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Postada em 14-11-2013. Acessado 407 vezes.
Título da Postagem:O prejuízo que a má qualidade nos provoca, a queima da marca
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 14-11-2013 @ 11:35 am
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Tags: perfeição, infalibilidade, confiabilidade, zero defeito, ppm, qualidade, falha

O prejuízo que a má qualidade nos provoca, a queima da marca  

A repercussão da má qualidade na era de “uma falha por milhão” ou zero defeito, nos provoca perdas de várias naturezas, até na própria natureza...

Pelas PROBABILIDADES DO NEGATIVISMO uma disfunção se espalha em rastilhos velozes e sem discriminações, o que quer dizer que se um DEFEITO de algo for comentado entre familiares, parentes e amigos ela causa mais danos quase 20 vezes mais do que um bom e relevante fato.

O defeito zero é um conceito adotado na produção capitalista, que caracteriza a ausência de falhas, omissões, vícios ou defeitos nas mercadorias produzidas, designando o famoso índice de rejeição, até então denominado por ppm – partes por milhão.

A avançada produção capitalista do 1º mundo apresenta números fantásticos para o ppm, variando de 5 a 200 ppm – ou de 5 a 200 produtos defeituosos em 1 milhão de produtos produzidos – caracterizando uma expressão para a taxa de perfeição e de infalibilidade.

A pequena taxa de 1% no índice de rejeição significa que ao fazermos 1 milhão de operações cirúrgicas teríamos um total de 10.000 "mortos", ou "infecções hospitalares", por falha médica – ou 10.000 ppm. A taxa de perfeição, e de infalibilidade, com essa magnitude de porcentagem, "fugiu" da definição conceitual de ppm, ou defeito zero, onde o evento controlado deveria tender a zero. Percebe-se que o pequeno índice de rejeição de 1% esconde uma catástrofe, quando relacionado à escala do milhão ou bilhão.

Se numa determinada região populosa houver uma demanda aérea de 20.000 aviões comerciais de transporte, se aceitarmos a taxa de acidentes em 0,01% - por ano – iremos ter 2 acidentes aéreos por ano. Totalmente inaceitável, quando em termos de aviação, a taxa de falhas deve ser bem menor do que 1 falha / 1 bilhão de ciclos – uma falha por 1 bilhão de ciclos operacionais.

Uma fábrica que produz ventiladores com uma taxa de rejeição de 2%, por exemplo, para o conceito de defeito zero ou ppm, terá que suportar cerca de 20.000 ventiladores em 1 milhão de ventiladores produzidos. Se cada ventilador custar us$ 25,00 tem-se um prejuízo de us$ 500 mil – perda por má qualidade.

Se o controle da qualidade não tiver como detectar esses 20.000 ventiladores defeituosos, dentro da fábrica, eles irão para o mercado, para pelo máximo de 20.000 consumidores, que produzirão o "incêndio da marca", numa progressão impiedosa.

Cerca de 20.000 consumidores (donos de cada um dos ventiladores comprados com defeitos), comentam com pelo menos 20.000 parceiros ou cônjuges. E que podem comentar com pelo menos 40.000 filhos ou parentes no lar. Esses últimos comentam junto com os pais com cerca de 120.000 amigos.

Os amigos comentam com pelo menos 240.000 outros amigos, cônjuges ou parceiros. Assim, a progressão da má qualidade, até aqui, atingiu o total de 440.000 pessoas extremamente próximas, quase todos os dias. Como resultado o "incêndio da marca" aconteceu na relação de 1 dono do ventilador defeituoso para 22 pessoas próximas – perda por má qualidade.

A assistência técnica da rede de atendimento ao consumidor poderá ter, de cara, cerca de até 20.000 ventiladores para consertar por estar na garantia: repor peças, ajustar funcionamento, homem-hora de manutenção e outros custos.

Este custo ficará na faixa de us$ 7,50 equivalendo à outra perda totalizando US$ 150 mil. E até poderá ter que repor ventiladores novos – aqui será outra conta da má qualidade.

O índice de rejeição de 5 ppm significa 0,0005% e 200 ppm representa 0,02%, derrubando o uso do raciocínio de porcentagem no controle das atividades humanas, se tornando insuportável a admissão de defeituosos no "capitalismo perda zero" – se aproximando da busca pela "quase perfeição".

E um NOVO aspecto da ocorrência de frações de produtos defeituosos são as necessidades de Recondicionamentos, Retrabalhos, Reprogramações, Desclassificações, Desvios nas Carteiras de Encomendas, Reposição de Matérias Primas e Insumos, e o pior: NOVAS emissões de CO2, gastos de energias, quesitos de poluição e outros danos ambientais, além de possíveis sucateamentos e sobras de resíduos prejudiciais.

A busca da perfeição já está a exigir que se façam as coisas sempre CERTAS da primeira vez: na quantidade requerida, na qualidade exigida, na hora e local certos, para entregas, com toda segurança humana, técnica, econômica e ambiental.

Abraços,

Lewton




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