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Postada em 10-05-2014. Acessado 755 vezes.
Título da Postagem:A administração científica da vanguarda das inovações
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 10-05-2014 @ 07:53 pm
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Tags: inovações, vanguarda, raciocínio estatístico, administração científica, panaceia

A ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA DA VANGUARDA DAS INOVAÇÕES

Somos um país atrasado porque não ensinamos, não aprendemos e nem fazemos a administração científica. Sempre nos desfocamos com distrações irrelevantes, de temáticas que não têm ligações diretas com a objetividade de uma administração técnica e cientificamente correta.

Muitas destas temáticas são distrações, para nossa perda de tempo administrativo, inoculadas por concorrentes nacionais e internacionais, por "experts" caça-niqueis, de maneira a agregar atraso civilizatório e tecnológico nas empresas nacionais, e em seu agrupamento administrativo - muitas temáticas são PANACEIAS presunçosas e inibidoras da REAL iniciativa criativa para nossas INOVAÇÕES.

Os processos são eventos, acontecimentos ou atividades que se manifestam segundo leis ou fenômenos. E são passíveis de MEDIÇÃO, CONTAGEM E CÁLCULOS conforme a característica da grandeza ou parâmetro a ser medido, contado e calculado.

No Fluxograma da Medição temos as variáveis CONTÍNUAS traduzidas como grandezas sujeitas às medidas, como ex: velocidade, tempo, peso, volume, temperatura, aceleração, força, carga, pressão e etc. E no Fluxograma da Contagem temos o que se chamam de ATRIBUTOS DESCONTÍNUOS sujeitos ao modo de se contar por soma de eventos, como ex: nº de defeitos, nº de ocorrências, frequência de incidentes, nº de coisas e objetos numa dada classe, grupo ou subgrupo, de mesmas características e etc.

Tanto a Medição, quanto a Contagem estão sujeitas a utilização de instrumentos, equipamentos e sensores que estejam CONFIÁVEIS, ou seja, que estejam em situação de controle metrológico: aferidos e calibrados.

Um processo ao ser observado, no ponto de vista de um observador (operador, inspetor, ensaísta, sensor e olho humano) possui dois pontos de REALIDADE, os quais são:

1. DADOS: que são os valores numéricos provenientes das medições, das contagens e dos cálculos, e

2. FATOS: que são fenômenos, eventos e leis representadas pelos dados, na forma de gráficos, visões, e registros de imagens (fotos, vídeo digital, vídeo tape, TV dinâmica e etc).

A REALIDADE como impressa em nossa memória, dura apenas 3 segundos, até que se encerre sua manifestação física, química, térmica e biológica, nesses 3 segundos, em que todos os seus registros vão alojar-se em nossa memória.

Logo a REALIDADE dura pouco, e só podemos entendê-la melhor "recordando" a sua manifestação. E para isto existe a ESTATÍSTICA.

Todos nós precisamos aprender o RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO para que possamos entender mais profundamente a REALIDADE que se manifestou nos últimos 3 segundos que estivemos observando algo ou atividade.

Em vários pacotes de ocorrências da REALIDADE nossa memória dá sequência na captura numa ação contínua, em cada grupo de 3 segundos, como numa fita de armazenamento de DADOS e FATOS que percebemos com os 5 SENTIDOS (o sensoriamento do corpo humano). E são de milhões a bilhões de DADOS e FATOS capturados na REALIDADE de um evento, ou ocorrência, ou atividade.

E quem pode lidar com uma REALIDADE de milhões a bilhões de DADOS e FATOS, numa ocorrência de 3 segundos, se não uma organização de interfaces entre processos, instrumentais, computadores, ESTATÍSTICA e especialistas?

A REAL iniciativa criativa para nossas INOVAÇÕES virá através de nossa capacidade de captura, diagnóstico, análise e racionalismo dos DADOS e FATOS que estão compostos e armazenados em nossa memória e no modo em captamos estas informações da REALIDADE OBJETIVA.

Logo por serem de milhões a bilhões de DADOS e FATOS capturados na REALIDADE precisaremos praticar o que se denomina RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO.

Para ele teremos que aprender observar e a compreender esta REALIDADE de modo seguro, confiável e científico.

Imaginemos como poderíamos colocar "controle" numa atividade industrial, num processo de alta velocidade, por exemplo, em que num ÚNICO processo temos 50 variáveis contínuas para controlar e direcionar para os BONS resultados deste processo? E que isto seja feito CONTINUAMENTE, por 24 horas por dia (ou 1.440 minutos, o mesmo que 86.400 segundos por dia) durante os 365 dias de um ano? São, então, cerca de 28.800 micro-pacotes de 3 segundos de uma REALIDADE de DADOS e FATOS capturados, segundo um planejamento e controle da produção, multiplicados por 50 variáveis (são 1.440.000 micro-pacotes de realidades no tempo de 3 segundos, num único processo)?

