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Postada em 22-10-2012. Acessado 741 vezes.
Título da Postagem:Haddad e o Petismo, na cidade de São Paulo, vão repetir o modelo de Marta Suplic
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 22-10-2012 @ 04:24 pm
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Haddad e o Petismo, na cidade de São Paulo, vão repetir o modelo de Marta Suplicy

Saiba, em parte, como se procedem as administrações petistas no governo federal, nos estados e nos municípios... Lula já deveria ter sido "fritado" pelo seu passado golpista e o presente de quadrilheiro.

Eu morei em São Paulo por 10 anos, a serviço de uma associação de empreendedores do Cooperativismo brasileiro. Em 2002 vencemos uma licitação para desenvolver o Projeto da Marta Suplicy, sobre os programas sociais do PT, de transferência de renda (tipo serviços de Robin Hood), pelo Professor Márcio Pochmann na ocasião – Secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

E o Professor Márcio Pochmann é o candidato petista atual para levar a prefeitura de Campinas, agora nas eleições do 2º turno de out/2012...

Como eu tenho muitos conhecidos, amigos e colegas lá, eles estão na indignação de que o PT, tendo toda sua escola de sindicalismo predador, seus seguidores e antigos serviçais, do tal sindicalismo, possui em São Paulo, concentradamente nas regiões do ABCD– São André, São Bernardo do Campo (terra sindical do Lula e asseclas), São Caetano do Sul e Diadema, uma poderosa rede de fiéis petistas e sindicatos de potencial humano e político, e com isto procurarão criar uma grande barricada política, para se “vingarem” do julgamento do Mensalão.

Aqueles 4 municípios estão ligados fortemente à capital, cidade de São Paulo, e a estratégia será a de“adestrar os paulistanos” e espalhar pelos paulistas, nos municípios ganhos pelo PT, o ideário de LULA – DILMA, e de boa parte dos mensaleiros que não foram pêgos.

E uma estratégia de Lula e de seus apoiadores é a de mobilizar esquadrões e mais esquadrões de militantes e simpatizantes petistas do ABCD, para agitarem as ruas da capital paulista, principalmente nos comícios. E nas pesquisas de intenções de VOTOS, que estão sendo MANIPULADAS a favor de Haddad do PT.

E o que se diz na região é que LULA está pressionado, uma vez que muitos asseclas mensaleiros poderão perder o couro e serem escalpelados para livrarem, o temulento militante da mentira, de uma cadeia, ou uma vergonha nacional e internacional. Que digam Dirceu e Genoíno!

Lulinha paz e amor, se não ajudar a consagrar Haddad, como o prefeito da capital de São Paulo, o Lulismo / Petismo começará a ser destroçado em curto prazo. Mas ele, Lula e assessoria política, crêem que ganhando a capital de São Paulo vão recuperar o caminho da hegemonia política no país, depois da explosão e dos estilhaços do julgamento do Mensalão.

Entretanto, aguns paulistanos, mais ligados na história das nações, acham que a hora de São Paulo, caso ocorra a vitória Petista de Haddad, irá chegar para uma ou duas décadas, de uma queda sem precedentes, uma vez que esta prática administrativa do PT está fazendo o Brasil cair no ranking das nações (quem lembra do livro ‘Ascensão e Queda das Grandes Potências’ de Paul Kennedy? – ver em http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/314434/ascensao-e-queda-das-grandes-potencias).

Virá a hora da ascensão de um novo estado da federação, como a nova locomotiva econômica, e a queda de São Paulo, na contaminação da ideologia recessiva do PT, que poderá espalhar vírus por todo o estado, começando pela sua capital. A elite paulista está marcando bobeira...

Apesar de tudo o que representa o estado de São Paulo, e sua capital, estamos começando a assistir a decadência de um estado, que já vem perdendo suas vantagens como o maior“provedor” do PIB brasileiro.

Quais os fatores de sobrevivência de uma nação, estado, município ou empresa, relatados no livro de Paul Kennedy, que São Paulo deixou de manter ativos, para começar a cair nos modos econômicos e políticos?

