As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 24-09-2012. Acessado 1019 vezes.
Título da Postagem:O fiasco alemão na CSA, por propagandas enganosas da governança petista
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 24-09-2012 @ 01:01 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]

O fiasco alemão na CSA, por propagandas enganosas da governança petista

Tags: CSA, Companhia Siderúrgica do Atlântico, Santa Cruz, Rio de Janeiro, governança, projeto de investimento, fracasso administrativo, administração, petista, petismo, PT, Sérgio Cabral, siderurgia, Alemanha, alemã, engenharia, metalurgia, crenças e valores nativos, transferência de tecnologia, PIB, aço, aciaria, produção e demanda, prospecção, pesquisa de mercado, projetistas, estudos tecnológicos, crescimento econômico, crise financeira de 2008, case, história comparada
 
Os siderurgistas alemães erraram feio? Analise este CASE em que administradores de projetos cometem erros por crenças e valores nativos, que por alto risco podem ser entendidos como em voga em outras nações, e transferidos para seus projetos de investimentos ... A notícia segue no link abaixo:
 
A CSA - Companhia Siderúrgica do Atlântico é um projeto alemão da ThyssenKrupp, “situada em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, se tornou um elefante branco para a cidade. Idealizada pela Vale dentro de sua política de atrair sócios para siderúrgicas no país e, assim, fomentar o mercado local de minério de ferro, a usina já recebeu um alívio fiscal do governo estadual de R$ 695 milhões. Com esse valor, seria possível construir 154 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou 69 escolas públicas. O dinheiro, no entanto, ajudou a erguer um empreendimento envolvido em polêmicas ambientais e trabalhistas e que foi colocado à vendas pelos alemães da ThyssenKrupp desde maio. A Thyssen chegou a estudar a possibilidade de fechar um dos seus dois altos-fornos, o que reduziria à metade sua capacidade de produção.”
 
“Nos nove meses encerrados em junho, a CSA produziu apenas 2,5 milhões de toneladas de placas de aço, metade de sua capacidade. A unidade foi concebida em um projeto integrado com uma usina da Thyssen no Alabama, nos Estados Unidos. Pelo projeto, 80% da produção de placas seriam exportadas para a usina americana e os 20% restantes para usinas alemães.”
 
“Com a crise econômica mundial de 2008, a demanda por aço caiu drasticamente e ainda não se recuperou. Isso fez com que a divisão do grupo que reúne as unidades no Rio e em Alabama, a chamada Steel Americas, tivesse prejuízo de € 781 milhões entre outubro de 2011 e junho de 2012 — o ano fiscal alemão começa em outubro e termina em setembro. A perda fez o presidente mundial da Thyssen, Heinrich Hiesinger, acelerar as negociações para se desfazer das duas unidades. O executivo quer € 7 bilhões por elas.”
 
A CSA se consagrou num agoniado processo administrativo e de engenharia. Há lições para assimilarmos deste CASE. Será a crise econômica mundial de 2008 a única causa deste fracasso alemão? 
 
 
Aparenta-nos um erro de inferência estatística da mídia, ou desculpas dos administradores do projeto, sobre a progressão da crise econômica citada, a afirmação de que só a crise foi a causa matriz dos males que passa a CSA em Santa Cruz – RJ.
 
Comparando com a Alemanha de 1935 o Brasil, hoje, ainda é um país sul-americano “subdesenvolvido” e comparado a URSS de Stálin, de 1950, o Brasil é um país que faz “mortandades por omissão”, usando-se a especialidade de “história comparada”.

Na Alemanha, de 1935, a corrida armamentista era um fato em progressão exponencial. Hitler com sua guerra expancionista por “espaço vital”, exterminou até agosto de 1945, cerca de 59,6 milhões de pessoas, sendo mais de 25 milhões de soldados (5,53 milhões só de alemães), 5,75 milhões de judeus, 41 milhões de civis em várias nações, 10 milhões de soldados comunistas da URSS e pouco mais de 15 milhões de soldados aliados (e alemães).
 
 
A Alemanha já era um país do “primeiro mundo”, e na ocasião tinha um alto padrão tecnológico e desenvolvimentista. Possuía um elevado conteúdo técnico-científico, em normas técnicas e em padronização, o que lhe deu vantagens e possibilidades expansionistas, para ampliação do seu “espaço vital”.

