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Postada em 13-05-2013. Acessado 511 vezes.
Título da Postagem:Da Qualidade Nuclear para os Sistemas Autogeridos da Qualidade
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 13-05-2013 @ 12:02 pm
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Tags: garantia, qualidade, sistemas, nuclear, autogeridos, autonomia, segurança

Da Qualidade Nuclear para os Sistemas Autogeridos da Qualidade

Sistemas da Garantia da Qualidade

Ver o livro: https://clubedeautores.com.br/book/145250--Da_Qualidade_Nuclear_para_os_Sistemas_Autogeridos

Por: Lewton Burity Verri

Antes de se tecer uma previsão sobre o “modus operandi” da tecnologia e da QUALIDADE a serem aplicadas no século 21, e suas plataformas operacionais, será preciso que estipulemos as suas características, que devem corresponder às atuais buscas por maneiras ambientalmente seguras ao planeta e sua eco-geo-bio-diversidade, bem como a sua utilidade social e econômica, em produtividade, qualidade e funcionalidade.

 

As principais características que são buscadas para serem operacionalizadas, em novos projetos da industrialização, são aquelas tais que ainda não são consenso entre os financiadores, investidores e projetistas de instalações fabris, de bens de capital, bens duráveis e bens de consumo.

 

Isto porque uma das maiores evidências de que tais características não são consensos, ainda, são os parcos investimentos em operações com alto padrão de qualidade, a ausência de diretivas para o ensino de disciplinas relacionadas às concepções qualitativas, ausência de diretrizes para a administração da tecnologia e de sua qualidade, com segurança técnica e responsabilidade humanista e socioeconômica.

 

Não importando o modo das instalações, suas padronizações funcionais e arquitetônicas, a industrialização e seus projetos terão que aglutinar certas características operacionais em seus processos e procedimentos, para adquirirem uma utilidade ambiental e produtiva, sob as linhas mestres da sustentabilidade.

 

As características operacionais para o século 21 poderão ser as seguintes:

 

(a) Limpa – não poluente/sob rigoroso controle ambiental, sem emissão de gases nocivos, sem despejos impactantes ao ambiente, sem desperdícios de materiais, de esforços, de investimentos, de energia, com a utilização de materiais e insumos reciclantes e com notável capacidade de degradabilidade em seus locais de despejos.

 

(b) Humana – automação e informatização para “eliminar” trabalhos lesivos / insalubres, resguardando a saúde humana e ambiental, conferindo maior segurança nas operações e menores riscos de acidentes, erros, falhas, omissões, defeitos, oferecendo muito maior segurança na obtenção dos resultados planejados;

 

(c) Útil – eficiente sem perdas/desperdícios, minimizando as possibilidades de prejuízos relacionados a perdas de tempo, de materiais, de energia, da má qualidade operacional, de projeto da qualidade e de deficiências em seu controle de produção, qualidade e economia.

 

(d) Econômica – custos otimizados, em todos os sentidos tanto na administração da sua produção e na obtenção da boa qualidade, quanto na administração do seu sistema de controle da qualidade ambiental, sempre maximizando a sustentabilidade;

 

(e) Reciclante – utiliza grandes frações de materiais reciclados – matérias primas e insumos, procurando obter estes recursos para até 80% da necessidade de materiais e insumos para os seus processos primários de beneficiamento e de transformações, minimizando a utilização de tais recursos diretamente de minas, minerações e de atividades extrativas;

 

(f) Produtora de Recicláveis - de fácil “desmonte” ou “desmanche”, em instalações específicas – Linhas de Desmontagens, sob a égide da logística reversa, e que se dedique a contribuir com os processos de tratamento de materiais recicláveis de sua origem industrial e fabril, junto a grupos cooperativos comunitários e de micro-empreendedores.

 

E como poderíamos identificar a operacionalidade de indústrias e de novos projetos industriais sob o conceito de tecnologia positiva do capitalismo no século 21? Através do seu Plano de Desempenho Industrial da QUALIDADE e da PRODUTIVIDADE, com indicadores administrativos da produção, da qualidade e da sua economia fabril, tais como:

 

1. Defeito nos produtos ou Vício de fabricação Zero;

2. Parada de equipamento ou Quebra de ferramental Zero;

3. Acidente com ferimentos ou Morte Zero;

4. Desperdício de materiais, tempo, esforços humanos, recursos ambientais ou Perda Zero;

5. Doença por insalubridades de operações e funções ou Lesão Zero;

6. Antiética – desvios morais, dissimulações, falsidade ideológica e antiestética e distorções de design Zero... Etc.

 

Onde “Zero” representa o conceito de “perfeição”, significando que o objeto produzido - ou serviço realizado - está isento absoluto de defeitos ou falhas. Mais objetivamente como ppm – partes por milhão ou 1 ppm = 1 mercadoria defeituosa em 1 milhão produzidas.