A cada década cai mais ainda, sua participação percentual no PIB, tendo começado, com o frenético e predador sindicalismo do ABCD, em boa parte promovida pelo operário metalúrgico-sindicalista e ex-presidente da república: Lula da Silva. E se diz tanto, que a inteligência que domina tudo, está lá em São Paulo! No nosso ponto de vista São Paulo está abandonando seu próprio destino, do tipo “seja o que o Lulismo / Petismo quiser e que Deus os ajude!”

Os novos investidores de capital, e novos projetos industriais, migraram para outros estados, esvaziando o ABCD paulista, com fábricas sendo instaladas em outros estados com menos concentração sindical e menos exacerbação política e trabalhista. A elite paulista está marcando bobeira...

A cegueira é tanta que Lula contribuiu para o esvaziamento de mais de 200.000 empregos no ABCD por causa de sua prática de militância sindical predadora – do mesmo modo que ele fez durante seu ciclo na presidência da república. E como ainda ele tem votos naquela torturada região, onde dezenas de milhares, além de perderm o emprego, têm uma degradante aposentadoria e sem esperanças trabalhistas para filhos, netos e parentes?

Lula é a sereia vil da mentira, do embuste, do cinismo, da manipulação: os paulistas da elite comentam que Lula já deveria ter sido "fritado" pelo seu passado golpista e o presente de quadrilheiro – como já era como presidente de sindicato de trabalhaores. Trabalhador é cego, surdo, burro e abestado? Lula sempre os levou na demagogia e no populismo da sua vulgar falação embusteira e enganosa...

Na administração governamental Lula, e seus petistas, criam (e criaram) “projetos demagógicos e populistas”, que são experimentados para replicação, para pelo menos em mais de 70% das prefeituras “tomadas” pelos correligionários do PT. A sorte do Brasil é que não conseguem executar seus planos com ações certeiras, já que são indigentes do conhecimento necessário para isto – e só conseguem produzir a degradação que estamos vivenciando na administração do Brasil, dos estados e dos municípios onde o PT tem a presença nociva.

Assim como o Mensalão foi um modelo celular de Santo André. Com quase uma dezena de assassinatos, para encobrir a trama funesta, o acesso de modo maquiavélico à casa máxima de república e o mecanismo para compra futura de votos, agora LULA, Haddad e milhares de militantes petistas, estarão se esforçando para tomar a prefeitura da capital de São Paulo. A elite paulista está marcando bobeira...

Podemos esperar muitos outros modelos celulares, tanto éticos, como não-éticos, nos próximos 4 anos de administração do PT – Haddad, na capital de São Paulo.

E a questão que relato, neste artigo, nasce na administração de Marta Suplicy, a qual foi a“ongueira-mor” do Petismo ... Prefeitura da Cidade de São Paulo – ano 2002.

O modelo celular dos programas do PT local, de transferência de renda, foi usurpado da arte intelectual de meus associados de nossa “liquidada” ABRACOOP – Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Cooperativismo, que foi a empresa que ganhou tecnica e economicamente a dita licitação, à qual nos referimos acima.

A prática executiva do PT, em suas experimentações, é a de captar em modelos celulares, de baixa escala, ou de menores impactos, se não derem certo, para replicação em nível nacional, se for possível, ou em nível de massa, no agrupamento de prefeituras conquistadas pelo PT e pelos partidos coligados – para fins demagógicos exclusivos e para perpetuação no poder com base na falta de discernimento, pela decrépita educação formal, que o mesmo PT, através de Haddad, “planejou”propositadamente, sob pressão de propagandas enganosas e abusivas.

Foi deste modelo celular, que Arlindo Chinaglia, representante do PT e Secretário de Implementação das Subprefeituras, na prefeitura de São Paulo, buscou nossas duas versões que foram modificadas para efeito eleitoreiro e de política socialista: 1º O mecanismo de transferência de renda, com contraparte no trabalho e no emprego, o qual terminou virando o “Bolsa Família” do PT e 2º A aplicação da Universidade Pública da Qualidade, a qual terminou virando o PROUNI do PT.

