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Postada em 17-09-2012. Acessado 765 vezes.
Título da Postagem:Assegurando a sobrevivência da empresa através do Controle da Qualidade Total
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 17-09-2012 @ 09:19 am
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Assegurando a sobrevivência da empresa através do Controle da Qualidade Total
 
Tags: TQC, Total Quality Control, Qualidade Total por Toda a Empresa, qualidade, produtividade, economia, racionalização, redução custos, otimizações, maximização de ganhos, minimização de perdas, sobrevivência, políticas administrativas, resultados práticos, desempenho, metas e objetivos, diretrizes, satisfação total do cliente, segurança total, aculturação, nova mentalidade, empreendedora, organização, operação, autonomia, rotina, planejamento estratégico, administração científica
 
A manifestação de uma crença, ou visão, que caracterize uma busca pela sobrevivência, se desdobra para dentro das raízes da empresa promovendo uma mudança de mentalidade.
 
Sabemos que diversas empresas ainda possuem um esquema operativo bastante burocrático. Nele as pessoas ficam dependentes de alguém, acima delas, para lhes mostrar caminhos ou linhas de ação.
 
Muitos Presidentes possuem a crença de que sua empresa deve alcançar a excelência. Mas como se configuram as empresas nessa condição? Pelo sucesso japonês, estes modelos empresariais estão adotando a mentalidade empreendedora, em que a estrutura organizacional dá autonomia as pessoas, mas, elas estão alinhadas a uma política central com diretrizes básicas de rotina.
 
Todas as características de empresas empreendedoras estão relacionadas ao TQC.
 
1. Organização flexível e dinâmica;
 
2. Ênfase ao trabalho em grupo;
 
3. Autonomia da rotina delegada;
 
4. Decisões consensuais em conselhos ou comitês;
 
5. Lealdade à empresa como um todo;
 
6. Gerenciamento da tecnologia com base no crescimento do ser humano;
 
7. Emprego de conceitos científicos;
 
8. Ênfase ao desempenho com resultados competitivos;
 
9. Gerenciamento por políticas (diretrizes).
 
É fato que a sobrevivência destas empresas está vinculada a satisfação total do consumidor (ou cliente) dentro do conceito de qualidade.
 
Muito embora possa existir, e deve existir um gerenciamento por políticas (ou diretrizes), a empresa empreendedora possui um roteiro político de apoio a sobrevivência cultural do TQC. Há diferença entre um e outro. O gerenciamento por políticas (ou diretrizes) é o governo da empresa em direção a sua visão de sobrevivência, baseada em fixação de rumo ou metas, para concretização a médio e longo prazo.
 
O roteiro político, para assegurar o conceito de qualidade, é a fixação de diretrizes que promovam o alinhamento das pessoas de modo a que elas incorporem na rotina, do dia a dia, procedimentos, posturas ou comportamentos que concretizem o TQC como cultura.
 
Devemos promover a descentralização operativa e a unificação em torno de conceitos políticos. Formar uma empresa que englobe e aprofunde suas fábricas, num sistema econômico autônomo ampliando o entrosamento entre elas, estabelecendo uma união política empreendedora.
 
Devemos dar um passo no progresso da descentralização com base na aglutinação de subsistemas econômicos autônomos. Os subsistemas devem romper com os respectivos passados políticos e admitir uma política que conduza para a única direção viável - a sobrevivência - os procedimentos de gestão empresarial. É evidente que tal proposta soa como motivação adicional.
 
O procedimento de gestão sujeito, a um roteiro político único, condiciona a uma mudança para a nova cultura empresarial que é o TQC. Assim, cada fábrica do sistema econômico, abandona sua prática usual, pouco a pouco, entrando no anonimato político, mas colaborando para prosperidade econômica da empresa e assegurando a sobrevivência.
 
As percepções pragmáticas sentidas hoje no Brasil, nos levam a concluir que, muitas empresas condicionadas durante décadas a um esquema burocrático, regido pelos estilos administrativos e assimilados internamente, revelam ainda posições conflitantes dos seus gerentes em relação aos conceitos do TQC. O nivelamento destes conceitos vem com o tempo, desde que haja união em torno de um roteiro político que resuma a essência do TQC, em princípios orientativos, que promovam o alinhamento dos setores da empresa.
Deve haver cooperação e colaboração de todos em função do roteiro político único e mesmo sendo único as fábricas podem agir por contra própria, na sua gestão de rotina, com energia e agilidade necessárias.
 
