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Postada em 24-05-2014. Acessado 588 vezes.
Título da Postagem:O Ciclo das Inovações e inovando para o uso jubiloso
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 24-05-2014 @ 12:12 pm
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Tags: ciclo das inovações, sociologia organizacional, inventos, invenções, sistemas

O Ciclo das Inovações e inovando para o uso jubiloso

É mais fácil copiar, imitar e piratear do que INOVAR... Porque todos os riscos e custos das inovações já foram assumidos e depurados pelos inventores originais.

Copiar, imitar e piratear são práticas comuns de sociedades ou nações com baixo poder técnico, econômico e político. É prática comum em países subdesenvolvidos tecnologicamente, como o que acontece com os BRIC – Brasil, Rússia (pouco menos que os demais), Índia e China... Extremos violadores de marcas e patentes e de propriedades intelectuais.

Numa estatística no campo da engenharia, grosso modo, cerca de 5% dos profissionais, empresas e entidades de pesquisas são os geradores de conhecimentos, em face de seu domínio completo do Ciclo das Inovações.

Uma base de 25% de uma massa entre tais agentes são os “copistas” dos geradores de conhecimentos, ou praticamente “piratas” do conhecimento, inclusive pelo poder que possuem de reconhecer a qualidade dos conhecimentos que são úteis, para os seus fins técnicos e comerciais.

Porém cerca de 70% de uma grande massa de utilizadores de conhecimentos são essencialmente o que se chama de “papagaios de piratas”...

Esta massa pública tem poucas noções sobre a importância dos conhecimentos, boa parcela não sabe nem como extrair riquezas dos significados práticos deles. Normalmente são os ditos “professores repetidores”, ou monitores, facilitadores e aproveitadores de know-how para “venderem” consultorias aos usuários otários e crentes, sobre os parcos sinais de domínio do conhecimento, para lhes ajudar a afundar mais ainda na competitividade local, regional e global.

Neste grupo fazem parte os maiores litígios judiciais sobre violações de direitos e propriedades intelectuais, haja vista que até desconhecem o contexto de partida da geração do conhecimento, suas fontes e autorias... É muito comum nos BRIC’s.

O maior indicador do desenvolvimento tecnológico de uma empresa ou nação é o número de inventos e patentes comercialmente validadas. Inventar besteiras é coisa de crianças bagunceiras... Portanto, nada de investir em inovações baseadas no besteirol de concepções tolas na tentativa de inovar sem dominar o Ciclo das Inovações.

Tem empresas que se envolvem nestas invencionices, tanto mais do lado chinfrim da coisa, quanto mais leiga, portadora de baixos conhecimentos e sem possuir nenhuma SOCIOLOGIA ORGANIZACIONAL, para a competição inventiva útil, justa e honesta.

As empresas competitivas que dominam o Ciclo das Inovações possuem as 21 DIMENSÕES que estabelecem o porte técnico de uma empresa, em sua Sociologia Organizacional, a saber, são:

1. Associada e/ou Federada; 2. Atuação Global e Regional; 3. Atuação Regional e Local; 4. Automação Limpa; 5. Centro de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento; 6. Experimentos Industriais; 7. Experimentos Laboratoriais; 8. Indicadores de Produtividade & Qualidade – P&Q; 9. Indicadores Empregatícios Humanistas; 10. Índice de Inovações e Patentes; 11. Inspeção Automatizada e Semi Automatizada; 12. Intercâmbios de Tecnologia e de Conhecimentos; 13. Investimentos em Educação & Treinamento; 14. Investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento; 15. Laboratórios Tecnológicos de Testes e Ensaios; 16. Marca em Tradicionalização; 17. Número de Clientes; 18. Número de Fornecedores; 19. Sistemas da Qualidade Autogeridos®, 20. Sistemas Integrados de Gestão, 21. Uso das Técnicas da Administração Científica;

Essas 21 DIMENSÕES formam o contexto da Superestrutura e da Infraestrutura dos processos empresariais, ligados à engenharia e a tecnologia, bem como formam uma base do Ciclo das Inovações. Todas são vitais para constituir empresas com grande porte técnico, científico e inventivo (que adubam a criatividade).

