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Postada em 18-09-2012. Acessado 737 vezes.
Título da Postagem:O que você sabe sobre Qualidade, E sobre o fenômeno da evolução qualitativa
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 18-09-2012 @ 11:43 am
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O que você sabe sobre Qualidade? E sobre o fenômeno da evolução qualitativa?

Tags: Qualidade, conceitos, significados, termos, terminologia, aplicabilidade, aplicação, prática, ISO 8402, missão da qualidade, fenômeno da evolução, transitoriedade, mudanças, estilos, padrões, padronagens, gostos, usos, costumes, visão corporativa, cultura, empresa, empresarial, administração, engenharia, políticas administrativas, adequação ao uso e ao ambiente
 
Qualidade é um termo que tem significados e aplicações diversas. Todos nós fazemos, no dia-a-dia, avaliações ou julgamentos da Qualidade com base em critérios pessoais e até coletivos.
 
Definições genéricas podem ser encontradas no dicionário popular e muitas das vezes, em que empregamos este termo, não cometemos erro acentuado, a menos que a avaliação, mesmo que subjetiva, tenha sustentação em opiniões afeiçoadas ao gosto individual. Gosto não se discute, mas Qualidade sim.
 
Qualquer atividade empreendida, seja de que natureza for, possui requisitos, atributos ou padrões tecnológicos de avaliação para se estabelecer a Qualidade.
 
Assim, a Norma ISO 8402, de Terminologia, para efeito de entendimento mútuo e uso nas comunicações internacionais adota conceitos para a Qualidade, conforme se aplicam aos produtos e serviços, que clarificam a compreensão nivelando e facilitando os diálogos na indústria e no comércio.
 
A Qualidade quando objetivada, como a Missão fundamental da empresa, permite que haja o fortalecimento da visão corporativa, com benefícios de alta medida, tais como:
 
1. Reduzir perdas administrativas.
 
2. Concentrar esforços na tecnologia para:
 
3. Reduzir falhas
 
4. Reduzir custos
 
5. Aumentar a produtividade.
 
6. Implementar o sentimento de integração.
 
7. Reduzir a diferença entre autoridade (hierarquia) e responsabilidade - Co-responsabilidade.
 
Os preceitos externos das atividades são o “produto” e o “serviço” resultantes de um processo ou um procedimento, respectivamente. Desta forma Qualidade vem a ser a totalidade de propriedades e características de um produto ou serviço, que lhes conferem aptidão de satisfazer as necessidades declaradas ou implícitas.
 
Não há padrão estacionário, pelo estado de mudanças, nas relações e interesses entre as partes de um negócio, o que imprime na Qualidade um caráter dinâmico (Ciclo da Qualidade), alterando-se com o tempo os interesses manifestados, ganhando campo para intenções potenciais das partes, não expressadas e que devem ser extraídas, da “caixa de segredos” do mercado, pelo famoso Marketing ou Serviço de Vendas e Assistência Técnica e Comercial.
 
Diversos critérios podem dar especificidade a uma característica da Qualidade, de um produto ou serviço, tais como: Usabilidade, Segurança, Disponibilidade, Confiabilidade, Manutenabilidade, aspectos econômicos e relativos ao ambiente.
 
Em resumo, podemos sintetizar Qualidade como ADEQUAÇÃO AO USO OU AO AMBIENTE.
 
O termo Qualidade não deve ser usado para expressar um grau de excelência num sentido comparativo, para avaliações técnicas, muito menos num sentido quantitativo. Por este postulado a Qualidade é sempre relativa, onde os produtos ou os serviços são classificados numa base relativa do “grau de excelência” ou do “sentido comparativo”.
 
 - Ciclo da Qualidade - ISO-9000 -
 
Muitos termos sujeitos aos cálculos e medidas, podem ser empregados para demonstrar o atendimento de uma política ou filosofia de Controle da Qualidade, devendo ser explorados num “sentido qualitativo”, como por exemplo: Nível da Qualidade, Rendimento da Qualidade, Performance da Qualidade e medida da Qualidade.
 
