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Postada em 30-10-2013. Acessado 494 vezes.
Título da Postagem:Revisitando a TERCEIRIZAÇÃO, evitando a administração predadora
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 30-10-2013 @ 10:55 am
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Tags: terceirização, temeridades, administração, segurança jurídica, TI, informática

Revisitando a TERCEIRIZAÇÃO, evitando a administração predadora 

A Terceirização é uma atividade interposta nos regimes administrativos empresariais, em que parte da suas atividades é delegada para laboração de TERCEIROS, ou seja, de outras empresas especializadas em assumir serviços, tarefas e atividades que não são conexas à missão de base de um dado empreendimento industrial, agropecuário e de serviços.

Fazem parte da instituição TERCEIRIZAÇÃO às atividades secundárias e terciárias de uma empresa, podendo se listar: limpeza, segurança de patrimônio, jardinagem e conservação, manutenção (exceto a primária), logística (transporte, embalagem, armazenagem), alimentação e outras correlatas.

No regime de sistemas auditados, tais como aqueles pela ISO 9000 – Sistemas da Qualidade ou ISO 14.000 - Sistemas de Gestão Ambiental, temos que quando da referência de PRIMEIRA PARTE se tratam de auditorias da própria empresa, quando de SEGUNDA PARTE se tratam de auditorias de CLIENTES ou de FORNECEDORES da empresa, e quando se tratar de TERCEIRA PARTE se configura em auditorias de TERCEIROS, ou seja, de instituições acreditadas como qualificadas, para exame da qualidade e da segurança operacional e administrativa da empresa, que nada tem a ver com as relações técnicas e comerciais com a mesma.

A TERCEIRIZAÇÃO assumiu certa importância no cenário administrativo das empresas americanas por volta dos anos 1950 e 1960, com vistas a “terceirizar” serviços de escritórios INTERNOS de contabilidade, haja vista ser a contabilidade uma atividade colhida por processos e procedimentos de serviços e auditorias financeiras, vigiada pelos escritórios da RECEITA FEDERAL, e conferindo SEGURANÇA PROFISSIONAL e TÉCNICA à administração da empresa em sua ampla gama de atividades.

Mais tarde por volta dos anos 1980 a TERCEIRIZAÇÃO atingiu seu auge com o movimento da REENGENHARIA que teve o objetivo de reduzir REDUNDÂNCIAS operacionais e administrativas das empresas, MINIMIZANDO custos e criando alternativas organizacionais para RACIONALIZAÇÃO e REESTRUTURAÇÕES, adotando-se a intensificação do uso de Sistemas baseados em aquisições de TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO.

Naquela ocasião houve aumento das taxas de DESEMPREGOS haja vista o foco tradicionalizado pela automação de fábricas e escritórios pela maneira americana de enfrentar a necessidade de REDUÇÃO DE CUSTOS, que se assentou em grande parte nas DEMISSÕES EM MASSA.

Um conceito que se cristalizou foi o de que a TERCEIRIZAÇÃO reduzia os esforços administrativos sobre as atividades de baixa relevância para a missão da empresa, quando então as atividades secundárias e terciárias foram viabilizadas para interposição de terceiros.

Mais tarde a Terceirização em serviços e em produção terminou virando uma "permissão" para se burlar impostos, ferir critérios trabalhistas, pagar salários "desumanos", explorar a mão-de-obra, não recolher INSS e nem FGTS (no Brasil), fazer superfaturamento nos contratos, contratar empresas inidôneas, de laranjas e de parentes de políticos e de empresários e etc.

A terceirização é uma prática empresarial de décadas, mas é recente usando o nome de PARCERIA (termo mal aplicado - parceria de golpistas do trabalho). Há um pequeno volume de experiências acumuladas em áreas estratégicas ou de forte relação com o processo principal das companhias.

Não existiam organizações para terceirização de serviços públicos, até que os políticos brasileiros "descobriram" que poderiam fazer isso, em quadros de funcionários públicos, com empresas de "laranjas ou de parentes" ou com cooperativas fajutas (e fraudulentas na lei do cooperativismo - a Lei Federal nº 5764/71 – Política do Cooperativismo Brasileiro).

Registros nos indicam que tal prática tem funcionado bem, com bons resultados, em áreas secundárias ou terciárias em relação à atividade central, por exemplo: limpeza, segurança de patrimônio, jardinagem e conservação, manutenção (exceto a primária), logística (transporte, embalagem, armazenagem), alimentação e outras correlatas. Mas, isso só deve se aplicar às empresas privadas.

O desafio da terceirização reside na adoção deste conceito em áreas que fazem parte do ciclo de vida dos produtos ou dos serviços, onde os laços de colaboração e ações de coordenação são primordiais para agregar valor ao ciclo de vida. E os empresários e políticos adotaram a terceirização, nos serviços privados e públicos, sem o correto cuidado técnico e humanista.

Abraços,

Lewton




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