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Postada em 14-11-2012. Acessado 2520 vezes.
Título da Postagem:Oficializada a Refundação da ARENA, partido que apoiou o Regime Militar de 1964
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 14-11-2012 @ 12:24 pm
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Oficializada a Refundação da ARENA, partido que apoiou o Regime Militar 1964 a 1985 - A COBRA VAI FUMAR...

Aparece nos horizontes da política brasileira uma nova componente político-partidária, que pode reverter a degeneração progressiva das instituições republicanas. Segundo o Site: www.administradores.com.br, em sua enquete sobre o assunto, cerca de 69,21% dos internautas, que ofereceram opinião à enquete, declaram concordar com o RETORNO do partido ARENA. Se tomarmos a participação básica de usuários do site, só em 1% por dia teremos cerca de 3.290 opiniões. Embora não seja uma medida científica, pode indicar que o internauta intelectualizado em administração, concorda com a REFUNDAÇÃO do partido, em face de: 1. resgatar os valores defendidos pelo partido naquela época e 2. independente da ideologia - é preciso respeitar a liberdade política e de expressão.

Para os que não acompanharam o período de 1964 a 1985 apensamos a abaixo, aos dados da enquete, o histórico resumido do partido da Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

VAMOS RENOVAR A REPÚBLICA... Vem de uma articulação muito inteligente da DIREITA brasileira!

DADOS DA ENQUETE

http://www.administradores.com.br/poll/result/100/

Total de 329 mil leitores médio diário, em 14/11/2012 às 11:41hs.

Foi publicado no Diário Oficial da União de 13/11/2012 o estatuto que refunda a Arena, partido que deu sustentação à ditadura militar no Brasil. O que você achou da iniciativa?

1. Concordo, pois o Brasil precisa resgatar os valores defendidos pelo partido naquela época: 44.28%

2. Discordo, pois o Brasil não precisa resgatar os valores defendidos pelo partido naquela época: 9.09%

3. Concordo, pois - independente da ideologia - precisamos respeitar a liberdade política e de expressão: 24.93%

4. Discordo, pois o partido defende uma ideologia totalitária que não deve ser tolerada: 21.70%

QUE INSTITUIÇÃO FOI A "ARENA" NO BRASIL?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alian%C3%A7a_Renovadora_Nacional

Aliança Renovadora Nacional (ARENA) foi um partido político brasileiro criado em 1965 com a finalidade de dar sustentação política ao governo militar instituído a partir do Golpe Militar de 1964.[1]
 
No programa do partido, adotado em convenção nacional, realizada, em Brasília, em 21 de setembro de 1975, a ARENA assim se posicionou em relação à sua criação e sua existência:
 
"Expressão política da Revolução de Março de 1964, que uniu os brasileiros em geral, contra a ameaça do caos econômico, da corrupção administrativa e da ação radical das minorias ativistas, a ARENA é uma aliança de nosso povo, uma coligação de correntes de opinião, uma aliança nacional".
 
Fundada no dia 4 de abril de 1966, a ARENA era um partido político predominantemente conservador. A criação da ARENA se deu em decorrência do Ato Institucional Número Dois, de 27 de outubro de 1965, e do Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965, baixados pelo regime militar, os quais terminaram com o pluripartidarismo existente, naquela época, no Brasil, e extinguiram os 13 partidos políticos legalizados, então existentes no Brasil, e determinaram a implantação do bipartidarismo no Brasil. Seus membros e eleitores eram chamados de "arenistas".
 
Em 20 de dezembro de 1979, pela lei nº 6.767, o multipartidarismo foi restaurado no Brasil e as associações políticas existentes extintas: "Ficam extintos os partidos criados como organizações, com base no Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965, e transformados em partidos de acordo com a Lei nº 4.740, de 15 de julho de 1965, por não preencherem, para seu funcionamento, os requisitos estabelecidos nesta Lei".[2] Mesmo assim, a lei fazia proibição de "coligações com outros partidos para as eleições à Câmara dos Deputados, às Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais" e de "arregimentação de filiados ou adeptos, com base em (...) sentimentos de classe".[2] Os partidos permitidos seriam os que contassem com "10% de representantes do Congresso Nacional".[2]
 
A ARENA foi rebatizada de Partido Democrático Social (PDS). Mais tarde, um grupo de políticos do PDS abandonou o partido e formou a "Frente liberal", a qual, depois, tornou-se o Partido da Frente Liberal (PFL), atual DEM. O PDS, posteriormente, mudou o seu nome para Partido Progressista Renovador (PPR), e depois para Partido Progressista Brasileiro (PPB), que hoje se chama Partido Progressista (PP).[1]
 
O bipartidarismo gerou, no Brasil, de 1966 a 1979, duas correntes políticas, a situacionista formada pela ARENA e a corrente oposicionista formada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A ARENA era chamada de "A situação" e o MDB de "A oposição".
 
Esse período (1964-1985) foi chamado de "período revolucionário", "governo militar", "ditadura militar", "regime militar".

Apesar do grande volume de estudos acerca do governo militar no Brasil (1964-1985) pouco se sabe sobre a ARENA. Esta teve grande atuação no período, porém, escassamente abordada. Muitas são as lacunas que permaneceram em relação a história da ARENA devido à falta ou destruição de documentos ou mesmo pela inexistência desses devida a censura imposta ao Brasil, ou mesmo por falta de interesse dos historiadores.

Ficam, portanto, dúvidas históricas sobre a formação da ARENA;
 
1. Os fatores que levaram muitos políticos a apoiar a ditadura militar através da ARENA;
2. O grau de influência dos militares sobre os políticos da ARENA;
3. O grau de influência dos políticos da ARENA sobre os militares;
4. Como os ex-membros do PSD (os pessedistas) e os ex-membros da UDN (os udenistas) se relacionavam dentro da ARENA;
5. Como a ARENA se posicionava frente ao conflito entre o grupo de militares "linha-dura" e o grupo "castelista" (os seguidores do presidente Castelo Branco);
6. Até qual ponto os membros da ARENA eram militares e políticos simultaneamente;
7. Quais foram os verdadeiros motivos do governo militar em adotar um sistema bipartidário;
8. Os motivos da adesão da grande maioria da UDN à ARENA;
9. O que levou os ademaristas a aderirem à ARENA, considerando que Ademar de Barros fora cassado pelos militares;
10. Quais correntes ideológicas permearam o estatuto e o programa da ARENA, e o quanto os influenciaram;
11. Como os políticos tradicionais influíram no programa revolucionário dos militares;
12. Se a ARENA era ou não um partido independente em relação ao governo militar.
 

===================== Abraços, Lewton...




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