Além do que não se deve inovar por inovar e nem se inventar por inventar. Inventos e inovações devem ser social e economicamente úteis... Devem atender a uma ou mais necessidades humanas, animais, vegetais e ambientais.

O significado léxico da palavra INOVAÇÃO tem uma explicação bastante simplória, já que dicionários de termos são na maioria dos verbetes, ligados à tecnologia e a engenharia, insuficientes para nos dar a mínima compreensão de seus significados.

Vejamos o seu significado, em 3 importantes dicionários:

1. Dicionário Houaiss: Inovação – Concepção, proposição e/ou realização de algo novo, novidade;

2. Dicionário Koogan Larousse: Inovação – Ação ou efeito de inovar. Introdução de alguma novidade na legislação, nos costumes, na ciência, nas artes, na tecnologia e etc;

3. Dicionário Aurélio: Inovação – Ato ou efeito de inovar, novidade;

O dicionário Koogan Larousse se coloca mais proximamente do significado geral da inovação: - Introdução de alguma novidade na legislação, nos costumes, na ciência, nas artes, na tecnologia e etc. Estamos percebendo que inovação é novidade. Algo substancialmente diverso de quase tudo que já foi inventado...

Mas, então, como se caracteriza a introdução de alguma novidade na legislação, nos costumes, na ciência, nas artes, na tecnologia?

Em se tratando de ciências exatas que criam coisas, objetos, substâncias, elementos biológicos, estruturas, fluídos, aromas, sabores e etc – com segurança técnica, humana, ambiental e econômica -, nós precisamos definir o significado de tais elementos da materialidade, como PRODUTOS, de processos de transformação de materialidades ou combinações em mixes de materiais.

Teremos Produtos Novos e Produtos Tradicionais, a saber:

1. Produtos Novos – possuem em sua materialidade propriedades e características diversas daquelas concretizadas nos bens de produção e/ou serviços, que os revelam como novidade parcial ou total no conjunto da concepção, estrutura e design dos produtos tradicionais;

2. Produtos Tradicionais - possuem em sua materialidade propriedades e características comuns e já universalizadas nos bens de produção e/ou serviços, que os revelam como tradicionais no conjunto da concepção, estrutura e design, implicando nas inovações de melhorias parciais ou em seu todo;

3. Produtos Multifuncionais = Produtos Novos + Produtos Tradicionais – possuem uma combinação inédita e inovadora de tecnologias tradicionais, com novas tecnologias, que se configuram numa nova arte de concepção e especificação, em sua materialidade, de propriedades e características, que os revelam como novidade parcial ou total no conjunto da concepção, estrutura e design dos produtos tradicionais: exemplos: 1. a tecnologia do telefone + tecnologia de computadores + tecnologia de internet + tecnologia de fotografias digitais ou 2. a tecnologia copiadora + tecnologia escaneadora + tecnologia de microprocessadores + tecnologia de faxes e etc.

Imaginemos que, segundo nosso grau de evolução tecnológica, iremos ter que nos dedicar a dominar o Ciclo das Inovações, como fazem as nações avançadas, em inventos e patentes, para dar coerência às nossas Inovações, sob o ponto de vista da atual evolução tecnológica.

O Ciclo das Inovações possui duas vertentes, de concretização de inventos, tais como:

1. Saltos Tecnológicos – é a inovação que se baseia em um novo conjunto de conhecimentos e parâmetros científicos que não guardam relação com a evolução linear e histórica da tecnologia;

2. Evolução por Melhorias – é a inovação que se baseia no atual estado da arte aplicada no mundo real, que guarda relação com a evolução linear e histórica da tecnologia;

O que é uma inovação coerente? Qual a superestrutura de seu apoio e sua infraestrutura mínima?