Empresas com burocracia atuante permitem o surgimento de um vazio de objetivos políticos que garantam a sobrevivência das mesmas. É preciso que elas avaliem a necessidade de reformular o sistema empresarial promovendo a divisão de responsabilidade e poder (autonomia) dentro dele. Não falamos aqui do conceito de reengenharia.
 
Sugerimos um processo de aculturação do TQC que permita que os gerentes pratiquem a livre iniciativa do esquema de empresa empreendedora.
 
Uma visão do futuro - comum da sobrevivência - começa a ser criada hoje, em face da união política e a autonomia econômica.
 
OS PRINCÍPIOS NOBRES DO TQC
 
O TQC possui princípios nobres que devem ser fixados culturalmente com medida de indicadores ou itens de controle, que possam ser correlacionados para determinação de desempenho.
 
As Bases Tecnológicas destes princípios seguem abaixo:
 
I.1 – Orientação para o Cliente
 
A sobrevivência depende da satisfação total do cliente por isso todos os produtos e serviços requisitados por ele ou para ele, devem estar conformes com seus requisitos sob o ponto de vista Qualidade Total.
 
I.2 – Qualidade em Primeiro Lugar
 
A Qualidade Total da Produção de um produto ou do serviço deve ser identificada através de pesquisas e avaliações para que se possam ressaltar os requisitos escondidos, possíveis potenciais e revelados que devem ser agregados nas atividades de fabricação do produto ou do serviço, conseguindo com isso o domínio da Qualidade na rotina, para ampliar a sobrevivência.
 
I.3 – Ação Orientada por Prioridades
 
Muitos problemas surgem no decorrer das atividades de fabricação do produto ou do serviço. Mas, qual é o mais crítico? É preciso uma organização para se resolver problemas com método e disciplina. Em ato contínuo a solução de problemas, promover a “normalização” das atividades atingindo-se objetivos empresariais nobres e relevantes para satisfação total das pessoas.
 
I.4 – Ação Orientada por Fatos e Dados
 
As decisões que decorrem em ações concretas devem ser tomadas como uma base confiável de dados e informações. Tudo deve ser observado na essência do seu acontecimento, extraindo-se informações sólidas através de dados adequadamente coletados e tratados com análise estatística, fugindo-se da forma tradicional das decisões na base do sentimento, intuição e experiência pessoal.
 
I.5 – Controle dos Processos
 
A famosa lei de causa e efeito vigora em qualquer atividade. Como a Qualidade Total é agregada durante a execução das tarefas inerentes das atividades de fabricação do produto ou do serviço, todas as causas que levam a consecução dos resultados devem ser dominadas para assegurar ou garantir a Qualidade requerida pelos clientes. Todo esse conjunto de causas que afetam o resultado final é chamado de processo.
 
I.6 – Controle da Dispersão
 
A ação orientada por fatos e dados e o controle de processos exigem que, a ação essencial para dar melhor precisão e exatidão ao produto ou ao serviço, se restrinja ao controle da dispersão. Em tudo há variação e é importante saber localizar a fonte dessa variação, ou a causa fundamental da dispersão, isolando-a e bloqueando-a com padronização, com a ação preventiva primordial para dar estabilidade à fabricação do produto ou a finalização do serviço.
 
I.7 – O Próximo Processo é seu Cliente
 
É o conceito que cria a consciência de autocontrole. As pessoas que realizam uma tarefa integrada num fluxo de atividade, que ocorrem para a fabricação de um produto ou uma prestação de serviço ao cliente, devem possuir a noção de que “o próximo processo é seu cliente” de modo a não induzir operações prejudiciais que possam comprometer o resultado final da atividade. Não produzir defeitos, nem transferi-los para o processo seguinte.
 
I.8 – Controle à Montante
 
As verdadeiras necessidades dos clientes devem ser identificadas e desdobradas dentro da organização da empresa de modo que possam ser agregadas na fabricação do produto ou na execução do serviço. Como há sempre uma cadeia de elementos na empresa que agrega a qualidade, no fluxo seqüencial de fabricação de um produto ou na execução de um serviço, é preciso que todos tenham a noção de que todas as contribuições para concretizar o produto ou serviço devem ser interativas, sem falhas ou erros desde o primeiro setor que faz parte dessa cadeia de elementos.
 
I.9 – Ação de Bloqueio
 
Ação de bloqueio é evitar que um problema continue a ocorrer pela mesma causa. Como fazer isso? Devemos optar por uma técnica que nos permita prever possíveis problemas de modo preventivo. Na fabricação de produtos ou na execução de serviços a padronização responde por 70 a 90% dos bloqueios possíveis às falhas e omissões. A repetição em 100% de desempenho das tarefas de uma atividade depende da padronização e de forte treinamento de pessoal no uso de padrões.
               
