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Postada em 10-06-2014. Acessado 725 vezes.
Título da Postagem:Qual destes slogans, ou lemas administrativos, é VERDADEIRO
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 10-06-2014 @ 01:35 pm
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Tags: Slogan, cultura, lema, administrativo, administração, política, corporativa

 Qual destes slogans, ou lemas administrativos, é VERDADEIRO?

Qual destes slogans, ou lemas administrativos, é VERDADEIRO? "Não dá para não ler", "tecnologia criativa", "todos sem fronteiras", "bens para a vida", "lazer infinito", "sua casa, sua existência", "gosto desta coisa toda", "nação rica é nação sem corrupção" e etc?

E o slogan adotado representa a REAL cultura administrativa? Ele tem a missão de modelar e remodelar a cultura vigente? E a cultura vigente irá se modelar ou remodelar com eficiência e eficácia?

No mundo e no Brasil vem se disseminando um movimento intensivo apoiado em slogans para demonstrar a aplicação prática de um projeto, programa e/ou tecnologia.

Até hoje o nosso país promove slogans “Vazios”, sem um direcionamento científico para demonstração de que tais expressões afirmativas são cumpridas.

Observamos não haver Educação & Treinamento de pessoal, de governos e empresas, para sua concretização no mundo real, de tais afirmações alegadamente positivas.

Para muitos não existem indicadores técnicos capazes de sinalizarem aos clientes e cidadãos a sua concretização. E não há uma aparente seriedade no suporte operacional, comercial e administrativo ao slogan institucional adotado - e isto deveria ser forte e corretamente evidente.

No modismo dos slogans vazios muitos deles passam à vista mentiras debochadas, que têm lemas sem consolidação real. E a persistência de propósitos em sua aculturação permanente vai adquirindo uma metástase que se encorpa como um pólipo administrativo, sem qualidade, produtividade e economia.

O Marketing americano é intensivo em slogans, na promoção de movimentos na criação de modas, de modismos e nas vendas de bens, serviços e produtos, tendo eles boa ou péssima qualidade.

E muitos governos e empresas abusam do “SLOGANISMO” para manter suas referências tradicionais, novas atividades missionárias e até mentiras corporativas.

Algumas usam "slogans" para criar novas mentiras (ou enganos, deliberados por atos falhos) sobre suas atuações aleatórias positivas, onde nada cooperaram e executaram, e em suas atuações dirigidas negativas e omissivas, nas quais cooperaram e executaram, produzindo disfunções abismais e sequelas seculares.

Mas, as empresas não podem fazer isto, e nem continuar fazendo. Aquelas sem ética institucional, sob o RISCO imediato de morte da marca ou falência por descuidos administrativos e morais, tentam abusar desta "ferramenta" de toque emocional nas pessoas, para consumo de produtos e de serviços.

Entretanto, todo empreendimento empresarial deve adotar um slogan que represente suas intenções de trabalho junto ao mercado e seus parceiros, que condicione a atuação dos executivos e de seus funcionários no cumprimento de sua missão.

Uma empresa deve adotar um slogan geral do tipo: “a necessidade do cliente levada a sério”, o qual representa um conjunto de ações implícitas a serem desencadeadas, pelos executivos e funcionários, de modo que os clientes / fornecedores / parceiros entendam, de modo diferenciado em relação aos concorrentes, quais são os padrões operacionais da empresa que estão condicionados ao atendimento de suas necessidades, relatadas no ato de solicitação de informações, compra / venda e outras aquisições.

E quais poderão ser os benefícios, assegurados pelo slogan, para que não seja mais um dos muitos “Lemas Administrativos” levados a cabo e em vão?

A maior seriedade no trato dos pedidos e dos clientes/ fornecedores / parceiros se resume em: “fazer a venda, a compra ou contratação com os itens negociados: tempo, grau de emergência, quantidade requerida, valor unitário correto, considerações de preços e pagamentos, a especificação da qualidade final, segurança ambiental e de suas garantias”.

