As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 21-11-2012. Acessado 671 vezes.
Título da Postagem:Quality Tax da Ferrari e o seu marketing subliminar de longo prazo
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 21-11-2012 @ 12:41 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]

Quality Tax da Ferrari e o seu marketing subliminar de longo prazo

Tags: Quality Tax, taxa da qualidade, qualidade, produtividade, economia, carros de corrida, carros esportivos, Ferrari 458, Maranello, miniaturas, Postos Shell, Ferrari, marcas e tradições, inovações, engenharia, administração, tecnologia, Itália, Brasil, tributo ao engenho, eficiência administrativa, know-how, Prêmio Nobel, luxo, superluxo, potência, marketing subliminar, valor agregado, relação valor e peso, integração tecnológica, multipla-engenharia, materiais, complexidade, confiabilidade
 
Ficamos estupefatos com as faces da Ferrari 458... Um primor da engenharia italiana. Um veículo pessoal, personalizado, fabricado por encomenda, e que retem em si os mais avançados feitos da ciência e da tecnologia.
 
A Ferrari lançou o modelo 458 Italia, vendido a cerca de R$ 1,6 milhão, para atender ao público consumidor de esportivos de luxo. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 3,4s, e atinge velocidade máxima de 325 km/h. Montado na fábrica da Ferrari em Maranello, na Itália, o carro possui 570 cavalos de potência, motor V8 e consome 13,3 litros de combustível a cada 100 km percorridos. A Ferrari 458 Italia foi apresentada no Salão de Frankfurt, em setembro do ano 2009 - veja as fotos no link a seguir:
 
 
Nada no atual status do Estado da Arte supera os feitos tecnológicos desta "macchina". Com uma lendária história nas fileiras de largadas, de competições de carros e corridas, a Ferrari é um monumento de técnicas, métodos e processos, tanto administrativos, quanto operacionais de um complexo industrial de fabricação de carros - da concepção, aos experimentos de protótipos, ao lançamento de veículos FORA DE SÉRIE.
 
A Ferrari possui o que denominamos Quality Tax, um conjunto de tradições de INOVAÇÕES técnicas, de engenharia e administração que supera décadas. Fundada em 1947, pelo italiano Enzo Ferrari, produziu em 2010 o total de 6.573 unidades de carros esportivos (uma faixa de 500 a 550 unidades mensais) de alto valor agregado: conhecimentos, materiais, qualificação de mão de obra, infraestrutura de produção e controle, complexidade técnica, investimentos e custos, pesquisas e desenvolvimento, raízes em know-how de prêmios Nobel, numerosidade tecnológica integrada (multiplas engenharias convergentes), responsabilidades intrínsecas e extrínsecas, segurança conceitual e de aplicabilidade, empatia com os clientes e sua tradição, rede de suporte e assistência técnica e etc.   
 
E a Quality Tax da Ferrari se configura, junto até com alguns outros concorrentes, no mais valioso e valoroso conjunto de bens e recursos materiais, laborais e processuais acima de qualquer outro bem semelhante produzido na face da Terra. O que caracteriza um valor de escala proporcional ao seu peso, como o limite de algo magistral e de engenho limite que circule na superfície terrestre - é um veículo terrestre, que até pode superar alguns veículos náuticos e aeronáuticos.
 
O conceito TAX se traduz numa espécie de "tributo ao engenho", para sua posse e uso, pelas suas características não só em sua tradição, como em seu permanente potencial inovador e de padrões personalíssimos.
 
Talvez o Marketing mais subliminar e subreptício existente no mundo tenha sido o da Ferrari, junto com a SHELL. A companhia SHELL de petróleo, há quase 100 anos no Brasil (desde 09 de abril de 1913) busca contribuir para o suprimento da crescente demanda energética global, respeitando as pessoas e o meio ambiente, segundo seu anúncio no respectivo site http://www.shell.com/home/content/bra/.
 
 
A famosa empresa inglesa Matchbox fez uma bela miniatura nos anos 1960 da Ferrari do modelo 156 F1. Na escala 1/54 media 70 milímetros. No Brasil, numa promoção da Shell, foi vendida em postos de gasolina, miniaturas da Ferrari. Na escala 1/43, havia o modelo Dino de Fórmula 1 e o 246 GT. Estes, ambos vermelhos, são da marca Maisto feitas na Califórnia, mas também na Tailândia e em Hong Kong. Corretos para a escala (ver em http://www.retroauto.com.br/ferrari_dino_67.html ).
 