Na literatura tecnológica os alemães são os predominantes em mineração, em metais, em telecomunicações, em aeronáutica, em energia nuclear e atomismo, em física quântica e em química, em matemática, em engenharias, em psicologia, em arquitetura e em biologia.

Grande parte dos equipamentos de testes, ensaios e diagnósticos é alemã, fizeram as maquinarias mais engenhosas do planeta, criaram invenções, que ainda são inalcançáveis pelos atuais países em desenvolvimento – as famosas bombas voadoras V1 e V2, foguetes, aviões a jato, enriquecimento de materiais radioativos (até o experimento com a “água pesada”), naves bélicas de grande poderio, produção energética por fissão nuclear, automóveis e veículos de transportes de alta racionalidade e economia.

Hoje a Alemanha é proprietária de um grandioso e valioso volume de patentes e de tecnologias. E como já era em 1935.

Em 1935 o processo educacional lá, com eficiência disciplinar e didática, produziu as maiores intelectualidades, em vários campos da ciência e já possuia diversos ganhadores de Prêmio Nobel, dentre eles Albert Einstein. A Alemanha produziu Wernher Von Braun o “pai do programa espacial americano” e das bombas voadoras V1 e V2 (os primeiros “mísseis”, semi-automáticos e transmarinhos).

O fermento intelectual e filosófico alemão produziu as mais complexas investigações sobre a mente humana, sobre condicionamento por repetição, propagandas, funcionamento do cérebro, psiquismo de massa ... Enveredou-se pela magia negra, ufologia, geomancia e geometria sagrada (conteúdos mistícos, que compuseram as “Doutrinas Secretas” de Hitler).

Produziu um dos mais temerosos sistemas de segurança, e de polícia, que se possa conceber para dar sobrevivência a um homem bestial que não possuía nem um réles “miligrama” de compostura humanista e moral. Foi o maior ego da Terra, em ambição e vontade de domínio.
 
Nos processos históricos das nações, a literatura nos informa que cerca de 80% dos eventos políticos, fora dos movimentos de guerra, são erráticos, e que se aproveita de ações “oportunistas”, não havendo racionalização prévia, tanto de governistas quanto de oposicionistas – do mesmo modo que a “oportunidade faz o ladrão”.

Os observadores tendem a associar quase todos os eventos reformistas, ou transformadores, à ação intelectual das lideranças, ou dos líderes, mas isso só ocorre em 20% das grandes oportunidades de mudanças, já que todos os poderes tendem a ser “conservadores”.

As governanças no Brasil são puro “80% erráticas e 20% planejadoras” e isso é uma debilidade que motiva ações oportunistas de políticos, empresas, instituições, vizinhos e de gringos. E devemos deixar de atribuir rasgos de “ações oportunistas inteligentes” aos colaboradores das nossas governanças, uma vez que as disfunções, e os efeitos colaterais resultantes, são apenas “atos-reflexos”, sem racionalização prévia, soando como efeitos colaterais.
 
Os fragmentos da cultura civilizatória alemã permaneceram, apesar da “profunda raspagem exterminadora” feita por Hitler, e que no prosseguimento após a 2ª Grande Guerra Mundial, os educadores alemães sobreviventes, na filosofia, na sociologia, dos entulhos políticos, do enrêdo satânico da trajetória do nazismo, procuraram criar o caminho de uma ressurgência alemã como nação próspera e pacífica.
 
E redimir-se perante o mundo, aquele que foi destruído ...

Após mais de 67 anos, volta a Alemanha a figurar entre as nações do primeiro mundo, tendo começado em 1945, com Konrad Adenauer (em 1949) que re-inseriu a Alemanha, em pé de igualdade, na comunidade econômica européia. E está hoje entre os 4 (quatro) maiores PIBs do planeta ...
 
Conheçemos bem a engenharia alemã. São primorosos, esmerados mecanicistas, com alto rigorismo matemático, preciso e exato em tudo. Nunca erram como nós brasileiros. Dominam o conhecimento de tudo. São crentes nas palavras dos chefes, são seguidores indiscutíveis de ordens. Tentam simplificar tudo numa lógica especial, sem comprometer os meios e os fins.
 