Vamos precisar aprender o RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO... Primeiro que nem tudo deve ser medido e contado, para não ficar com altos CUSTOS e com COMPLEXIDADE desnecessária. Mas, somente aquelas variáveis relevantes, para os BONS resultados dos processos, devem ser controladas. E como vamos saber disto? Quais serão elas, e em quais valores de seus parâmetros viáveis, para o baixo custo, para a alta segurança técnica e a imediata ação de controle, teremos que ajustar o processo?    

O RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO possui 5 (cinco) ações principais, a saber:

1. Usarmos uma BASE DE DADOS confiável;

2. Usarmos coleta de dados confiáveis, em amostragens e métodos de medidas e contagens fidedignos;

3. Agruparmos dos dados afins, criarmos as classes e os intervalos de classes, tabelarmos em planilhas descomplicadas e tratarmos os dados como recomenda a Ciência Estatística;

4. Transformarmos os dados observados e seus tratamentos estatísticos em evidências gráficas em 2D e ou 3D - gráficos ou diagramas, nos eixos cartesianos;

5. Submetermos a uma análise de consistência, e aderência com a REALIDADE, do comportamento das variáveis e atributos dos DADOS e FATOS, segundo a racionalização proporcionada pelos cálculos estatísticos e de seus gráficos.

O RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO deve ser aplicado em todas as ROTINAS empresariais - administrativas, operacionais, financeiras, produção, controle da qualidade, educação e treinamento, logística e etc. E tendo que ser aplicado no dia-a-dia da rotina urge que tenhamos que fazer amostragens racionais e seguras, para planificação permanente da coleta de dados e fatos para os tratamentos estatísticos e e que possamos extrair conclusões (inferências) úteis para a melhoria dos resultados dos trabalhos e dos processos.

Este cuidado permanente - planificação permanente da coleta de dados e fatos - se objetiva a:

1. Evitar a deterioração do estado presente dos resultados dos processos, o que significa impor controle, no dia-a-dia, desde o primeiro dia do ano, do primeiro ao último dia do mês e ao último dia do ano e

2. Romper o estado presente dos RESULTADOS para escalas mais eficientes e eficazes - e para a MELHORIA CONTÍNUA.

Se não tivermos uma administração científica da ROTINA podemos começar a ter problemas e de acumularmos maus resultados por causa deles. E problemas são os resultados insatisfatórios de um processo ou de uma combinação de fatores de causas deste processo.

As consequências dos problemas são de variadas afetações: 1. Desconfortos, 2. Depressão, 3. Ansiedade, 4. Prejuízos materiais, físicos e mentais, 5. Prejuízos econômicos e 6. Impactos nos consumidores e na saúde e na sustentabilidade, complicando os resultados para a QUALIDADE, a PRODUTIVIDADE, para a ECONOMIA e para o MEIO AMBIENTE.

A ROTINA empresarial busca, através do RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO, eliminar todas as DISFUNÇÕES que oneram as atividades operacionais e administrativas. E as grandes PERDAS são:

1ª DESPERDÍCIOS - tempo, movimento, material, espaço - denominado pela engenharia japonesa de MUDA;

2ª IRREGULARIDADES - ritmo, sincronismo, coordenação, distribuição - denominado pela engenharia japonesa de MURA;

3ª TENSÃO OU RISCOS - ansiedade, complexidade, manejo, ergonomia, ambiente, laioute - denominado pela engenharia japonesa de MURI;

O Plano de Eliminação de PERDAS se chama 3MU - MUDA, MURA e MURI. E as DISFUNÇÕES devem ser eliminadas - que acarretam defeitos, falhas, omissões, paradas de atividades, emissões de gases, despejo de resíduos, acidentes de trabalho, desastres e outras calamidades - visa objetivamente fazer com que as atividades, tarefas e trabalhos sejam feitos de modo MAIS = FÁCIL + RÁPIDO + SEGURO + BARATO + AMIGÁVEL + ECONÔMICO e MAIS PERFEITO (numa busca sistemática pela PERFEIÇÃO da falha ou do defeito ZERO).

Assim, a ação mais importante numa ROTINA será a de localizar e eliminar os problemas nos processos e nos seus procedimentos.

Quando nos empenhamos em localizar e em eliminar os problemas vamos constatando que nossa empresa, em face da demanda de problemas e de suas características, apresenta FALTA de 3 importantes atitudes administrativas e de controles operacionais:

1. Não tem CONTROLE,

2. Não desenvolveu a cultura e a conscientização para a procura e a solução dos problemas e

3. Não tem uma sólida metodologia, consistente e persistente, para solução de todos os seus problemas.

Os problemas têm várias origens decorrentes de LACUNAS nos espaços da REALIDADE das operações e atividades de empresa. E são para:

1. Não tem CONTROLE - inexistência de indicadores de controle e de verificação, inexistência de padrões e normas e inexistência de atitudes e de responsabilidades gerenciais;

2. Não desenvolveu a cultura e a conscientização para a procura e a solução dos problemas - desconhecimento da missão do próprio trabalho, desconhecimento das Leis e Fenômenos que regem a matemática dos processos e dos procedimentos e inexistência do ESPÍRITO DE MELHORIAS;

3. Não tem uma sólida metodologia, consistente e persistente, para solução de todos os seus problemas - inexistência de MÉTODO científico para a solução dos problemas, inexistência de Técnicas, Instrumentação e Ferramentas Estatísticas e inexistência de MEIOS e capacidade COGNITIVA para a interpretação dos problemas e seu racionalismo para seu bloqueio definitivo (eliminação).

