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Postada em 14-10-2012. Acessado 937 vezes.
Título da Postagem:Os egressos das universidades terão cada vez menos empregos bem remunerados
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 14-10-2012 @ 01:56 pm
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Os egressos das universidades terão cada vez menos empregos bem remunerados

Tags: Empregabilidade, queda dos empregos, acirramento da competitividade, pessoal, empresarial, perfil de egresso, faculdade, universidade, baixa remuneração, queda dos salários, fechamento de vagas, endividamento, inadimplência, economia, baixa qualificação, carreiras, desemprego, CNI, indústria, serviços, PIB, SERASA, SPC, Governança Petista, petismo, Brasil, brasileiro 
 
O Jornal Folha de S.Paulo - Poder – de 27/dez/2011 publicou que no Brasil cerca de 63% das vagas de trabalho criadas de 2000 a 2010 pagam até 2 salários, ligado à expansão do setor de serviços, que paga salários mais baixos. Isto é o país cria mais vagas com salário de até 2 mínimos. Praticamente todo o período de gestão administrativa do PT.
 
Conforme o link: www1.folha.uol.com.br/.../17038-63-das-vagas-pagam-ate-2-salarios...
 
A maior parte dos postos de trabalho gerados pelo crescimento da economia brasileira na última década foi preenchida por trabalhadores de baixa renda e com pouca qualificação. E se o país cria mais vagas no setor de serviços, significa que o setor industrial e da agropecuária são afetados relativamente.
 
A remuneração de até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 1.244 a partir de janeiro de 2012. Segundo os dados do IBGE a proporção de trabalhadores dessa faixa de remuneração na força de trabalho foi de 49% em 2000 para 63% em 2010.
 
Os números do Ministério do Trabalho mostram que essa tendência continou em 2011.
 
Para a FGV, o crescimento da renda da população elevou a procura por profissionais de baixa qualificação, como cabeleireiros e faxineiras. Além da forte expansão do setor de construção civil, que paga salários mais baixos do que a indústria.
 
Vejamos os dados no link a seguir:
 
 
Através da notícia do link: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/medo-do-desemprego-aumenta-entre-brasileiros/62663/ , de 02 de outubro de 2012, às 17h16min, o medo do desemprego aumenta entre brasileiros.
 
Em todo o Brasil, por idade, o temor é maior entre as pessoas que têm entre 40 e 49 anos. Por escolaridade, entre os que têm curso superior e, por renda, entre quem ganha até um salário mínimo. Pela fonte Infomoney.
 
Segundo a Confederação Nacional da Indústria - CNI, o aumento registrado no terceiro trimestre do Índice de Medo do Desemprego, pode ser resultado da retração da atividade industrial e das notícias sobre a redução do ritmo de expansão do emprego. O brasileiro está com mais medo de perder o emprego.
 
O levantamento da CNI é feito trimestralmente a partir de pesquisa de opinião pública de abrangência nacional. O atual estudo foi realizado entre 17 e 21 de setembro de 2011.
 
Por região, os brasileiros do Norte e Centro-Oeste são os que apresentam mais medo, com indicador chegando a 86,2 pontos. Em seguida aparecem o Sul, com 77 pontos e Nordeste, com 74,5 pontos. Já o Sudeste tem o menor indicador, de 71,1 pontos.
 
Qual será a agravente da junção destas duas notícias? Que tipo de repercussão a queda da empregabilidade e de seu padrão médio de remuneração irá provocar? Bom, o país está se “desindustrializando”, não só pela queda de produção, mas pelo avanço do setor de serviços – e isto é uma tendência natural em todos os países em desenvolvimento.
 
A situação crítica é a da queda da produção, já que o PIB de 2012 tenderá a ficar abaixo de 2%. E este nos últimos 10 anos esteve abaixo da média mundial, faixa de 3,62% (média mundial acima de 3,65%). Praticamente todo o período de gestão administrativa do PT.
 
Mais uma vez vem de uma notícia do http://www.administradores.com.br/informe-se/noticias-academicas/numero-de-estudantes-universitarios-cresce-77-em-10-anos/63471/ , de 09 de outubro de 2012, às 17h51min, quando se relata que o número de estudantes universitários cresceu 77% em 10 anos. Praticamente todo o período de gestão administrativa do PT. Seria uma notícia excelente, caso não fosse trágica em seu significado para a maior demanda de egressos das faculdades e universidades.
 
São 6,2 milhões de alunos matriculados em curso superior no Brasil; 80,8% estão em instituições particulares e 19,2% nas faculdades públicas. Em 2002 essa porcentagem era respectivamente 69,8% em particulares e 30,2% em públicas. O total de estudantes universitários brasileiros cresceu 77,1% entre os anos de 2002 e 2012, totalizando 6,2 milhões de alunos, segundo o “Dossiê Universitário”, do ‘Data Popular’.
 
