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Postada em 18-04-2014. Acessado 797 vezes.
Título da Postagem:Junta Técnica de Administradores, já ouviu falar
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 18-04-2014 @ 12:23 pm
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Tags: junta, especialistas, deliberações, segurança, técnica, estado maior, riscos

Junta Técnica de Administradores, já ouviu falar? 

No início dos anos 2000 fizemos uma pesquisa sobre quais seriam os grandes pavores dos executivos da alta e média administração, em relação às suas atividades administrativas. Quais situações locais, regionais e mundiais colocariam os executivos com as gravatas de molho? 

Conseguimos obter 15 menções de ocorrências “pavorosas”, e definir a seguinte relação: 

1. Surgimento de concorrência insuperável e desleal; 

2. Perda de pessoal insubstituível; 

3. Criação de filiais em nações adversas e sem segurança institucional; 

4. Colapsos na cadeia de suprimentos / fornecedores; 

5. Eventos prejudiciais à logística tradicional; 

6. Crises econômicas de afetação direta às operações e comércio; 

7. Reclamação de clientes de produtos em linhas com problemas crônicos; 

8. Exportação de produtos para mercados mais rigorosos e com regulamentação severa; 

9. Desenvolvimento de um NOVO produto com grande salto tecnológico; 

10. Perda progressiva de receitas em velocidade superior a uma possível recuperação; 

11. Eclosão de guerras e conflitos nas localidades de filiais e da matriz; 

12. Planos econômicos governamentais recessivos e empobrecedores; 

13. Atos de Terrorismo contra empregados, as instalações e aos produtos, serviços e processos da empresa; 

14. Acidentes calamitosos dentro e fora da empresa com perdas de vidas e de patrimônios; 

15. Perseguições de governistas federais, estaduais, municipais e de políticos escroques. 

Estes itens NÃO estão listados em ordem de importância. São as 15 ocorrências que colocaram muitos executivos numa espécie de “pânico e expectativas receosas”.

Independente do tipo destas ocorrências a administração deve REAGIR ou PRO-ATIVAR com planos de ação de modo racional, equilibrado e científico. 

Para alguns executivos certas ocorrências são de tal impacto e de solidez MURAL que assumirem deliberações sozinhos ou com pequenas equipes de confiança se torna uma TEMERIDADE, em face do número de fatores intervenientes e que podem repercutir em EFEITOS COLATERAIS incontornáveis. 

Eles irão precisar de uma Junta Técnica de Administradores (e especialistas). 

Já ouvimos falar das Juntas Médicas para análise, diagnóstico e plano de resolução de processos e procedimentos médicos de alta complexidade. Neste caso a vida humana direta do paciente está sob RISCO. 

Numa empresa um equívoco deliberativo colocará toda ela, sua tradição, seu patrimônio, seus empregados e suas vidas profissionais e sociais em RISCO. E este RISCO precisa ser “administrado” de modo racional, equilibrado e científico, por meio da aplicação de deliberações conjuntas e democráticas de Junta Técnica de Administradores.        

Como esta junta poderá funcionar? A Junta Técnica de Administradores poderá funcionar como um plebiscito limitado e/ou um referendo de especialistas. 

Em meu entender usando a linguagem da engenharia, temos momentos que processos consultivos devem ocorrer para maximizar a aceitação e a abrangência de uma deliberação, aos menores riscos e custos possíveis. E usamos procedimentos semelhantes a Plebiscito e Referendo, consultando juntas especialistas. 

Determinadas deliberações possuem uma escala tal de RISCOS e EFEITOS COLATERAIS que executivos devem montar, em suas empresas, uma instituição denominada de “Comissão Deliberativa” (regulada com regimento interno específico), para poderem criar uma base representativa da sabedoria do grupo e do conhecimento da multiplicidade das especialidades e das diversas visões técnicas, comerciais e políticas, segundo o ponto de vista dos integrantes da alta e média administração corporativa na compreensão tida em relação a um assunto deliberativo. 

