As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 09-10-2012. Acessado 647 vezes.
Título da Postagem:Não deixe os defeitos arruinarem a imagem de sua empresa e criarem a sua insolvê
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 09-10-2012 @ 10:27 am
[ Avise alguém sobre este texto ]

Não deixe os defeitos arruinarem a imagem de sua empresa e criarem a sua insolvência

Tags: Controle da qualidade, processos, indústria, industriais, fabricação, defeitos, Zero defeitos, tecnologia, monitoramento, qualidade, produtividade, economia, redução de custos, instrumentação, laboratórios, testes, ensaios, inspeção, controle on line, rede, matriz matricial, local de desvio, centro de responsabilidade, conformidade, adequação ao uso, estatística, raciocínio estatístico, rastreamento, rastreabilidade, causas fundamentais, causal, acaso, recorrência crônica, recorrência comum, controle de processos, amostragens, análise exploratória
 
Administrador, você domina a tecnologia que está administrando? No fundo a pérola da administração moderna não é a produção, pois quantidade é secundário, mas o alcance da excelência, com a integração das atividades de que se compõe a organização industrial e de serviços.
 
Uma função objetiva do Controle de Qualidade é monitorar o PRODUTO que se traduz na evidência dos processos de fabricação. E este produto deve conter todas as expectativas do usuário ou do cliente. Um defeito, ou mais, no produto, “retira” dele as expectativas, a boa impressão e abala a tradição de nossa produção ao mercado.
 
A medida do controle decorre do índice de defeitos (e conseqüentes DESVIOS) que são detectados nos equipamentos, onde haja inspeção. E hoje estes índices de defeitos não são mais medidos em “porcentagens”, mas sim em PPM – partes por milhão – atingindo a perfeição tecnológica do “quase” ZERO DEFEITO.
 
A filosofia implantada nos anos 1970 em algumas empresas e que perdura ainda hoje, com relação ao controle de defeitos, é:
 
• LOCAL DO DESVIO - Detecção do defeito no equipamento em que se evidenciou o problema, sendo responsável ou não pelo mesmo.
 
• CENTRO DE RESPONSABILIDADE - Atribuição de responsabilidade ao equipamento que o produziu (o defeito) diante da intensidade e das características do defeito (formação e evolução).
 
A detecção do defeito se procede por meio da INSTRUMENTAÇÃO DE CONTROLE (MONITORAMENTO DO PROCESSO), da INSTRUMENTAÇÃO DE LABORATÓRIO e da OBSERVAÇÃO HUMANA (INSPEÇÃO DO PRODUTO).
 
A detecção do defeito apresenta um dilema para sua solução:
 
“Quanto mais adiante no fluxo de produção o produto adquire um maior custo e maior valor de venda. A REDE DE CONTROLE (ou MATRIZ DE MONITORAMENTO) deve estar preparada para detectar o defeito O MAIS CEDO possível, face às implicações econômicas. E quanto MAIS TARDE, mais difícil fica a adequação e reenquadramento e mais difícil fica a reposição”.
 
O Controle da Qualidade, uma vez definidos os padrões físicos e químicos dos produtos, deve ser mais eficiente no nascedouro, gradando-se de forma proporcional em direção às linhas finais de acabamento.
 
A questão da adequação ao uso governa o levantamento dos padrões do produto, face à utilização funcional no mercado, padrões estes que determinam as práticas operacionais e os critérios de aceitação e rejeição, no processo e no produto.
 
Pela co-responsabilidade, noção de integração interfuncional como mostrado na escala de valor do produto, todos participantes do ciclo da qualidade estão presentes na ação de controle (ou pelo menos devem estar), atuando segundo suas funções, definidas em uma matriz de atribuições, mostrando os laços de coordenação e fluxo de integração.
 
A INFORMÁTICA e a ESTATÍSTICA são ferramentas já presentes no nosso dia-a-dia, que poderão gerar informações confiáveis e tratadas em tempo hábil.
 
É preciso um controle diário para permitir analisar as seqüências de ocorrências, extrapolando tendências, localizando causas, com RASTREAMENTO, satisfazendo a hierarquia de decisões e controle.
 