Algumas técnicas:
 
1. Fluxograma da atividade;
2. Padrão ou procedimento administrativo/Técnico;
3. Análise do valor;
4. Desdobramento da Qualidade;
5. Caminho crítico;
6. As 7 ferramentas estatísticas da qualidade e
7. As 7 ferramentas lingüísticas da administração.
 
I.10 – Respeito ao Empregado como Ser Humano
 
É uma afirmação óbvia, mas nem sempre a administração esta atenta ao moral do empregado. Sabe-se que se o empregado tem o moral baixo, o serviço tem baixo rendimento e o produto sai com defeitos. Como elevar o moral do pessoal para que ele solte sua criatividade e enfrente as tarefas e desafios com entusiasmo? Deve-se organizar um programa de crescimento da capacidade do pessoal.
 
I.11 – Comprometimento da Alta Administração
 
A Qualidade Total não deve ser um estilo de administração pessoal, mas sim uma filosofia de vida empresarial. A alta administração deve estar comprometida com a vida da empresa e das pessoas e, com base nisto, formular uma visão para sua sobrevivência. A estratégia para atingir a visão para a sobrevivência, deve ser implementada à luz das crenças e valores vigentes na cultura, segundo a missão da empresa, assegurando o futuro empresarial. Isto fica demonstrando com a implementação do Gerenciamento Estratégico.
 
A METODOLOGIA PARA A PRÁTICA DO TQC COM SUAS DISCIPLINAS DA QUALIDADE TOTAL - Composição dos Módulos do Caminho Crítico da Qualidade Total - CCQT.
 
MÓDULO.........TÍTULO...............DISCIPLINAS
 
I – Os Conceitos básicos da Qualidade Total (CCQT)             
 
I – 1 Orientação pelo cliente;
I – 2 Qualidade em primeiro lugar;
I – 3 Ação orientada por prioridade;
I – 4 Ação orientada por fatos e dados;
I – 5 Controle dos processos;
I – 6 Controle da dispersão;
I – 7 O próximo processo é seu cliente;
I – 8 Controle a montante;
I – 9 Ação de bloqueio;
I – 10 Respeito ao empregado como ser humano;
I – 11 Comprometimento da alta administração;
 
II – Os Sub-Sistemas Principais da Qualidade Total (CCQT)
               
II – 1 O Gerenciamento da Rotina
 
• Itens de controle Gerenciais;
• Análise de processos;
• Padronização;
• Solução de problema;
 
II – 2 O Gerenciamento Estratégico
 
• Crenças e valores;
• Missão da empresa;
• Visão de sobrevivência;
• Desenvolvimento da visão;
• Fixação de diretrizes;
• Implementação de diretrizes;
• Acompanhamento dos resultados;
• Ações corretivas;
 
III – As Técnicas Promocionais da Qualidade Total (CCQT)  
 
III – 1 Método de Solução de problemas;
III – 2 Padronização;
III – 3 Programa 5(S);
III – 4 Controle Estatístico da Qualidade;
III – 5 Times da Qualidade (TQ) e Círculo de Controle de Qualidade (CCQ);
III – 6 Análise do valor e desdobramento da Qualidade;
III – 7 Relato de Anomalias;
III – 8 Segurança Total;
III – 9 Assistência Técnica aos Clientes;
III – 10 Desenvolvimento de Fornecedores;
III – 11 Concepção de Sistemas para Computadores;
III – 12 Auditoria da Qualidade;
III – 13 Confiabilidade;
III – 14 Projetos da Experimentos;
III – 15 Custos da Qualidade;
III – 16 Metrologia – Pesos e Medidas;
III – 17 Educação Ambiental;
III – 18 Técnicas de Inovações e de Engenharia.   
 
OS RESULTADOS CORRELACIONADOS AOS PRINCÍPIOS NOBRES DO TQC
 
Segundo o Profº Kaoru Ishikawa, a QUALIDADE, em geral, possui 5 dimensões que devem ser relacionadas aos resultados da empresa:
 
1ª. A da Qualidade, em si do produto, de seu material, de sua concepção, de sua conformidade, de sua finalidade útil, de sua manutenção, de sua durabilidade e de sua segurança técnica;
 
2ª. A do Custo, em si do produto, de seu preço, de sua relação custo benefício, de todas as subdimensões dos custos da qualidade: a de avaliação, a de prevenção, a de falhas externas e a de falhas internas, das facilidades de aquisição e de pagamentos;
 
3ª. A da Programação de Entrega, do produto em si, desde o seu planejamento a até a sua apresentação no local certo, na hora certa, na quantidade certa, numa logística impecável, desde embalagem e identificação, até a rastreabilidade de suas características e dados de produção, fabricação e fornecedores de origem;
 
