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Postada em 14-09-2012. Acessado 915 vezes.
Título da Postagem:O Controle da Qualidade por Toda a Empresa, ou TQC Total Quality Control
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 14-09-2012 @ 09:24 am
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O Controle da Qualidade por Toda a Empresa, ou TQC - Total Quality Control

Tags: Controle da Qualidade, Toda a Empresa, TQC, Total, Quality, Control, satisfação das pessoas, atendimento das necessidades, cultura, empreendedora, burocrática, excelência empresarial, delegação da rotina, políticas administrativas, sobrevivência, 5 dimensões da qualidade, qualidade, produtividade, economia, moral, segurança, relações institucionais, cliente x produtor x fornecedor, administração, engenharia, tecnologia, educação e treinamento
 
O TQC é uma nova cultura, no Brasil, que se caracteriza como modelo de administração empreendedora. Busca sempre a satisfação das pessoas.
 
Para a sobrevivência da empresa, muitas vezes invocada pelo seu Presidente, é preciso que todos os princípios mais nobres dessa cultura sejam concretizados no dia a dia da nossa rotina.
 
Procuramos que fazer uma proposta de ações administrativas de modo a auxiliar, mais rapidamente, e de forma científica, a assimilação de tão maravilhosa cultura que nos assegura o bem estar, a continuidade operacional da nossa empresa e um futuro promissor como empresa de EXCELÊNCIA.
 
O TQC promoveu uma revolução nos últimos 60 anos desde que reformulado pelos Japoneses. As empresas tradicionais, em caráter burocrático, esgotaram sua capacidade de oferecer os ganhos de produtividade que se requer para competir, efetivamente, no mercado mundial face ao desgaste relacionado a controles mais rígidos, maior pressão, supervisão rigorosa, alta especialização de pessoal, etc...
 
Há uma proposição de se delegar autonomia aos funcionários, fracionando o poder de gestão fazendo com que eles assumam pessoalmente o sucesso da empresa que se objetiva sobreviver e prosperar.
 
O processo político negativo da empresa, quando existente, impede que as pessoas assumam responsabilidades. O TQC recomenda a delegação da rotina, do dia a dia, para quem executa a tarefa ou a atividade operacional.
 
A palavra “política”, tão distorcida em seu significado original, representa a arte da manipulação, ou seja, ações que executamos em benefício de nosso próprio interesse, na carreira ou no poder, ou na unidade que representamos, como propostos da administração.
 
As culturas de muitas empresas, privadas ou estatais, são formadas durante muitos anos por um processo turbulento de disputa pelo poder, dando margem ao casuísmo e a transitoriedade executiva de diretrizes e estilos administrativos.
 
O caráter transitório e efêmero forçou verdadeiras rotatividades em cargos ou postos por elementos muitas vezes não preparados para a função. Criaram-se com isso estilos de gestão baseados em preconceitos e interesses de grupos. Muitas habilidades políticas negativas decorrem deste processo.
 
Assim os valores mais profundos, em relação ao trabalho, realizações, contribuição e as dimensões espirituais da vida e, da sua qualidade, foram sendo comprimidos para o poço de desespero. O TQC tenta, no momento, resgatar os valores humanos, mas nada impede que haja um retrocesso no esquema de sua implementação.
 
A prática que se observou, nessas empresas, estava na opção pela dependência, pelo hábito de pôr a culpa em outros grupos, a escolha de caminhos mais fáceis e a busca do controle por interesse próprio. Isto é de fato um mal “burocrático” que se consolidou nas raízes da cultura de muitos empreendimentos.
 
Há no momento, como já dissemos um esforço de empurrar as responsabilidades para baixo, deixando as pessoas mais autônomas e isto vai de impacto contra o método e a mentalidade que caracteriza ainda, muitas empresas nacionais.
 
Os níveis intermediários devem doravante, receber a autonomia, no sentido de tornarem-se poderosos para fazerem o que for de melhor para eles e para a empresa. Se a empresa guarda ainda esse caráter burocrático, a essência da maneira em que as pessoas atuam é de optar por segurança, cautela e controle, não assumindo responsabilidades pelo que está acontecendo, já que recebem diretrizes e orientações do topo.
 
Buscar a autonomia no meio de uma cultura criadora de dependência é um ato EMPREENDEDOR.
 
A formação cultural sedimentada está amarrada às escolhas individuais que as pessoas fazem, para se adaptar ao ambiente e a natureza das normas e valores da organização, onde elas estão integradas. O TQC traz medidas e normas para o rompimento com este passando burocrático.
 