A atenção de todos deve ficar voltada, também para o PRODUTO e o CLIENTE. O dilema da Qualidade é - DESVIO cedo é desastroso, porque susta, prematuramente, o produto do fluxo normal de produção e desvio tardio é desastroso, pois onera o produto em custo e valor.
 
Assim uma implementação racional no fluxo industrial será utilizar as Linhas Inspeção de Produtos para dissecar a Qualidade, pois pelas condições operacionais destes equipamentos há um favorecimento do exame detalhado do produto, por amostragem ou rotinas especiais de verificação. A filosofia do “corpo de prova universal” propicia a caracterização integral do produto (amostras para testes, ensaios e inspeção minuciosa) - ENGENHARIA DO PRODUTO (atribuição do Controle da Qualidade).
 
O Controle dos Defeitos deve ser apoiado por diretrizes que auxiliem a orientação administrativa e gerencial, algumas podem ser enunciadas aqui:
 
• Motivar a aplicação do Controle Estatístico e da Informática.
 
• Reduzir a incidência dos defeitos favorecendo a filosofia do MOVIMENTO DEFEITO ZERO.
 
• Convergir toda a atenção do nível de execução e da gerência de tecnologia para o PRODUTO.
 
• Ativar os laços de coordenação para GERÊNCIA PARTICIPATIVA e TOTAL DOS PROCESSOS.
 
• Padronizar o que realmente afeta o desempenho da Qualidade e Produtividade.
 
• Criar a Matriz de RESPONSABILIDADES.
 
• Criar os PADRÕES de PRODUTOS face às adequações, no mercado, ao uso funcional - ENGENHARIA DO PRODUTO.
 
• Assumir a QUALIDADE como intenção única de serviço.
 
• Atuar no bloqueio dos 3 MAIORES DEFEITOS por Centro de Responsabilidade.
 
OS 3 MAIORES DEFEITOS
 
Conforme se constata em muitas empresas, os 3 maiores defeitos (em volume e freqüência) persistem em ocorrer. As anormalidades das práticas operacionais e dos métodos, não muito ajustados, promovem a repetição deles pelas simples repetição de falhas.
 
Segundo peritos em estatística a seguinte afirmação é válida:
 
• 70% / 80% dos problemas com relação a defeitos ou a não conformidade são de responsabilidade da GERÊNCIA da tecnologia. Estes problemas são considerados de CAUSA COMUM.
 
• 20% / 30% dos problemas restantes são atribuídos ao nível de EXECUÇÃO. Isto é, são defeitos ou não conformidades que a execução pode produzi-los, reproduzi-los ou eliminá-los. Estes problemas são considerados de CAUSA ESPECÍFICA.
 
O controle Estatístico é uma ação técnica para detectar estas causas, mas que a sua eliminação dependerá de TREINAMENTO e AÇÃO GERENCIAL.
 
Na prática a ação gerencial para motivar a aplicação de métodos administrativos e técnicos para fazer um controle, deve “pensar estatisticamente”, raciocinando de modo integrado:
           
Isto significa dizer:
 
• Qual a maior incidência de causas no problema?
 
• Onde se localizam exatamente estas causas?
 
• Quanto representa o problema em relação ao outros?
 
• Qual o valor médio da variação dos padrões das causas?
 
• Este efeito é de fato desta causa?
 
• A amostragem dos dados para análise das causas foi suficiente?
 
• Quais mudanças ocorreram que perturbaram a regularidade?
 
Devem ser reconhecidos trabalhos que usem métodos estatísticos para melhorias da Qualidade. A maturidade de um Controle Estatístico conduz ao domínio da tecnologia e garante a escalada para etapas de ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE mais evoluídas.
 
Não é necessário que se tente dominar tudo, mas para facilitar podemos usar o Critério dos 3 Maiores Defeitos.
 
Acredita-se que incidências, em grande monta, de defeitos podem ser eliminadas com aplicação de pouco esforço e capital. É certo que o CUSTO DE CONTROLE DO DEFEITO deve ser monetizado, para determinar a prioridade de ação frente ao volume, em peso e etc, e o custo unitário para solução.
 
