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Postada em 08-04-2014. Acessado 602 vezes.
Título da Postagem:A guerra da competição tem batalhas intermináveis
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 08-04-2014 @ 12:34 pm
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Tags: guerra, comercial, competitividade, batalhas, tecnologia, exércitos, qualidade

A guerra da competição tem batalhas intermináveis

Várias incursões fazem uma batalha. E várias batalhas fazem uma guerra. Vencer uma ou mais batalhas não significa ganhar a guerra. O mesmo se pode dizer que perder uma ou mais batalhas não significa perder a guerra. Sem rendições incondicionais não há vencedores e nem perdedores. Se o inimigo só estiver ferido, saiba que ele ainda poderá retornar ao campo e lhe derrotar. Jamais deixe o inimigo ferido. Em qualquer guerra o inimigo tem que ser extinto.

Esta questão nos é servida pela biologia quando um vírus desenvolve resistência contra uma substância que lhe é tóxica, qualquer que seja ela: líquida, pastosa, sólida ou gasosa. E, então, isto acontece com um inimigo qualquer, que após ser quase totalmente sacrificado, termina aprendendo como superar seus ferimentos. Se ele não for extinto por completo o sacrifício de sua recuperação termina virando uma VACINA de imunização contra a repetição de uma agonia ou de nova derrota, nos mesmos moldes operacionais, táticos e estratégicos. Outro nome para esta vacina chama-se APRENDIZADO.

Em meados dos anos 1990 foi lançado no Brasil o livro A ARTE DA GUERRA*: A primeira edição ocidental tida como uma tradução fidedigna data de 1927. A Arte da Guerra foi traduzido para o português por Caio Fernando Abreu e Miriam Paglia (1995). Apesar da antiguidade da obra, nenhuma obra ou tratado é tão completo e tão atual quanto A Arte da Guerra. Com seu caráter sentencioso, Sun Tzu forja a figura de um general cujas qualidades são o segredo, a dissimulação e a surpresa.

Na ocasião muitos executivos leram este livro pautando a intenção de dominar as estratégias básicas dos 13 capítulos* dele em vista das NOVAS batalhas da guerra tecnológica e comercial da atualidade das empresas no mundo dos negócios. "Assim, o livro migrou das estantes dos estrategistas para as do economista e do administrador". Embora as táticas bélicas tenham mudado desde a época de Sun Tzu, esse tratado teria influenciado, segundo a Enciclopédia Britânica, certos estrategistas modernos como Mao Tsé-Tung, em sua luta contra os japoneses e os chineses nacionalistas. Inclusive encontra-se nos escritos militares de Mao-Tse-Tung citações do livro A Arte da Guerra de Sun Tzu.

Muitos colegas meus, engenheiros, leram este livro (inclusive eu). Recordo que a questão fundamental foi a de fazer a adequação das estratégias dos 13 capítulos, ao processo civil das guerras comerciais, entre empresas e entre nações. Surgiram executivos elaborando manuais com resumos simplificados do livro, fizeram congressos e seminários argumentando a aplicabilidade de seus conceitos e práticas. Entretanto, ainda hoje carecemos de uma abordagem usando os instrumentos e as ferramentas, da administração e da engenharia, que representassem a aplicabilidade das armas de guerra e dos equipamentos bélicos.

E as empresas e nações possuem TRABALHADORES e não SOLDADOS nas tribulações dos embates da competição das guerras comerciais.

O livro terminou virando uma espécie de PANACÉIA contemporânea que traria um conjunto de conceitos táticos e estratégicos com aplicabilidade no mundo corporativo.

Toda vez que isto acontecia no Brasil suspeitávamos de manobras conspiratórias, dos poderosos concorrentes mundiais, para deslocar o foco do nosso complexo corporativo dos reais problemas, e das precariedades administrativas, que carecem de soluções científicas e de resultados progressistas. O Brasil está em RECESSO administrativo já há mais de 50 anos...

Estamos após os septuagésimos e centésimos lugares na maioria dos RANKINGs de competitividades de todos os gêneros...

O general brasileiro Alberto Mendes Cardoso chamou o livro do Sun Tzu de clássico militar. E desta forma sendo um clássico se situa na estante da biblioteca como um livro de "iniciação para a guerra". Os conceitos militares lá dispostos são do século 4, antes de Cristo. Têm cerca de 2.400 anos no que respeita as qualidades de um general para uma guerra com segredo, a dissimulação e a surpresa. Alguns tipos de procedimentos baseados em sagacidade e astúcia podem ainda ser utilizados, mas sem grandes repercussões nos resultados dos tipos de batalhas comerciais e dos negócios.

O que haveremos de posicionar em nossas atividades corporativas para segredo, dissimulação e surpresa? Estas que seriam as qualidades de um general do século 4 a.C. E quais serão as qualidade de um "general administrador" na modernidade tecnológica das guerras comerciais entre empresas e nações, hoje com as medidas objetivas para a qualidade, a produtividade e a economia?