Toda empresa que possua uma organização tradicional e hierárquica, com valores patriarcais, vai formando nas pessoas, com o tempo, atuações negativas, tais como:
 
1. Manipulação de pessoas e situações;
 
2. Tratamento de informações e planos que favoreçam alguns ou a sim próprio;
 
3. Invocação do nome de pessoas em níveis mais elevados quando se está tentando colocar idéias ou influências próprias;
 
4. Calculismo nos relacionamentos entre pessoas;
 
5. Obtenção da aprovação dos superiores em torno de “fatos” que beneficiam grupos;
 
6. Cautela em dizer a verdade.
 
O sistema político corporativo convencional está refletido nas situações acima.
 
Com o TQC o que se espera no rompimento da cultura antiga é promover atos de prestação de serviço, contribuição e criação.
 
Entre os modelos burocráticos e o empreendedor existem posições pessoais específicas, tais como:
 
BUROCRÁTICO = Manutenção do status, cautela aos riscos, dependência da supervisão = o negócio é só do patrão;
 
EMPREENDEDOR = Melhoria do status, coragem aos riscos, autonomia delegada = o negócio é nosso: meu e do patrão;
               
A maioria das experiências bem sucedidas baseou-se na gerência participativa e no envolvimento das pessoas no negócio da empresa. O TQC nos dá essa noção e nos traz esses conceitos de indiscutível validade.
               
Grandes empresas de sucesso com cultura empreendedora negociaram com seus contratados (empregados) um esquema de atuação funcional baseado no que segue:
 
1. Seja a sua própria autoridade;
 
2. A auto-expressão será encorajada;
 
3. Assumir compromissos com coragem.
               
Desta forma os funcionários tornam-se a fonte máxima de autoridade, na qual as ações servirão da melhor maneira possível à organização.
 
Esta iniciativa foi reforçada com a criação de políticas que fossem positivas como antídoto contra as políticas manipuladoras. A política positiva como estratégia, para sedimentar a mentalidade empreendedora, favorece a formulação de táticas de ações autênticas, com alto valor de nobreza, exigindo que o pessoal assuma a responsabilidade completa pela rotina executada por suas próprias ações, bem como pelo sucesso da sua unidade.
 
A chave para a política positiva é então ver cada confrontação como uma oportunidade de dar apoio à autonomia e criar uma organização de nossa própria opção. Requer que vejamos, a nos mesmos, como os instrumentos primários para mudar a cultura.
 
O Engº e Profº Kusaba (AOTS, 1991, Japão) declarou que seu sonho era transformar o TQC em “Cultura Mundial”. Mas, antes ela deveria ser uma cultura empresarial, já que a empresa representa a célula produtiva e econômica da força industrial ou comercial de uma nação e a nação é a célula do mundo.
 
As culturas são alteradas de milhares de pequenas maneiras, e não por um aviso dramático emanado da alta administração, seja por crise ou por visão (Profº Noriaki Kano).
 
A necessidade de uma orientação política comum envolve pedir às pessoas que definam suas táticas autênticas, de maneira a estabelecer a direção futura, formando nova cultura, introduzindo no dia a dia, da rotina, a prática verdadeira dos valores da organização.
 
Muitos presidentes de empresas tem tornado o TQC apenas meio promocional de que está “praticando a qualidade”. Fazem pedidos exaltando nos seus empregados os esforços para o crescimento, ou a manutenção, das vantagens competitivas. Mas, são invocações vazias, soando como pedido suplicante ou aviso.
 
O aviso dramático é importante, extraído da fala da alta administração, pois pede que as pessoas operem a empresa com vistas a sua sobrevivência. Mas a autonomia, na definição das táticas autênticas, deve ser legada aos subsistemas industriais para que eles assumam a liderança quanto à criação das táticas que expressam valor e nobreza, para serem vivenciadas pela unidade, canalizando todos numa só direção. Quando isto ocorrer todos ficam alinhados com a organização num nível muito pessoal, chegando a ponto do “negócio também ser meu”.
 
O TQC carrega, com seus conceitos e técnicas, uma cultura fabulosamente criada para lançar qualquer empreendimento num futuro cheio de prosperidade, a exemplo do Japão.
 
Não é necessário que a incorporação do TQC, no Brasil, aconteça como tem acontecido no Japão, diante das características do seu povo e da sua cultura nacional. Ele deve ser articulado com grandeza, coragem e autonomia, respeitando a cultura local.
 
Uma empresa empreendedora possui sua missão declarada especificando o jogo que deve ser jogado, isto é, o negócio da empresa. É preciso a descrição de um roteiro político comum que possa servir de base para a definição das táticas autênticas, expressando a filosofia sobre a qual a missão (o negócio) será gerida pelos “subsistemas autônomos”.
 
