As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 09-04-2013. Acessado 679 vezes.
Título da Postagem:Engenheiro brasileiro cria a linguagem e o método das inovações no Brasil
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 10-04-2013 @ 09:40 am
[ Avise alguém sobre este texto ]
Tags: engenharia, inventos, inovações, administração, criatividade, inventividade

METALURGISTA BRASILEIRO CRIA A LINGUAGEM E A METODOLOGIA PARA A ADMINISTRAÇÃO DAS INOVAÇÕES E INVENTOS NO BRASIL

Após mais de 20 anos com estudos diários...
 
Em 1991 tivemos a sorte de estudar no Japão, com os maiores engenheiros e cientistas japoneses, no Centro de Treinamento de Yokohama, da AOTS, e com especialistas da JUSE - União Japonesa de Engenheiros e Cientistas. Eu estava concentrado em absorver o modelo japonês de INOVAÇÕES. Perguntei a um dos professores sobre: - Como criar uma estrutura bem organizada para as inovações? Ele ficou em silêncio por alguns minutos... Pensei até que ele não fosse responder.
 
Então, ele me perguntou: - Quantas patentes o Brasil gera por ano? Eu lhe respondi que não tinha nenhuma idéia.
 
O professor discorreu sobre as patentes japonesas e seus Prêmios Nobel. E finalmente ele me instruiu. O Brasil não tem tradição científica para a QUALIDADE COMPETITIVA, uma vez que os modelos organizacionais são todos quase que SECRETOS. Ninguém divulga sua estrutura administrativa de inventos e inovações. Logo ele disse: - Crie uma linguagem, os seus conceitos e pelo menos uma metodologia, mesmo que rudimentar. Faça isto "revisando" todos os temas da administração industrial e de serviços. Saque de lá o que você achar que ajudará na contextualização desta linguagem...
 
E, 2010 / 2011 o Brasil obteve 488 patentes ou 0,33% do total como a 7ª economia do planeta, o que se consagra numa extrema anomalia administrativa. E confirma sua qualidade de país das "commodities", e que importa mais produtos com valor tecnológico agregado do que é capaz de exportar - o que sacramenta o velho hábito da precariedade técnica-administrativa das governanças políticas públicas do país.
 
Há uma afirmação na engenharia de que só inventa e inova quem vivencia disfunções. Dizem que se não fossem as doenças e a morte quase nada teria sido inventado. Muitas invenções e inovações foram bloqueios contra disfunções periculosas ou predadoras. A expiação das disfunções faz com que a sociedade evolua para resolver seus problemas.
 
Descobri que os países mais avançados criaram um status de Sociologia Organizacional para inventos e inovações. E a Sociologia Organizacional orientada para INOVAÇÕES deve possuir uma política de direcionamento para a criatividade e a inventividade. E tal política deverá possuir dispositivos, e diretrizes, para se utilizar do Ciclo das Inovações, com alta eficiência técnica, comercial e econômica.
 
E no Brasil temos Sociologia Organizacional para a inventividade e a criatividade? E fazemos de fato algo parecido?
 
A IBM em 2010/2011 publicou uma relação de 6.148 patentes norte-americanas (Top 300 Organizations Granted U.S. Patents in 2011). E o Brasil em 2010 obteve concessão de 488 patentes (www.wipo.int/freepublications/en/patents/ ).
 
Somos uma nação sem tradição e sem vocação para inovações. Ao menos por hora (nos últimos 50 anos). A IBM gerou mais de 12,5 vezes mais patentes, num só ano, do que todo o Brasil, em 2010/2011.
 
Quanto custa criar novos produtos ou desenvolver os tradicionais e seus processos respectivos? É uma pergunta sem resposta. Dentro do nosso complexo contábil não nos é possível atualmente no que diz respeito ao "Desenvolvimento Tecnológico" afirmar quanto realmente custa certo experimento em conhecimento, tempo, perdas e dinheiro, com precisão satisfatória.
 
Para a boa maioria dos inventos e inovações não houve sucesso e nem repercussão técnico-econômica. Para cada 100 inventos e inovações temos apenas uns poucos 3% a 5% de sucessos. Eles precisam ter UTILIDADE. Os inventos e inovação precisam ser úteis, para atenderem necessidades.
 
As empresas e nações competitivas, que dominam o Ciclo das Inovações, possuem as 21 dimensões que estabelecem o porte técnico de uma empresa, em sua Sociologia Organizacional, a saber, são:
 
1. Associada e/ou Federada; 2. Atuação Global e Regional; 3. Atuação Regional e Local; 4. Automação Limpa; 5. Centro de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento; 6. Experimentos Industriais; 7. Experimentos Laboratoriais; 8. Indicadores de Produtividade & Qualidade – P&Q; 9. Indicadores Empregatícios Humanistas; 10. Índice de Inovações e Patentes; 11. Inspeção Automatizada e Semi Automatizada; 12. Intercâmbios de Tecnologia e de Conhecimentos; 13. Investimentos em Educação & Treinamento; 14. Investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento; 15. Laboratórios Tecnológicos de Testes e Ensaios; 16. Marca em Tradicionalização; 17. Número de Clientes; 18. Número de Fornecedores; 19. Sistemas da Qualidade Autogeridos®, 20. Sistemas Integrados de Gestão, 21. Uso das Técnicas da Administração Científica.
 