No site: http://www.administradores.com.br/frases/?search=general+george e http://www.administradores.com.br/frases/general-george/321/ , tem a citação da frase do General George - "Comandantes fracassados dão ordens e depois retornam ao seu jogo de cartas no quartel-general. Eles acreditam que o simples ato de dar uma ordem fará com que tudo se arranje e que a batalha esteja ganha". Esta frase do General George mostra que todas as batalhas merecem possuir uma SUPERVISÃO permanente do Estado Maior Militar. Até para assegurar a aplicabilidade prática das ordens e de seus desdobramentos.

As divisões organizacionais dos exércitos, seus protocolos, suas normas e seus procedimentos vão desembocar no elemento mais fundamental de uma batalha - o SARGENTO, que é aquele "peão do xadrez" que avança, mantem o terreno ou se retira nas impossibilidades de combates desproporcionais. São três postos militares que se desdobram nas batalhas, criando vantagens militares SITUACIONAIS, em frente as oportunidades que se revelam no desenrolar dos combates - o SARGENTO, o TENENTE e o CAPITÃO.

Estes três postos militares são os integrantes e representantes da aplicabilidade prática das estratégias dos generais, no campo da guerra. Uma estratégia possui duas ou mais táticas, e cada tática possui duas ou mais ações operacionais. Cada ação operacional possui tarefas fundamentais que devem acontecer para que se sagrem positivas todas as operações. E estas consolidando todas as táticas e estas fazendo vitoriosa a estratégia dos generais, que foi favorecida pela habilidade (vem do treinamento e do estímulo de talentos específicos), capacidade (vem do porte e qualidade das armas e equipamentos, e do seu uso adequado) e conhecimentos (vem da formação e da especialização) dos três postos militares do campo da guerra e dos seus cabos e soldados, no nível de tarefas e de ações operacionais de campo.

Diante dos conceitos do livro A Arte da Guerra, sobre as qualidades de um general, quais sejam: segredo, dissimulação e surpresa, em seus 13 capítulos, os riscos na guerra são a morte, a mutilação e invalidez e as perdas patrimoniais. Logo segredo, dissimulação e surpresa são apenas atributos de qualquer estratégia, de suas táticas e de suas ações operacionais, e que ao MENOR custo racional devem minimizar os riscos inerentes aos combates.

Então, os generais precisam organizar os seus exércitos de maneira que suas ordens sejam difundidas pela cadeia de comando, sem perder conteúdo, significado e sigilo. E que seus militares sejam mobilizados na destreza e na qualidade requerida, segundo os mandos e comandos de suas estratégias, das táticas desdobradas, para que as ações operacionais e suas tarefas pertinentes possam ser cumpridas no rigor da aplicação militar e de suas normas.

A guerra da competição tem batalhas intermináveis haja vista a certa semelhança entre os "tipos de combates", mas a guerra comercial tem outros tipos de perdas, tais como: empregos, know how, receitas, vendas, preços, regionalidades e localidades, patrimônios, propriedades intelectuais, marcas e patentes e etc. E os "generais administradores" precisam organizar as suas empresas para batalhas de uma guerra permanente pela qualidade, a produtividade e a economia, devendo se assegurar que suas ordens chegarão ao chão de fábrica ou dos serviços, para que suas batalhas sejam ganhas com as menores perdas possíveis.

Abraços,

Lewton

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Fonte: * http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Arte_da_Guerra literalmente "Estratégia Militar de Sun Tzu"), é um tratado militar escrito durante o século IV a.C. pelo estrategista conhecido como Sun Tzu. O tratado é composto por treze capítulos, cada qual abordando-se que o livro tenha sido usado por diversos estrategistas militares através da história como Napoleão, Zhuge Liang, Cao Cao, Takeda Shingen, Vo Nguyen Giap e Mao Tse Tung.

A obra é composta por 13 capítulos:

1. Planejamento Inicial (始計, pinyin: Shǐjì);

2. Guerreando (作戰, pinyin: Zuòzhàn);

3. Estratégia ofensiva (謀攻, pinyin: Móugōng);

4. Disposições (軍行, pinyin: Jūnxíng);

5. Energia (兵勢, pinyin: Bīngshì);

6. Fraquezas e forças (虛實, pinyin: Xūshí);

7. Manobras (軍爭, pinyin: Jūnzhēng);

8. As nove variáveis (九變, pinyin: Jiǔbiàn);

9. Movimentações (行軍, pinyin: Xíngjūn);

10. Terreno (地形, pinyin: Dìxíng);

11. As nove variáveis de terreno (九地, pinyin: Jiǔdì);

12. Ataques com o emprego de fogo (火攻, pinyin: Huǒgōng);

13. Utilização de agentes secretos (用間, pinyin: Yòngjiàn).




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