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Arlindo_Chinaglia

Médico formado pela Universidade de Brasília, Chinaglia (pronuncia-se Quinalha) destacou-se durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Ficou conhecido como proponente de Comissões Parlamenteres de Inquérito, que geralmente não conseguiam emplacar.

Foi fundador do PT e presidiu a CUT de São Paulo na década de 1980. Costuma dizer que iniciou o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci na política. No interior do PT, é visto como um conciliador. Externamente, ganhou fama de explosivo ao trocar empurrões com Inocêncio Oliveira (PR-PE).

Foi eleito deputado estadual em 1990 e, pela quarta legislatura consecutiva, é deputado federal.

Entre 2001 e 2002, exerceu o cargo de Secretário de Implementação das Subprefeituras, na prefeitura de São Paulo.
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As anomalias institucionais relacionadas à incapacidade administrativa do Poder Público, chefiado por Marta Suplicy, comprometeram a eficiência da aplicação dos Programas Sociais da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

Em 09 de maio de 2004, a Folha de São Paulo, em reportagem local procedida por Sílvia Corrêa – MARTA CUMPRE 54% DE SUA META SOCIAL, divulga a lamentação e as explicações sobre o insucesso dos programas sociais do PT – Partido dos Trabalhadores. Diversos incidentes ocorreram e que prejudicaram o desenvolvimento correto do Programa PROCAP - Módulo Básico –Prefeitura da Cidade de São Paulo - PMSP.

A confissão do fracasso foi debitada na “conta da estagnação econômica do país”. Sob o ponto de vista da ABRACOOP e seus colaboradores, a SDTS - Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, sob o comando do profº Pochmann, penalizou-nos como parceiros melhores habilitados em favor de um clientelismo político-eleitoral, na ocasião– início em abril de 2002.

FONTES:

1. Folha de São Paulo de 09 de maio de 2004 – TENTAMOS, MAS O BONDE NÃO PASSOU – Reportagem de Sílvia Corrêa, sobre os Programas Sociais da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

2. Entrevistado: Professor Márcio Pochmann – Secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

3. Início em junho de 2001– Programas Redistributivos.

4. Início em agosto de 2001– Programa Emancipatório.

Programas Sociais de Transferência de Renda do PT:

1. Incógnita após término do período de bolsa – sem acompanhamento do poder público.

2. Países desenvolvidos – 10 a 30% da população dependem desses programas.

3. Frustração dos beneficiados com a interrupção das bolsas.

4. Últimos três anos mais de meio bilhão de reais foram investidos – de junho de 2001 até maio de 2004.

5. Desde junho de 2001, cerca de 316.801 pessoas receberam pelo menos uma vez a bolsa dos programas.

6. Retira o cidadão do limite de sobrevivência favorecendo sua busca por oportunidades de trabalho e renda.

7. Criar dependência com relação ao suporte das bolsas e deixando o cidadão acomodado.

8. Quem perdeu a renda depois que as inscrições terminaram não teve a segunda chance.

9. Erros de endereço inviabilizaram possíveis candidatos potenciais.

10. Programas paliativos sem capacidade de inverter a situação dos bolsistas.

11. Na condição emancipatória até agora não se chegou a 12 mil beneficiados.

12. Não identificou a vocação econômica do bairro e a capacidade empreendedora dos candidatos a abrir negócios.

13. Pochmann: Estamos evitando o aprofundamento da exclusão, o maniqueísmo, o assistencialismo e o clientelismo político-partidário.

14. Até o final de 2004, 589.057 famílias cujos chefes tinham renda inferior a um salário mínimo e meio, seriam beneficiadas o que não de confirmou. Alcançou cerca de 316.801 famílias.

15. Injetaramm a cada mês R$ 13 milhões em famílias pobres, o suficiente para construir 12 “escolões” ao ano.

16. De 96 distritos da cidade 40 chegaram a ser incluídos atingindo 80.000 pessoas.

17. Progressão de inclusão:

Em 2001 – Distritos: 13 e pessoas: 97.118;

Em 2002 – Distritos: 37 e pessoas: 186.484;

Em 2003 – Distritos: 6 e pessoas: 14.959;

Em 2004 – Distritos: 40 e pessoas: 80.000;

Empreendimentos Incubados pela Prefeitura – PMSP - SDTS.

