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Postada em 25-02-2013. Acessado 905 vezes.
Título da Postagem:Inovações e lobbies, Porque não chegamos ao mundo dos Jetsons
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 25-02-2013 @ 08:11 pm
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Tags: Inovações, inventos, idéias, experimentos, tecnologia, mudanças, transitoriedade

Inovações e lobbies: Porque não chegamos ao mundo dos Jetsons?

Muitas crianças dos anos 1960 assistiram o seriado de desenho animado de “Os Jetsons”. Foi uma série animada de televisão produzida por Joe Barbera e Bill Hanna, nos estúdios da HB Productions - EUA.
 
Em 1962 esta série mostrou como seria o futuro da humanidade “tecnológica”: “carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, toda sorte de aparelhos eletrodomésticos e de entretenimento, robôs como criados, e tudo que dava para se imaginar do futuro” - Os Jetsons viviam assim, pois no futuro tudo seria diferente, rápido e dinâmico.
 
Em 1962 a ciência e a tecnologia já possuíam indicadores técnicos de como as inovações e as invenções estariam prolíferas nas imediações do ano 2000.
 
Há fontes de pesquisas que acredita ser toda ambientação da época de Os Jetsons, passada no ano de 2062 – 100 anos além das concepções científicas que deram os insights dos consultores dos estúdios da HB Productions.  
 
Aquelas crianças dos anos 1960 ficaram frustradas quando ao se chegar ao século 21, os campos tecnológicos estabelecidos pelas universidades e centros de pesquisas daquela época, não se mostraram tão “avançados”, como nas concepções de Hanna-Barbera. Em cerca de 40 anos (de 1962 a 2000) quase nada evoluiu a contendo, em função das muitas evidências tecnológicas da ocasião.
 
Especialistas em tecnologias publicaram que alguns atrasos técnico-científicos vieram da (ou em face da / de):
 
1. Corrida Armamentista, que se concentrou no militarismo, na polarização USA - URSS e nas configurações bélicas da atual modernidade militar;
2. Crenças ideo-políticas que “sofisticaram” o simplismo social pela comunização, contaminando as regiões já atrasadas;
3. Os lobbies dos proprietários de tecnologias não-militares, contra inovações competitivas, junto a congressos legislativos e executivos governamentais, corruptos e subornáveis;
4. Ausência de planos governamentais de ciência e tecnologia, para integração de necessidades humanas x melhores desempenhos em qualidade, produtividade e economia.
Hoje no ano de 2013 as telecomunicações e a computação são os dois segmentos da ciência e tecnologia que mais são dinamizados no mercado. E o de energias alternativas, embora muito longe das convenções dos desenhos de Os Jetsons. Para 2013 (desde 1962) serão 52 anos – meio século. Estamos vivendo um “meio século perdido”...
 
Meio século em banho Maria! Fora das telecomunicações, energia e a computação, as inovações são irrisórias para a pressão demográfica que esmaga os serviços públicos e as obrigações estatais – dos estados.
 
Faltam planos para segurança alimentar, salubridade e saúde, segurança pública, transportes, educação intensiva, segurança e preservação ambiental e etc. Todos estes atrasos acabaram por produzir pressão externa criando uma complexidade caótica, que os administradores públicos e governos não têm mais capacidade para enfrentar os problemas ou mitigá-los, pela precária maneira de abordá-los na atualidade – sem base científica.
 
Então, para este atraso só nos restam quase 50 anos de “vida regular com certa normalidade administrativa global”, até o ano de 2062, por exemplo.
  
As dificuldades mundiais e brasileiras aumentarão com a aceleração da transitoriedade – mudanças e adaptações – incrementando inoperância e obsolescência em ideologias político-partidárias, que não estejam sintonizadas com métodos sólidos e científicos de administração pública ou governamental.
 
A transitoriedade nos levará para uma época de intensas mudanças, e que há bom tempo já estamos vivendo, promovendo caos e complexidades tendentes à afirmação de que cada dia será realmente um novo dia – onde o histórico do conhecimento prévio, e disponível, será insuficiente para a solução imediata de problemas, e ocorrerá o aprofundamento crítico da "teoria das restrições".