E apesar de todo este engenho os alemães são vítimas da irresponsabilidade das governanças do Brasil. São vítimas do Petismo maldito e descarado, que entoa propagandas enganosas e abusivas, sobre o país. Chegou à 6ª economia do planeta só com commodities e desindustrialização desenfreada, e haja cantada de goma dos petistas. O PIB não sobe. Só exportamos pedras, areia, pós, coisas cruas, pastas in natura, matérias primas sem valores agregados e etc.

Desde o ano 1500 o Brasil muda de mãos colonizadoras, das quais não escapa, e sempre numa permanente “mortandade”, na sua degradação moral, em sua indolência colonial, com sua estirpe de malandros descuidados e mazelentos, talvez da miscigenação condicionante do atraso. Portanto, em mais de 500 anos somos terciários ainda, terceirizados, terceiristas numa marcha infindável rumo ao futuro.

Em 67 anos, após tanta devastação, a Alemanha é a nação do futuro, agora, e ainda somos, o Brasil, a nação da banana, do côco e do bambú ...
 
Veja o mini-comparativo abaixo entre Alemanha e Brasil:

Indicadores de 2010
Alemanha
4ª econ
Brasil
7ª econ
Área territorial - km2
357.112
8.514.876
1. IDH
0,905
0,718
2. Pib trilhões de US$
3,30
2,09
3. Força de trabalho - milhões
42,3
101,5
4. Renda per capita US$/habitante - por ano
43.330,00
9.390,00
5. Riqueza gerada por trabalhador
US$ do PIB / trabalhador
78.014,00
20.600,00

Notas: Fonte Almanaque Abril 2012;
 
(1) A Alemanha é 24 vezes menor do que o Brasil;
 
(2) O IDH alemão é maior que o do Brasil em 187 pontos;
 
(3) O PIB alemão é 1,58 vezes maior do que o do Brasil;
 
(4) A força de trabalho alemã é 2,40 vezes menor do que a do Brasil;
 
(5) A renda per capita alemã é 4,61 vezes maior do que a do Brasil;
 
(6) A riqueza gerada por trabalhador alemão é 3,79 vezes maior do que a gerada por um trabalhador brasileiro.
 
O que as governanças administrativas políticas puderam fazer pelo Brasil? Até agora apenas o seu “entreguismo-socialista”, doando-se o que não é dos administradores de turno, tirando dos cofres que não são deles, passando tesouros que não lhes pertencem ...

As governanças administrativas políticas do Brasil, e seus dirigismos, são aplicadoras de saques hediondos, num butim em que seu grande inimigo é a elite, dentre ela os experts em administração, contabilidade e engenharia, os quais são os críticos odiados pelos gestores transitórios das coisas públicas.
 
E tais governanças jamais estiveram qualificadas para os desafios administrativos. A para grande parte delas a sua moral é caloteira, e sua anarquia incomensurável. E sobrepujam as mais impensadas possibilidades bizarras das tiranias bestais, que governaram o Brasil, desde a fundação da república.
 
Somos um sistema político e histórico, quase que quarterizado, copista das mais espúrias aberrações ideológicas, entre as 3ª e 4ª gerações de idéias bizarras, de filosofias abestadas, de socialismo e comunismo (principalmente de franceses) e ainda somos retardados pela progressiva omissão para com a pátria e com seu povo inculto e incauto.
 
Mas, os alemães acreditaram na punjança brasileira, as revistas: Financial Times, a The Economist, o jornal New Tork Times e outros comprados pela máquina de propagandas do Petismo, jogaram até o Brasil com a figura do Cristo Redentor, como um foguete da prosperidade. Enganaram otários, investidores da Alemanha - a TK.
 
Na Alemanha, depois de Hitler, veio o pragmatismo da verdade, desde Konrad Adenauer.
 
Nas últimas décadas, desde a guerra, nenhum líder alemão mente, sob pena de perder o cargo por falsidade ideológica. Lá tudo é sério, tudo é profissional e altamente escolarizado.
 
Administradores do Estado são os melhores profissionais das hostes partidárias.
 
