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Postada em 27-02-2014. Acessado 1599 vezes.
Título da Postagem:É possível que venha o fim das Forças Armadas
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 27-02-2014 @ 09:19 am
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Tags: Desmilitarização, Forças Armadas, guarnecimento, defesa, Maria do Rosário

 É POSSÍVEL QUE VENHA O FIM DAS FORÇAS ARMADAS?

Depois que Maria do Rosário pediu a "desmilitarização das Forças Armadas", o Almirante Bird* nos pediu para publicar este artigo...

Hoje muitos civis com influência e poder de persuasão, muito contrariados com o viés para o qual o perfil do militarismo brasileiro se encaminhou, julgam em face da inoperância para o enfrentamento, tanto material, quanto humano e intelectual, que a existência das Forças Armadas corre sério risco de ser contestada. 

O arremate final das opiniões: ou temos Forças Armadas para a garantia plena de nossa soberania ou deveremos ter “Forças Equipadas para Serviços”, ou podemos chamar de “Forças de Serviços”.

Eles - civis com influência e poder de persuasão - assinalam 3 fatores presentes num cenário em que as Forças Armadas se transformaram apenas num “emprego de aventuras, intervenções de pacificação e brincadeiras de guerra”, os quais são:

1º - Esmorecimento do significado nacional do velho papel das Forças Armadas,

2º - Empobrecimento dos seus militares, 

3º - Decaimento da servidão militar em honra de sua missão Constitucional. 

Pelo significado material se fizermos uma auditoria tecnológica e operacional, dentro do nosso Arsenal de Suporte Militar, iremos constatar que muitos dos itens desse arsenal estão comprometidos em suas funções críticas básicas e em grande parte dos armamentos, das viaturas, aviões e navios encontraremos mais de 30 a 40% dos itens operacionais básicos com pendências de manutenção, descalibrados, improvisados ou mesmo definitivamente “fora de operação”. 

Sem levarmos em conta a OBSOLESCÊNCIA tecnológica quando a tecnologia “caduca”, pelo efeito das inovações e novos inventos de aplicabilidade militar, nosso material bélico e demais recursos militares, estão praticamente “Fora de Combate” e incapazes de oferecer, em boa parcela, o poder de guarnição que a riqueza natural, mineral e humana que a nação brasileira merece, face ao seu altíssimo valor local, regional e global. 

Não há nenhuma possibilidade de recomposição armamentista das Forças Armadas, em curto e médio prazo, em face do alto custo de sua atualização bélica em vista de uma sólida Defesa Estratégica. 

Nos últimos 30 anos várias incursões debilitantes e empobrecedoras dos governos civis, deixaram as Forças Armadas em defasagens nos seus vários tópicos e setores de armas, operações, táticas e estratégias.

E os registros, marcados pelas evidências do esmorecimento militar, nos apontam para uma sinistra subversão de valores, da qual, o envolvimento ideológico das Forças Armadas já se mostra capaz de “executar” seu próprio povo a mando de governanças socialistas e comunistas. 

Isto é reforçado pelo “pouco caso e indiferença que as Forças Armadas vieram demonstrando sobre as violações constitucionais, pela governança petista”. 

Em função da degeneração da economia e da produção, mediante a precária administração petista – QUEBRA DO BRASIL- a sociedade não poderá arcar com custos operacionais e de pessoal na ordem dos US$ 20 bilhões anuais para manutenção das suas Forças Armadas. 

E por se tratar ainda de um “gasto irrisório” (cerca de US$ 60.000,00 - ano por militar do efetivo total) deixando nossa condição de defesa aquém do mínimo necessário para a proteção e o guarnecimento das fronteiras nacionais. 

A convergência de dois macro-fatores, dos quais a 1º contínua perda do potencial econômico do Brasil, com o 2º sucateamento progressivo das Forças Armadas, nos coloca na responsabilidade de se submeter a uma revisão e reforma do militarismo brasileiro.

Haverá a necessidade do deslocamento do “Debate sobre o Novo Papel das Forças Armadas”, mediante ao esmorecimento do significado nacional do velho papel das Forças Armadas, o empobrecimento dos seus militares e o decaimento da servidão militar em honra de sua Constituição.

Mediante isso o momento brasileiro deveria ser de reflexão inspirada no conceito de “Célula de Defesa” estendida conceitualmente para “Células de Cooperação”, ou “Células de Proteção Ambiental”, ou “Células de Serviços” e etc. 

Ou temos Forças Armadas para a garantia plena de nossa soberania ou deveremos ter “Forças Equipadas para Serviços”, ou podemos chamar de “Forças de Serviços”, embora militarizadas, sob a disciplina e a hierarquia da ordem e do saber.

As Forças Armadas atuais “deixaram de atender a defesa da constituição” e deverão assumir uma nova missão dentro do Estado Humanista do 3º milênio, voltado ao desenvolvimento humano inspirado ideologicamente pelo COOPERATIVISMO.

Havendo um arrefecimento de conflitos entre nações, a morte do socialismo e do comunismo, após as recentes tragédias sul americanas – em nossa região geopolítica - mediante aos altos custos operacionais de uma guerra e suas demandas sociais CONSEQUENTES, o Estado Humanista dotará sua “estrutura de serviços” com uma força capaz de, ao mesmo tempo ser o lenitivo das chagas humanas, em decaimento, serem, também, o grande “treinador” de jovens para o serviço do desenvolvimento humano e da sobrevivência solidária e cooperativa.

As Forças Armadas numa nova conotação de “Forças de Serviços” serão convocadas a participar do novo modelo de estado. 

Sua atuação, dentre outras, poderá ser nos setores de: justiça, segurança pública, infraestrutura, ambiental, social, saúde e defesa.

O novo conceito de defesa deverá ser baseado em estratégia de mobilidade, em vigilância territorial de costas e fronteira, nucleação de milícias especializadas e instalação de redes de varredura e interceptação em alerta, favorecendo a proteção do patrimônio nacional e de seu povo, a baixo custo operacional. 

Devido a isso o debate deve ser deslocado para um grande Fórum Nacional mediante coordenação de um Conselho de Especialistas e Cidadãos para delinear um plano urgente de soerguimento da defesa brasileira. 

“Se um músculo deixa de ser usado, logo ele perde funcionalidade - atrofia. Ou pode até deixar de ser necessário”.

Abraços,

Lewton
Bisbilhoteiro militar e corneteiro de plantão
Mensageiro das Relações Estratégicas
E somente mensageiro, mesmo!

*Almirante Bird - CODINOME




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Comentários

ALBERFIG em 28-02-2014 às 19:37

Ao obedecer uma constituição que já não existe de tanto ser alterada por gente safada, ela esta cavando a própria sepultura para junto levar a pátria que jurou defender.


tinoco em 28-02-2014 às 19:10

Meu amigo Lewton eu já tinha postado o fim das FFAA, oque não esta muito longe. se o PT se reelege o fim vai esta bem próximo.


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