1. De cada 4 incubados um não conseguiu sobreviver.

2. De 400 negócios incubados cerca de 299 funcionaram.

3. Das cooperativas que funcionam a prefeitura afirma que muitas não têm demanda estável. E as pessoas sobrevivem possivelmente muito mal.

4. Numa cooperativa de alimentação – Restaurante – o pessoal retira cerca de R$ 130,00 por mês.

5. As cooperativas funcionam precariamente e com muitos desentendimentos entre os sócios.

Temos outra versão para o fracasso da SDTS. Numa espécie de PARCERIA – PÚBLICO -PRIVADA – PPP Social –sem escrúpulos, pessoas de má índole a serviço da SDTS, produziram demandas que afetaram a operacionalidade dos programas e sua credibilidade. Uma versão danosa, dos incidentes, começou a ser relatada unilateralmente e de modo tendencioso, contra a ABRACOOP.

A princípio a ABRACOOP se apresentou como a melhor qualificada para implementação dos programas, capaz de coordenar um contingente de 100 a 120 mil pessoas a serem beneficiadas. Nossa estrutura de execução das tarefas, do programa, foi de elevado grau profissional, com Doutores, Mestres e Pós-graduados.

Foi por essa razão acima que, a SDTS, conseguiu viabilizar o projeto com quase 50 ONGs, tomando como base o conteúdo metodológico e educativo gerado pela ABRACOOP, bem como os procedimentos de prestação de contas, fiscalização e controle.

A então “PPP Social” tinha três parceiros;

1. UNESCO financiando o programa, segundo suas diretrizes pedagógicas,

2. SDTS gerando a demanda comunitária, administrando a aplicação do programa e a

3. ABRACOOP propondo e implementando o projeto de capacitação e estruturação do “Desenvolvimento Local”, em termos de economia de bairro, segundo sua própria proposição.

A contraparte da UNESCO, presente na SDTS, repassou as ONGs, em minúcias, à revelia de nossa associação, além do material didático que desenvolvemos, as nossas custas, os procedimentos que formulamos para prestar contas à sua instituição. Uma condenável atitude antiética, uma vez que somente a ABRACOOP poderia repassar know-how para parceiros despreparados. Nisso a grande maioria das ONGs, que se beneficiaram dessa situação, não apresentavam capacitação técnica e científica para a execução do projeto e que copiaram o nosso, intermediados e facilitados pelo poder público.

Fizemos investimentos de nossos recursos e dívidas com gráficas e fornecedores, na certeza de uma reciprocidade do pessoal de contato da secretaria - SDTS com a UNESCO, situação financeira que se demorou a ser regularizada, em face de não termos recebido, em tempo, as parcelas de pagamento da UNESCO, interrompidas em primeiro por uma denúncia vazia de caráter político e depois pela desconfiança, em relação a nós, do processo burocrático da UNESCO e da SDTS, diante do incidente.

Mas, como o projeto era uma“PPP Social”, o nosso Conselho de Administração julgou que tal contribuição da ABRACOOP pudesse ser reconhecida. O que não ocorreu, pelo fato de termos na ocasião apresentado os projetos para os Módulos Específicos e não fomos convocados para prestar serviços. E que a contraparte da UNESCO, na SDTS, alegava que não havíamos entregado nossas propostas, a tempo.

Em nosso entender a situação sugeria uma manobra política de interessados em afastar a nossa associação do PROCAP, e da continuidade na prestação de serviços junto aos Módulos Específicos – Capacitação Profissional. Correram aos ouvidos coletivos, manifestos de calúnia e difamação, contra nossa associação, propalados por agentes que não queriam a ABRACOOP em novos projetos, pelo fato de não representar políticos – Vereadores e Deputados Estaduais / Federais – junto às comunidades envolvidas nos projetos.