Do mesmo jeito, saindo do juridiquês, que fazem os juízes e advogados, e como eles compreendem plebiscito e referendo. São dois instrumentos administrativos de uma empresa que queira criar um clima de SEGURANÇA institucional corretamente democrático – minimizando a exposição de uma corporação em relação a decisões que podem comprometer a existência de uma empresa. 

Sem tirar a autoridade deliberativa da alta administração, e do próprio Conselho de Administração, da empresa, um Plebiscito é uma consulta FORMAL e DIRETA, como já dissemos regulada com regimento interno específico, em busca de definição de uma linha de ação com suas várias consequências e contingências de duas (no mínimo), três ou mais linhas propostas.   

Escolhida uma dada linha de ação pelo voto individual de especialistas a administração governista da empresa tratará de encaminhar as ações deliberativas e executivas, dentro da linha de ação escolhida pela Junta Técnica de Administradores. 

NÃO VAMOS BUROCRATIZAR O PROCESSO ADMINISTRATIVO – o objetivo é REDUZIR os RISCOS OCULTOS e MINIMIZAR os EFEITOS COLATERAIS...   

Em seguida deverá vir um Referendo, para “referendar” (homologar em sua razão e pureza), consolidando a representatividade e a sabedoria dos executivos, as ações deliberativas e executivas com suas várias conseqüências e contingências.   

Tudo isto legitima o processo administrativo de uma governança empresarial, democraticamente conduzido, com retidão moral, consistência técnica e segurança plena (jurídica, social, econômica, política, humanista, ambiental e etc). 

Assim, o Plebiscito Limitado escolhe uma linha básica e o Referendo de Especialistas, sendo um instrumento de reforço deliberativo e democrático, confirma a escolha dos grupos de administradores (de alto e médio nível): nos detalhes, nas metas, nos métodos, nas técnicas e nos recursos aplicáveis na linha básica selecionada por voto consolidando a representatividade e a sabedoria dos executivos. 

Então, todo o processo terá que ser, para ter perfil legítimo, feito com retidão moral, consistência técnica e segurança plena. 

Logo se o processo de condução do Plebiscito, ou de um Referendo (este só e Direto), ou os dois em seqüência correta, não estiverem nestas condições os dois instrumentos viram ARMAS contra a empresa, seu espírito corporativo e a segurança de seus empregados. 

NÃO ESTANDO NESTAS CONDIÇÕES TRATAR-SE-A DE INSERÇÃO DE RISCOS E DE EFEITOS COLATERAIS. 

Deliberações de RISCO, e com grandes EFEITOS COLATERAIS, devem ser “minimizadas” com o compartilhamento decisório entre as partes administrativas, tecnológicas e operacionais dentro da empresa. 

Mas, isto vai contra a cultura tradicional das empresas e de grandes corporações. Uma vez que prevalece o conceito de obediência institucional do “MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM TEM JUÍZO” – uma espécie de DITADURA do RISCO, o que só poderia ser viável em mais de 80% das deliberações se os administradores fossem INFALÍVEIS e PLENIPOTENCIÁRIOS DO SABER. 

Muitas empresas e muitos empregados perderam suas condições de subsistência sob deliberações descuidadas, temerárias e perdulárias de administradores que não se importaram com as consequências de suas decisões, em face de seus RISCOS OCULTOS e de seus EFEITOS COLATERAIS, de alto impacto, na sobrevivência de todas as pessoas e empresas. 

O NOVO conceito deveria seguir a direção de “MANDA QUEM TEM JUÍZO E OBEDECE QUEM ADERE COM CONSCIÊNCIA PRÁTICA”. E só se chegará a esta instituição se a empresa contar com uma Comissão de Especialistas, muito bem fundamentada e regulada por regimento interno com regras lícitas e científicas. 

Então, precisaremos de uma Junta Técnica de Administradores (e especialistas), para minimizar RISCOS OCULTOS e de seus EFEITOS COLATERAIS, assegurando mais “estabilidade” na subsistência das pessoas e das empresas.

Abraços,

Lewton

 




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