 

O Plano de Desempenho Industrial da QUALIDADE e da PRODUTIVIDADE irá possuir metas em seus indicadores para que possamos medir os resultados. Alguns indicadores industriais com suas metas respectivas:

 

1. Índice de Rejeição de 5 a 10 ppm (partes por milhão) por defeitos inadequados ao uso ou á aplicação planejada – 1 ppm equivale a 0,0001 defeito em lotes de 100 mercadorias. Ou 1 defeito em lotes de 1.000.000 de mercadorias produzidas;

 

2. Retrabalho de lotes defeituosos de 0,001%, recuperação de mercadorias defeituosas;

 

3. Prazos de Entrega de 1 a 2 dias, entre o pedido da encomenda e sua entrega, no local e hora contratados;

 

4. Quebra de Máquinas de 5% a 8%, do tempo total de produção, ou a imposição de um ritmo de produção, no uso do potencial instalado na faixa de 90% a 95%;

 

5. Preparação de Ciclos de Produção em 5 minutos, tempo médio para mudanças de ferramental, ou de sistemas de produção ou ajustes dos parâmetros da automação;

 

6. Efetivo de operários Solucionando Problemas de 95%, de qualidade e de produtividade, reduzindo perdas;

 

7. Educação e Treinamento - 10% ou 200 horas/ano, por operário, aumentando o seu conhecimento e a habilidade;

 

8. Emissão de CO2 por 1 milhão de bens de capital, bens duráveis e bens de consumo produzidos, dentro das expectativas dos acordos internacionais de redução de emissão para medições em ppm;

 

9. Redução contínua do consumo de energia kWh por 1 milhão de bens de capital, bens duráveis e bens de consumo produzidos, dentro das expectativas dos acordos internacionais para medições em ppm – com minimização do uso de energia baseada em hidrocarbonetos do petróleo;

 

10. Redução contínua do consumo água litros por 1 milhão de bens de capital, bens duráveis e bens de consumo produzidos, dentro das expectativas dos acordos internacionais para medições em ppm;

 

11. Aquisição de materiais, matérias primas e insumos na ordem de até 80% das necessidades para os processos primários de transformação e beneficiamentos, reduzindo a aquisição direta de minas, minerações e de atividades extrativas;

 

12. Planejamento até 100% da qualidade dos produtos com materiais de alta degradabilidade, maior possibilidade de reciclagem e menores impactos ambientais.

 

Os financiadores, investidores e projetistas de instalações fabris deverão selecionar projetos e opções conexos aos objetivos da sustentabilidade:

 

1. Projetos que atendam as 12 metas acima para o Plano de Desempenho Industrial;

 

2. Que utilizem materiais de alta degradabilidade após descartes e despejos;

 

3. Que sejam planejados para a utilização otimizada de energia, água, área de assentamento, posição geográfica e com indicações ambientais do geoprocessamento científico;

 

4. Que estabeleçam Educação Ambiental formal e informal de acordo com suas características, atividades e possíveis impactos ambientais nas comunidades em seu redor, para seus funcionários e para os munícipes das comunidades;

 

5. Que estabeleçam transparência em seus controles e em suas não-conformidades em relação às legislações, tratados e acordos comunitários, nacionais e internacionais.

 

A Educação Ambiental Formal dentro da empresa seguirá o Modo Científico, para operários, técnicos, engenheiros e cientistas, para aumentar o conhecimento do pessoal sobre suas tarefas, atividades e procedimentos, nos processos industriais, no ciclo de vida dos produtos, e serviços, e suas habilidades funcionais e operacionais de maneira que sejam minimizados os riscos de defeitos, falhas, omissões e acidentes.

 

A educação ambiental necessitará da formação de um contexto básico, que possa ser considerado um modelo padrão para todas as atividades, respeitadas as particularidades das empresas e suas funções industriais e de serviços, e de suas relações com as comunidades em redor das fábricas e de empreendimentos assentados na localidade selecionada.

 

Com nos parece óbvio, a educação ambiental mesmo que estabelecida em modelo padrão, que apesar de adotar um mesmo roteiro técnico-científico, de educação e treinamento – E&T - em administração e controle de processos e procedimentos ambientalmente impactantes, ser diferente, para atividades numa usina nuclear, daquelas atividades de um posto de gasolina e daquelas de uma indústria automobilística, por exemplos, todas elas seguirão um mesmo script geral.

 

O Script Geral de Educação Ambiental para na utilização de tecnologias positivas no capitalismo do século 21:

 

1. Ecologia - fornecer as noções básicas da ecologia, suas relações interrelações, fenômenos, equilíbrios, como a ciência que estuda o Meio Ambiente;

 

2. Poluição - caracterizar atos e ações poluidoras, como ineficiência na gestão dos recursos naturais e operacionais, em solo, água, ar, som, calor, vibrações e radiações;

 

3. Operações Limpas - efetivar operações com métodos que previnam a poluição, antes que ocorra e mecanismos de atenuação de contaminações ou emanações nocivas;

 

4. Legislação Aplicável - instruir sobre os códigos de leis que fazem a salvaguarda da natureza e incriminam práticas e procedimentos, transgredintes dos princípios naturais e fenomênicos, e sobre a concepção de um programa interno à empresa de auditoria ambiental;

 

5. Custos de Aplicação - ensinar a efetivar a dotação contábil dos custos de prevenção, falhas e atenuações, para análise de relações de Custos / Benefícios, para racionalizar recursos com segurança;

 

6. Benefícios Sociais - instruir sobre economias relacionadas às atividades de Controle da Qualidade do Meio Ambiente, que repercutem num menor número de doenças, acidentes, contaminações e etc;

 

7. Reciclagem - instruir sobre práticas de reciclagem aplicáveis às atividades da empresa, na produção de seus produtos, nos descartes, emissões, rejeitos e despejos, bem como na denominada concepção direcionada às atividades industriais e de serviços segundo a Logística Reversa.

Parecer técnico: o Brasil não possui preparação técnico-científica para enfrentar este futuro imediato.




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