Este esforço articula o desenvolvimento da nova cultura. A mentalidade empreendedora determina que a sobrevivência, em longo prazo depende de como é o contato e o serviço prestado aos clientes internos e externos.
 
O TQC traz, também, esta doutrina onde o próximo processo é o cliente. As relações de Fornecedor-Cliente, quando respeitadas, minimizam os conflitos dentro da organização. Assim, qualquer roteiro político que represente a essência do TQC, irá proporcionar um alívio nos relacionamentos, deixando a empresa mais agradável de trabalhar, melhorando sua imagem diante daqueles para os quais presta serviço e aqueles que se beneficiam do seu bom desempenho.
 
O TQC é uma cultura empreendedora e como tal requer uma correspondência em desempenho, eficácia e eficiência. Para que a fixação cultural seja detectada urge transformar nossas táticas autênticas, de uma política positiva, em resultados de validade humana, material e econômica. Não devemos nos alienar dessa verdade concreta que caracteriza o sucesso ou o insucesso diante da competição e da sobrevivência.
 
Temos que transformar a política positiva em resultados. Essa política positiva deve ser uma opção nossa, de forma compreendida para não sermos controlados por ela, mas somente orientados. Trazemos então essa opção como forma quase independente, não importando quem é o nosso chefe ou nosso Presidente. Trazemos à cena a concretização dos procedimentos do dia a dia na rotina trabalhando taticamente e de forma autêntica, sem máscara ou manipulação. Agindo, assim, o roteiro político escolhido nos permite agirmos sem segundas intenções e ele se torna nossa força e é uma maneira de declarar nossa autonomia e individualidade.
 
Rompemos a cultura burocrática e temos, então, um jogo com nome e regras para que possamos concretizar o sucesso do negócio e a nossa sobrevivência.
 
Nossa autonomia precisa, então, que a informação de desempenho seja transparente, tanto a termos de crescimento no negócio e sua caracterização financeira, como em termos de satisfação das pessoas. Quanto maior a turbulência do nosso negócio, ameaças e tendências transitórias, maior a necessidade de operarmos politicamente conforme o roteiro central, para encararmos com coragem os riscos que se escondem, de modo consistente e filosoficamente correto (coerente com a intenção de sobrevivência).
 
O TQC nos mostra que a influência maior que podemos ter para convencer os outros é através de fatos e dados, além de argumentos lógicos harmonizados com a interpretação que temos das informações. Essa tática é mais sólida. Os dados e fatos trabalhados com racionalidade, sempre nos levarão aos caminhos seguros, relacionados com as decisões e aos convencimentos. Mas, jamais devem ser “manipulados ou massageados” de modo a obscurecer uma ineficiência ou ineficácia. Estamos antecipando nossa falência.
 
Nosso comportamento deve ser moldado no roteiro político central (ou comum) enfrentando nossa realidade. Assumimos a responsabilidade pessoal pela maneira que atuamos, procurando fazer cumprir, com grandeza, nossa obrigação com o serviço correto, desde a primeira vez. O que a administração deve esperar é que com essa responsabilidade devemos agir correndo riscos sensatos e “não cometendo suicídio”. Afinal nos foi pedido, decididamente, para lutarmos pela sobrevivência, competindo no mundo das empresas com excelência em Qualidade Total.
 
O que se espera é que a noção de responsabilidade seja de tal ordem, que as pessoas não devem preocupar-se em obter dados, e aperfeiçoar o seu modo de apresentação, e seu modo de conseguir adesões, por lobby ou encenações, para conquistar a aprovação do Presidente, do chefe ou mesmo do cliente.
 
A meta deve ser a de satisfazer concretamente todos os requisitos dos clientes racionalizando o não cumprimento deles de maneira à retro-alimentarmos as atividades, eliminando as falhas pretéritas.
 
Nunca se deve optar por subterfúgios pouco traumáticos e de baixo risco.
 
Nunca seremos competitivos dessa forma.
 
Nossa sobrevivência está nas nossas próprias mãos e vale a pena lutar por ela num modelo autônomo.
 
Devemos nos sentir pessoalmente responsáveis pela essência da mentalidade empreendedora, e isto equivale a dizer que aceitamos o TQC, como nova cultura, capaz de nos permitir concretizar qualquer visão ou crença, de elevado teor nobre, que valorize e motive nossa contribuição ao sucesso empresarial.
 
Não podemos mais prosseguir com a velha cultura, engajada em “desempenho de papéis e palavras”, apresentação de boa imagem, disfarce de problemas e todas as variações de corrida da ao poder. Aí sim estaremos sendo autênticos para implementar o TQC, agindo de modo a fixar o conjunto de valores e crenças que irão modificar a velha cultura, alinhados todos numa só direção.
 
Abraços,
 
Lewton



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