Segundo a JUSE - União dos Engenheiros e Cientistas Japoneses uma empresa possui uma escala de controle administrativo que evolui em sua PERFEIÇÃO, partindo de um CAOS para uma dada NORMALIDADE de resultados e da repetição e da melhoria deles. E nisto as empresas têm PERDAS na ordem de 40% mínimo, em relação ao seu REAL faturamento bruto.

Para se ter uma ideia grosseira, desta percepção científica, uma empresa que tenha um faturamento bruto MENSAL de R$ 1.000.000,00 possuirá embutido nele, no mínimo, cerca de R$ 400.000,00 em disfunções recorrentes e jamais solucionadas.

Se esta empresa começar a praticar a administração científica (com o RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO) tendendo a ZERAR suas perdas (decorrente dos 3MU, por exemplo), no mesmo faturamento bruto MENSAL, e nas mesmas condições da prática de precificação e de custos, tenderá a obter SOBRAS (ou aumento de LUCRATIVIDADE), na mesma ordem de R$ 400.000,00 de ECONOMIA, baseada no RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO (para a solução dos problemas - ou disfunções).

Vejamos mais detalhadamente esta análise. Se para o faturamento bruto mensal de R$ 1.000.000,00 a empresa produziu 10.000 unidades de dado produto, seu preço unitário praticado era de R$ 100,00 / unidade / mês. Caso esta empresa comece a desenvolver-se pela administração científica, e tender a ZERAR suas disfunções, ela irá cumprir duas funções sociais de um empreendimento:

1ª irá adquirir a possibilidade de RATEIAR seu ganho de R$ 400.000,00 por mês entre ELA e seus CLIENTES baixando os custos e fazendo DESCONTOS comerciais bem acima do Ponto de Equilíbrio, por unidade de produto, sem afetar suas receitas e suas aplicações e

2ª nesta mesma possibilidade ELA poderá conceder BÔNUS e aumentos SALARIAIS progressivos aos seus funcionários, de maneira independente das determinações governamentais, sindicais e da situação geral da ECONOMIA do país.

E para nosso assombro, imaginemos a quantidade de DADOS e FATOS, no caso de um único processo (de 50 variáveis controladas), e na produção de 10.000 unidades de produtos por mês, em que iremos ter como REGISTRO da REALIDADE da produção MENSAL, todos os micro-pacotes de 3 segundos de tal REALIDADE, no planejamento e controle da produção, nos 30 (trinta) DIAS de um único mês?

Vamos fazer alguns cálculos para um ÚNICO PROCESSO (simplificando o raciocínio):

1. Único processo de alta velocidade com 50 variáveis contínuas controladas;

2. Produção diária em 24 horas = 1.440 minutos ou 86.400 segundos POR DIA;

3. Número de REALIDADES em DADOS e FATOS registráveis para cada 3 segundos = 28.800 micro-pacotes, POR DIA;

4. Volume total de DADOS e FATOS para 1 processo com 50 variáveis = 1.440.000 micro-pacotes de realidades no tempo de 3 segundos POR DIA;

5. Numa produção de 334 unidades DIÁRIAS de um produto teremos, na REALIDADE de DADOS e FATOS = 480.960.000 de informações processáveis (na ordem do milhão), na administração científica, através do controle da PRODUÇÃO e do controle da QUALIDADE, POR DIA;

6. Controle DIÁRIO da PRODUÇÃO e da QUALIDADE = 480.000.000 (aproximadamente) de informações processáveis (na ordem do milhão), POR DIA;   

7. Controle MENSAL da PRODUÇÃO e da QUALIDADE = 14.400.000.000 (aproximadamente) de informações processáveis (na ordem do bilhão), POR MÊS.

Quem desconhece a prática do RACIOCÍNIO ESTATÍSTICO está condenado a desconhecer a REALIDADE. E sem conhecer a REALIDADE muitas empresas já fecharam, outras concorrem para a falência e poucas concorrem com a inteligência da Administração Científica...

E quem nos ensina isto no BRASIL? Como poderemos INOVAR sem conhecermos a REALIDADE? Como faremos os processos AGREGAREM a QUALIDADE pretendida nos produtos que tentamos produzir ou INOVAR?

ADMINISTRADOR: Cuidado com as temáticas que você segue, pode estar indo para o brejo do fracasso administrativo...

Abraços,

Lewton




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