Uma necessidade levada a sério significa um conjunto de atividades coordenadas e executadas com vistas a agradar o cliente / fornecedor / parceiro, e manter por longos anos sua confiança nas tradições empresariais, quais sejam:

(a) Boa recepção no balcão, ou no posto de atendimento e bom atendimento pessoal;

(b) Ouvir corretamente as necessidades do cliente / fornecedor / parceiro, sem embaraços, sem irritações, com atenção focada para se entender a magnitude das necessidades;

(c) Indicar todos os modos viáveis, e as alternativas de compra / venda / contratação, tempo, grau de emergência, quantidade requerida, valor unitário correto, a especificação da qualidade final e de suas garantias;

(d) Elucidar dúvidas e dirimir crendices, por informações anteriores falsas ou tecnicamente infundadas;

(e) Fazer um correto e seguro orçamento ou simulação de projeções ou determinações de capital final, formas de pagamento e de seus juros correspondentes;

(f) Elucidar dúvidas de qualquer natureza da operacionalidade do produto /serviço, das obrigações e direitos do cliente /fornecedor /parceiro;

(g) Fazer cálculos corretos e propor modos adequados de pagamento, valor das prestações e em quantas vezes, os juros e todas as demais exigências do Código de Defesa do Consumidor;

(h) Conferir um tempo adequado de atendimento para não estressar o cliente /fornecedor /parceiro;

(i) Fazer acompanhamento das formalidades contratuais e comunicando-se com o seu supervisor, a assistência técnica e o planejamento da produção / entrega;

(j) Lembrar ao cliente /fornecedor /parceiro que “sua necessidade não termina quando acaba de concluir um contrato”, mas sempre que precisar de novas compras / vendas a empresa estará à sua disposição, com dedicação sempre renovada – pelo feedback.

Uma ação gerencial coletiva precisará ser desencadeada para atender o slogan da empresa e a adoção de um código de conduta profissional de toda a organização, convertido em Política ou Conduta Ética para demonstrar o cumprimento do slogan.

O objetivo desta política é de formalizar normas de conduta profissional, que habitualmente já são observadas pelos executivos, funcionários e colaboradores da empresa.

Os padrões de conduta ideais, nesta política, serão:

1. A comercialização de produtos e serviços deverão ser os exclusivos dos interesses da empresa;

2. Os negócios da empresa, da qual você é faz parte, e pode até representá-la, deverão ser tratados com parcimônia e lisura;

3. A administração em geral da empresa deverá documentar e reportar aos seus gestores a evolução de todo relacionamento técnico / comercial / operacional com os clientes / fornecedores / parceiros;

4. A empresa ao ser elogiada, ou criticada, o pessoal receptor, das manifestações, deve efetivar comunicação imediatamente aos superiores imediatos, e repassar ao ombudsman dela;

5. As entrevistas, esclarecimentos ou declarações em público que envolvam o nome ou as atividades da empresa só serão prestadas por pessoas formalmente autorizadas;

6. As decisões deverão ser imparciais, utilizando-se sempre do mesmo critério ou padrão, visando sempre o bem estar social e econômico de todas as partes;

7. O sigilo absoluto sobre informações, ou dados da empresa, ou de seus clientes / fornecedores / parceiros, deverá ser preservado;

8. As atividades cívicas e políticas dos administradores e executivos da empresa serão permitidas desde que não se utilizem da tradição ou da marca da sua como instrumento ou meio de autopromoção;

9. Nenhum tipo de relacionamento deverá ser mantido ou incentivado, com pessoas ou instituições, que possam induzir ou introduzir uma negociação ou concretização de negócios caracterizando vantagem comercial, produtiva, econômica ou financeira ilícita em proveito próprio, da empresa, de segundos ou de terceiros em relação a ela;

10. Permitir aos colaboradores da empresa participar de organizações de suporte ou fomento técnico, científico e educacional - de fins lucrativos ou não - desde que não tenham qualquer atividade similar que concorra ou colida com as realizadas pela mesma;

11. Não prestar assessoria ou orientação aos clientes / fornecedores / parceiros, exceto no estrito cumprimento de suas atribuições dentro da empresa, expresso nos negócios, nem decidir em nome dela, de segundos e de terceiros, sem a devida autorização formal;

12. Avaliar as pessoas por seus méritos, não por sua raça, religião, nacionalidade, sexo, condição física ou mental, ou por seu nível social e econômico;

13. Não praticar os atos proibidos por legislações federais, estaduais e municipais nas dependências da empresa, bem como orientar os clientes / fornecedores / parceiros e visitantes para o estrito cumprimento das leis aplicáveis em suas instalações.

Pena que governos e empresas abusem do "SLOGANISMO" e sejam através de SLOGANS VAZIOS, e permaneçam na perpétua mentira administrativa e/ou governista de que a instituição cumpre suas obrigações funcionais, operacionais, estatutárias, legislativas (e constitucionais) com a sociedade que lhe sustenta e/ou consome seus produtos e serviços.

E cuidado com os slogans e os lemas administrativos: "não dá para não ler", "tecnologia criativa", "todos sem fronteiras", "bens para a vida", "lazer infinito", "sua casa, sua existência", "gosto desta coisa toda", "nação rica é nação sem corrupção". Qual deles NÃO é VERDADEIRO?

Abraços,

Lewton




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