Por longos anos as miniaturas de carros Ferrari foram/são ofertadas em promoções nos postos de gasolina SHELL. E o bom casamento de uma estratégia de marketing iniciou em vários cantos do mundo, inspirado numa visão estatística e de probabilidades.
 
Havia uma indicação de que uma fração de milionários e bilionários compraria carros Ferrari, pelo sugestionamento desde a infância, em opção prioritária em detrimento de outros carros da classe e concorrentes tecnológicos.
 
Desde os anos 1960 esta prática veio influenciando o imaginário de consumo das crianças, as quais com acesso às miniaturas, nas promoções dos postos SHELL.
 
Os pais e parentes abastecendo o veículo com dada quantidade de litragem tinham "direito" a uma miniatura à escolha momentânea. Quem tinha veículo já possuía um bom padrão socioeconômico, e as probabilidades do encaminhamento das crianças, aos procedimentos educacionais e profissionais mais objetivos para a riqueza.
 
O efeito seria o de que a miniatura dos "carrinhos" Ferrari iria extrair dos sonhos infantis das crianças, a quais no futuro poderiam estatísticamente serem os tais milionários e bilionários, e com desejos de posse a compra de carros esportivos caros e com alto valor tecnológico agregado.
 
Este Marketing subliminar e subreptício já foi uma modalidade de infusão de marcas e produtos nos ideário e no arbítrio de escolhas dos consumidores, como os experimentos da marca Coca-cola em propagandas subliminares e subjetivas, capazes de sugestionarem às pessoas ao seu consumo "instintivo", e sem racionalização.
 
As miniaturas se tornaram objetos "infiltrantes" nas brincadeiras infantis das crianças, pela vizinhança dos grupos aos (as) meninos (as) que tivessem um carrinho destes para suas fantasias, numa espécie de "epidemia" e alastramento... Outro fato era o da interatividade táctil das crianças com a miniatura e seus jogos mentais com o carrinho.
 
A questão investigativa atual seria de saber por que o felizardo resolveu escolher a compra de uma Ferrari? Para se medir o efeito de tal Marketing subliminar e subreptício, e de como foi sucedido ao longo dos anos nas opções de escolhas dos milionários e bilionários.
 
O Quality Tax da Ferrari 458, o que caracteriza um valor de escala proporcional ao seu peso, como o limite de algo magistral e de engenho limite, que circule na superfície terrestre, atinge o valor de R$ 1.120,00 por kg de seu peso total (1.430 kg), ao preço de sua unidade na ordem de R$ 1.600.000,00. 
 
O que nos traduz esta relação é que jamais, materialmente, poderia algo de 1 kg, fabricado pelo homem, para uso terrestre, custar mais de R$ 1.120,00/kg, haja vista que este valor representa o limite de algo magistral e de engenho tecnológico limite, em face dos custos de sua elaboração, tais como: conhecimentos, materiais, qualificação de mão de obra, infraestrutura de produção e controle, complexidade técnica, investimentos e custos, pesquisas e desenvolvimento, raízes em know-how de prêmios Nobel, numerosidade tecnológica integrada (multiplas engenharias convergentes), responsabilidades intrínsecas e extrínsecas, segurança conceitual e de aplicabilidade, empatia com os clientes e sua tradição, rede de suporte e assistência técnica e etc.    
 
Qualquer outro bem de consumo, e durável, que custe além deste limite está ONERADO com aspectos relacionados à ineficiência tecnológica, administrativa e operacional, que extrapola a realidade material de sua fabricação. Ou existe agregado o efeito de marca, que mesmo assim não se caracteriza num valor material e tecnológico relevante.
 
Por exemplo, podemos afirmar que um sapato, bolsa, vestido, terno, perfume, computador, celular e etc, que não forem JÓIAS, custarem valores de R$ 5.000,00 ou R$ 10.000,00, para as condições de uso às quais foram projetados e fabricados, superando o limite da Quality Tax Ferrari 458, não haverá nas suas elaborações nada materialmente que seja valioso de fato, e que não se esteja "remunerando" conceitos abstratos de marcas e "costumizações" personalíssimas, tais como tunagem e adequações aristocráticas. 
 
Ou seja, estaremos pagando abstrações sobre marcas e personalizações, o que ainda não superaria a Quality Tax da Ferrari 458, já que a marca Ferrari é uma das marcas mais tradicionais, e produtos, nos ideário e no arbítrio de escolhas dos consumidores, sejam ricos, mediados e pobres, em todo o mundo.
 
Portanto, compra quem pode, mas não deixa de tirar uma de otário (a). Além de se expor como pessoa hedonista que abusa do caráter do dinheiro e de suas próprias graças e esforços.
 
Abraços,
 
Lewton
 



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!