Foram destruídos ao pó, nação totalmente destruída e calcinada, e dizimados pouco menos de 12% da população. Passaram fome, passaram privações, lá o dinheiro do povo é ouro, usado com a parcimônia de gente econômica, racional e com objetividade civilizatória, coisas marcadas geneticamente no pós 2ª Grande Guerra Mundial - genes e almas estigmatizadas.
 
E acreditaram na explosão econômica do Brasil?
 
De 2001 a 2010 o Brasil não se desenvolveu como deveria, no padrão dos outros BRIC, Rússia, Índia e China. É o mais débil economicamente dentre os 4 países.
 
Os alemães foram cegamente ao pote, e nem avaliaram o mercado, com segurança técnica? Creram nas propagandas do petismo? Deixaram de revisar o projeto nos prazos técnicos mais seguros?
 
Nossa média de PIB, em crescimento está abaixo da média mundial de 3,65%, nos 10 anos da governança petista. Dentre os BRIC a Rússia ia em torno de 4,88% e a China na faixa média de 10,48%. A Índia na média de 7,46%. E Brasil com 3,62% de 2001 a 2010, mais de 90% do tempo corrido dentro da gestão petista.
 
Ver link ao lado com tabelas e gráficos:
 
 
Crise mundial não é desculpa. E atingiu todo o planeta, e por que os outros “RIC”, dos BRIC, vão sempre melhor do que o Brasil e este sempre abaixo da média mundial?
 
Isto é evidência da incompetência administrativa política – políticos não sabem administrar estados, municípios e muito menos um país inteiro e continental.
 

 
 
 
 
 
 
Crescimento Médio do PIB Mundial 2001 a 2010
 
 
 
 
 
 
 
Ano
Brasil
Mundo
Rússia
Índia
China
 
 
 
 
 
 
a2001
       1,30
       2,60
       5,10
       3,90
       8,30
a2002
       2,70
       2,90
       4,70
       4,60
       9,10
a2003
       1,10
       3,60
       7,30
       6,90
     10,00
a2004
       5,70
       4,90
       7,20
       7,60
     10,10
a2005
       3,20
       4,60
       6,40
       9,00
     11,30
a2006
       4,00
       5,30
       8,20
       9,50
     12,70
a2007
       6,10
       5,40
       8,50
     10,00
     14,20
a2008
       5,20
       2,80
       5,20
       6,20
       9,60
a2009
-      0,60
-      0,70
-      7,80
       6,80
       9,20
a2010
       7,50
       5,10
       4,00
     10,10
     10,30
 
 
 
 
 
 
Média
       3,62
       3,65
       4,88
       7,46
     10,48
 
 
 
 
 
 
Fonte: FMI e Almanaque Abril/2012
 
 
 
 
 
 
 
 

 
Existe uma boa correlação entre PIB e crescimento com a produção de aço. Quanto maior o crescimento do PIB maior a produção necessária de aço. E os alemães, nem checaram com a Bolsa de Londres, nem checaram com o Instituto de Ferro e Aço do Brasil. Caíram de boca.
 
E erraram feio, seguiram pitonisas brasileiras e economistas fantasiosos, como quase todos dos governos e auxiliares. Aqui políticos desqualificados como o Sérgio Cabral (governador do RJ), querem impor posições demagógicas contra o Capitalismo.
 
A usina foi ameaçada se desligar um dos seus altos-fornos. E este Cabral sabe sobre os custos de manutenção de um alto-forno?
 
São necessárias cerca de 3 (três) toneladas de minérios, ligas, materiais e insumos para se produzir 1 (uma) tonelada de aço. E sem PIB, isto é, o verdadeiro crescimento econômico, muito acima do crescimento populacional do país, nada e ninguém, vai precisar de mais aço.
 
Deveriam dizer lá na cidade de Santa Cruz - RJ, que a empresa está quebrando por causa das mentiras do PT, LULA, DILMA e suas equipes de assessorias. E Cabral que seja logo, logo, impedido de continuar na sua extravagante arte de destruir a prosperidade do Rio de Janeiro.
 
Tem muita propaganda enganosa e abusiva em tudo que é governança pública brasileira ... Estes enganos e abusos terminam levando disfunções para os projetos de investimentos, e amargando seus administradores ...
 
Abraços,
 
Lewton



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!