A SOCIOLOGIA ORGANIZACIONAL de uma empresa e em seu conjunto mediano a sociologia tecnológica de uma nação, deve possuir uma política sólida e com rigorosa aplicação nas rotinas empresariais. Pois, a Sociologia Organizacional deverá condicionar o empregado, empresa e estado a terem a visão da competitividade local, regional e global. Ser capaz de dominar integralmente a Teoria das Restrições, na administração contínua da sobrevivência das empresas e do país, nos atos inovadores e perpetuadores de seus produtos tradicionais, inventados no passado:

A Teoria das Restrições, possui 6 variáveis (fatores) de administração intensiva! Sempre haverá escassez de um ou mais dos fatores de obtenção da riqueza:

(a) quando se tem dinheiro, pessoas, recursos naturais e matérias primas, insumos e energia, know-how e Infraestrutura, não se terá tempo,

(b) quando se tem tempo, pessoas, recursos naturais e matérias primas, insumos e energia, know-how e infraestrutura, Não se terá dinheiro,

(c) quando se tem dinheiro, tempo, pessoas, insumos e energia, know-how e infraestrutura, não se terá recursos Naturais e matérias primas,

(d) quando se tem dinheiro, tempo, pessoas, recursos naturais e matérias primas, know-how e infraestrutura, não se Terá insumos e energia,

(e) quando se tem dinheiro, tempo, pessoas, recursos naturais e matérias primas, insumos e energia, know-how e Infraestrutura, não se terá know-how e infraestrutura e finalmente

(f) quando se tem dinheiro, tempo, recursos naturais e matérias primas, insumos e energia, know-how e infraestrutura, Não se terá pessoas.

E tal política deverá possuir dispositivos, e diretrizes, para se utilizar do Ciclo das Inovações, com alta eficiência técnica, comercial e econômica:

1. Profissionalização prática em todo o ciclo de vida do invento / inovação,

2. Profissionalização científica: projetos de investigação, contratação de licenças, intercâmbios e titulações,

3. Solubilidade permanente dos problemas,

4. Domínio da Teoria das Restrições,

5. Conhecimentos do histórico das inovações e das patentes,

6. Geração de conhecimento de vanguarda em acumulação econômica,

7. Sistema Político Nacional protegendo as inovações,

8. Méritos e meritocracia,

9. Qualidade em 1º Lugar,

10. Prática avançada de experimentos de: pesquisa pura, de laboratório, de campo, industrial-piloto, industrial depurado.

Uma inovação coerente só é desenvolvida segundo o conjunto desta política aplicado na rotina e no gerenciamento estratégico da companhia.

A esquematização geral da Sociologia Organizacional, que pode estar contida no Ciclo das Inovações, ainda deve possuir um conjunto complementar de métodos e técnicas, para nos conferir capacidade científica para inventos e inovações, as quais são;

1. Socioengenharia;

2. Quebra de Paradigmas;

3. Heurística;

4. Depuração - Navalha de Occam;

5. Prototipagem avançada;

6. Redundâncias e Condições Especulativas;

7. Metrologia avançada: cálculos, medições, pesagens e contagens;

8. Integração de Tecnologias e especialidades de engenharias e ciências;

9. Experimentos avançados: laboratório, escala-piloto e industrial;

10. Validação para Escala-Piloto;

11. Avaliação da Escala-Piloto;

12. Caminho Crítico da Qualidade Total – em escala piloto e industrial;

13. Administração Tecnológica dos resultados;

14. Alianças e Lobbies;

15. Proteção jurídica de alta qualificação;

16. Contratação de profissionais dos concorrentes;

17. Espionagens e compras de protótipos concorrentes;

18. Domínio do Instituto de Marcas e Patentes;

19. Estrutura de Sigilos, Confidencialidade e Compartimentação Administrativa;

20. Fiscalização sobre Violações de Propriedades e Direitos Autorais;

21. Rede Editorial para publicações e difusão controlada de conhecimentos, informações, dados e fatos.

O mais cruel aspecto das inovações é constatarmos que não temos nem domínio dos ciclos de produção. O plano de produção para inovações ou produtos tradicionais deverá contemplar o controle dos processos de fabricação e o controle da qualidade dos produtos, em cada equipamento do seu fluxo piloto e/ou industrial de materialização do objeto das inovações.

Abraços,

Lewton

 




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