dos propósitos do socialismo degenerativo da produção, da perda da vitalidade competitiva e da queda da qualidade da vida civilizatória. E a realidade de inflação, corrupção, desindustrialização, queda do padrão da educação, o recrudescimento da criminalidade e da violência, da degeneração dos sistemas da saúde, a perda do poder de guarnecimento militar e etc, nos mostraram que vamos para uma calamidade existencial como país.  
 
Estão se servindo sim, das FFAA, no modo de uma imagem dela deformada e distorcida, por genocidas intentores, terroristas, comunistas stalinistas e por sindicalistas do ócio perverso, para formar uma aversão ao militarismo brasileiro, para que este continue imóvel, abobalhado, sem “rasgos patrióticos”, de modo que nem a sociedade civil e nem o precário judiciário solicitem intervenção das FFAA, para apagá-los do mapa político. E devolvê-los ao lugar histórico de práticas e opções político-ideológicas de dementes, de onde estavam, e que o povo iludido pelo “canto de jacarés de papo amarelo”, os colocou nos cargos eletivos dos estados e da república.
 
O STF neste instante crítico está invertendo, a favor do povo brasileiro, um viés que há quase 20 anos estava com pendores jurídicos em benefícios das governanças civis. E o general afirma que estávamos num caminho em que a justiça finalmente iria revelar seu lado negro na força. E nada mais restaria para uma intervenção militar.
 
Poderia haver uma "declaração jurídica" de quebra dos dispositivos, que regulam o Estado Democrático de Direito, por pressões de mudanças do regime de democracia e ameaças à integridade institucional, e as FFAA agiriam em conformidade com sua missão constitucional. Mas, até isto parece pouco provável, já que a anexação militar do país com o UNASUL joga água gelada na fervura.

Estava-se temendo que os juízes do STF fossem corruptos, com desvios de conduta e em fuga das suas obrigações constitucionais (coisa, por enquanto, restrita a 2 traidores da pátria, e dos princípios do Direito), também, fazendo "corpo mole".
 
As FFAA poderão ser invocadas pelo povo brasileiro, para "salvar" a nação de alguma grave subversão da ordem institucional, mas os maiores interessados na manutenção do Estado Democrático de Direito seriam mesmos os empresários e administradores, que estivessem comprometidos com o futuro do Brasil. Mas, talvez nem isto possa ser viável, já que as confederações vêm apoiando o Petismo, inclusive emprestando suas marcas para as pesquisas fraudulentas de opinião públicas e eleitorais, tais como a CNI – Confederação Nacional das Indústrias e a CNT – Confederação Nacional dos Transportes.

Em suma, só se as FFAA forem convocadas de um modo relacionado ao Poder Legislativo, onde tem gente que votamos para fazer oposição, também, e fiscalização do Poder Executivo. Entretanto, a oposição inexiste por duas razões: 1.ª deixar o Petismo “sangrar” sem oposição, de maneira que este jamais venha a dizer em seus fracassos, que não conseguiu isto ou aquilo por causa da feroz oposição que teve e 2.ª de certo modo está se beneficiando da maneira corrupta e temerária de administração do Petismo, criando diferenciações de métodos, deixando-os mais “apreciáveis” aos eleitores.    

Sobre revolução simples, por revolução somente, há burburinhos de insatisfações, em face dos abusos desmedidos e o alto grau de corrupção e desvios de conduta institucionais. Mas, não sou a autoridade para lhes afirmar que algo poderá acontecer. Porém, o general declara, que pelo andar da história, até as FFAA perderam lideranças aptas para o processo administrativo de transição, num caso de intervenção militar, e todo o processo deveria ser rápido, higiênico e em parte anticristão, para poder lidar com ratos, escorpiões e peçonhas.
 
Poderá ganhar a “garota” e depois não saber o que fazer com ela ...
 
Mediante esta simples análise a Distensão Estratégica Militar dá base jurídica para um golpe civil? Que tipo de atuação da sociedade civil será possível, sem a intervenção militar, já que este – setor militar - não se mobiliza em sua estratégica distensão?
 
Abraços,
 
Lewton



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!