Tivemos denúncias sobre as ONGs, que não soubemos serem vazias ou não, que participaram junto com à ABRACOOP no PROCAP, e que não nos interessava consolidar queixas junto às autoridades competentes, pois careciam de confirmação. O que nos interessava era ajudar o “Cidadão Excluído” - A ABRACOOP é uma instituição formada por mais de uma centena de cooperativas e pessoas físicas, com missão Solidária e Humanista e tem imagem idônea, onde prestou serviço, Site: www.abracoop.com.br (hoje: www.cooperativismodobrasil.com.br).

Detectamos os seguintes incidentes relacionados aos programas sociais do PT, ocorridos na ocasião:

1. Várias ONGs usaram a nossa apostila de conteúdo, ferindo seriamente a Lei de Direitos Autorais, o que irá nos forçar a emitir uma declaratória de impedimento de uso da mesma, por partes das ONGs que assim o fazem, e sujeitando os infratores às penalidades da Lei Aplicável.

2. Algumas ONGs têm políticos: Vereadores e assessores, como "Donos" ou como "Laranjas" dos mesmos, para formar Curral Eleitoral e se utilizar do PROCAP para suas preleções ideológicas (proibido pela UNESCO) e por isto mesmo podem estar querendo “remover” a ABRACOOP, neutralizando a concorrência de instituição mais bem preparada e sem missão política.

3. Pessoas da SDTS transformaram o projeto em balcão de interesses particulares cedendo cotas não por capacidade técnica e científica por parte das ONGs, mas para atingir o“eleitorado” num ano de campanha política – ano de 2002 - e que poderia render bons “dividendos” neste campo de interesse.

4. Autoridades da prefeitura, nas regionais administrativas, manobravam à nossa revelia os facilitadores que treinamos – gratuitamente, não custeado pela UNESCO –interferindo nos atos de supervisão e controle dos nossos inspetores, incorrendo com isto em turmas “pulverizadas” onerando o custo global – orçado e planejado – refletindo em reclamações de pessoas que alegam ter trabalhado e que ainda reivindicam remuneração de horas correspondentes, mesmo após terem sido pagas com o valor das horas especificado no contrato de 152 horas.

5. Transformação da oportunidade de um trabalho solidário em “emprego temporário” em que algumas pessoas tiveram a benesse de autoridades da prefeitura e que terminou repercutindo em conflitos entre indicados e não indicados, acarretando“denúncias” contra a ABRACOOP para atingir pessoas e grupos opostos. Cuidamos de cerca de 4.000 pessoas.

6. Desde final de novembro de 2002 vínhamos apresentando sucessivamente nossa prestação de contas final, para o recebimento da última parcela do contrato vigente, e sofremos a protelação da contraparte da UNESCO que trabalhava na SDTS, nos prejudicando seriamente, para atrasar o pagamento. Já tem cerca de 2 a 3 anos que prestação dos serviços foi suspensa e ainda não recebemos a parcela final.

7. Muitas ONGs não firmaram contratos e nem cobertura, com seus formadores, deixando uma "quebra na estrutura jurídica" determinada no contrato-mor da UNESCO.

8. O Programa “Oportunidade Solidária” usou o nosso trabalho com outras cooperativas, e por coincidência começou pelos bairros que nós fizemos o projeto - COOPERATIVAS COMUNITARIAS. É muita falta de ética enxovalhando o poder público e usurpando conteúdo técnico de ex-parceiros com melhor qualificação.

9. A UNESCO não deveria se deixar ficar em mãos de pessoas, que venham a representar, e que não possuem capacitação técnica, emocional e de relações interpessoais produtivas, dentro de organizações públicas, guardando-se institucionalmente de injunções políticas que podem lhe afetar como instituição de renome e reconhecimento mundial.

10. A não manifestação do Sr. Secretário do Trabalho – Márcio Pochmann quanto a esta situação mesmo que com carta protocolada, nos parecendo haver, em torno do secretário, um grupelho que se entrincheira para produzir disfuncionalidade, sem que ele saiba da conduta dos seus colaboradores.