Os fenômenos aceleradores da "transitoriedade", que afetam os equilíbrios de uma sustentabilidade planificada, com base no cenário comum para todos os países do planeta – a solução conjunta dependerá da cooperação – e sem cooperação não haverá salvação, são alguns os quais listamos a seguir:

1. Aceleração das mudanças culturais e sociais – busca da prosperidade, paz holística e da longa vida;
2. Acelerar a expansão da educação via satélite ou internet;
3. Americanização do estilo capitalista e de sua democracia;
4. Aumento no nº de catástrofes climáticas em grandes proporções;
5. Bloquear a escassez de água e de recursos minerais;
6. Bloquear a escassez de alimentos;
7. Bloquear esgotamento atmosférico;
8. Bloquear esgotamento da matriz energética do sistema;
9. Bloquear esgotamento das áreas de plantio e desertificação;
10. Bloquear esgotamento de metais, minérios e petróleo;
11. Centralização de deliberações políticas e econômicas, por organismos multilaterais – tipo ONU;
12. Compressão do tempo e do espaço pela revolução das comunicações – para a democracia digital – redes de apoio às governanças;
13. Desarmamento nuclear – extinção das intimidações com base em armas nucleares;
14. Epidemias e doenças globais – vacinas e fármacos globais – terapias gênicas;
15. Globalização da economia dominada por empresas multinacionais;
16. Militarização para controle e vigilância ambiental;
17. Minimizar o crescimento populacional para bloquear a saturação planetária;
18. Neutralizar o terrorismo religioso e fanatismos cruéis;
19. Obsolescência de técnicas, tecnologias e conceitos paradigmados;
20. Recrudescimento de crimes hediondos e da violência;
21. Regionalização e integração de mercados – uniformização de padrões e práticas;
22. Saltos tecnológicos e automação de fábricas e escritórios – contra lobbies econômicos prejudiciais ao planeta;
23. Sustar a acidificação das águas dos oceanos e o desmatamento de florestas;
24. Tentar minimizar a elevação dos padrões médios de radiação solar e cósmica;
25. Urgenciar a conscientização ecológica e a preservação ambiental;
 
Destes 25 fatores de fenômenos que forçam a transitoriedade, o 22º é o que veio inibindo a evolução civilizatória planetária: a INIBIÇÃO nas inovações - para os saltos tecnológicos e automação de fábricas e escritórios – provocada pelos lobbies econômicos prejudiciais ao planeta.
 
A transitoriedade está ameaçando os estados democráticos e suas governanças administrativas, uma vez que não há qualificação profissional para a maioria absoluta de executivos públicos (eleitos) e capacidade intelectual nos legislativos (eleitos), ao enfrentamento técnico-científico das mudanças impositivas geocêntricas + antropocêntricas.
 
Os lobbies contra a evolução das inovações, que bloqueiam toda NOVA ação ou atividade concorrente de sistemas correntes patrimoniais, de produção, configurações econômicas, energéticas e seus modelos, de domínios financeiros e interesses velados, fazem o atraso para o controle dos fatores dos fenômenos que forçam a transitoriedade...
 
O sistema político mundial é que retém a evolução civilizatória em seus precários processos e procedimentos administrativos. São os estados mau/mal governados que amplificam a exclusão e a permanência de calamidades recorrentes: sociais, educacionais, da saúde, da infraestrutura, da segurança pública e etc. Agora aceleradas pelo aquecimento global e o recrudescimento da explosão demográfica.
 
Uma inovação, por exemplo, no campo da energia, que precisará de investimentos financeiros, será “crivada” de análises e críticas, ao extremo, se vier ameaçar as atuais estruturas de poder, patrimônio, controle, domínio, hegemonia e riquezas. Até banqueiros “controladores” e donos acionistas, e de carteiras de ações, irão “impedir”, por décadas a entrada daquela inovação.
 
Assim como a Inquisição Medieval, pela igreja, obstruiu a evolução tecnológica, em atrasos equivalentes e estimados, de 200 a 300 anos, perseguindo os inventores e contestadores, os lobbies mercantis estão a incrementar atrasos evolucionistas no planeta, na atual era de mudanças inteligentes e dirigidas por capacitados agentes públicos profissionais.
 
Nos atuais regimes democráticos, nas eleições, as sociedades estão votando e elegendo pessoas que manterão as obstruções por corrupção, subornos, desvios de conduta, desvios morais, desvios de função e crimes lesa-humanidade. O atraso para se criar uma SUSTENTABILIDADE producente pode ser considerado um crime LESA-HUMANIDADE.
 
Logo, percebemos que a sustentabilidade é dependente de soluções corretivas imediatas, ações de mitigação de fenômenos dependentes (correlacionados) e de ações preventivas de médio e longo prazo.

A adoção de metas atuais, independentes de ideologias, serão as de atender com "urgência e obrigação" as necessidades humanas, minimizando a "acumulação" das progressões catastróficas, com adoção de programas eficazes de ação executiva concreta – sem propagandas enganosas e abusivas (como as atuais do PT).
 