MÉTODO ADMINISTRATIVO PARA CONTROLE DE DEFEITOS
 
Todo administrador tem boas intenções quanto ao estilo que implementa na solução e na diretriz para solução de problemas.
 
Princípios existem, aos milhares, e milhares são as cabeças pensantes e, para cada, temos uma sentença. Uns buscam fórmulas numéricas para controle de desempenho, outros a psicologia e outros métodos integrados de relacionamento.
 
As funções na empresa existem como é óbvio para o funcionamento da mesma. Mas, não é visível para muitos o estado dos fatos que dão correspondência ao desempenho e a percepção da realidade que eles ocorrem. É uma questão de estar presente em tudo que ocorre e estar ciente de tudo que se depara.
 
Sempre se busca uma causa, mas nem sempre a se encontra corretamente. Existe uma divergência, pela heterogeneidade da cúpula das empresas, entre achar a causa dos fatos e encontrar um culpado. Sabemos hoje que o culpado, em 80% dos fatos que depreciam uma performance, é a GERÊNCIA, incontestável pelos japoneses, visão esta para a qual ainda estamos cegos.
           
É um sonho se ter em mãos ferramentas que concedem flexibilidade gerencial para harmonizar pessoal e problema. Não tem esboço, em lugar nenhum, uma ordem de administração, bem transparente ao sistema de cobrança de responsabilidades.
 
Podemos pensar em formular uma, mas que ainda poderá desagradar a alguns participantes. A solução é que todos os participantes contribuam com ações visando a Qualidade e a imagem da empresa, e evitando a desagregação da tecnologia.
           
Você domina a tecnologia que está administrando?
 

1. Dominar a tecnologia é conhecer o grau de liberdade operacional dos mecanismos e o quanto de efeitos, se tem ao acionar um conjunto de componentes, itens ou elementos;

 

2. É conhecer, em siderurgia, por exemplo, as leis da metalurgia, as leis dos equipamentos ou instrumento e as suas interações mútuas, num sistema geográfico de operações e controles, resultando em produtos com padrão de excelência em níveis de custo suportáveis;

 

3. É saber aperfeiçoar o equipamento, em escala tal que na genealogia da engenharia básica se possa projetar uma nova geração de equipamento, com todas as vantagens incorporadas pela ciência, oferecendo economia, durabilidade definida e produtividade;

 

4. É ter como aspiração dotar a máquina, ou equipamento, com sutis instrumentos de controle para uma melhor qualidade.

 

5. É tornar-se independente de projetos e recursos externos de modo a criar a própria prosperidade.

           
Neste enfoque tentamos saciar nossa necessidade de evolução usando know-how externo.
 
Troca de contribuição é mera atitude de empresa evoluída, mas comprar o conhecimento é decretar atraso no progresso. Assim, mormente, estamos sempre na dependência de saber onde está o sucesso e buscar benefícios nele, onde estiver a fonte.
 
No fundo a pérola da administração moderna não é a produção, pois quantidade é secundário, mas o alcance da excelência, com a integração das atividades de que se compõe a organização industrial e de serviços.
           
Descrevemos o que significa Qualidade e outros termos derivados, no controle deste tema, como o defeito. Agora pretendemos demonstrar a concepção de um Sistema da Qualidade com estrutura organizacional, as responsabilidades, os procedimentos, os processos e os recursos para implementação da GERÊNCIA DA QUALIDADE - AÇÃO GERENCIAL.
 
Acha-se embutida no modelo, a espiral da Qualidade, resumida em quatro (4) fases:
           
Planejar (Plan), Fazer (Do), Checar (Check) e Agir (Action), o denominado PDCA.
           
Existem demonstrações e modos de atuar na redução de defeitos. Algumas expõem uma filosofia que caracteriza as ações principais do ciclo de controle (PDCA).
 
Outras descrevem com superficialidade, mas com objetivo, a seqüência de providências a serem efetivadas no controle aos problemas. Todas são preciosas, para colocação, no ciclo de controle, dos agentes de resolução e das responsabilidades, mostrando os laços de coordenação e a visão sistemática, dentro da organização industrial.
 
Abraços,
 
Lewton



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!