4ª. A da Segurança, do produto em si, de sua aptidão no uso, no aprendizado do uso, nas condições operacionais e de sua manutenção, na sua sujeição ambiental, de sua ergonomia para o usuário, de sua inocuidade para a saúde das pessoas;
5ª. A do Moral, do corpo profissional de sua concepção, fabricação, inspeção, testes, ensaios, manuseio, embalagem, vendas, transporte e entregas, na sustentação da satisfação dos empregados colaboradores, na segurança total, física, mental, espiritual e socioeconômica, na formulação de planos de carreira e de benefícios, na saúde plena de todos.
 
O Controle da Qualidade, destas 5 dimensões, nas empresas japonesas abarcava o ciclo de vida completo dos produtos, e todos os departamentos delas, conceituando-se como Controle da Qualidade por Toda a Empresa, ou mais tarde TQC – Total Quality Control. Não só dentro de cada departamento, como o controle da qualidade nas interfaces, entre departamentos, e entre a empresa e seus fornecedores a montante e seus clientes a jusante. E todos os departamentos passaram a ser responsáveis pela QUALIDADE, ou seja, pelas 5 dimensões dela.
 
O MACRO OBJETIVO DO TQC – É A SOBREVIVÊNCIA DA EMPRESA, FAZENDO MAIS USANDO CADA VEZ RECURSOS, MINIMIZANDO PERDAS E MAXIMIZANDO GANHOS - Não falamos aqui sobre a dispensa dos recursos humanos, mas somente das perdas materiais, institucionais, ambientais e econômicas.
               
A percepção da crise que acomete ainda hoje as empresas, no Brasil, levou as mesmas a tentarem introduzir o TQC, o que não garantiu que os gerentes tomassem posições racionais diante dos problemas.
 
Um roteiro político único nos força a lutar pela sobrevivência de um modo comum, o que acontece com o tempo, determinando assim “uma luta comum pela sobrevivência”.
 
É crença de que tal aceitação - roteiro político único e autonomia - fará com que as empresas atinjam posições melhores no “Ranking” da competição tecnológica e econômica.
 
Como viabilizar um roteiro comum, que una os subsistemas de uma empresa?
 
Um estudo aprofundado do TQC permite que se identifiquem alguns princípios nobres que devem ser resumidos e declarados em um texto simples, que permite com as pessoas entendam e compreendam qual é a sua intervenção na ação promotora da sobrevivência, orientando todos os subsistemas da empresa nessa direção.
 
Um bom roteiro de política pode ser visto a seguir:
 
POLÍTICA DA QUALIDADE NO TQC
               
1. Devemos garantir que a qualidade de nossos produtos e serviços satisfaça aos clientes.
 
2. Devemos garantir que as necessidades dos clientes sejam traduzidas em forma lógica e sistêmica.
 
3. Devemos garantir que a conversão destas necessidades em padrões de processo com base em cálculos ou medidas confiáveis e que os padrões sejam atendidos.
 
4. Devemos garantir que os parâmetros dos nossos negócios, produtos e serviços, estejam associados ao menor custo possível e a um mínimo de desperdícios.
 
5. Devemos garantir que o moral de nossos empregados seja o mais elevado possível, de modo que possamos invocar-lhes desafios empreendedores.
 
6. Devemos garantir a eficácia gerencial através do desenvolvimento do senso de liderança, do conhecimento técnico e humanístico.
 
7. Devemos garantir a nossa colaboração no desenvolvimento de nossos fornecedores e a seleção dos mesmos através de suas evidências estatísticas.
 
8. Devemos garantir a aquisição dos nossos insumos e matérias-primas com base no menor custo final e não apenas nos seus preços.
 
9. Devemos garantir a formação e o desenvolvimento eficiente da mão-de-obra necessária para atendimento de nossas necessidades.
 
10. Devemos garantir reação imediata aos sucedâneos de nossos produtos e serviços através da observação permanente do mercado, suas tendências e necessidades futuras.
 
11. Devemos garantir que o padrão de qualidade dos nossos produtos e serviços supere o de nossos concorrentes.
 
12. Devemos garantir que o meio ambiente e nossos vizinhos não sejam lesados em decorrência de nossas atividades e que nossos empregados não corram riscos quanto à sua segurança.
               
Este é o roteiro político para consolidar o TQC como cultura e assegurar a sobrevivência, satisfazendo as necessidades dos consumidores (clientes) e das pessoas; acionistas, fornecedores, empregados e comunidade.
 
Abraços,
 
Lewton



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