Uma das necessidades urgentes da sustentabilidade é a de que as "populações" devem ter crescimento suficientes só para atingirem as "demandas vegetativas", estas últimas associadas ao regime populacional estacionário da "reposição de pessoas" – nasce 1 (um); morre 1 (um).
 
O que interessa é demanda vegetativa contínua, após se ter chegado próximo ao limite do esgotamento planetário. De 7 bilhões de habitantes hoje, vamos para 9 bilhões dentro de menos de 50 anos. Se a coisa já está draconiana agora, dentro de 50 anos será draco-satânica.

E, com tantas necessidades, para serem atendidas, o capitalismo precisará de um reforço para atenuar os efeitos da explosão demográfica. O estado inerte e inepto contribuirá com a acumulação de necessidades e a aceleração das progressões catastróficas.

Será que a "mão invisível" do mercado dará conta dessa tarefa? Podemos então propor o "capitalismo - cooperativo"? E o cooperativismo ajudará no desenvolvimento sustentável?

Os 7 (sete) fatores enunciados pela FAO, ONU, IPCC (Painel Inter Governamental) sobre as mudanças climáticas e outros, que poderão proporcionar a inflação alimentar, podemos adicionar um 8º (oitavo), referente a contornar a incapacidade técnica em formar preços científicos, esta capaz de induzir o surgimento de inflação, quando se desconhecem planilhas para determinação científica de preços.

E o atendimento às outras disfunções administrativas das governanças, tais como: fome, doenças, violência, desemprego, falta de habitação e etc? Só haverá uma única opção, para não levarmos xeque mate da convergência desses 8 (oito) fatores devastadores da evolução da transitoriedade no mundo.

"É a busca do desenvolvimento sustentável da agropecuária e da indústria com plano coordenado sobre os 25 fenômenos listados acima, os quais geram desequilíbrios na sustentabilidade".

A busca desse desenvolvimento sustentável da agropecuária, que hoje provoca o deslocamento contínuo de sua fronteira, vai invadindo as florestas, promovendo perdas por desmatamentos, erosão e desertificações, deverá convergir para a agropecuária confinada.

A baixa produtividade agrícola e pecuária das nações pobres está na sua reduzida capacidade tecnológica e na baixíssima escolaridade de seu trabalhador rural.

Para a sustentabilidade, na indústria e serviços, urge haver a necessidade de se estabelecer uma política com as diretrizes básicas para seu desdobramento prático dentro das empresas.
 
E reforçada por uma política holística, iniciar a implantação dos Sistemas da Qualidade Autogeridos - SQAutogeridos® - os quais se baseiam em um conjunto de funções agregadoras da qualidade com objetivo de prevenção, capaz de minimizar a ocorrência de erros, vícios, defeitos, acidentes, falhas e omissões, dentro da seqüência de ações do fluxo de operações e tarefas, numa empresa. E sua missão - será sempre evitar por prevenção e se especificar as ações de atenuação quando um incidente grave acontecer, controlando sua repercussão e alcance.

O que de fundo se obtém com normas desta natureza será nada mais nada menos do que a "padronização mundial da prática da gestão da qualidade e do meio ambiente – ou do ambiente inteiro".

A aplicação dos SQAutogeridos® pode ocorrer dentro de um processo industrial, ou nas atividades de um laboratório e em procedimentos que contenham um potencial, quase catastrófico, ou de danos irreparáveis ao homem e ao seu meio ambiente.
 
As ações para isso serão necessárias com vistas a reorientar a engenharia para a tecnologia positiva a qual é um "efeito colateral positivo" e se posiciona onde se denomina TECNOSFERA – região do globo terrestre onde estão todas as instalações que a tecnologia humana foi capaz de construir - e que devemos dar um melhor sentido ao que se refere de desenvolvimento sustentável.

A complexidade moderna impõe, na manufatura de coisas e objetos, com mais variáveis potenciais de falhas, e na desenvoltura de tarefas agregadas, que a tecnologia venha, a cada dia, concretizar eficientes controles, sobre indicadores vitais - tecnologia positiva.

Temos que garantir na tecnologia positiva a ausência de "derrames, vazamentos, despejos, contaminações, infestações, infecções, emissões, escapamentos" em processos, produtos e serviços que utilizem materiais com propriedades críticas, segundo uma legislação técnica racional e aplicável, como "efeitos colaterais", criando para eles – os materiais críticos - os sistemas de controle ambiental.
 
Precisamos pressionar para se mudar o modo como os estados são governados – sem amadores e sem aventureiros. E bloquearmos os lobbies contraproducentes a evolução civilizatória – Toda glória às boas inovações.
 
Abraços,
 
Lewton



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