Pois, a Sociologia Organizacional deverá condicionar o cidadão, o empregado, a empresa e o estado a terem a visão da competitividade local, regional e global. Ser capaz de dominar integralmente a Teoria das Restrições, na administração contínua da sobrevivência das empresas e do país, nos atos inovadores e perpetuadores de seus produtos tradicionais, inventados no passado.
 
A esquematização geral da Sociologia Organizacional, que pode estar contida no Ciclo das Inovações, ainda deve possuir um conjunto complementar de métodos e técnicas, para nos conferir capacidade científica para inventos e inovações. E foi o que o professor da JUSE nos recomendou: - "Revisar" todos os temas da administração industrial e de serviços, que são primordiais para consolidar a linguagem e a metodologia geral para inventos e inovações.
 
O fato é que pesquisa e desenvolvimento – P&D - são atividades que requerem altíssimo grau de preparação científica e investimentos no desenvolvimento das invenções, ou nas renovações de produtos e processos. E obviamente possui seus riscos, numa era de incertezas em que a aversão ao risco governa a maioria das decisões neste campo, muitas empresas resistem a investir em P&D.
 
Investir anualmente US$ 3 milhões em média, em P&D para se obter uma Patente, por qualquer tipo de empresa, requer um rigoroso controle em Projetos de Experimentos, e uma equipe de cientistas muito bem coordenada para viabilizar investimentos e prazos, solução de problemas e experimentos controlados, aplicação coerente do conhecimento e seu desenvolvimento.
 
Por questões ligadas a “segredos industriais” a literatura técnica e científica de uma patente sofre restrições de publicação por parte dos administradores aos seus especialistas, efetivando censura para evitar “evasão de know-how” aos concorrentes, e isto freia a divulgação por muitos anos, só se conseguindo acessar a cerca de 30% da extensão total de um conhecimento envolvendo uma patente. Desta forma fica imprescindível a consulta ao acervo mundial e nacional de patentes para se poder extrair o conhecimento de base de uma ou mais tecnologias implícitas na concessão de uma patente. E isto os japoneses já o fazem há mais de 50 anos.
 
Uma advertência: Competitividade tecnológica deve ser, também, uma forte Política de Estado... Se não for, vamos ficar inventando tamancos e espetos de churrasco (este último como tecnologia de ponta). Precisamos pressionar para se mudar o modo como os estados são governados – sem amadores e sem aventureiros. E bloquearmos os lobbies contraproducentes a evolução civilizatória – Toda glória às boas inovações.
 
Os sonhos nos trazem muitas idéias. Mas, na atual escala mundial de competitividade, sonhar não basta para inovarmos e inventarmos algo útil. Temos que criar a adequação da utilidade dos bens e objetos com as necessidades humanas, animais e ambientais do planeta. Então, temos que ter um sistema racional para invenções e inovações.
 
Para abortarmos uma disfunção precisamos analisar as circunstâncias para eliminarmos os problemas, bloqueando os fatores causadores dos mesmos. Então, como solução do problema, teremos uma proposta “próxima” de uma invenção ou inovação.
 
Mas, como inventar e inovar coisas úteis? A princípio algumas regras são fundamentais, para que possamos inventar ou inovar algo:
 
1. Fazer mais fácil,
2. Fazer mais rápido,
3. Fazer mais barato - menor preço,
4. Fazer mais seguro - para o trabalhador, fabricante, usuário e meio ambiente,
5. Fazer mais econômico - menor custo,
6. Fazer correto - menos erros e menos defeitos,
7. Fazer com menos energia e insumos,
8. Fazer para uso e funcionamento mais amigável e menos complexo.
 
Só vai conseguir inovar, quem tentar dar UTILIDADE aos objetos, coisas e modos. E para dar UTILIDADE será necessário resolver PROBLEMAS - nos processos. Lembre-se a solução dos problemas acarreta em INVENTOS e INOVAÇÕES!
 
Siga agora a Metodologia das Inovações para suas invenções ficarem úteis em todas as formas - é o roteiro geral do pequeno método de administração dos inventos e inovações... Lembre-se a solução dos problemas acarreta em INVENTOS e INOVAÇÕES!
 
Conheça o livro - Inovação, uma nova idéia no Brasil, https://clubedeautores.com.br/book/143631--Inovacao_uma_ideia_nova_no_Brasil
 
O Autor
Lewton Burity Verri
Diretor Científico do IEAQ
Instituto de Estudos Avançados da Qualidade
Engenheiro Industrial Metalurgista
Especialista Lato Sensu em Licenciamento e Gestão Ambiental
Barra Mansa, RJ, 07 de abril de 2013



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!