Acreditamos que existiram ainda muitas irregularidades reprimidas dentro destas ONGs, pelo motivo do baixo grau de profissionalismo que observamos e que ouvimos de pessoal envolvido em nossos treinamentos, o que de fato acarretava complexidade e disfunções operacionais. Algumas ONGs ligavam para a ABRACOOP pedindo que se ensinasse isso e aquilo - Ex: Relatório de Prestação de Contas e outros. E, esses casos contribuíram com a perda de eficiência dos investimentos da prefeitura, e da UNESCO, pelo baixo aproveitamento feito pelos beneficiários, colocando as verbas, dessa última, num “ralo sem fim”, o que deveria ter convocado a SDTS a uma reflexão pró-ativa:

1. Quais serão os resultados em maximização de capital investido e o número de cidadãos que revelaram “bom aproveitamento”?

2. Estarão com a auto-estima consolidada e encontrarão um emprego ao menos de R$ 400,00 dentro do município de São Paulo?

3. O resultado final do projeto - mesmo que a fundo perdido - foi proveitoso?

4. Há muita propaganda política com números, mas sem um indicador da qualidade do resultado?

A ABRACOOP realmente tinha a melhor condição técnica e científica para o desenvolvimento de todas as fases do PROCAP. E foi prejudicada por alguma prática imprópria - que onerou a atuação da mesma junto aos projetos em questão. Acostumados a prestar serviços para prefeituras, tivemos a percepção de que houve uma intenção dolosa em produzir um grande desgaste entre nossa associação e nossos colaboradores, fornecedores e as autoridades públicas.

Cremos que o procedimento burocrático da UNESCO não deve produzir prejuízos aos seus parceiros, como o que ocorreu conosco, dado ao fato de ser uma instituição internacional, que deve zelar por seu nome e imagem. Sendo assim os opositores da ABRACOOP venceram – Conseguiram nos demover da continuidade do PROCAP. E nos afetaram moral e economicamente. Esses eventos denegriram nossa imagem junto a UNESCO, os quais produziram lesão ao nosso patrimônio e danos morais ao nosso pessoal. O Sr. Jorge Werthein nunca se pronunciou – quem presidia na ocasião a UNESCO – BRASIL, apesar de nossas cartas e e-mails.

Houve muito de prejuízo nesta odisséia em que entramos e que a coordenação da SDTS com a UNESCO, contou com um suporte interno incompetente, vacilante e prejudicial à implementação desses programas. A visão geral que tivemos sobre o projeto, para aplicação de políticas públicas, em benefício do cidadão mais simples em todo o Brasil, foi de muita irresponsabilidade e demagogia eleitoreira.

Em novembro de 2004, ficamos refletindo porque a prefeita Marta Suplicy perdeu a sua reeleição para a prefeitura.

A ABRACOOP, na gíria dos negócios, foi usada como "Boi de Piranha”. Sacrificou-se para o rebanho atravessar o rio. E, depois foi ignorada e caluniada! Mas, o rebanho que atravessou o rio era de Má Qualidade – parte das 50 ONGs do clientelismo - pois o fracasso de Pochmann nos ressarci moralmente, embora sem compensação financeira. A confissão de Pochmann confirma a sua incapacidade administrativa. E a aparente morte de programas sociais sem base científica e profissional.

Aqui está a causa verdadeira do fracasso dos programas sociais do PT na capital de São Paulo. E esta tremenda perda de tempo e de recursos irá acontecer com a administração de Haddad (como ele já fez no Ministério da Educação). Se Haddad for eleito, estamos certos de que não será reeleito. Mas, até o fim do seu mandato terá ajudado a cavar a sepultura da hegemonia paulistana e seus reflexos na hegemonia paulista na economia do Brasil.

O país terá tido mais um magnífico REALITY SHOW de retrocessos e temeridades administrativas. Eu estou "meio" tranquilo, pois não vou pagar impostos para ver a parca graninha ser queimada em programas de efeitos eleitoreiros, e para fuga de verbas para outros caixas 2 e 3. Será um problema dos paulistanos e dos paulistas, a graninha será deles. E eu moro, "meio infelizmente" no Rio de Janeiro, que possui boa parte destes males petistas.

Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2005 e 2012 - Engº Lewton Burity Verri
Ex-Presidente da ABRACOOP -De 2000 a 2008.
www.cooperativismodobrasil.com.br
 




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