A Qualidade é influenciada pelos muitos estágios de atividades interativas, tais como: projeto (especificação), operações da produção, serviços de manutenção, preparação do produto (manuseio e embalagem), transporte, etc.
 
A obtenção econômica da Qualidade envolve todos os estágios do ciclo de atividades que entram na elaboração do produto ou execução do serviço. Ela deve ser planejada com ênfase na relação uso/custo funcional. Quanto mais cedo projetar a Qualidade adequada mais econômica é a produção desde que haja respeito ao equilíbrio satisfação x economia.
 
Em algumas fontes de referência a Qualidade é mencionada como:
 
1. Adequação ao uso.
 
2. Adequação ao ambiente.
 
3. Satisfação do usuário (cliente ou processo seguinte).
 
4. Conformidade com os requisitos tecnológicos.
 
A Qualidade existe em classes, ou graus, ou padrões, com magnitudes de características que abrangem diferentes conjuntos de necessidades para produtos ou serviços previstos para o mesmo uso funcional.
 
Os tipos funcionais possuem uma escalada de nobreza, a precisão e a exatidão que se condiciona pela complexidade da aplicação e influência de outros fatores primordiais, como segurança, durabilidade, confiabilidade e rastreabilidade. Sempre o fator econômico é que faz o balanço ajustando recursos de controle, do conjunto de necessidades, para determinados usos funcionais.
 
É preciso uma Política da Qualidade, autorizada pela alta administração, dando maior peso ao Desempenho Qualitativo do que ao Quantitativo definindo um modelo conceitual de atividades interativas que influenciam a qualidade do produto ou serviço nos vários estágios, desde a identificação das necessidades - do uso - até a avaliação da satisfação destas necessidades.
 
As Políticas de Qualidade devem ser determinadas e implementadas sob a égide de filosofias corporativas empreendedoriais.
 
Portanto, a obtenção da Qualidade desejada (não pelo Produtor, que a deve agregar com esmero, mas pelo Comprador, o qual sempre requer o melhor possível ao preço pago – o vulgo BBB ou 3B – bom, bonito e barato) requer o engajamento de todos os membros da organização, mas somente um órgão a deve controlar - a Qualidade. Onde existem dois responsáveis por uma mesma atividade não existem responsáveis de fato.
 
Controlar é preciso e que esta função não seja usurpada com artifícios organizacionais ou esquemáticos de modo a relaxar a produção que se beneficia e bem como os padrões determinados para os usos funcionais, produzindo “baixa Qualidade” (produtos com defeitos).
 
A situação atual das empresas brasileiras é de que possuem pouco rendimento com a administração da Qualidade. Embora algumas estejam já levando a sério o problema da Qualidade outras estão ainda no sistema primitivo de controle - INSPEÇÃO.
 
Apontamos alguns pontos vitais, para serem corrigidos:
 
1. Eliminar Individualismos e Estilos Administrativos.
 
2. De Programas pessoais para solução de problemas. Para programas Coletivos.
 
3. Falta de Linguagem / Cultura diversa - Homogeneizar e Nivelamentos.
 
4. Falta de Visão Sistêmica - Implantar o TQC.
 
5. Treinamento fraco na base x falha da cúpula.
 
6. Falta de Programa Integrado pela Qualidade.
 
As empresas precisam, urgentemente, formular uma filosofia empresarial para contornar estilos de administração a descobertos por uma constituição tecno-administrativa, que possibilite a orientação das atividades em uma única direção.
 
O progresso, busca da prosperidade, faz com que a Qualidade adquira um dinamismo altamente turbulento promovendo a evolução continua das coisas, atividades, serviços e produtos. É o fenômeno da evolução Qualitativa.
 
Abraços,
 
Lewton



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