A pesquisa mostrou ainda que 55,9% os universitários pretendem ter seu próprio negócio, sendo que 7,6% querem em até um ano, 25,5% de dois a cinco anos, 12,3% pretendem empreender de seis a dez anos, outros 1,2% dos entrevistados a partir de 11 anos, e por fim, 9,3% não sabem.
 
Logo, podemos inferir que como a empregabilidade está caindo, para os egressos das faculdades e universidades, está havendo um aumento do número de egressos, e o aperto no funil / filtro dos critérios de seleção e recrutamento de pessoal, para uma crescente redução no número de vagas. E para as empresas irá se acirrar e aumentar a sua barreira técnica de admissões. Aumentando as probabilidades das demissões.
 
A saída será criar seus próprios negócios, para 55,9% dos universitários?
 
Os egressos que quiserem trabalhar em empresas, já em operação, terão que se sujeitarem aos salários mais apertados, e já equilibrados nos preços dos produtos, e para menores patamares de qualificação dos trabalhadores.  
 
Estamos diante de uma política pública administrativa do PT, sem nenhuma coordenação técnica-científica entre as metas e os objetivos – Ministérios burocráticos.
 
E a “bola de neve” da falta de coordenação entre políticas públicas e ministérios terá uma maior acumulação de disfunções pelo simples fato da notícia a seguir:
 
http://www.administradores.com.br/informe-se/economia-e-financas/pesquisa-mostra-perfil-do-endividamento-do-brasileiro-consumo-sem-planejamento-e-o-principal-vilao/62066/, de 26 de setembro de 2012, às 18h10min, em que uma pesquisa mostra perfil do endividamento do brasileiro; consumo sem planejamento é o principal vilão. Por Marli Moreira, Agência Brasil.
 
A pesquisa feita com 623 famílias apontou que mais da metade dos entrevistados (54%) têm a renda comprometida com compras parceladas no cartão de crédito e 64% têm entre um a quatro cartões crédito. O consumo a prazo sem planejamento é o principal motivo que tem levado muitos brasileiros a atrasar o pagamento da prestação, segundo mostra uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, divulgada na última quarta-feira (26), em São Paulo, pelo economista Nelson Barrizzelli.
 
Os bancos são a instituições mais procuradas e recorridas por 44% dos pesquisados, seguida pelas administradoras de cartão de crédito (38%).
 
Os casos de inadimplência envolvendo todas as modalidades de financiamento alcançaram 41% dos brasileiros de todas as classes sociais, mas os mais pobres são os mais penalizados pela restrição ao crédito.
 
A principal causa de inadimplência foi a má administração das finanças, alegada por 41% dos consultados, seguida pelo desemprego (11%).
 
No total, a grande maioria está com idades que vão dos 35 aos 49 anos; possui o segundo grau completo e têm renda variando de R$ 2.201 à R$ 3.825.
 
Para o economista Barrizzelli, as intituições financeiras, em conjunto com os órgãos governamentais, deveriam investir em educação financeira para evitar que justamente a população mais pobre venha a ser prejudicada por endividamentos, e o país tenha uma explosão de inadimplência.
 
Quem tentar emprego nas empresas em operação irá enfrentar o acirramento da competição de seu perfil de egresso e inteligência, numa situação empresarial com queda de vendas e de receitas pelo endividamento da sociedade, mediante a política petista só de ampliação do crédito. Sem o aumento correspondente dos fatores de produção e com tendências inflacionárias – lembre que o país está em fluxo de desindustrialização e da perda de vagas mais bem remuneradas.
 
As políticas econômicas e sociais do Petismo provocaram muitas perturbações na curva de demanda e oferta. E que fomentaram as tendências inflacionárias.
 
Quem tentar abrir o seu empreendimento irá enfrentar o acirramento da competição de seu perfil de egresso e inteligência, numa situação empresarial, também, com queda de vendas e de receitas pelo endividamento da sociedade.
 
Só empreendimentos bem planejados e melhor estruturados irão prosperar. Pois, ainda sem a intensificação desta crise administrativa do Petismo, com incapacidade de enfrentamento técnico-científico, já temos alta mortalidade empresarial, segundo os levantamentos do SEBRAE – quase 60% a 70% das empresas abrem e fecham em 2 anos. E apenas cerca de 5% sobrevivem ao 5º ano de funcionamento. 
 
Que tipo de empregabilidade a administração Petista está condenando o jovem trabalhador qualificado e egresso de faculdade ou universidade? A quem interessa viver num regime administrativo com coordenação precária e com baixa capacidade administrativa e técnica?
 
Abraços,
 
Lewton



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